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terça-feira, 19 de agosto de 2014

A farra do financiamento da campanha eleitoral

O início do processo eleitoral reacende uma série de debates e polêmicas envolvendo temas recorrentes no Brasil. Um dos aspectos mais abordados pela grande mídia, que se transforma em um fértil campo de batalha entre as mais ricas candidaturas, é a corrupção. Verdadeiras avalanches de fatos e “denuncismos” hipócritas fazem ecoar campanhas chapa branca, projetos de lei que prometem a moralização das eleições, banindo candidatos “fichas sujas” e regulamentando o financiamento das campanhas. Mas de onde vêm tais financiamentos? Qual a relação do processo eleitoral com a corrupção?

No Brasil o financiamento de campanha é misto. As doações podem ser provenientes de recursos dos próprios candidatos, com limite de 10% do que declararam no Imposto de Renda, de pessoas jurídicas, com limite de 2% do que declararam, repasses de fundo partidário (quantia repassada pelo Estado proporcionalmente aos partidos legalmente constituídos) e arrecadação de comitês de campanha (cuja origem se dilui nas fontes já citadas). É vedado o financiamento de candidaturas por parte de sindicatos, associações de classe ou entidades e organizações sem fins lucrativos. Ou seja, se um banco ou indústria quiser financiar e eleger um candidato, a lei o garante. Se um sindicato ou grupo de trabalhadores tiver a mesma pretensão, não poderá fazê-lo. Outra fonte importante é a do horário eleitoral gratuito, que, na prática, é pago e consome muito recurso público.

As últimas eleições para a Câmara Federal e o Senado são exemplos de como as políticas executadas pelo Estado burguês e os interesses das grandes corporações são indissociáveis. Disputaram as eleições 4.615 candidatos, o que equivale a cerca de 0,002% da população brasileira. Foram arrecadados R$ 2.098.537.649,76* em doações para os partidos e candidatos, sendo R$ 1.776.172.439,91 provenientes de empresas privadas. Foram oficialmente declarados gastos na ordem de R$ 1.271.293.505,41 nas campanhas. Os gastos dos candidatos eleitos equivaleram a 63,58% dos gastos totais. As empresas foram responsáveis por cerca de 43% do total do financiamento das campanhas, contando que, na outra parcela, ainda há financiamento privado. As construtoras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e OAS, o Banco Alvorada, a siderúrgica Gerdau e a empresa de agronegócio JBS “doaram”, no total, R$ 371.760.441,50 para campanhas de diversos partidos reformistas e de direita da situação e também da oposição de direita. Várias empresas e bancos financiaram campanhas de diversos partidos, garantindo, assim, que qualquer setor que saísse vitorioso já estivesse comprometido com os interesses da iniciativa privada.

O senador mineiro Aécio Neves da Cunha (PSDB), candidato da direita à Presidência da República nestas eleições, foi o segundo candidato que mais gastou entre todas as campanhas do país, em 2010, declarando R$11.970.313,79 em gastos, e suas maiores financiadoras foram a Tortc Terraplanagem Obras Rodoviárias, Itaú/Unibanco, Metalúrgica Prada, Construtora Aterpa e Banco BMG. A pífia atuação no Senado e os pouquíssimos projetos apresentados demonstraram, na prática, que o senador esteve, e ainda está, a serviço da iniciativa privada, em detrimento dos interesses da população mineira e do país. Já agora, o PSDB apresentou uma estimativa de gastos para a campanha presidencial de R$ 290 milhões.

Agora candidata do PSOL à Presidência da República, a ex-deputada federal Luciana Genro declarou gastos de R$ 230.354,02 com sua campanha de 2010, sendo 88% deste valor oriundo de doações de pessoas físicas. O restante veio de pequenas e médias empresas. A previsão de gastos para sua campanha à Presidência não chega a um milhão de reais.

O resultado prático das campanhas bilionárias com altos investimentos de grandes corporações é o total atrelamento do Estado burguês com seus interesses. Total desrespeito aos direitos do povo, o roubo de dinheiro dos cofres públicos durante os mandatos para pagamento das “dívidas de campanha”, etc.

O Estado burguês privilegia apenas aqueles que detêm o poder econômico e os meios de produção. Aos candidatos oriundos das massas populares cabe fazer a denúncia, a agitação política e, caso consigam furar o bloqueio das campanhas milionárias, têm o papel de, no Parlamento, desnudar a podridão do sistema eleitoral, das estruturas viciadas do poder, manter-se coerente com os ideais e interesses de classe e lutar pela garantia dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores.

Raphaella Mendes, Belo Horizonte

Fontes: A Verdade, a partir de BBC Brasil/ Portal CEFET – SP/ Portal Os donos do Congresso.

O assassinato de Michael Brown e o racismo institucional nos Estados Unidos e no Brasil

por Luciana Genro
Publicado em 16 de agosto de 2014

No sábado, dia 9 de agosto, um jovem negro de 18 anos foi assassinado pela polícia na pequena cidade de Ferguson, nos Estados Unidos. Michael Brown tinha recém se formado no Ensino Médio e iria iniciar as aulas na universidade. Ele estava indo visitar sua avó quando foi abordado por um policial por estar caminhando sobre o asfalto, e não sobre a calçada.

Há muitas versões em disputa sobre o que teria ocorrido durante a abordagem policial, mas alguns consensos, reconhecidos até mesmo pela polícia, são fundamentais para se compreender o caso. Michael Brown estava desarmado. Pelo menos duas testemunhas afirmam que ele não reagiu à abordagem e teria permanecido com as mãos ao alto, conforme solicitado pelo agente. A polícia, contudo, diz que o jovem teria tentado sacar a arma do policial.

O fato é que a morte de um jovem negro por um policial branco despertou uma onda de protestos na cidade e no país, motivando até mesmo um pronunciamento nacional do presidente Barack Obama. Dados do censo federal dos Estados Unidos nos ajudam a entender melhor a situação. Com pouco mais de 21 mil habitantes, a cidade de Ferguson é composta, em 67% de sua população, por pessoas negras. Contudo, isso não se reflete nas estruturas locais de poder. O prefeito, o chefe de polícia e cinco dos seis vereadores do município são brancos. E um relatório do Ministério Público do estado do Missouri, onde fica localizada a cidade, informa que, em 2013, 93% dos presos pela polícia em Ferguson eram negros.

Esses dados são estarrecedores e nos ajudam a compreender a complexa realidade de racismo institucional em vigor tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. A onda de protestos em virtude da morte de Michael Brown tem sido duramente reprimida pela polícia. Nos Estados Unidos, apesar de as forças policiais não serem militarizadas, possuem armamentos militares oferecidos pelo governo federal.

A reação popular legítima que ocorre atualmente em Ferguson está se espalhando para outras cidades do país, inclusive Nova York. O assassinato deste jovem negro pela polícia ocorreu nos Estados Unidos, mas poderia ter sido no Brasil. A vítima se chamava Michael Brown, mas poderia se chamar Amarildo, Cláudia Silva Ferreira ou DG. O extermínio da juventude pobre e negra não escolhe nacionalidade.

No Brasil é a famigerada guerra às drogas que serve de justificativa para as execuções sumárias de jovens pobres e negros, como foi o caso de Amarildo, DG e Cláudia. Aqui também o racismo permeia as relações sociais e principalmente as ações da polícia. Defendemos uma profunda transformação na estrutura policial brasileira. O caso dos Estados Unidos – onde as polícias são locais e não são militarizadas – é a prova de que não basta apenas desmilitarizarmos as polícias estaduais.  A polícia não pode ser preparada para combater um inimigo, dentro de uma lógica militar de guerra. É preciso construir uma polícia democrática, com sólida formação em direitos humanos, onde o agente exerça a função de mediador dos conflitos sociais através do enraizamento nas comunidades.

Além disso, é preciso acabar com esta legitimação das execuções sumárias via guerra às drogas. E por fim, é preciso combater o racismo com politicas afirmativas e educacionais. Essa são  propostas que defendo para o país, enquanto candidata à Presidência da República. É nesta condição que apresento, também, minhas condolências à família de Michael Brown. À comunidade de Ferguson, manifesto meu apoio às manifestações e a convicção de que somente a luta dos oprimidos é capaz de modificar as estruturas que favorecem os opressores e a opressão.

Por fim, é preciso dizer que o exemplo da comunidade de Ferguson, que não aceitou calada mais este assassinato a sangue frio e saiu às ruas, contagiando o país, é um exemplo de combate ao racismo e à violência.

Fonte: Geledés, Instituto da Mulher Negra

domingo, 17 de agosto de 2014

RBBA lança novo número discutindo as ditaduras brasileira e argentina

Concepção da capa do novo número da Revista Binacional BRASIL e ARGENTINA:diálogo entre as ciências, ilustrando a DITADURA MILITAR nos dois países.
Pontos da concepção do artista:
SOL E NOITE ESTRELADA
Uma cruz na ausência da luz, fincada na imensa poça vermelha...
Sinal da resistência e do sacrifício de "alguém" que estava contra o sistema...
Gotas de sangue, jorrando nos olhos e no canto da boca das duas nações...
As iniciais NN (na Noche e na Niebla: momentos em que aconteciam as mortes). Código argentino utilizado para identificar "túmulos" de desaparecidos...
A palavra "ORDEM", extraída da bandeira brasileira, elimina "Progresso"... A ordem que "vinha" de cima para prender, torturar, exterminar... Ordem, aqui, é ordenar, mandar, ditar...


A Revista Binacional Brasil-Argentina: diálogo entre as Ciências (RBBA), publicação eletrônica semestral de caráter binacional vinculada aos Programas de Pós-Graduação Memória, Linguagem e Sociedade (PPGMLS/UESB) e Didáctica de las Ciências Experimentales (PPGDCE/UNL), rememora os 50 anos da ditadura civil-militar brasileira (1964-2014). Em se tratando de publicação binacional, a evocação da ditadura cívico-militar argentina (1976) soou quase que naturalmente, não por questão de periodicidade, mas por compor o mesmo cenário histórico latino-americano. Assim, este número foi pensado como um “dueto” envolvendo os dois processos.

Apresentamos aqui o sumário deste novo número, como um convite à sua leitura por completo.

Apresentação

Dictadura terrorista del capital financiero en Argentina (1976-1983). (Ditadura terrorista do capital financeiro na Argentina (1976-1983))
Irma Antognazzi

Ideologia, memória, esquecimento e as ressignificações dos lugares. (Ideología, memoria, olvido y las re-significaciones de los lugares)
Alexandrina Luz Conceição

Rastro de perseguição no DEOPS: trajetória, enquadramento na LSN e resistência de um historiador. (Rastro de persecución en DEOPS: trayectoria, clasificación en LSN y la resistencia de un historiador)
Lucileide Costa Cardoso

Construcción de una cartografía represiva y clausura de agendas en disputa en el Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) Argentino (1973-1983). (Construção de um mapeamento repressivo e fechamento de agendas em disputa no Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) argentino (1973-1983)
Cecilia Gárgan

La política universitaria de la “Revolución Argentina”. La Universidad Nacional del Litoral durante el Onganiato. (A política universitária da “Revolução Argentina”. A Universidad Nacional del Litoral durante o Onganiato)
Natalia Vega

La universidad argentina durante la última dictadura: actitudes y trayectorias de los rectores civiles (1976-1983). (A universidade argentina durante a última ditadura: atitudes e trajetórias dos reitores civis (1976-1983))
Laura Graciela Rodríguez

O anticomunismo do General Ferdinando de Carvalho no contexto da abertura política (1977-1978): uma (re) leitura de “Os Sete Matizes do Vermelho”. (El anticomunismo del general Ferdinando de Carvalho en el contexto de apertura política (1977-1978): una (re) lectura de "Los Siete Tonos de Rojo)
Sandra Regina Barbosa da Silva Souza

La Universidad Nacional de Rosario durante la última dictadura militar argentina (1976-1983). Un acercamiento a los conflictos al interior de la Gestión Interventora. (A Universidade Nacional de Rosario durante a ultima ditadura militar argentina (1976-1983). Uma aproximação aos conflitos no interior da gestão interventora)
Laura Luciani

Disciplinamiento, control social y “acción sicológica”en la dictadura argentina. Una mirada a escala local: Rosario, 1976-1981. (Disciplinamento, controle social e “ação psicológica” na ditadura argentina. Um olhar em escala local: Rosário, 1976-1981)
Gabriela Águila

Escritores y dictadura en Argentina: la Revista El Ornitorrinco y el problema de la resistencia cultural (1977-1983). (Escritores e ditadura na Argentina: a Revista El Ornitorrinco e o problema da resistência cultural (1977-1983))
Federico Iglesias

O processo de reorganização nacional argentina durante a ditadura de 1976. (El proceso de reestructuración nacional argentina durante la dictadura de 1976)
Daniela Moura Rocha de Souza

Resenha: Luta armada em Salvador: uma história de resistência ao regime militar no Brasil. (Lucha armada en Salvador: una historia de resistencia al régimen militar en Brasil)
Manoel Reinaldo Silva Rego

 
Revista Binacional Brasil-Argentina
Comissão Editorial: José Rubens Mascarenhas de Almeida (UESB), Lívia Diana Rocha Magalhães (UESB) e Luciano Alonso (UNL).
Diagramação dos Textos: Adriana Santos Sousa (NTE/UESB)
Capa: Arte: Edmilson Santana; Montagem: João Henrique da Silva Pinto (UESB)
Para acessar, clicar RBBA, ano 3, num 1

Chamada para publicação no novo número


A Revista Binacional Brasil/Argentina - Diálogo entre as Ciências (RBBA - ISSN: 2316-1205), , convida pesquisadores e intelectuais diversos que trabalham com o tema da educação para publicação de dossiê (artigos, resenhas, entrevistas...) de sua 6ª edição. O eixo central sob o qual este número versará será "Pedagogias críticas na América Latina: memórias, práticas e embates”. A seleção do tema diz respeito à necessidade de discutir o desenvolvimento das teorias e experiências educacionais contrahegemônicas, bem como realizar a análise crítica das orientações teóricas e políticas dominantes na educação contemporânea. Complementará o número a publicação de artigos diversos, caso para o qual a Revista aceita artigos em fluxo contínuo.

As submissões se encontram abertas até o dia 10 de outubro de 2014, sendo que, para efetuá-las, os trabalhos podem ser encaminhados diretamente ao Site da RBBA e/ou ao e-mail da Revista. As normas para submissão e as diretrizes para os autores, assim como demais informações também poderão ser encontradas no site.

sábado, 16 de agosto de 2014

Holandês devolve medalha de honra a Israel depois de ataque à Faixa de Gaza

Título original: Devuelve una medalla por salvar a un judío de los nazis tras morir 6 familiares en Gaza


Publicado: 15 ago 2014

Un neerlandés de 91 años ha devuelto a Israel la medalla de honor que había recibido por dar refugio a un judío durante la Segunda Guerra Mundial, después de que uno de los ataques israelíes en la Franja de Gaza matara a seis parientes suyos, informa Afp.

"Devuelvo con gran tristeza la medalla que recibí como un honor y una muestra de agradecimiento por parte del Estado de Israel por los esfuerzos y riesgos asumidos por mi madre y su familia para salvar la vida de un niño judío durante la ocupación alemana", señaló Henk Zanoli en la carta que escribió al embajador de Israel en La Haya a principios de esta semana.

La casa de su sobrina nieta, Angelique Eijpe, diplomática neerlandesa que se casó con el economista Isma'il Ziadah, nacido en un campamento de refugiados en el centro de Gaza, fue blanco de un ataque israelí durante la operación Borde Protector.

Tropeços de um império

Titulo original: TROPIEZOS DE UN IMPERIO


Luis Britto García

1
El Imperio Colosal que ya no encuentra quien quiera pelearle sus guerras con técnicos importados de todas partes construye drones no tripulados que matan los niños de los países invadidos hasta que la junta de especuladores que dirige el Imperio colosal logra que los técnicos fabriquen drones no tripulados que laboren en lugar de los trabajadores hasta que los trabajadores despedidos protestan y descubren que técnicos, políticos y  especuladores  son drones no tripulados que destruyen el Imperio colosal.

2
El Imperio que más gasta en Espionaje en el Mundo crea nuevas agencias de seguridad que espían a las agencias de seguridad que espían a las  anteriores agencias de seguridad hasta que todos los espías son espiados por innumerables espías que a su vez son vigilados por soplones  hasta que todos los ciudadanos  son espías ocupados única y exclusivamente en delatarse unos a otros y uno de ellos delata a todos los demás delatores del Imperio que más gasta en Espionaje en el Mundo.
 
3

El Imperio que más Consume en el Mundo fuerza a punta de cañón a  las demás naciones del planeta a aceptar en pago de todos los bienes que les quita un papel verde sin respaldo que pasa de valer nada a valer menos que nada con el cual adquiere todo lo que vale en el mundo petróleo materias primas recursos naturales trabajo barato patentes regaladas conciencias obras del intelecto  hasta se acostumbra tanto a importar sin producir  que queda debiendo en papel que no vale nada más del cien por ciento de un Producto Interno Bruto que no existe a punta de comprar con papel que no vale nada  mercancías que reducen su economía a nada.

4

El Imperio sin Cultura mediante guerras y latrocinios intenta destruir las culturas de los restantes países del mundo con bombardeos de aplanadora sobre museos y bibliotecas, tráfico ilegal de patrimonio histórico, latrocinio de joyas arqueológicas, pillaje  de obras maestras, saqueo de las creaciones de las marginalidades a las que rechaza y excluye, corrupción sistemática de intelectuales y creadores e imposición idolátrica del paradigma de lo rentable, hasta que de tanto acumular creaciones ajenas deviene montón de despojos, cúmulo del vacío, Imperio sin Cultura.

5

El Imperio que más Drogas consume en el Mundo destruye países en nombre de la guerra contra la droga mediante organismos dedicados al tráfico de drogas que mantienen en operación el sistema bancario legitimando capitales que se reinvierten en el tráfico más rentable del mundo que crea un invisible Imperio del Delito que crece hasta destruir todo lo demás incluido El Imperio que más Drogas consume en el Mundo.

6

El Imperio que explota más Inmigrantes del Mundo deja colar cada vez más trabajadores migratorios que no tienen derechos,  pueden ser expulsados cuando reclaman y laboran por nada hasta que inmigrantes sin derechos copan todos los puestos en las maquilas y las fábricas del interior y del exterior y no queda una sola plaza disponible en el planeta para los ciudadanos de El Imperio que explota más Inmigrantes del Mundo.

7

El Imperio que domina las Comunicaciones del Mundo crea un Mundo que sólo existe en las Comunicaciones con guerras humanitarias que aniquilan países para protegerlos, genocidios filantrópicos que exterminan pueblos para beneficiarlos, holocaustos benévolos en interés de las víctimas, capitalistas que  explotan para favorecer a los explotados y corruptores de menores defensores de la infancia, y se muda a vivir en ese Mundo que sólo existe en las Comunicaciones  donde nunca le llega la noticia de que ya no existe en  el Mundo que existe fuera de las Comunicaciones.

8

Desde que no produce nada el Imperio que dominaba  la Deuda Externa no puede pagar a sus empleados públicos y se declara en quiebra con lo cual sus activos son adjudicados en subasta pero nadie ofrece nada por la soga para linchar negros, nada por las cenizas de las niñas incineradas en Vietnam, nada por la miserable industria cultural que degradó todas las artes a dividendos, nada por  la Inteligencia que construyó la dictadura de  la Estupidez , nada por el Complejo Militar Industrial que sólo logró  convertir todo en nada.

(TEXTO/FOTOMONTAJE: Luis Britto)
Ps: O texto, de novembro de 2013, apresenta uma atualidade inquestionável. A fonte em que foi publicada (blog do autor) foi removida da net.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Snowden: O Mosad criou o Estado Islâmico


© REUTERS Alaa Al-Marjani
Título original: Nueva revelación de Snowden: El Mosad creó el Estado Islámico


Publicado: 17 jul 2014

Edward Snowden, el exempleado de la NSA, ha revelado que los servicios de inteligencia de EE.UU., Reino Unido e Israel trabajaron juntos para crear el Estado Islámico (el antiguo Estado Islámico de Irak y el Levante, EIIL).

 
Snowden dijo que la inteligencia estadounidense, británica y los servicios secretos israelíes, conocidos como Mosad, crearon una organización terrorista capaz de atraer a todos los extremistas del mundo a un sitio, usando una estrategia llamada 'el nido del avispón', informa Gulf Daily News.

Documentos de la NSA se refieren a la reciente implementación del 'nido del avispón' para proteger a la entidad sionista mediante la creación de eslóganes religiosos e islámicos. De acuerdo con documentos publicados por Snowden, "la única solución para la protección del Estado judío es crear un enemigo cerca de sus fronteras".

Las filtraciones revelaron que Abu Bakr Al Baghdadi, el líder del Estado Islámico, tuvo entrenamiento militar intensivo durante un año entero en manos del Mosad, además de cursos de teología y oratoria.


Iniciado en junio, el violento levantamiento de la milicia Estado Islámico ha sumido a Irak en una nueva situación de guerra que amenaza a toda la región de Oriente Medio. Se cree que la milicia del Estado Islámico que opera en Irak y Siria controla 2.000 millones de dólares y se compone de 10.000 combatientes, lo que permite a este grupo combatir exitosamente contra el Ejército iraquí y así intentar controlar una región que se extiende desde la ciudad de Alepo en Siria, hasta las ciudades de Faluya, Mosul y Tal Afar en Irak.

Cinco razões para o declínio americano

Multidão exibe bandeira capturada em Trípoli. Líbia, que tinha maior IDH
 da África, antes de ser invadida, é hoje dominada por gangues e senhores da guerra

Washington retira-se da Líbia, depois de destruí-la. Arrogância, preconceitos ideológicos, militarismo e paranoia arrasam influência dos EUA, mas os convertem em perigo permanente



Por Mauro Santayana, em seu blog
11 de agosto de 2014
 
O Brasil e os Estados Unidos, cada um por suas razões, acabam de retirar seu pessoal diplomático de Trípoli, na esteira da desastrada intervenção dos EUA e da OTAN na Líbia, que teve como consequência a entrega de uma das mais desenvolvidas nações do continente africano a uma matilha de quadrilhas radicais islâmicas, após a derrubada e o assassinato de Muamar Kadafi, em 2011.

Brasília está fechando sua embaixada para proteger seus funcionários. Os EUA, porque, assim como ocorreu no Iraque, foram taticamente derrotados e falharam em colocar no poder governos fantoches, apesar de terem destroçado política e socialmente esses países, deixando, como está acontecendo na Síria, como rastro de sua interferência, direta ou indireta, centenas de milhares de mortos e milhões de refugiados.

Único país do mundo a possuir, sem necessidade de lastro, uma impressora de dinheiro em casa, e a contar com gigantesca máquina de inteligência, espionagem e propaganda, os EUA teriam tudo para, se quisessem, como diria o teórico da auto-ajuda Dale Carnegie, “ganhar amigos e influenciar as pessoas”, incentivando a paz e o desenvolvimento nos países mais pobres, por meio de “soft power”.

Cinco principais razões, no entanto, impedem a república norte-americana de fazer isso:


Em primeiro lugar, o grande business do medo, tocado, protegido, irrigado como frondosa e delicada árvore, todos os dias, por milhares de pseudo-intelectuais, “filósofos”, acadêmicos, “pesquisadores” e jornalistas, que vivem de provocar, induzir e realimentar as indústrias do anti-comunismo, do anti-islamismo, do “anti-chinesismo”, do anti-russismo, do anti-castrismo, do anti-bolivarianismo, etc.

Em segundo lugar, o complexo imperial da direita fundamentalista norte-americana, que acredita, piamente, ter herdado, dos pais fundadores, exclusivo e expresso mandato recebido – como as Tábuas da Lei — diretamente das mãos de Deus, para conduzir o mundo e o destino da Humanidade.

Em terceiro lugar, a política interna, na qual democratas e republicanos, e concorrentes a indicações e a candidaturas, às vezes até do mesmo partido, se acusam mutuamente de desdenhar a segurança, o que coloca a questão da defesa sempre em primeiro plano no embate político, partidário e eleitoral.

Em quarto lugar, os interesses de um imenso complexo industrial-militar que movimenta milhões de pessoas e centenas de bilhões de dólares na pesquisa, desenvolvimento e fabricação de novas armas, que precisam ter sua existência justificada e ser usadas de alguma forma.

E, finalmente, em quinto lugar, uma política externa e uma diplomacia que não conseguem sobreviver sem a desconfiança e a arrogância. Em seu trato com o resto do mundo, principalmente as nações menos favorecidas, os Estados Unidos poderiam usar a cenoura, mas preferem, como qualquer valentão de bairro, brandir o porrete, porque isso lhes dá prazer e a ilusão de força.

Com base em mentiras, como a existência de armas de destruição em massa, os EUA mataram Saddam Hussein e derrubaram Muammar Kadafi, armando um bando de psicopatas que linchou, no meio da rua, a socos e pontapés, o líder líbio, transformando seu rosto em uma espécie de hambúrguer.

Era Kadafi um tirano? Quando convinha, a Europa e os EUA não se aliaram e fizeram negócios com ele, assim como com outros ditadores que são ou foram apoiados pelo “ocidente”, em Estados como a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes, ou em países como o Chile de Pinochet e a Indonésia de Suharto?

Sob a liderança de Saddam Hussein, o Iraque chegou a ser um dos países mais prósperos do Oriente Médio, com uma infraestrutura invejável, boa parte dela construída por brasileiros nos anos 1970 e 1980; e a Líbia, sob Muamar Kadafi, tinha o maior IDH africano.

Hoje, depois de guerras fomentadas e promovidas pelo “ocidente”, os dois países estão entregues a rebeldes islâmicos radicais, perto dos quais Kadafi e Saddam Hussein pareceriam anjos. E os Estados Unidos, depois de um custo financeiro e humano incalculável, estão saindo de Trípoli e de Bagdá escorraçados, como saíram do Vietnam e da Somália.

Em Von Kriege, Clausewitz escreveu que “a guerra é a continuação da política por outros meios…” querendo afirmar a primazia da razão política sobre a força das armas. Para os Estados Unidos, a política é a continuação da guerra. De uma guerra permanente que os opõe – como podemos ver pela espionagem contra seus próprios aliados, entre eles a Alemanha – ao resto do mundo.

Não por acaso, as únicas vezes em que os EUA foram efetivamente bem sucedidos, do ponto de vista bélico, foi quando lutaram claramente não em defesa de suas empresas e de sua elite, mas pela liberdade, no conflito contra a Inglaterra pela independência de seu território, e na Primeira e na Segunda guerras mundiais.

A Guerra Fria não passou de uma estratégia contínua e paranoide de isolar e enfraquecer a União Soviética, que saíra da Segunda Guerra Mundial e da Batalha de Berlim como uma nação vitoriosa, sem a qual o nazismo não teria sido derrotado.

Hoje, embora não o admita, a direita norte-americana está extremamente preocupada com o avanço do BRICS e mais especialmente da China.

Nos próximos anos, se os EUA não mudarem, esse avanço será cada vez mais eficaz e inexorável.

Não pelo fato de que Pequim esteja se armando militarmente, assim como os outros BRICS. Mas porque, na maioria dos lugares em que chegam, países como o Brasil e a China o fazem por meio de obras, comércio, investimentos, portos, estradas, pontes, ferrovias. E os Estados Unidos, a OTAN, e seus aliados, por meio de mentiras, intrigas e discórdia, bombardeios, drones e porta-aviões.

Por que este homem é perigoso? Por que Palestina?

Fonte: Youtube

domingo, 10 de agosto de 2014

México: Quase cem mil crianças moram na rua

Título original: 95.000 niños viven en la calle en México


Sábado, agosto 9

La pobreza en la que viven millones de familias ha provocado que los menores de edad, los más desprotegidos, tengan que abandonar su hogar. Esto los deja a merced de los peligros de la calle, pero no son los únicos.
En México, los cálculos más conservadores indican que hay 95 mil niños y niñas que viven en la calle expuestos a explotación, drogas, enfermedades y delincuentes. Estos niños vagabundos muestran una realidad: fallan los programas sociales para que se integren al desarrollo.

Hay otro tipo de niños desprotegidos, los que no viven en la calle, pero trabajan en ella. Los que sus padres ponen a laborar para completar el gasto familiar. Esto evidencia el problema de fondo: la pobreza.
La mayoría de los padres de familia mexicanos tienen la conciencia de que deben mantener a sus hijos bajo supervisión, pero la creciente exposición a las drogas, la violencia callejera, y en muchos casos, el acceso ilimitado a Internet hacen difícil la tarea.
Los legisladores mexicanos elaboran la Ley General para garantizar los Derechos de las Niñas y los Niños. Pero hasta ahora no hay nada concreto en esta materia, por lo que los padres tratan de inculcar valores para que tengan elementos con qué defenderse.
En México existen múltiples organizaciones gubernamentales y no gubernamentales destinadas a la protección de los infantes, sin embargo, cada vez es más frecuente ver a grupos de niños tratando de sobrevivir a la intemperie en las calles de esta ciudad.
HispanTV
Fonte: Libre Red

sábado, 9 de agosto de 2014

Monsanto é multada em $93 milhões de dólares por envenenar pessoas em pequeno povoado

Título original: Monsanto obligado a pagar USD $93 millones a pequeño pueblo por envenenar ciudadanos


por Christina Sarich
Traducción; Ignacia Guzmán Zuloaga
07/08/14

Los grandes triunfos pueden suceder en pequeños lugares. La Corte Suprema del Estado de Virginia del Oeste finalizó un gran golpe al gigante de Biotech, Monsanto este mes, estableciendo un acuerdo que obliga a Monsanto a pagar USD$ 93 millones al pequeño pueblo de Nitro, Virginia del Oeste, por envenenar a sus ciudadanos con químicos derivados del Agente Naranja.

El acuerdo fue aprobado el año pasado, pero los detalles fueron elaborados solo hace una semana sobre cómo se gastarán los fondos.

El acuerdo(1) requerirá que Monsanto haga lo siguiente:

-$9 millones se gastarán en limpiar polvo contaminado con dioxina en 4.500 casas.

-$21 millones se gastarán para testear para ver si la gente ha sido envenenada con dioxina.

-Los ciudadanos serán monitoreados para dicha intoxicación por 30 años, no sólo por algunos meses.

-Un adicional $63 millones serán agregados si se necesitan pruebas adicionales por contaminación de dioxina.

-Cualquiera que viva en el área de Nitro entre el 1 de enero de 1948 y el 3 de septiembre del 2010 será testeado por dioxina. Aunque deben probar que vivieron en el área, serán candidatos para ser testeados incluso si ya no viven en Nitro.

-Empleados actuales o pasados de Monsanto no serán candidatos para obtener cualquiera de estos beneficios.

-Una oficina será establecida para organizar las pruebas de los ciudadanos de Nitro. El registro de participantes serpa supervisado por el abogado de Charleston, Thomas Flaherty, quien fue designado por la corte.

Los residentes tienen derecho a demandar individualmente a Monsanto si las pruebas médicas muestran daños físicos debido a la exposición a la dioxina.

Monsanto Produjo Químicos Tóxicos en Nitro Cómo fueron expuestos los ciudadanos de Nitro a dioxina? Monsanto estaba produciendo el herbicida tóxico Agente Naranja en Nitro, y la dioxina es un subproducto químico de la sustancia. Se sabe que causa serias condiciones de salud(2). La fábrica que produjo el Agente Naranja fue abierta en Nitro en 1948 y permaneció operando hasta el 2004, a pesar de que el uso de este herbicida en el pasado (en Vietnam y otros países asiáticos) fue fatal para millones de ciudadanos y para los veteranos de guerra expuestos a él.

“No hay duda que durante y después de la guerra, los vietnamitas absorbieron este material extremadamente tóxico [dioxina]. Creemos, basados en estudios toxicológicos y epidemiológicos de muchos países, que esta dioxina probablemente resulte en severos efectos a la salud en Vietnam.” – Arnold Schecter y John Constable(3) “Ha sido un muy largo recorrido,” dijo el abogado Stuart Calwell a The Charleston Gazette. Calwell representó a residentes del área de Nitro en una demanda colectiva que obligó a a Monsanto a llegar al acuerdo.

“Las políticas de la dioxina han sido debatidas amargamente desde la guerra de Vietnam, pero… sabemos que hay un tema de salud y esperamos que a la gente se les limpien sus hogares y el riesgo termine y aquellos expuestos en el pasado tendrán el beneficio de monitorear su salud.”

La gente de Nitro aun necesita llenar un registro para recibir los beneficios destacados en el acuerdo. Debido a la naturaleza crucial de este acuerdo emblemático, los ciudadanos de Nitro necesitan participar lo más posible para sentar un precedente para otras demandas colectivas que agricultores y consumidores de alimentos OGM alrededor del mundo puedan emprender contra Monsanto en el futuro para así finalmente poder vencerlos. Si suficientes de nosotros hacemos esto al mismo tiempo, incluso en teoría sus abultadas arcas se agotarán, y podremos disfrutar de un mundo sin ser envenados de muerte.

Mientras este caso no involucra al glifosato(4), otra sustancia mortal usada en los herbicidas de Monsanto como el RoundUp, ya llegará su hora.

Referencias:
Ecoportal.net
Fonte: Ecoportal

Será possível consumir sem alienar-se?

Novo aplicativo permite desvendar, pelo código de barras, práticas antiéticas que empresas tentam esconder. Ferramenta já é usada para boicotes — por exemplo, contra produtos israelenses

Por Gabriela Leite
Publicado em 8 de agosto de 2014

Imagine-se entrando em um supermercado para comprar uma garrafa de cerveja. Chegando lá, além de escolher pelo preço ou pelo sabor, você também pode analisar. Rejeita a marca que desrespeita os direitos dos trabalhadores. Evita aquela que faz publicidade machista. Por fim, escolhe a que utiliza ingredientes orgânicos. Na prateleira de cosméticos, pula os que ainda fazem testes em animais. Assusta-se ao perceber que uma das marcas faz parte de multinacional de alimentos. Finalmente, escolhe o creme hidratante da empresa que usa energia renovável.

Essa é a ideia do aplicativo Buycott (um trocadilho de “buy” — comprar, em inglês — com “boycott” — boicote). Criado por Darcy Burner, uma ex-desenvolvedora norte-americana da Microsoft, o programa para celulares ligados à internet baseia-se numa ferramenta do próprio capitalismo: o código de barras… Estimula os usuários escaneá-los, com o próprio telefone. E, ao identificar cada produto, associa seu fabricante a um banco de dados que pode tornar-se cada vez mais completo. Oferece todas as informações disponíveis: desde se o produto utiliza químicos cancerígenos até se a empresa apoia o direito dos transexuais.

O software é participativo. As classificações dos produtos são chamadas de campanhas, e podem ser criadas por qualquer usuário, dentro de algumas categorias. Algumas delas: direitos dos animais, justiça econômica, meio ambiente, comida, direitos humanos, direitos das mulheres. O usuário escolhe participar das campanhas que quiser e, em seguida, pode passar a escolher um produto de acordo com seus princípios pessoais.

No Brasil, ainda é bastante difícil achar produtos que estejam em listas. Isso pode ser rapidamente alterado. Depende apenas de que usuários da internet comecem a registrar produtos e criar campanhas. Isso permitiria diversos tipos de boicote: contra empresas que financiam certos políticos; contra uma indústria que esteja na lista do trabalho escravo; ou alguma marca cujo presidente mostrou-se contra os direitos das mulheres, por exemplo. Para testar, escaneamos o código de barras de dois produtos. O primeiro foi uma câmera Canon. Sobre ela, o aplicativo avisou: “você apoia esta marca por responsabilidade ecológica”, e mostrou que a marca está na lista positiva de “Energia limpa e renovável”. Acessamos seu site e vimos que realmente há uma campanha de reciclagem de toners de suas impressoras, por exemplo.

Já no momento em que fotografamos o código de barras de um cosmético da L’Oreal, o Boycott advertiu: “evite este produto”. Em seguida, explica: a marca faz parte do conglomerado da Nestlé. Por isso, está na lista suja de uma campanha de boicote à multinacional. O movimento adverte que o presidente da empresa, Peter Brabeck-Latmathe, já afirmou que “o acesso à água não é um direito humano”, e sua a indústria rouba a água potável de uma pequena comunidade no Paquistão, deixando seus habitantes passarem sede.

A L’Oreal ainda pertence a outra campanha: a “Long live Palestine, boycott Israel” (“longa vida à Palestina, boicote Israel”). Esta é uma das de mais sucesso nas últimas semanas, como afirma a página de trends do aplicativo — já tem 230 mil seguidores. “A L’Oreal estabeleceu Israel como seu centro comercial no Oriente Médio e aumentou o investimento e atividades manufatureiras”, alerta. Se acreditar que deve haver um boicote econômico a Israel, após o massacre na faixa de Gaza das últimas semanas, o consumidor pode escolher não comprar a marca. Se fizesse isso sozinho, sua ação não seria nem levemente sentida pela marca de cosméticos. Mas, em rede, essa atitude tende a crescrer consideravelmente — e, talvez, pode chegar até a incomodar a gigante Nestlé.

Por séculos, o consumo tem sido uma das bases do processo de alienação capitalista. Ao comprar algo, legitimamos e fortalecemos relações sociais que ignoramos. É como se nossos valores éticos fossem irrelevantes ou impotentes, e devêssemos consumir levando em conta apenas fatores superficiais: preço, aparência, publicidade, suposta “qualidade” do produto. Agora, parece que a tecnologia pode ser utilizada para atitudes distintas. Haverá consciência social suficiente para que elas se disseminem?

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Occupation 101 - A Voz da Maioria Silenciada (2006)

"O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância... é a ilusão do conhecimento"
Saiba mais sobre como o câncer chamado Sionismo que pelas mãos de judeus, propõe e executa diariamente, mesmo enquanto você lê estas linhas o assassinato, o roubo, a tortura e o extermínio de inocentes, inclusive de crianças com o apoio das maiores potencias políticas do planeta, incluindo os EUA e Inglaterra. Descubra o que e loucura em nome de deus. Descubra a verdade por trás da hipocrisia da mensagem de paz de Israel.
Roubo de terra, prisões sem julgamento, estupros, assassinatos, humilhações, brutalidade banalizada, covardia e desonestidade. Depois de assistir a esse documentário você poderá se questionar, "POR QUE EU NÃO SABIA DISSO?"
Definitivamente, o premiadíssimo "Ocupação 101 - A Voz da Maioria Silenciada" é o melhor documentário para se entender o conflito entre Israel e a Palestina. Trata-se aqui também, de um dos documentários mais baixados no planeta. Um discurso esclarecedor e corajoso. Com certeza, depois dele você verá o conflito de uma maneira muito mais lúcida.

Fonte: Youtube

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Doações ou investimentos? De onde vem a filantropia dessas grandes empresas?

Título original: As empresas que mais doaram para os presidenciáveis até agora


Agosto 7, 2014

As empresas que mais doaram para os presidenciáveis até agora

TSE divulga as empresas que lideram as doações de campanha até agora para a corrida presidencial de 2014

Até agora, a JBS Friboi, a Ambev e a construtora OAS foram responsáveis por 65% do financiamento das campanhas eleitorais para a Presidência da República. De acordo com levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 11 candidatos a presidente e seus comitês financeiros já arrecadaram R$ 31,2 milhões.

Só a JBS Friboi doou R$ 5 milhões para a campanha de Aécio Neves e a mesma quantidade para a campanha petista, além de R$ 1 milhão ao PSB, de Eduardo Campos. Segundo comunicado, a empresa afirma: “Nossas doações seguem as relações que mantemos com os partidos, tanto nacionalmente quanto nos estados. As doações ao PT e ao PSDB foram maiores por conta da maior presença e pulverização desses partidos no país”.

Os R$ 11 milhões investidos pela JBS representam 35% do total geral desta primeira rodada de contas eleitorais.

A Ambev repassou um total de R$ 6,7 milhões, sendo R$ 4 milhões para a Dilma, R$ 1,2 milhão para Aécio e R$ 1,5 milhão para Campos. Já a OAS doou R$ 2,6 milhões, sendo R$ 2 milhões para a campanha tucana e o restante para a campanha do PSB.

Arrecadação

Até agora, Aécio lidera a corrida pelo dinheiro, com R$ 11 milhões arrecadados. Dilma conseguiu R$ 10,1 milhões. Eduardo Campos, R$ 8,2 milhões. Juntos, os três representam 94% do total.

O tucano também lidera o ranking de gastos entre os presidenciáveis. Seu comitê registrou despesas de R$ 6,6 milhões até o momento.

O maior gasto foi com a empresa 2014 Comunicação (R$ 3,7 milhões). No rol de despesas de Aécio constam também R$ 319,2 mil para uma empresa que freta jatos.