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terça-feira, 23 de outubro de 2012

"Orçamento Participativo" de Vitória da Conquista: um instrumento de publicidade

Imagem: radiozfm.org

Eduardo de Lima Leite*

             Guilherme Menezes nunca falou tanto sobre orçamento participativo como neste segundo turno. Surpreendido pelo resultado eleitoral, o candidato do PT se esforça para passar a imagem dos seus governos como períodos marcados pela participação popular e por uma radicalização da democracia. Guilherme muito tem falado do orçamento participativo, porque, na realidade, pouco fez pela efetiva participação da sociedade civil no encaminhamento das questões públicas. O orçamento participativo em Vitória da Conquista nunca foi além de um mero instrumento a ser utilizado enquanto peça publicitária.
             Para se instituir uma política pública, cuja finalidade seja democratizar o aparelho estatal e possibilitar à população uma participação cada vez mais intensa no processo decisivo, é preciso, fundamentalmente, considerar três elementos: 1. a adoção da participação popular enquanto eixo central do governo, o que nunca ocorreu; 2.  a continuidade no processo, o OP de Conquista é marcado pela descontinuidade; 3. respeito às deliberações adotadas nas instâncias deliberativas pela população, pois apenas dessa forma esta se sentirá estimulada a continuar participando do processo, o que também não caracteriza as discussões orçamentárias com a população no município de Vitória da Conquista.
            Nos dezesseis anos dos governos petistas em Conquista, ocorreu um ensaio de participação popular no primeiro governo, quando Guilherme não contava com uma maioria de apoio no parlamento municipal e a direita tradicional procurou derrubar o governo petista através de uma CPI. Nessa ocasião, a sociedade foi convocada para defender o governo, um comício chegou a ser realizado com a participação de lideranças nacionais do PT, inclusive, com aquele que afirma não saber da existência do mensalão, mas de Brasília conseguiu acompanhar o OP de Conquista.
            Reeleito em 2000, Guilherme optou pela “comodidade” no processo de enfrentamento à direita tradicional, ao invés de apostar em um processo de democratização do governo através do envolvimento da população nas discussões e deliberações do poder público municipal, aliou-se a algumas das figuras mais nefastas da política de Vitória da Conquista. Foi, nesse contexto, que Vivi Mendes se tornou “companheiro” e o PT passou a receber levas e levas de figuras fisiológicas.
            A adoção desta linha política, marcada pelo pragmatismo, levou o “Governo Democrático e Popular” a sangrar os cofres públicos, pagando uma verdadeira fortuna à Rádio Clube. Sobre esse acordo entre o poder público municipal e o supracitado veículo de comunicação, algo é certo: o conteúdo das mensagens veiculadas não objetivaram convocar a população para fazer política, discutir o orçamento municipal e os problemas do município. Para se recordar dos serviços de comunicação prestados por Herzem Gusmão aos governos petistas de Conquista é só ouvir o programa eleitoral gratuito de rádio de Guilherme Menezes.
            Independente do resultado do segundo turno, existe algo inquestionável e que cada vez mais se torna evidente, o PT no governo municipal optou por governar de forma a não garantir à população vivenciar experiências que possibilitasse a instituição de uma cultura política mais democrática. A tônica dos dezesseis anos de governo do PT foi o pragmatismo e a instauração de alianças com as forças sociais mais atrasadas. Desta feita, o que ocorre neste segundo turno é uma disputa entre a nova direita e a direita tradicional.       

* Fundador do Partido Verde em Vitória da Conquista, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 1994, de 1999 a 2004 ocupou o cargo de vice-presidente municipal do Partido. Em 2000, foi candidato a vereador e obteve 1360 votos; e em 2000 foi chefe da divisão do orçamento participativo no governo municipal. No dia 11 de maio de 2004, desfiliou-se do Partido.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Índios Guarani-Kaiowá anunciam suicídio coletivo no Mato Grosso do Sul

Por Felipe Patury

Uma carta assinada pelos líderes indígenas da aldeia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, e remetida ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI), anuncia o suicídio coletivo de 170 homens, mulheres e crianças se a Justiça Federal mandar retirar o grupo da Fazenda Cambará, onde estão acampados provisoriamente às margens do rio Hovy, no município de Naviraí. Os índios pedem há vários anos a demarcação das suas terras tradicionais, hoje ocupadas por fazendeiros e guardadas por pistoleiros. O líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA), enviou carta ao ministro da Justiça pedindo providências para evitar a tragédia.

Leia a íntegra da carta dos índios ao CIMI:
Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil
Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.
Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós.  Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.
Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.
Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.
Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para  jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.
Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.    
Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay
(Portal do Luis Nassif)
Fonte: Diálogos Políticos, OUTUBRO 20, 2012

“Memória e Ideologia no campo da luta de classes”


“Memória e História local”

Palestrante: Prof. Ruy Medeiros
Auditório do Módulo IV da UESB/V.Conquista
Hoje, 23/10/2012, às 19:30


Objetivando investigar temas e processos relacionados à produção/reprodução capitalista e tendo como referenciais teóricos as categorias Ideologia, Memória e História e as entendendo como relacionadas aos fenômenos centrais desse processo, o GEILC (Grupo de Estudos de Ideologia e Lutas de Classe), ligado ao Museu Pedagógico da UESB, realiza o Projeto de Extensão “História, Memória e Ideologia no campo da luta de classes”.
Seus membros e coordenação entendem que discutir estruturalmente o capitalismo suas formas de dominação (em especial as referentes ao aspecto ideológico) se faz de uma importância ímpar, por tratar-se de um processo que atinge todas as esferas da vida social de toda e qualquer nação, pois produz/reproduz os mecanismos de exploração característicos do sistema.
Assim, discussões temáticas, num momento de crise sistêmica profunda pela qual passamos, com a presença de interlocutores de reconhecida capacidade intelectual, com comprovada produção acerca dos temas propostos, ajudarão a compreender o processo e contribuir nas pesquisas desenvolvidas a respeito.

O novo Tietê


Especialistas alertam que rio São Francisco está prestes a morrer. Salvação é possível, mas governo fecha os olhos e projeto de transposição, além de beneficiar apenas o grande agricultor, aceleraria ainda mais o processo
Mauro de Bias

O mais nordestino de todos os rios está perto de adquirir uma imagem um pouco mais... Paulistana. O descuido de décadas para com o Velho Chico vai custar caro e o alto nível de degradação pode transformar o São Francisco num novo Tietê. O alerta não é de hoje: há exatos vinte anos, por exemplo, o frei Luiz Cappio peregrinou da nascente à foz da importante torrente e se manifestou em defesa daquelas águas. Tempos depois, em 2007 e 2009, o mesmo frei ganhou atenção da mídia internacional ao fazer duas greves de fome diante dos planos de transposição do curso do rio: para ele, o projeto do governo federal beneficiaria o agronegócio em detrimento da agricultura familiar e comunidades em regiões secas.
Mesmo depois da campanha, a degradação avançou. Em setembro deste ano, o biólogo José Alves de Siqueira Filho, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), publicou um livro alertando para o que chamou de “extinção inexorável” do rio. A obra, “Flora das caatingas do Rio São Francisco: história natural e conservação” (Andrea Jakobsson Estúdio, 2012), é o resultado do trabalho de mais de cem pesquisadores sobre o tema. E os prognósticos dos cientistas não são nada animadores.
“Pudemos detectar as causas que estão levando o rio a morrer. A primeira é o grande desmatamento. Seja na calha central ou nos afluentes - que são muitos. Principalmente em Minas Gerais”, afirma frei Cappio. “O São Francisco praticamente não tem mais as matas ciliares. Sem elas, fica totalmente desprotegido. E tem também a poluição. Resíduos domésticos e industriais das cidades e empresas instaladas em suas beiras são despejados em grande volume. Inclusive venenos agrotóxicos. Belo Horizonte está no Vale do São Francisco e despeja esgoto nele”, lembra.
Enumerando os muitos problemas, Cappio destaca ainda o uso indiscriminado de suas águas para fins econômicos privados. “Há uma quantidade imensa de projetos de irrigação que abusa dos agrotóxicos e que não tem nenhum controle das águas retiradas. Desde que se tenha dinheiro para pagar a conta de energia, tira-se água à vontade do rio”. As barragens e as cinco usinas hidrelétricas também tiveram grande impacto, especialmente na reprodução dos peixes e nos lagos naturais, que secaram em muitos pontos. Com a perda das matas ciliares e o excesso de esgoto, o assoreamento também virou uma realidade cruel, atrapalhando até mesmo a navegação e, portanto, a atividade econômica da região.

Transposição
O projeto de transposição das águas do São Francisco é antigo. Data do império de D. Pedro II e visava a integrar a bacia a outras da porção setentrional do Nordeste. Na época, já era considerado como a solução definitiva para a seca na região, mas não foi executado por falta de recursos. Ao longo do século XX, quase nada avançou. Somente nos anos 90 estudos foram levados a cabo para que a grande obra fosse executada, mas as escavações dos canais só começaram mesmo em 2007.
Nesse momento, começaram a ganhar destaques os protestos de movimentos sociais, que criticavam o plano por causa de seu caráter voltado ao agronegócio em vez da resolução da seca. Nesse ano, Cappio ficou 24 dias em greve de fome. O governo, no entanto, levou o projeto à frente sem levar em consideração as reivindicações. O resultado é que hoje os canais estão secos. Dos 15 lotes, seis estão com obras paradas e somente um está perto de ser concluído.
Cappio não poupou críticas ao governo pela escolha. “São projetos faraônicos, antissociais, antiéticos, antiambientais e ilegais”, disse. A lei 9.433/97 estabelece: “Em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais”. Segundo Cappio, o artigo está sendo desrespeitado. “Pelo contrário, o projeto prejudica quem já sofre com a seca hoje. O governo tem alternativas, tem um projeto belíssimo de levar água a todas as comunidades carentes do Nordeste, mas infelizmente, graças ao lobby do agronegócio, optou por essa transposição”, concluiu.

Outra opinião
Especialista na história do São Francisco, o historiador Zanoni Neves aponta outros problemas e acusa o governo de desperdício de dinheiro público. “Tem muita obra sendo degradada pelas intempéries, por causa das próprias condições ambientais do Nordeste. Aqueles canais estão rachando, devido à incidência do sol. Eles foram feitos para a água, mas como não tem água, começou a rachar tudo”. Em março deste ano, o custo previsto para as obras subiu de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões. O atraso já soma dois anos e ainda serão necessários pelo menos mais 40 meses para que tudo esteja pronto. Ou seja, somente em janeiro de 2016 os canais devem receber água.
Mas Neves, assim como Cappio, acredita que os necessitados não vão aproveitar essa água. “O certo seria abrir os canais e desapropriar as margens para reforma agrária. Se isso não for feito, vai favorecer o grande produtor ou o especulador para vender essas terras para grandes projetos. Do jeito que está sendo feito, o pequeno agricultor não é favorecido”, alertou o professor.
Cappio também reclamou de desperdício nas obras: “É o ralo por onde escorre o dinheiro público. O projeto não tem base, não tem fundamento, é todo defeituoso a nível técnico, ético, jurídico e econômico, porque oscila”. Ele aposta ainda que as obras não vão continuar. “O governo só fez para conseguir dinheiro para as eleições. Isso não tem futuro”, afirma.

Porta de entrada para o interior
A importância do rio para o interior do Nordeste é enorme. Seu curso no território brasileiro permitiu navegações e expedições que geraram um melhor conhecimento sobre as terras ainda nos primeiros séculos de colonização. Mas com a exploração, veio também a ocupação de latifúndios, conforme conta Zanoni Neves. “Foi uma das vias mais importantes de penetração dos colonizadores no interior brasileiro. O pessoal começava a criar o gado no recôncavo baiano e na Zona da Mata pernambucana e o gado a cada momento ia avançando, com vaqueiros atrás, até chegar às margens do rio, onde se aclimatou muito bem”, explica. Foi uma colonização à pata de boi e cavalo.
Neves ainda lembra que “o que aconteceu ao longo da história foi a exploração predatória do rio, à base de expansão do gado e extermínio e afugentamento de índios. Havia populações indígenas ao longo de todo o vale. E há relatos históricos de massacres”. E cita que a escravidão como outro hábito comum na região. “O colonizador português, com a escravaria, se estabeleceu no rio e o gado foi o principal fator econômico dessa fixação. A partir daí começaram as queimadas, a devastação. Havia alguma agricultura também, mas era muito mais gado”.
Hoje, um dos maiores problemas às margens do Velho Chico é a monocultura. O que existe são grandes empresas que plantam eucalipto, café, pinos e soja, principalmente. Elas substituem espécies nativas milenares, em grande quantidade. É como uma doença para o rio.
Sem as matas ciliares e o prejuízo ambiental das monoculturas, também perde o transporte aquaviário. Conhecedor da Companhia de Navegação do São Francisco, o pesquisador lamenta a condição de navegabilidade atual. “O trecho mineiro é bem comprometido. Não há mais condições para navegar no estado. Está totalmente assoreado”, disse, acrescentado que o governo se mostra insensível aos apelos dos cientistas que pesquisam o rio e apontam soluções. “Há muita promessa, inclusive de inclusão no ‘PAC da Hidrovia’, mas até agora é só promessa. A navegação, de uma canetada, foi extinta”, lamentou.

Um Tietê ampliado
Se, conforme as previsões, a degradação se mantiver, a população do Nordeste pode esperar por um novo rio Tietê. No que ele tem de pior. “Se continuar assim, o rio São Francisco vai morrer. Mas não é necessário que seque para isso. O rio Tietê, por exemplo, é morto. E há outros iguais. A água se torna de tal maneira inviável que é considerada morta. Se não se assumirem posturas sérias para revitalizar o São Francisco, ele pode, sim, se tornar um novo Tietê”, diz frei Cappio, sem no entanto, dizer que uma salvação é possível. “Ele pode ser recuperado, como aconteceu com o Sena, em Paris, como o Tâmisa, em Londres. Se forem feitos trabalhos de recuperação, podem ressuscita-lo”, conclui.

sábado, 20 de outubro de 2012

O amor é Socialista


Letra/Música:Pedro Munhoz
 Compreender o riso e a dor,
 caminhando lado a lado,
 ser amigo, irmanado,
 ser fuzil e ser a flor.
 Seja lá aonde for,
 não perde tua razão,
 derrama teu coração,
 o amor não é egoísta.
 O amor é Socialista,
 ele faz revolução.

 Ser canção pelas distâncias,
 onde a verdade não chega,
 por caminhos e veredas,
 no olhar de uma criança.
 Combater a ignorância,
 o mundo é uma só nação,
 te insurges, faz rebelião,
 o amor não é egoísta.
 O amor é Socialista,
 ele faz revolução.

 Ser farol e ser alerta,
 silêncio e paciência,
 quando falta consciência,
 cabe a ti dizer:- Desperta!
 Ser poema, ser poeta,
 sem vaidade ou pretensão,
 esta é tua missão,
 o amor não é egoísta.
 O amor é Socialista,
 ele faz revolução.

 Estudar e repartir,
 conhecimento e saber,
 sempre vale aprender,
 sempre vale dividir.
 Há vida no ir e vir,
 permanente evolução,
 não há vida sem paixão,
 o amor não é egoísta.
 O amor é Socialista,
 ele faz revolução.

 Abraça a pessoa amada,
 faz da luta companheira,
 o amor não tem fronteiras,
 é bandeira desfraldada.
 Preconceito está com nada,
 o amor é construção,
 respeita toda a opção,
 o amor não é egoísta.
 O amor é Socialista,
 ele faz revolução.

 Olga, Rosa, todas elas,
 Sandino e Che Guevara,
 é Marti, Simon, Dandara,
 é Zumbi e Mariguela.
 Fidel, Artigas, Mandela,
 piqueteiros em ação,
 Sem Terra semeaim o pão,
 o amor não é egoísta,
 o amor é Socialista,
 ele faz revolução.

 Primavera/2012

O imperial terrorismo volta seus olhos para a América Latina


Agente da CIA, Roger Noriega, considera que "vitoria de Chávez poderá durar poco"

 Miércoles, 17/10/2012 03:41 PM

17 Oct. 2012 - Roger Noriega, exfuncionario del Departamento de Estado, comenta el desaliento que generó la derrota en la oposición venezolana, convencida que ganaría las elecciones presidenciales, y se encontró con una mayoría que votó por Hugo Chávez, quien además ha sido legitimado en numerosas oportunidades por el voto popular.
“Quizá sea temprano para perder las esperanzas. El presidente Chávez está perdiendo la batalla contra el cáncer”; dice quien ha mentido deliberadamente, desde hace más de un año y medio, al afirmar que al Mandatario le quedan “meses de vida”.
El presidente Chávez ha aclarado en incontables entrevistas, que se encuentra sano y feliz por los resultados de las elecciones. Pero Noriega insiste en que “está enfermo y su agenda de campaña tuvo un fuerte efecto físico en su salud”; a pesar que en el cierre de la misma se vio a un jovial Hugo Chávez, bailando bajo la lluvia, acompañado del pueblo.
Noriega se refiere a una supuesta “crisis de seguridad”, pero no explica los problemas que ha traído a la zona, políticas conjuntas entre Colombia y Estados Unidos, que han lanzado a Venezuela a todos los vecinos delincuentes paramilitares y del narcotráfico.
Es necesario recordar que Róger Noriega fue artífice de los golpes de Estado contra Jean Aristide en Haití, y contra Hugo Chávez en Venezuela; fiero protector del terrorista Luis Posada Carriles y lobista del gobierno de facto que derrocó a Manuel Zelaya en Honduras. Insidioso opositor de la Revolución de Cuba, tanto que redactó parte de la Ley Helms-Burton que recrudeció el bloqueo.
“Resulta difícil ver cómo un gobierno cuyo congreso y ejército están dirigidos por narcotraficantes y que alberga a Irán y Hezbolá pudiese ser legitimado por cualquier elección”, dijo Noriega.
Pero, en sus informes de seguridad, Estados Unidos no ha conseguido probar que las relaciones diplomáticas del país caribeño con Irán, sean una amenaza para nadie. Mucho menos se han encontrado pruebas de que se albergue a Hezbolá en Venezuela, ni que la Asamblea Nacional o la Fuerza Armada Nacional Bolivariana, estén dirigidas por narcotraficantes, como difama Noriega.
El funcionario estadounidense cree que “muchos venezolanos estaban escépticos de llevar a cabo ese tipo de contienda luego de los abusos del 'régimen'”; pero en ese supuesto “régimen” se generó la mayor participación de votantes conocida en la historia del país, que superó el 80% del padrón electoral, entonces ¿cómo es que los venezolanos estaban escépticos, pero salieron a votar en masa?
Si Noriega se preocupa por el escepticismo ciudadano ante contiendas electorales, debería enterarse de las inquietudes del pueblo estadounidense, que ni siquiera cuenta con voto directo para elegir a su presidente, pues su sistema electoral otorga ese poder a súper electores del congreso.
Noriega espera que la oposición venezolana postule candidatos unitarios para gobernaciones y alcaldías. Pero ni siquiera lograron ir unidos a las presidenciales, burlándose del mismísimo nombre que le dieron a su coalición opositora, la Mesa de la Unidad Democrática, de la que Primero Justicia (partido de Henrique Capriles) se separó para usar su propia tarjeta en la boleta electoral.

Y vuelven con "la muerte de Chávez"
El agente señala que podría realizarse en unos meses “una elección especial para escoger a un sucesor en caso que el presidente Chávez muera” y se refiere al Gabinete Ejecutivo del Presidente como “criminales y malandros”. Todo esto sin mostrar ningún tipo de pruebas.
“¿Qué tanto se puede esperar de una lucha en contra de una implacable maquinaria política administrada por Cuba, financiada por China, armada por Rusia y socia de Irán? Narcotraficantes colombianos y mexicanos, así como terroristas de Hezbolá, operan con la complicidad de las autoridades venezolanas” afirma temerariamente.
Según Noriega, es impostergable para la oposición hacer frente a Chávez, a pesar que fueron derrotados hace menos de dos semanas en las urnas electorales; con el objeto de evitar que los lazos de solidaridad con Cuba, China, Rusia e Irán se afiancen. Además acusa al Gobierno Bolivariano sin pruebas, de estar relacionado con mafias internacionales.
“Los demócratas venezolanos no pueden llevar a cabo esta lucha sólos. ¿Por qué deberían hacerlo? EE.UU. y nuestros aliados son los verdaderos objetivos de este 'régimen' y sus poderosos patrocinantes”, amenaza Noriega.
“Los venezolanos son espectadores inocentes, atrapados en el fuego”, así Noriega pretende subestimar a quienes votaron y decidieron el 7-O el futuro del país, dándole la victoria al socialismo.
Noriega recomienda unir a los demócratas de la región, investigar la maquinaria electoral, “darle poder a agencias estadounidenses para que expongan las actividades criminales de líderes chavistas, cuyo 'narcoestado' amenaza a decenas de países de la región”.
Ni la Mesa de la Unidad Democrática, ni sus asesores, encontraron en el sistema electoral indicios de fraude. Noriega incluso se atreve a convocar a otros “demócratas” al atropello de la soberanía venezolana, para que la Usaid investigue un supuesto “narcoestado”, concepto que describe mejor a los mandatos del expresidente colombiano Álvaro Uribe, cuyos acuerdos con EE.UU. y sus pobres políticas contra el narcotráfico, fueron los que pusieron en jaque a toda la región.
Cabe acotar que Noriega trabaja para la Usaid (United States Agency for International Development), financista del golpe de Estado contra Hugo Chávez en abril del 2002, por lo que ahora reclama recursos para su propio beneficio, y así poder desencadenar libremente sus odios contra la izquierda internacional.
Noriega se queja que el presidente Barack Obama “no ha estado dispuesto a hacer nada de esto, mientras que Mitt Romney ha hablado frecuentemente de estas amenazas”. De este modo, el agente busca un punto con sus amigos republicanos y frenar el avance de la campaña de los demócratas.
Concluye con otra grave amenaza: “debemos enviar un mensaje directo a La Habana, Beijing, Moscú y Teherán y decirles que su decisión de aupar a un régimen hostil en nuestras propias narices tendrá consecuencias”.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Dia da alimentação ou da fome?


por Fritz Suárez Silva
17/10/2012

La noticia puede tener diferentes valores, me enseñaron cuando estudiaba periodismo, sin embargo, por los años en el trabajo aprendí que esos intereses pueden estar relacionados con la forma de escribir y las intensiones del periodista.
De tal manera reaccioné como lector, y sito textualmente: La ONU celebra este martes el Día Mundial de la Alimentación; rápidamente pensé consultar el Diccionario de la Real Academia Española para saber qué celebró ayer Naciones Unidas.
Dice el libro sobre ese verbo en su primera acepción: festejar una fecha, un acontecimiento y en la segunda: alabar, aplaudir algo.
De tal manera,  ¿cómo puede hacer cualquiera de estas cosas la ONU y los 870 millones de personas que pasan hambre en este mundo, de acuerdo con las propias estadísticas del organismo internacional?
De lo que se trata, es de que esa cifra podría superar a los mil quinientos millones de hambrientos, si contáramos los elementos fundamentales para el desarrollo físico y sicológico de los niños, consideran especialistas de Naciones Unidas para el derecho a la alimentación.
Estamos hablando de la mal nutrición por encima del concepto de hambre y más allá del número de calorías o sea, de micro nutrientes esenciales como el yodo, el hierro y las vitaminas; la cifra de niños con ese derecho pisoteado llegaría casi a los dos mil millones en el planeta tierra.
¿Qué celebrar entonces, cuando África sigue siendo la más afectada por el hambre y la proporción de hambrientos ha ido aumentado al igual que en Asia, América Latina y Oceanía?
Pero cuidado, que ya el hambre y la mal nutrición han llegado a ser más allá de estudiadas, planificadas como forma de explotación y de violación de los derechos humanos en lugares cómo Israel para demostrar que no sólo imitan, sino que hasta pueden aventajar a sus maestros del Norte Americano.
Dicen y no son mentiras mías, que Israel calculó el número de calorías que los palestinos necesitarían para evitar la desnutrición mientras los colonizaba en la Franja de Gaza, dice un estudio que el Tribunal Supremo sionista publicó.
Medios acostumbrados a buscar la objetividad de sus informaciones publican hoy que esos documentos presentados en enero del dos mil ocho, sirven para darnos más datos sobre la forma en que Israel organiza el bloqueo sobre la Franja de Gaza palestina, después de que el grupo islámico Hamas se hiciera del control.
Los palestinos describieron las restricciones que provocaron críticas internacionales e incrementadas en el dos mil diez, como un castigo colectivo que asfixia su economía y su población.
Pero vamos a seguir hablando de motivos para celebraciones: Cada año mueren unos diez coma nueve millones de niños menores de cinco años en los llamados países en desarrollo como consecuencia de enfermedades relacionadas con el hambre.
Por otra parte, las mujeres representan casi la mitad de la población mundial, pero equivalen a más del 60 por ciento de las personas sin alimentos, de tal manera una gran parte de esta población no tiene más futuro que el hambre porque ésta se manifiesta ya en  hambre de alimentos, de cultura y de libertad.
Cómo celebrar entonces la Alimentación ?... Y Así las Cosas.
Fonte: Discrepando

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Estado burguês quase escravocrata

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SP: DEM declara apoio a petista em Guarulhos

Charge de arquivo do Almoço das Horas.
Para os que ainda insistem que não são "farinha do mesmo saco"...


O prefeito de Guarulhos e candidato à reeleição Sebastião Almeida (PT) acertou nesta segunda-feira (15) o apoio do candidato do DEM, Alan Neto, que ficou na quinta posição na disputa do primeiro turno da cidade da região metropolitana de São Paulo. O petista enfrenta na fase final o candidato do PSDB, Carlos Roberto, que ficou em segundo lugar na disputa do primeiro turno, com 167.894 votos, 29,37% do total válido. Segundo Neto, a justificativa para não apoiar o postulante do PSDB, tradicional aliado do DEM em todo o Brasil, e sim o PT, ao qual seu partido faz oposição no governo federal, são os pontos comuns que encontrou no plano de governo. "Alianças políticas nós fizemos no primeiro turno. Agora não estamos fazendo uma aliança oficial, mas recebendo o apoio político de um candidato", disse o presidente municipal do PT de Guarulhos, Benedito Aparecido da Silva. O petista venceu o primeiro turno com 283.864 votos, 49,65% do total, e, por apenas aproximadamente 0,4%, não levou a disputa já nesta etapa. Informações do Terra.

Em 29 meses, 2882 pessoas foram mortas em supostos confrontos com policiais

PM recolhem os cadáveres de seis mortos no final
 de maio. 
Ocorrência foi registrada como resistência
 seguida de morte.
 
Foto: Eduardo Anizielli/ Folha Press

Os números representam os homicídios cometidos por policiais em quatro estados brasileiros; movimentos sociais pedem o fim dos autos de “resistência seguida de morte”, pois alegam que servem de “licença para matar”

José Francisco Neto

Entre janeiro de 2010 e junho de 2012, 2882 pessoas foram mortas em supostos confrontos com policiais em quatro estados brasileiros: Santa Catarina (137), Mato Grosso do Sul (57), Rio de Janeiro (1590) e São Paulo (1098). Os outros estados não divulgam o número de homicídios, segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
Devido ao alto número de homicídios, a ministra da SDH/PR, Maria do Rosário, recebeu na quinta-feira (11), em Brasília, integrantes do movimento Mães de Maio para tratar da questão da violência policial.
Um dos desdobramentos concretizados durante a reunião foi o conjunto no fim dos autos de "resistência seguida de morte" em todo o Brasil. Segundo o movimento, essa prática é uma verdadeira 'licença para matar' dada a policiais contra a juventude pobre, preta e periférica.
De acordo com Débora Maria, coordenadora do movimento Mães de Maio, o objetivo dessa reivindicação é para inibir a prática de extermínio que está institucionalizada na corporação da polícia militar. 
"A gente sabe que quem matou em 2006 continua matando até os dias de hoje, porque não foram punidos. Eles ganharam carta branca para matar. O governo do estado é omisso, ele não admite que dentro das corporações policiais existem grupos de extermínio", argumenta.
No Brasil não há pena de morte, salvo em caso de guerra declarada. No entanto, segundo dados da Anistia Internacional, em 2011 o número de mortes por autos de resistência apenas no Rio de Janeiro e São Paulo foi 42,16% maior do que todas as penas de morte executadas, após o devido processo legal, em 20 países.
Para o doutor em Antropologia e pesquisador do Departamento de Estudos Africanos e Afro-Americanos da Universidade do Texas (EUA), Jaime Amparo Alves, a resistência seguida de morte serve apenas para legitimar as práticas criminosas de agentes do estado para que continuem desempenhando sua força brutal nas periferias.
“O que temos é um instrumento burocrático que cria uma classe de funcionários públicos com poder soberano de vida e de morte sobre os tidos como 'bandidos', e que legaliza os homicídios praticados por agentes do Estado. É no mínimo estarrecedor ver que a polícia paulista mata em um mês o que a polícia de Nova York mata em um ano e que os números continuem crescendo assustadoramente.”

Consulta pública
O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH)) disponibilizou para consulta pública a proposta de Resolução Recomendatória sobre o uso dos termos “autos de resistência” ou “resistência seguida de morte”. O objetivo é abolir o uso desses termos nos registros policiais, de modo a garantir que todos os homicídios sejam devidamente investigados.
Até o dia 23 de outubro de 2012, o CDDPH disponibilizará o e-mail consultaautosderesistência@sdh.gov.br para o envio de sugestões para a proposta de resolução.

domingo, 14 de outubro de 2012

Novamente um Premio Nobel da Paz para os genocidas

Viñeta de Kalvellido

por Diana Cordero
Viernes, 12 de Octubre de 2012 18:54


Lo que podría ser un macabro chiste se transforma en un insulto a la inteligencia y fundamentalmente a los y las luchadoras de derechos humanos de los pueblos de todo el mundo. Ese premio Nobel de la Paz recae sobre los y las responsables de alguno de los peores genocidios contra la humanidad...
No tiene este texto la rigurosidad que debiera tener y que seguramente avezados analistas publicarán en pocas horas. Tiene la urgencia de la indignación, de la impotencia y del repudio que nos ha surgido a muchos y muchas, ante esta afrenta, esta burla a quienes verdaderamente luchan por la paz y la vigencia de los derechos humanos en el mundo.
Que se siga premiando a muchos de los países que integran la OTAN por masacrar cientos de miles de personas, por devastar territorios. Por perseguir a varias etnias y hostilizarlas. Por alentar políticas de hambre y miseria y descuidar aspectos básicos del acceso a los derechos humanos fundamentales como la vida, la alimentación y la salud. Por llevar a cabo políticas represivas contra quienes se manifiestan pacíficamente, por privilegiar siempre a la banca y los sectores financieros en detrimento de las personas, por encarcelar de forma criminal y sin el menor respeto a la dignidad humana a los y las inmigrantes que son detenidos apenas tocan suelo de la benemérita Unión Europea (tolera verdaderos campos de concentración dentro de sus límites geográficos).
Todos y cada uno de esos motivos -y pueden ir surgiendo tantos más que en este momento por la indignación no  estoy teniendo en cuenta- son argumentos de peso para denunciar este atropello. Pero aunque se tratara solamente de uno de todos los mencionados, solo uno es relevante para que esa distinción se invalide de plano y ya no pueda otorgarse a la persona/entidad escogida semejante galardón.
Son muchos los días, muchas las situaciones violatorias de los derechos humanos que desde acá, desde esta web cubrimos y publicamos. Demasiadas,  para que esta noticia no nos pueda parecer una más. Sabemos del sufrimiento de las personas que no pueden acceder a sus medicinas y abandonan tratamientos médicos, en muchos casos para que sus hijos, hijas o nietos puedan comer. Muchas las personas que hoy se encuentran sin techo, viviendo en la calle, en su coche o en una chabola (en muy pocos casos en algún lugar que amigos u organizaciones solidarias les han facilitado). Familias en paro a las que vimos desesperadas cuando el banco les arrebató sus casas al no poder pagar las infames cuotas de las hipoteca. Y a un Estado no solo ausente sino cómplice e instigador de cada una de esas situaciones. Ese Estado que en tantos casos ordena reprimir con brutalidad a quienes solidaria y pacíficamente han tratado de impedir un desahucio.
No hemos en esos casos encontrado a una UNION EUROPEA que protestara en favor de las víctimas y sancionara a algunos de los Estados que la integran.
Vemos lo contrario, una Unión Europea que implementa políticas a las que sin miedo llamamos de genocidas porque están destruyendo y aniquilando a una generación y seguramente varias de las que siguen. Que están acabando de un plumazo con las históricas conquistas laborales y sociales que tantas décadas y tanta lucha costaron a los movimientos de trabajadoras y trabajadores. Que permiten que una niña (y tantas más habrá...) de nueve años, con cáncer viva a la intemperie porque su familia fue desalojada.
Tampoco en estos casos ha aparecido la Unión Europea, garante de la paz y los derechos humanos a representar los intereses de las personas más desfavorecidas y lesionadas por el Estado (por acción u omisión). Claro...no aparecen porque los Estados siguen las políticas dictadas por Bruselas quien deja a su discrecionalidad la batería represiva para implementarlas y contener a quienes protestamos. Desde luego allí tampoco aparece la defensora de los derechos humanos.

Y lo dejo por acá, porque probablemente seguiría repitiendo lo que ya conocemos, y aumentando la bronca (que ya es enorme).
Lo de Obama fue muy fuerte, ahora la UE.... ¿Quién sigue?

sábado, 13 de outubro de 2012

O imenso buraco negro da economia global


Novo relatório disseca “mundo offshore” — rede planetária de instituições financeiras onde os 0,1% mais ricos escondem (e manipulam) algo como PIBs dos EUA e China combinados

Por Sarah Jaffe, no Alternet
com tradução de Libório Júnior

“Vinte e e um trilhões - com “t” - de dólares. Eis o que as pessoas mais ricas do mundo escondem em paraísos fiscais internacionais. Embora a quantidade real possa ser maior, chegando aos 32 trilhões, uma vez que, claro, é quase impossível conhecê-la com exatidão.Ao mesmo tempo em que os governos cortam o gasto público e demitem os trabalhadores, em prol de uma maior “austeridade” obrigada pela desaceleração da economia, os super-ricos - menos de 10 milhões de pessoas - esconderam longe do alcance do arrecadador de impostos uma quantidade igual às economias japonesa e estadunidense juntas.Os dados são de um novo relatório da Tax Justice Network (Rede para a justiça tributária) [1] cujas conclusões são impactantes. As receitas fiscais perdidas graças aos refúgios fiscais extraterritoriais – offshore -, afirma o relatório, “são suficientemente grandes para marcar uma diferença significativa em todas nossas medidas convencionais da desigualdade. Dado que a maior parte da riqueza financeira desaparecida pertence a uma pequena elite, o efeito é assustador”.James S. Henry, ex-economista chefe em McKinsey & Co, autor do livro The Blood Bankers (Os banqueiros ensanguentados) assim como de artigos em publicações como o The Nation e o The New York Times, procurou suas informações no Banco de Compensações Internacionais,no Fundo Monetário Internacional, no Banco Mundial, nas Nações Unidas, nos bancos centrais e analistas do setor privado, e descobriu os contornos da gigantesca reserva de dinheiro que flutua nesse lugar nebuloso conhecido como offshore. (E isso que só se ocupou do dinheiro em espécie: o relatório deixa de lado coisas como bens de raízes, iates, obras de arte e outras formas de riqueza que os super-ricos escondem, livres de impostos, nos paraísos fiscais extraterritoriais.)Henry refere-se a eles como um “buraco negro” na economia mundial e afirma que, “apesar de ter muito cuidado em ser cauteloso, por prudência, os resultados são assustadores.”
Há uma grade quantidade de informação para analisar neste relatório, pelo que nos limitamos aqui a seis coisas que devemos saber sobre o dinheiro que os mais ricos do mundo escondem de nós.

1. APRESENTAMOS-LHES O TOP 0,001%

“Segundo nossas estimativas, pelo menos um terço de toda a riqueza financeira privada, e quase a metade de toda a riqueza offshore, é agora propriedade das 91.000 pessoas mais ricas do mundo: só 0,001% da população mundial”, diz o relatório. Esses 91.000 que formam o vértice da pirâmide têm cerca de 9,8 trilhões de dólares do total estimado neste estudo, e menos de dez milhões de pessoas detêm todo o volume de dinheiro em espécie.Quem são essas pessoas? Sabemos que são os mais ricos, mas o que mais sabemos deles? O relatório menciona “especuladores imobiliários chineses e magnatas do software de Vale do Silício, com idades em torno de trinta anos”, e em seguida estão aqueles cuja riqueza provém do petróleo e do tráfico de drogas. Não menciona, mas poderia, os candidatos presidenciais dos Estados Unidos. Por exemplo, Mitt Romney que recebeu fortes críticas por ter dinheiro guardado em uma conta bancária na Suíça e em investimentos nas Ilhas Cayman, segundo o site Politifact [2].Os narcotraficantes têm necessidade, é claro, de ocultar seus lucros ilícitos, mas muitos dos outros super-ricos pretendem simplesmente evitar o pagamento de impostos, para o qual constroem complicadas redes de empresas e investimentos só para deduzir um pouco mais da fatura fiscal que pagam em seu país de origem. Tudo ajuda.
2. ONDE ESTÁ O DINHEIRO? É DIFÍCIL SABER
Offshore, segundo Henry, não é já um lugar físico, embora existam vários lugares, como Singapura e Suíça, que ainda se especializam em proporcionar “residências físicas seguras e fiscalmente interessantes” aos ricos do mundo.Mas nestes tempos que correm, a riqueza offshore é virtual. Henry a descreve como algo nominal, hiperportátil, multijurisdicional, seguidamente lugar temporário de redes de entidades e acordos legais ou quase legais. Uma empresa pode estar situada em uma jurisdição, ser propriedade de um testa de ferro localizado em outro lugar e ser administrada por testas de ferro de um terceiro lugar. “Em última instancia, portanto, o termo offshorese refere a um conjunto de capacidades” e não tanto a um ou vários lugares.Também é importante, afirma o relatório, distinguir entre os “paraísos intermediários” - lugares nos quais pensam a maioria das pessoas quando se fala de paraísos fiscais, como as Ilhas Cayman de Mitt Romney, as Bermudas ou a Suíça - e os “paraísos de destino“, que incluem os EUA, o Reino Unido e inclusive a Alemanha. Esses destinos são desejáveis já que proporcionam “mercados de valores relativamente eficientes e regulados, bancos respaldados por grandes populações de contribuintes, e companhias de seguro. Além de códigos jurídicos desenvolvidos, advogados competentes, poder judicial independente e Estado de direito.”Assim, pois, os mesmos que escapam do pagamento de impostos distribuindo seu dinheiro por diferentes lugares, se aproveitam dos serviços financiados pelos contribuintes para fazê-lo. E nos EUA, alguns estados começaram, desde a década de 1990, a oferecer entidades jurídicas a baixo custo “cujos níveis de confidencialidade, proteção frente aos credores e vantagens fiscais rivalizam com os dos tradicionais paraísos fiscais secretos do mundo.” Adicione a isso a porcentagem cada vez menor dos impostos que os ricos e as empresas estadunidenses pagam e verão que estamos começando a ter um aspecto muito atrativo para aqueles que tratam de camuflar seu dinheiro.

3. GRANDES BANCOS RESGATADOS DIRIGEM ESSE NEGÓCIO
Mas quem facilita esse processo? Alguns nomes familiares saem rapidamente à superfície quando se vasculha os dados: Goldman Sachs, UBS e Credit Suisse são os três primeiros, e o Bank of America, Wells Fargo e JP Morgan Chase estão no Top-10. Segundo afirma o relatório, “agora podemos acrescentar algo a mais a sua lista de distinções: são os atores principais dos refúgios fiscais de todo o mundo e ferramentas chave do injusto sistema tributário global”.No final de 2010, os maiores cinquenta bancos privados administravam cerca de 12,1 trilhões de dólares em “ativos trans fronteiriços” investidos por seus clientes. É mais do que o dobro da cifra de 2005, e representa taxa média de crescimento anual superior a 16%.”Desde bancos a empresas contábeis e advogados corporativos, algumas das maiores empresas do mundo são parte da trama de evasão fiscal global”, escreve no The Guardian a investigadora financeira (e ex-trader de Goldman Sachs) Lydia Prieg. “Essas empresas não são pessoas jurídicas as quais possamos chamar a atenção para que paguem sua parte justa; sua razão de ser consiste em maximizar seus lucros e os de seus clientes.”"Até finais da década de 2000″, afirma Henry, “a sabedoria convencional entre os capitalistas evasores era: ‘O que existe de mais seguro que os bancos suíços, estadunidenses ou britânicos etiquetados como grandes demais para falir? ’” Sem os resgates que acompanharam a crise financeira de 2008 – acrescenta - muitos dos bancos que estão escondendo dinheiro em espécie para os ultrarricos já não existiriam. “Dar por certo o apoio dos governos é precisamente a razão principal pela qual os super-ricos fazem seus negócios com os bancos de maior tamanho.”

4. A DESIGUALDADE É PIOR DO QUE ACREDITAMOS
Com toda esta riqueza oculta em todo o mundo, impossível de contar e de tributar – afirma a Tax Justice Network -, não resta dúvida de que estamos subestimando a desigualdade de ingressos e riqueza realmente existente. Stewart Lansley, autor de The Cost of Inequality(O custo da desigualdade), assegurou a Heather Stewart, do The Guardian: “Não há absolutamente nenhuma dúvida de que as estatísticas sobre a renda e a riqueza dos de cima diminuem a magnitude do problema“.
Ao calcular o coeficiente GINI, que mede a desigualdade em uma sociedade, disse, “Não se recolhem os dados dos multimilionários, e inclusive quando se faz, não é adequadamente“.

Esse é um assunto tão importante que a Tax Justice Network incluiu um segundo relatório, ao mesmo tempo em que o de Henry, titulado“Inequality: You don’t know the half of it” [3] (Desigualdade: você não conhece nem a metade). O estudo detalha todos os problemas da forma em que agora calculamos a desigualdade; seguidamente parecem ser, em essência, que não temos uma medida exata da verdadeira riqueza dos super-ricos. Os dados sobre ingressos fiscais estão disponíveis, mas se na realidade há trilhões escondidos por todo o mundo nos paraísos fiscais, como calcular os ingressos reais dos mais ricos do mundo?
A desigualdade disparou em todo o mundo, segundo os cálculos frequentemente utilizados. Se o 1% superior da população dos EUA não só é dono de 35,6% da riqueza, por exemplo, mas que também tem um volume de dinheiro muito maior escondido em algum lugar, que significado tem isto para nós?
Não esqueçamos, afirma o relatório, que “a desigualdade é uma opção política. Ou seja, nós decidimos o que fazer como sociedade baseando-nos no montante de desigualdade que consideramos tolerável ou justo. Se esse montante é muito maior do que pensamos, de que forma desvaloriza nossas prioridades? Muitos estadunidenses já estão mal informados acerca de seu nível de desigualdade, mas este estudo confirma que inclusive os supostos especialistas estão subestimando em muito o problema”.

5. OS PAÍSES “ENDIVIDADOS” NÃO DEVEM, NA REALIDADE, NADA
O relatório de Henry destaca um subgrupo de 139 países, de ingressos baixos ou médios, e destaca que, segundo a maioria dos cálculos, os ditos 139 países tinham, em conjunto, dívida superior a quatro trilhões de dólares no final de 2010. Mas ao se tomar em conta todo o dinheiro que se acumula offshore, os países, na verdade, teriam uma dívida negativa de 10 trilhões de dólares, ou como Henry escreve:”Uma vez tomados em consideração esses ativos ocultos e os ingressos que geram, muitos antigos países “devedores” seriam, de fato, países ricos. Mas o problema é que sua riqueza está depositada offshore, em mãos de suas próprias elites e seus banqueiros privados”.Henry afirma também que os países em desenvolvimento em seu conjunto terminam sendo credores do mundo desenvolvido, em lugar de devedores, e o foram durante mais de uma década. “Isso significa que se trata realmente de um problema de justiça tributária, não simplesmente de ‘dívida’”.Mas essas dívidas, como afirmamos, recaem nos ombros dos trabalhadores desses países, que não podem desfrutar das vantagens dos sofisticados paraísos fiscais.E isso, é claro, não é só um problema do mundo em desenvolvimento. Hoje em dia, afirma Henry, o mundo desenvolvido tem sua própria crise da dívida (vejam-se os problemas atuais da zona do euro). O economista francês Thomas Piketty afirma, “a riqueza depositada em paraísos fiscais é provavelmente de um montante suficiente para converter a Europa em um credor muito grande com respeito ao resto do mundo”.

6. QUANTO ESTAMOS PERDENDO?
Aqui está o centro da questão, não? É impossível saber a exatamente, é claro, devido a que as cifras são só estimativas, mas Henry calcula que se esses 21 trilhões de dólares não declarados obtivessem taxa de rendimento de 3% e os ingressos se gravaram em 30%, por si só gerariam receitas fiscais de cerca de 190 bilhões de dólares. Se a quantidade total de dinheiro colocada em paraísos fiscais fosse próxima à estimativa mais alta, ou seja, 32 trilhões de dólares, se obteriam cerca de 280 bilhões, o que é aproximadamente o dobro do montante que os países da OCDE gastam em ajuda ao desenvolvimento. Em outras palavras, uma enorme quantidade de dinheiro. E isso levando em conta que um rendimento de 3% é um cálculo muito prudente.Estamos falando unicamente de impostos sobre a renda: os impostos sobre os lucros, impostos à herança e outros renderiam ainda mais.Por isso Henry afirma que, no final das contas, poderíamos tomar este assunto como uma boa notícia. “O mundo acaba de localizar uma quantidade enorme de riqueza financeira que poderia ser utilizada para contribuir à solução dos problemas mundiais mais urgentes”.”Temos a oportunidade de pensar não só acerca de como prevenir alguns dos abusos que conduziram a esta situação, mas também de pensar na melhor maneira de fazer uso dos ingressos atualmente não tributáveis que gera.”
NOTAS
[1] James S. Henry, The Price of Offshore Revisited , 2012
[2] http://www.politifact.com/truth-ou-meter/statements/2012/jul/17/barack-obama/obama-ad-says-romney-stashed-money-caymam-islands/
[3] http://taxjustice.blogspot.be/2012/07/inequality-you-dont-know-half-of-it.html