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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Contra a manipulação: Fotos mostram que foi a PM quem disparou contra o cinegrafista da Band

Manifestantes socorrem Santiago Andrade.
(Foto: imagem da internet)
Imagens reunidas por ativistas da internet negam a versão de que foi um manifestante o responsável pela morte de Santiago Andrade. O que reforça que a imprensa burguesa está usando o fato como pretexto para aumentar a repressão.



Diante da tentativa da imprensa burguesa de colocar a culpa da morte do cinegrafista Santiago Andrade nos manifestantes, um grupo de ativistas da internet reuniu fotos que atestam justamente o oposto. Nas fotos (veja abaixo) fica claro que se trata de uma munição industrial e não um rojão como se afirmou exaustivamente nos jornais e redes de rádio e televisão.

Em uma das fotos, um destes ativistas segura o artefato com a mão.

Estas fotos corroboram o depoimento dado por outro cinegrafista presente a manifestação do dia 6, Bernardo Menezes, funcionário da Rede Globo. Em uma reportagem da Globo News ele dá o seguinte relato: “Tudo aconteceu no momento em que os manifestantes se aglomeraram no Comando do Leste, um edifício do Exército situado no Centro do Rio, ao lado da Central do Brasil. A Polícia Militar tentava dispersar os manifestantes e lançou várias bombas de efeito moral. E um destes artefatos estourou bem perto do cinegrafista da Band. Eu estava há alguns metros e vi quando isso aconteceu. Ele na mesma hora caiu no chão e ficou com um ferimento na cabeça, perdendo bastante sangue. Colegas e outras pessoas que estavam próximas obviamente correram para tentar ajuda-lo. Cercaram o cinegrafista [que estava] no chão e alguns PMs lançaram ainda mais bomba, o que provocou mais confusão” [grifo nosso]. 


Além disso, também chama a atenção alguns fatos. Na imprensa burguesa, em particular na televisão, “especialistas” chegaram rapidamente à conclusão de que foi um manifestante quem disparou um rojão que acertou o cinegrafista. O que além de tudo, mostra a disposição desta mesma imprensa em considerar um manifestante culpado mesmo sem qualquer julgamento.


Uma tática comum em campanhas que servem como pretexto para justificar medidas que aumentam a repressão.

Outra questão é que não foram amplamente divulgadas as imagens das câmeras usadas para monitorar o trânsito e, segundo alegam os governos, para garantir a segurança. Certamente elas poderiam fornecer mais dados sobre o conflito no Centro do Rio. O que temos são apenas alguns registros. Por que estas imagens não são divulgadas e analisadas? Por que mostrariam que os disparos partiram da polícia?


Neste sentido, é preciso repudiar tanto a ação da PM como a cobertura da imprensa capitalista, responsável pela propaganda contra os manifestantes, em favor do aumento da repressão.

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