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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

'Amansar' os professores com cassetetes para avançar contra a escola pública



MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO, ORGANIZAÇÕES GLOBO, CABRAL, PAES E COSTIN: ‘AMANSAR’ OS PROFESSORES COM CASSETETES PARA AVANÇAR CONTRA A ESCOLA PÚBLICA


Roberto Leher*

Em homenagem a Emilio Luiz Pedroso Araújo, um defensor da escola pública popular



O que leva o arco de forças que reúne Sergio Cabral, Eduardo Paes, seus secretários de educação, respectivamente, Wilson Risolia e Claudia Costin, a acionar o uso ilegal do aparato policial para reprimir bestialmente trabalhadores da educação em generosa luta em prol de uma carreira que valorize a dedicação ao fazer educacional, a qualificação e a progressão funcional ao longo da vida, possibilitando que a opção pelo trabalho na escola pública seja  um estimulante projeto de vida?

A mesma indagação pode ser feita sobre os motivos que levam porta-vozes da coalizão empresarial Todos pela Educação (TPE), como Priscilla Cruz, que vêm a público criticar a politização e a ideologização da greve[1], posição ecoada de modo viperino pelas organizações Globo.

Todos juntos, governos, lobby empresarial, corporações da mídia, desqualificam a greve por ser motivada por interesses de pequenos grupos e de partidos de esquerda radicais. A despeito do fato objetivo de que os governos Cabral e Paes não abriram negociações sérias e objetivas, prolongando a greve, o discurso da referida coalizão promove uma inversão no nexo causal: se a greve se prolonga é porque assim quer o sindicato, motivado por interesses escusos de pequenos grupos. A monumental assembleia de continuidade da greve, realizada no dia 4 de outubro, reunindo mais de cinco mil corajosos profissionais da educação, evidentemente é uma vigorosa refutação do bolorento argumento da direita repetido, ad nauseam, no período da ditadura e que O Globo, após enriquecer com o apoio ativo ao golpe, agora diz se arrepender. 

A mensagem implícita é que os governos são justos, ágeis nas negociações, fazem o que podem para atender ao que Risolia e Costin entendem ser “as verdadeiras reivindicações” dos profissionais da educação, ainda que estas estejam em antípoda em relação a pauta aprovada nas concorridas assembleias. Quando se torna evidente que o governo nada irá negociar, o subentendido é que, caso os professores tivessem verdadeiro amor aos seus alunos, a volta ao trabalho seria rápida e resignada.  Neste prisma, a continuidade da greve é um gesto hostil aos estudantes e às suas famílias. 

Tal narrativa é obtusa, mas interessada e coerente em relação ao projeto de contrarreforma da educação pública. O que significa para os profissionais da educação nova postergação no atendimento de suas verdadeiras reivindicações?  Significa uma opção por viver dramáticas privações econômicas, ausência de perspectivas para o seu futuro profissional, fadiga pelo trabalho com turmas lotadas e pela precária infraestrutura da rede, como evidenciado no relatório do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro[2] (situação igualmente grave na rede estadual), frustração pela imposição de cartilhas e pacotes educacionais que secam toda possibilidade da docência e interditam as suas vozes, jornadas extenuantes que invadem as noites, os finais de semana e mesmo as férias. Não é difícil concluir que a pauta é necessária para assegurar o real direito universal à educação pública!

Somente aceitando uma sábia resignação, diz a representante empresarial, os professores serão reconhecidos e valorizados pela sociedade! Conforme a peculiar lógica da diretora da coalização das corporações, quando lutam por uma carreira que fortaleceria a escola pública, os professores se desgastam ainda mais perante a sociedade. Novamente, o implícito: um dia vocês serão valorizados. Confiem em nós! Os governos federal, estaduais, municipais que atuam em conjunto com as corporações, todos estamos com vocês! Quem já esperou um século, pode esperar mais algumas décadas! Quanto a imagem pública dos professores, a representante das corporações nada diz sobre o significado de serem vistos pelo público – pelos estudantes, pais e pelo conjunto da sociedade – levando rudes golpes de cassetetes, bombas lançadas do alto das edificações, jatos de spray de pimenta e balas de borracha.  Qual é a imagem que a referida coalizão produz com os seus atos de violência e barbárie sobre os profissionais da educação? O que está sendo dito sobre a dignidade e o respeito a uma categoria tão estruturante da democracia?

Por que a reivindicação de uma carreira compatível com a docência, no sentido proposto por Marilena Chau í[3], não teria “relação com os interesses coletivos dos professores” (e dos demais servidores que são imprescindíveis para a rede pública, desde a garantia de alimentação saudável para as crianças e do trabalho profissional na secretaria das unidades escolares, até a constituição de um conjunto de servidores capazes de imprimir profissionalismo e permanência nos atos administrativos indispensáveis para a organização administrativa da rede pública)?

Na história da educação pública, a carreira docente sempre compôs o cerne da política pública para a educação. Uma carreira comprometida com a escola pública assegura a autonomia intelectual e a garantia do caráter público da educação, o agir ético como servidor público e a qualificação para se desincumbir dessa elevada função pública.

A carreira reivindicada[4] institui as condições para o ingresso do servidor no serviço público de modo impessoal, por meio de requisitos de qualificação profissional, provas e exames de títulos, processo que deve acontecer no bojo do concurso público. Normatiza as regras de progressão ao longo da vida funcional, valorizando a experiência, a dedicação e a qualificação, reconhecendo o esforço do servidor da educação em seguir o seu processo de formação, por meio da especialização, do mestrado e do doutorado. Define as atividades que compõem o rol da docência e das atividades técnicas e administrativas, objetivando assegurar a indispensável autonomia frente aos interesses particularistas de grupos políticos (como o Todos pela Educação), aos interesses puramente mercantis, como na venda de material pedagógico  (Roberto Marinho, Alfa&Beto etc.), ao processo de ensino e aprendizagem (recusando o foco no direito à aprendizagem sem ensino), na garantia da formação cultural, artística, científica rigorosa, ampla e universal dos estudantes (combatendo a segregação da educação popular por meio de uma formação minimalista de competências rudimentares, como preconizado pelas avaliações padronizadas) e, não menos importante, na possibilidade de dedicação a uma determinada escola, evitando a condição de professor nômade, hoje instaurada principalmente na rede pública estadual.

Finalmente, a carreira normatiza o tempo. Somente assegurando tempo para as atividades fora da sala de aula, será possível uma docência criativa, fundamentada na ciência, garantindo as condições objetivas para que os profissionais estejam engajados em estudos coletivos, pesquisas, planejamento das aulas, avaliação qualitativa do trabalho dos estudantes, em diálogo com os movimentos sociais, o sindicato, pais e responsáveis, a comunidade escolar e as universidades.

O valor da remuneração, é importante frisar, não é o determinante da carreira, mas, por óbvio, é condição necessária para que a carreira possa garantir a plena dedicação ao trabalho. Somente com remuneração digna é possível o engajamento arrebatador no trabalho pedagógico cotidiano. Tal compromisso é incompatível com o sofrimento advindo da privação econômica, levando os professores a buscarem vários empregos para compor uma renda minimamente compatível com as necessidades básicas da vida. A degradação da carreira não provoca apenas sofrimento econômico, mas psicossocial. A opção pela carreira do magistério, ao ser anunciada por um jovem, provoca reações de comiseração, sugerindo que é uma opção dos fracassados.

O projeto de carreira imposto por Eduardo Paes – Claudia Costin [5] é antagônico com o conceito de carreira docente e dos demais profissionais da educação. Em um contexto de vertiginoso aumento na produção científica nas ciências da natureza e nas ciências duras e de grandes desafios diante de problemas que envolvem esses domínios do conhecimento (energia, agricultura, saúde, aquecimento global, biotecnologias..), o mestrado e o doutorado nestas áreas nada valem, pois a única pós-graduação stricto sensu reconhecida é na área de educação: física, química, matemática, história, geografia, ciências sociais são ignoradas. Detalhe não irrelevante. Os que realizaram doutorado em educação somente  terão seus títulos reconhecidos se a Prefeitura tiver recursos!

Como se não bastasse tal irracionalidade, somente os servidores em regime de 40 horas poderão ser inseridos no novo plano, restringindo o seu alcance para menos de 10% do total. Objetivamente, os profissionais da educação que ocupam cargos de magistério de 16h, 22 h 30 min e 30 h estão excluídos do enquadramento no Plano.  O governo afirma que futuramente poderá abrir novas oportunidades de ampliação da carga horária para 40h, mas tal opção irá depender da disponibilidade financeira e da vontade monocrática da Prefeitura. Também os professores do primeiro segmento do ensino fundamental e da educação infantil que realizaram concurso aberto aos que possuíam a formação em nível “normal”, igualmente não poderão ser enquadrados, ainda que tenham nível superior, pois somente os que realizaram concurso para nível superior poderão ser inseridos na nova carreira.

A rigor, é um plano que não valoriza a qualificação tão proclamada como indispensável, desconsidera a formação em vários domínios do conhecimento e, ao restringir o universo dos possíveis beneficiados, sobressai um dos objetivos não proclamados do novo plano: a redução do impacto orçamentário do plano. As prioridades, na gestão Paes, estão vinculadas aos negócios imobiliários e aos grandes eventos da cidade-mercadoria.  A formação dos estudantes, a carreira dos profissionais, a escola pública são as grandes perdedoras do novo plano.

O plano não contempla a valorização funcional ao longo do tempo de carreira, um dos pilares de qualquer carreira magisterial.  No lugar de uma valorização por toda vida laboral, no caso da educação básica, ao menos de 25 anos, o plano restringe a onze anos o tempo para progressão, mantendo apenas as quatro classes atualmente existentes.

Examinando as carreiras magisteriais dos países da OCDE, em geral a diferença entre o início e o final da carreira é superior a 300%. Conforme o plano Paes-Costin, após 25 anos de magistério, um professor terá seu salário 26,5% maior do que no início da carreira. Por sua vez, uma Agente Auxiliar de Creche receberá por tempo de serviço, no máximo 7,7% em toda sua carreira! A “valorização” por formação é desconcertantemente irrisória: depois de cursar pós-graduação, mestrado e doutorado, um professor estará recebendo apenas 15% a mais do que um graduado[6]. Um dos princípios mais axiais da luta magisterial, a paridade entre os ativos e aposentados, é desconsiderada, como se os aposentados, após a dedicação de suas vidas à educação, pudessem ser descartados, esquecidos e submetidos a progressivo empobrecimento.

Por tudo isso, é possível concluir que a greve dos profissionais da educação pública, iniciada em 8 de agosto de 2013, é um movimento em prol do futuro da escola pública. Alternativamente, a política Cabral-Risolia e Paes-Costin, afinal referenciada, como a do MEC, na agenda do TPE, é incompatível com a escola pública capaz de assegurar uma formação cultural e científica integral, plena, a todos os que possuem um rosto humano. Frente ao projeto em curso, o uso da violência extrema não surpreende, pois, onde houver um professor que se volte contra o pacote educacional que impõe o apartheid educacional, haverá uma voz a ser silenciada: pelos manuais do ABC pedagógico introduzidos por corporações e, sempre que necessário, pela violência policial. O que as forças do atraso não perceberam é que o clamor pela educação pública pulsa nas escolas e nas ruas e o projeto de conversão das escolas em ‘organizações’ dirigidas pelas corporações não passará!

Rio de Janeiro, 5 de outubro de 2013


* Roberto Leher é professor titular da Faculdade de Educação da UFRJ e de seu Programa de Pós-Graduação, colaborador da ENFF e pesquisador do CNPq.

[1] . Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos pela Educação, Prejuízo silencioso. O Globo, 1/10/13.

[2] . http://www.tcm.rj.gov.br/WEB/Site/noticias.aspx?Categoria=61

[3]CHAUÍ, M. A universidade operacional. Folha de São Paulo, Caderno Mais! 09 Maio 1999.

[4] http://www.seperj.org.br/admin/fotos/boletim/boletim327.pdf

[5] http://www.seperj.org.br/admin/fotos/boletim/boletim326.pdf

[6] Informações obtidas a partir do estudo realizado para o mandato do vereador Renato Cinco, PSOL-RJ.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cai o número de pobres no mundo…, porém a desigualdade se aprofunda

Título original: La pobreza cae en el mundo…pero la desigualdad se profundiza


Mientras gobernantes de 193 países evaluaban en Nueva York los éxitos y los fracasos de los Objetivos de Desarrollo de la ONU para el Milenio (ODM), el foro mundial dio una buena noticia: la pobreza extrema se redujo en todo el planeta a menos de la mitad.
La proporción de personas que sobreviven con menos de 1,25 dólares al día cayó de 47 por ciento en 1990 a 22 por ciento en 2010, cinco años antes del plazo para alcanzar los ODM, según cifras divulgadas el miércoles 25 por la ONU (Organización de las Naciones Unidas).
Esto quiere decir que unos 700 millones de personas salieron de la indigencia.
Gran parte de esta reducción se produjo en países como Brasil, China e India, que tienen grandes poblaciones. No obstante, aún hay 1.200 millones de personas viviendo en la indigencia en las naciones más pobres de África, Asia y América Latina y el Caribe.
Una de las consecuencias imprevistas del alivio de la pobreza fue el surgimiento de una nueva clase media y de nuevos reclamos sociales, acompañados de masivas protestas en Brasil, China, Egipto, India, Túnez y Turquía.Sin embargo, este avance podría frenarse pronto por los amplios efectos de la crisis financiera mundial, con el colapso de las monedas y la caída de las exportaciones, alertaron expertos.
Martin Khor, director ejecutivo del South Centre, con sede en Ginebra, cree pobreza1que “la erradicación de la pobreza coincidió con factores globales excepcionales en la primera década de este siglo”.
El auge del crédito en los países del Norte industrializado estimuló el comercio y el crecimiento económico en las naciones del Sur, al fortalecer las exportaciones de materias primas, explicó. Los países en desarrollo también se recuperaron de la crisis financiera de 2008 y 2009 gracias a las políticas de reflación de las naciones ricas.
“Pero las economías del Norte ahora están en problemas, ya que adoptaron medidas de austeridad, y la política monetaria expansiva de Estados Unidos deberá menguar tarde o temprano”, dijo Khor, exdirector de la Red del Tercer Mundo, con sede en Penang.
Los países en desarrollo ahora son más vulnerables a la caída de las exportaciones y de los precios de las materias primas, dijo a IPS.
En los próximos años, dijo Khor, la desaceleración económica y la posible recesión en algunos países, así como la caída de los precios de las materias primas, tendrán un impacto en los empleos y en los ingresos, generando otra vez pobreza.
“Ya está ocurriendo en Grecia, y podría suceder en algunos países en desarrollo”, advirtió.
Por su parte, Winnie Byanyima, directora ejecutiva de Oxfam International, dijo IPS que los ODM han sido un importante motor para el desarrollo en los últimos 13 años.
“Que tantas personas hayan salido de la pobreza en un período tan corto es para celebrar”, señaló.
pobreza3No obstante, 1.200 millones de personas aún sobreviven con menos de 1,25 dólares diarios.
Byanyima indicó que los progresos han sido lentos o inexistentes donde hay conflictos prolongados o donde el crecimiento económico no redujo las desigualdades. “La pobreza mundial está cayendo pero, en un país tras otro, la desigualdad va creciendo”, advirtió.
Miles de millones de personas quedan marginadas del crecimiento económico, indicó.
Hay mayor consenso respecto de que los altos grados de desigualdad no solo son moralmente objetables, sino que también afectan la estabilidad social y el crecimiento mismo. “Estos desafíos deben enfrentarse”, añadió.
Sin esfuerzos concentrados para reducir las brechas entre ricos y pobres, los próximos Objetivos de Desarrollo Sostenible, que discute actualmente la ONU, serán inalcanzables.
“La gran omisión en los ODM fue no enfocarse en reducir la desigualdad. Sin esto, la próxima serie de metas para el desarrollo casi seguramente fracasará”, alertó.
Se necesita una meta individual de reducción de la desigualdad, insistió.
Sameer Dossani, coordinador de la campaña Reconfigurando el Poder Mundial en la organización ActionAid, dijo a IPS que, antes que nada, la ONU debe adoptar una forma más amplia de definir a la pobreza, y no solo considerar cuántos dólares diarios se necesitan para sobrevivir.
“Las raíces de la crisis global son las increíbles concentraciones de riqueza y el hecho de que ese dinero no llega” a quienes más lo necesitan, sostuvo.
Una de las formas de abordar las desigualdades globales, señaló, es reformando el sistema fiscal internacional.
“En este momento se pierden al menos 300.000 millones de dólares en recaudación impositiva, que podrían volcarse al desarrollo, por la combinación de incentivos fiscales y evasión de impuestos por parte de corporaciones”, señaló.
En el plano nacional, señaló, los países deben alejarse de las políticas de liberalización que promueven el Fondo Monetario Internacional y otras instituciones.
Y en el ámbito mundial, los gobernantes deben reformar los sistemas monetarios para reducir la dependencia del dólar estadounidense y así asegurar la estabilidad del sistema financiero internacional, dijo Dossani.
El debate hasta ahora ha evitado estos asuntos clave. Para que haya un genuino marco para el desarrollo se necesita poner al tope de la agenda la reforma de los sistemas fiscales y monetarios internacionales, sostuvo. “Estos temas no pueden barrerse bajo la alfombra”, insistió.

Fonte: Sur y Sur

As 45 mentiras ditas por Obama na 68ª Assembleia Geral da ONU

AFP / Andrew Burton

El activista estadounidense y bloguero David Swanson ha compilado una lista de las mentiras del presidente de EE.UU. Barack Obama ante el pleno de la 68ª Asamblea General de la ONU. ¿Cuáles fueron los embustes de Obama?
 1. En el arranque de su discurso el presidente Obama menospreció a las personas que quieren resolver los conflictos por medio de una guerra. A juicio del bloguero Obama obviaba así el hecho de que a principios de mes buscó el modo de lanzar misiles para "enviar un mensaje", intención que fue criticada por las naciones del mundo, muchos políticos estadounidenses y la oposición popular. Luego Obama acudió a la diplomacia como último recurso, explica Swanson.

2. "Se necesitó la terrible carnicería de dos guerras mundiales para cambiar nuestra forma de pensar". En realidad, se necesitó una, ya que -según el bloguero- la segunda supuso medio paso hacia atrás en "nuestra forma de pensar", ya que mientras el pacto Briand-Kellogg (1928) prohibió todo tipo de guerra, la Carta de las Naciones Unidas volvió a legalizar las guerras afirmando que son defensivas o autorizadas por la ONU.

3."La gente está saliendo de la pobreza", dijo Obama atribuyendo a sus ainiciativas la exitosa respuesta a la crisis económica mundial de hace cinco años. Sin embargo, las tendencias mundiales a la baja en la pobreza son inalterables y se remontan a los tiempos anteriores a la entrada de Obama en política. Y esta tendencia no se observa en EE.UU., destaca el bloguero.

4. "Juntos hemos trabajado para poner fin a una década de guerra", dijo Obama. Según Swanson, el mandatario aboga por las guerras, citando su propuesta de atacar a Siria, las guerras en Afganistán y Libia. Además, según él, fue Obama quien, tras desatar una guerra con drones, amplió la presencia de las fuerzas especiales en todo el mundo, así como la venta de armas y el tamaño del ejército más grande del mundo.

5. "El año que viene una coalición internacional pondrá fin a la guerra en Afganistán, tras haber logrado su misión de desmantelar el núcleo de Al Qaeda que nos atacó el 9 /11". El bloguero recuerda las palabras de Bruce Riedel, que coordinó la revisión de la política de Afganistán para el presidente Obama: "La presión que hemos ejercido en [las fuerzas yihadistas ] el año pasado también los unió, lo que significa que la red de alianzas se está fortaleciendo y no se debilita".

6. "Hemos limitado el uso de drones". El bloguero desmiente las palabras de Obama citando los ejemplos de ataques de Bush y de Obama en Pakistán.

7."[los drones] atacan sólo a los que representan una amenaza continua e inminente para EE.UU. donde la captura no es factible". El bloguero cita los ejemplos de numerosos ataques con drones en los que las víctimas podrían haber sido detenidas. Un ejemplo claro tuvo lugar en noviembre de 2011 cuando Tariq Azizde, de 16 años, fue asesinado en Pakistán días después haber asistido a una reunión anti-aviones no tripulados en la capital.

8. "[...] y apenas hay certeza de que hubiera víctimas civiles". Hay cientos de civiles muertos confirmados por ataques de aviones no tripulados de EE.UU., algo que EE.UU. no quiere divulgar, destaca Swanson.

9. "Y la potencial proliferación de armas de destrucción masiva ensombrece la búsqueda de la paz". En realidad, el presidente Obama no busca la paz o el control de tales armas o su reducción y eliminación de todos los países, sino solo en algunos países. Tampoco hay que olvidar que Estados Unidos sigue siendo el país que más armas de destrucción masiva posee y el principal proveedor de armas en el mundo, recuerda Swanson.

10. "[En Siria] las protestas pacíficas contra un régimen autoritario chocaron con la represión y la masacre. [...] EE.UU. y otros han trabajado para fortalecer la oposición moderada". De hecho, Estados Unidos ha armado la violenta intentona de la oposición para desencadenar una guerra, indica el bloguero.

11. "El régimen utilizó armas químicas en un ataque en el que murieron más de mil personas, incluidos cientos de niños". Tal vez, pero ¿dónde está la evidencia? Incluso Colin Powell presentó evidencias falsificadas [antes de la invasión de Irak], recuerda David Swanson.

12. "¿Cómo debemos responder a los conflictos en Oriente Medio?". Según el bloguero estadounidense, de esta manera Obama da a entender que EE.UU. no provoca conflictos en esta región o que no los agrava, cuando, "de hecho, armar y apoyar a los Gobiernos brutales en Bahréin, Egipto, Yemen, Jordania, Israel, etc., es un comportamiento que podría hacer mucho bien con tal de que cesara".

13. "¿Cómo abordamos la opción de permanecer insensibles mientras los niños son afectados por gas nervioso o de involucrarnos en una guerra civil ajena?” Esto no es una lista completa de opciones. Solo cuando Rusia descubrió el blofeo de Kerry la diplomacia se convirtió en una opción, así como el desarme y disminución de la escalada y la presión de un alto el fuego, indica.

14. "¿Cuál es el papel de la fuerza en la resolución de disputas que amenazan la estabilidad de la región y socava todas las normas básicas de la conducta civilizada?" La fuerza no desempeña un papel principal en la conducta civilizada, cuya esencia más básica son las relaciones sin imposición de la fuerza, recuerda Swanson.

15. "La comunidad internacional debe hacer cumplir la prohibición de las armas químicas”. Con la excepción de Israel o Estados Unidos, devuelve el golpe Swanson.

16. " [...] en las que decenas de miles de iraníes fueron envenenados". Es un buen gesto por parte de Obama reconocer el sufrimiento de Irán, pero no habría estado de más recordar dónde adquirió Irak algunas de sus armas de destrucción masiva.

17. "Es un insulto a la razón humana y a la legitimidad de esta institución sugerir que alguien que no sea el régimen llevó a cabo este ataque”. David Swanson llama la atención sobre la falta de pruebas sobre la autoría de estos ataques.

18. "Ahora tiene que haber una resolución fuerte del Consejo de Seguridad para comprobar que el régimen de Assad está manteniendo sus compromisos, y debe haber consecuencias si no lo hace". El bloguero pregunta si se sobreentiende una guerra y por qué nadie habla del compromiso de la ONU y de la violación de EE.UU. de sus compromisos para destruir las armas químicas en Kentucky y Colorado.

19. "No creo que la acción militar por aquellos dentro de Siria o por poderes externos pueda lograr una paz duradera". Sin embargo, el gobierno de EE.UU. está enviando armas para esa acción, indica el bloguero.

20. "Tampoco creo que EE.UU. o cualquier país deba determinar quién encabezará Siria [...] Sin embargo, un líder que sacrificó a sus ciudadanos y gaseó a niños hasta la muerte no puede recuperar la legitimidad para dirigir un país gravemente fracturado". Los sirios deben decidir su propio destino hasta los límites en que EE.UU. se lo permita, opina el comentarista

21. "EE.UU. no tiene interés en Siria más allá del bienestar de su pueblo, la estabilidad de sus vecinos, la eliminación de las armas químicas, y la garantía de que no se convertirá en un refugio seguro para los terroristas”. Swanson replica que la afirmación de Obama resulta "graciosa", ya que -según dijo el presidente- "el debilitamiento de Siria debilitará a Irán”, destaca Swanson.

22. "Asignaremos 340 millones de dólares [de ayuda adicional] ". Y mucho más para comprar armas, señala el bloguero.

23. "Vamos a asegurar el libre flujo de la energía de la región [Oriente Medio] al mundo. Aunque Estados Unidos está reduciendo constantemente su dependencia del petróleo importado”. Esta frase no refleja la realidad, ya que sólo el 40% del petróleo que utiliza EE.UU. proviene de EE.UU., indica el bloguero.

24. "Pero cuando sea necesario defender a Estados Unidos contra ataques terroristas, vamos a optar por la acción directa". El bloguero se pregunta cuándo podría darse esta situación, ya que las acciones de EE.UU. generan y no eliminan el terrorismo.

25. "Consideramos que el uso de armas químicas en Siria es una amenaza para nuestra seguridad nacional [...]" ¿Quién lo considera y cómo pueden serlo?, se pregunta Swanson, recordando que el Congreso acaba de rechazar esta alegación ridícula de la que -recuerda- el 90% de los ciudadanos se burlaron.

26. "Rechazamos el desarrollo de armas nucleares que pudiera desencadenar una carrera armamentística en la región [de Oriente Medio] y socavar el régimen mundial de no proliferación". ¿Por medio de Israel, que ya lo ha hecho, o de Irán donde todo evidencia que no lo ha hecho?, se pregunta.

27. " Estamos profundamente convencidos de que es de interés para nosotros que Oriente Medio y el Norte de África sean pacíficos y prósperos". Sin embargo, optan por trabajar en contra de esa profunda creencia y vendiendo o suministrando grandes cantidades de armas a dictaduras brutales y monarquías, contrapone el bloguero.

28. "Irak nos muestra que la democracia no puede ser impuesta por la fuerza". Esto podría haber sido cierto si EE.UU. hubiera intentado implantar la democracia, indica.

29. "Búsqueda por parte de Irán de armas nucleares", acusación que no es cierta, según el bloguero.

30. "Conflicto árabe-israelí". Esta es una forma engañosa de nombrar el conflicto entre el Gobierno de Israel y el pueblo al que se somete a una limpieza étnica, explica Swanson.

31. "El Gobierno iraní amenaza a nuestro aliado Israel con la destrucción". No lo ha hecho, y acumulando mentiras sobre Irán, el país tendrá cada vez menos disposición a negociar, advierte el bloguero.

32. "No estamos buscando un cambio de régimen". Eso no es lo que Kerry le dijo al Congreso, sino todo lo contrario ("un líder que sacrificó a sus ciudadanos y gaseó a niños hasta la muerte no puede recuperar la legitimidad [...]") recuerda.

33. "Insistimos en que el Gobierno de Irán cumpla con sus responsabilidades en virtud del Tratado de No Proliferación Nuclear y las resoluciones del Consejo de Seguridad de la ONU". Entre Irán, EE.UU. e Israel, es Irán que el que parece estar cumpliendo con sus responsabilidades, destaca el comentarista.

34. "Nos alienta que el presidente Rohaní recibiera de los iraníes un mandato para seguir un curso más moderado". ¿Más moderado que qué? ¿Que amenazar con destruir a Israel y crear armas nucleares?, se pregunta Swanson.

35. "Su propio estado soberano". No hay ningún espacio para Palestina para crear un estado independiente, contrapone.

36. "La seguridad de Israel como Estado judío y democrático". ¿Ambas cosas?, se pregunta el bloguero.

37. "Cuando las transiciones pacíficas comenzaron en Túnez y Egipto [...] optamos por apoyar a los que abogaron por el cambio". Sí, pero cuando todos los demás estaban muertos, exiliados o encarcelados, objeta el bloguero.

38. "La democracia que exige un respeto de las minorías, el Estado de Derecho, la libertad de expresión y de reunión, y una sociedad civil fuerte. Ese sigue siendo nuestro interés hoy en día". Pero todo eso no existe en EE.UU y en los lugares que compran armas de EE.UU., recuerda Swanson.

39. "Pero no vamos a dejar de aseverar principios que son consecuentes con nuestros ideales, lo que significa oponerse al uso de la violencia como medio de represión de la disidencia". El bloguero cita el ejemplo del movimiento Ocupa Wall Street para poner en evidencia el comentario del presidente.

40. "Esto incluye los esfuerzos para resolver las tensiones sectarias que siguen sin cesar en lugares como Irak, Siria y Bahréin". Uno liberado, otro atacado y al tercero se le suministra apoyo y armamento, indica.

41. "Un vacío de liderazgo que ningún otro país está listo para llenar". Todos los atentados criminales deben tener un vacío de liderazgo. La pregunta '¿Quién va a bombardear países si no lo hacemos nosotros?' es una la pregunta equivocada, dice el bloguero.

42. "Algunos pueden estar en desacuerdo, pero creo que EE.UU. es excepcional, en parte porque hemos demostrado una buena voluntad, a través del sacrificio de sangre y dinero, abogando no solo por nuestro propio interés, sino por los intereses de todos". El bloguero pregunta cuándo se ha hecho esto. Según él, se trata de un "bombardeo humanitario" que Obama tiene en mente, pero qye nunca ha beneficiado la humanidad.

43. "Y en Libia, cuando el Consejo de Seguridad proporcionó el mandato para proteger a los civiles, EE.UU. se unió a una coalición que pasó la acción. Debido a lo que hicimos allí, innumerables vidas fueron salvadas y un tirano no consiguió regresar al poder". Según el bloguero, el resultado fue justo el contrarios y la involucración de la OTAN en la guerra condujo a más muertes, no a menos. "Desde luego extendió una guerra que parecía probable que terminara pronto con la victoria de Gaddafi", sostiene.

44. "Libia ahora estaría envuelta en una guerra civil y en un derramamiento de sangre”. El bloguero recuerda que en marzo de 2011, la Unión Africana tenía un plan para la paz en Libia, pero que fue impedido por la OTAN a través de la creación de una zona de exclusión aérea y el inicio de los bombardeos.


45. "La soberanía no puede ser un escudo para los tiranos para que cometan asesinatos". Según el bloguero, esto lo dice un hombre que revisa una lista de posibles víctimas de asesinato los martes y marca a los que quiere que sean asesinados.

domingo, 29 de setembro de 2013

Casa Arrumada

Carlos Drummond de Andrade

Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas... Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... Netos, pros vizinhos... E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.


Arrume a casa todos os dias... Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela... E reconhecer nela o seu lugar.

sábado, 28 de setembro de 2013

Vaticano faz negócios milionários com monastérios e edifícios históricos

Título original: El Vaticano hace negocios millonarios con monasterios y edificios históricos

Sábado, septiembre 28, 2013

La Iglesia católica ha transformado algunos de sus monasterios y edificios históricos en hoteles de cinco estrellas para turistas, lo que le genera al clero millones de dólares en ingresos anuales por concepto de arrendamiento y usufructo de la propiedad.



Una de las características y servicios que el turista puede encontrar en dichos hoteles incluyen: baños de mármol, mayordomo 24 horas al día, terraza privada con jacuzzi y vista panorámica, además de habitaciones de más de 100 metros cuadrados, según una investigación de un diario británico.

Algunos de los monasterios construidos hace más de seis siglos y que la Iglesia católica usufructúa se encuentran en países como Perú, España, Francia, Italia y Puerto Rico.

El Hotel Monasterio, localizado a una cuadra de la Plaza de Armas, en pleno centro de Cusco, al sureste de Perú, es un ejemplo de los inmuebles pertenecientes a la Iglesia de Roma y que reciben fuertes sumas de dinero por su arrendamiento. El predio en donde se encuentra era el Seminario de San Antonio Abad, fundado en 1598.

“Es administrado por la empresa hotelera Orient Express, pero como el lugar pertenece al Arzobispado de Cusco, existe un contrato de usufructo por 30 años que estipula que la compañía tiene que pagar un alquiler mensual, según la información proporcionada telefónicamente por el Arzobispado”, informó la BBC.

Además, indicó que se trata de “entidades legales autónomas, las propiedades les pertenecen y pueden hacer lo que quieran con ellas, venderlas o alquilarlas sin tener que informarle a nadie”.

“En muchos casos aprovechan el turismo para obtener dinero, muchos de los recintos tienen muy pocos residentes y otros están cerrados”, agregó.

También destacó que debido a la gran variedad de órdenes y diócesis que existen, “es muy difícil saber cómo son manejadas estas edificaciones eclesiásticas y cuántas funcionan como hoteles de lujo, como posadas mucho más sencillas o tienen fines comerciales”.

Cadena de restaurantes

Además de los hoteles, el Vaticano se lucra con negocios de comida. En el centro de Roma, se encuentra el restaurante L’Eau Vive manejado por las Misioneras de la Inmaculada Concepción.

Los platos, de especialidad francesa, “son buenos, pero costosos. Una comida para cuatro personas con plato principal y vino cuesta alrededor de 200 dólares. El restaurante es parte de una cadena que se encuentra en cinco continentes” comentó al medio británico Alessandro Speciale, especialista en temas del Vaticano.

La mayoría de las propiedades de la Santa Sede se encuentran en Ciudad del Vaticano y en el centro de Roma.

El Vaticano también alquila palazzos (edificios) a veces a empleados por un precio menor al del mercado y, en otras ocaciones, a amigos de los obispos. Muchos de los inmuebles que posee son propiedades que pasaron a su control “por personas sin herederos”, así lo estipulan en sus testamentos.

La Santa Sede posee un cuarto de los edificios que se encuentran en el centro de Roma. Solo en 2006, añadieron a su inventario inmobiliario 8.000 propiedades que heredaron y que le ha generado una ganancia de 6.000 millones de dólares.

Hace unos días durante su visita al Centro Astalli, en Roma, el papa Francisco dijo que los conventos vacíos no debían transformarse en hoteles de lujo, que generan ganancias para la Iglesia, sino que debían destinarse a acoger a refugiados.

Aunque el fin de la Iglesia católica es “espiritual”, basado en la salvación de las almas, la sede que la alberga cuenta con riquezas materiales cuyas estimaciones se sitúan en unos 12 .000 millones de euros (15.582 millones de dólares).

La riqueza del Vaticano ha sido un tema polémico en un mundo en el que existe inacción frente a los 850 millones de personas que a diario sufren de hambre y desnutrición.


Fonte: Libre Red, com informações da BBC

PT arquiva investigação sobre fraude na eleição interna do partido

Valter Pomar
Por Raphael Di Cunto
26/09/2013

BRASÍLIA – A Câmara de Recursos do PT arquivou na terça-feira os pedidos de investigação sobre o pagamento em massa de filiados para votarem na eleição interna do partido, o Processo Eleitoral Direto (PED), que ocorrerá no dia 10 de novembro. A denúncia de que foram feitos pagamentos até para pessoas mortas gerou uma crise no partido no início de setembro.

Candidato a presidente nacional da legenda pela corrente Articulação de Esquerda e autor de 10 representações sobre o pagamento em massa, Valter Pomar criticou a decisão da Câmara de Recursos em seu blog e disse que o arquivamento foi feito sem a devida investigação para não por em dúvida a eleição da sigla.

“Não nos resta dúvida de que houve cotização coletiva disfarçada de individual. A extensão desta prática foi tal que a ampla maioria dos setores do partido optou por não apresentar questionamento, temendo as repercussões disto sobre o conjunto do processo”, afirmou. “A atitude majoritariamente permissiva e tolerante frente a estas condutas é parte integrante das profundas fragilidades orgânicas e políticas existentes no partido”.

Secretário de organização do PT e responsável pelo PED, Florisvaldo Souza reconheceu ao Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, que não houve investigação sobre os casos, mas diz que o pedido era “inconsistente”. “Uma representação não pode ser alguém me contou. Se você fizer isso em qualquer meio jurídico arquiva direto o processo, as pessoas nem te ouvem”, afirmou. “Não cabe ao PT [investigar]. O PT não tem papel de polícia, não vamos transformar o partido em um tribunal.”

Segundo Pomar, havia indícios de pagamento em massa, proibido pelo estatuto do partido, em pelo menos 24 cidades do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerias, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. Para votar no PED, o filiado deveria quitar uma taxa de R$ 10 até 30 de setembro.

As representações da corrente Articulação de Esquerda usavam três argumentos para dizer que houve pagamentos coletivos: grande volume de boletos pagos em determinados dias; 3.740 boletos pagos em um dia na mesma agência de Belo Horizonte; e o pagamento para pessoas mortas, que haviam saído do partido ou mudado de cidade.

“Neste caso, salvo na hipótese de homônimos ou de algum milagre, estamos diante de fortíssimos indícios de que alguém pagou a cotização de terceiros, provavelmente com base numa lista geral de filiados, sem extrair da lista pessoas mortas e desfiliadas”, disse Pomar em seu blog.

Os três recursos foram negados, segundo Pomar, com os argumentos de que o fluxo de pagamentos era compatível – as pessoas deixam para pagar em cima do fim do prazo, por exemplo; que eram apenas hipóteses e que caberia à chapa que fez a representação o ônus de apresentar prova ou indício forte; e que não haveria como investigar os responsáveis porque o relatório de depósitos bancários na conta do PT não permitiria identificar hora, local e valor dos depósitos questionados.

Dos sete integrantes da Câmara de Recursos, apenas Pomar votou a favor da representação. Outros cinco, das correntes Construindo um Novo Brasil (CNB), PT de Lutas e de Massas (PTLM) e Movimento PT, que apoiam a reeleição do atual presidente, Rui Falcão, votaram contra a representação, e um, da corrente Democracia Socialista (DS), se absteve.

Florisvaldo disse ser natural, em uma eleição que envolve 700 mil filiados, ter problemas pontuais. “Num processo desse tamanho, você tem a situação de ter um erro ou outro, mas não vou, por causa de uma questãozinha destas, acabar com o PED, que mobiliza a militância, que teve mais de 200 reuniões em um mês”, afirmou.