Trabalho da professora Gisele
Costa, para o CLG da Greve UFG e demais interessados em acompanhar a força da
Greve Nacional.
História (tempo e espaço), poesia, política, sociedade, cultura, economia, educação... Antes que o silêncio me torne cúmplice.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
De quem é a cidade?
Juliana Brito
em 26/06/12
Em tempos de eleições
municipais espera-se ouvir dos candidatos seus projetos para enfrentarem os
principais problemas da cidade. Apesar de saber que promessa de político é
abandonada em primeiro de janeiro, a população tem nos projetos apresentados um
dos critérios de escolha para o voto ou deveria ter.
Ciente de que vivemos em uma
sociedade do espetáculo, onde só existe o que “passa na televisão” é preciso
então provocar para que as demandas sociais tenham alguma visibilidade. Por
isso, destaco aqui uma dessas demandas _ a ocupação social dos espaços da nossa
querida cidade, “Joia do sertão baiano”, “Terra das rosas”. De quem será a
cidade de Vitória da Conquista? Será dos carros que tornam o trânsito cada vez
menos ágil? Será dos traficantes que mandam organizadamente em todos os
pedaços? Será dos moradores de rua, invisíveis e incômodos como socos no
estômago para os defensores da tese de que essa cidade “desenvolve-se a olhos
vistos”? Será ainda das enxurradas que alagam as ruas com o menor chuvisco de cinco
minutos? Serão as ruas domínio dos proprietários dos sons automotivos, cada vez
mais potentes, que estacionam nas portas dos bares e fazem mais barulho do que
um show no Maracanã? Será do cimento e do asfalto que impermeabilizam todo o
solo diminuindo os poucos espaços para o verde? Será dos loteamentos que tornam
tudo tão igual e tão feio?
Encontrar respostas para as
perguntas acima é fundamental para retomarmos os espaços públicos. A violência
que enluta tantas famílias conquistenses poderia ser minorada se nossas
crianças, jovens e velhos pudessem morar numa cidade que as acolhesse e
permitisse o convívio. Há muito que tal desejo se constitui em uma utopia
saudosista, é verdade. Alguns podem dizer que os tempos são outros, mas será
que queremos e realmente precisamos desse tempo, dessa realidade onde o
convívio é impossibilitado por todos os motivos e justificativas?
Não podemos mais sentar na
porta de nossas casas e simplesmente bater papo com os vizinhos, sequer
conhecemos os vizinhos! Entramos e saímos de nossas garagens amedrontados e
tremendo quando ouvimos uma moto se aproximando. Nossos filhos não podem ficar
brincando de bola na rua com os meninos da sua idade, os entregamos então ao
computador e fingimos desconhecer os perigos virtuais. Os bares e restaurantes
não são mais espaços para os bate-papos, o som é tão alto que ninguém consegue
ouvir o companheiro, é melhor então ficar com os aparelhos eletrônicos ligados,
enviando e recebendo mensagens. Aqueles que se propõe a caminhar e a fazer exercícios
tem que fazê-lo dividindo o ar com os gases dos escapamentos dos carros,
somente os desavisados e os sem-espaço se habilitam a caminhar-respirar na Av.
Integração. No trânsito, seguimos para nossos afazeres, sozinhos, cercados de
carros e carrões que conduzem apenas uma pessoa, também sozinha e apressada
como nós. Por isso, não damos preferência ao transporte coletivo, avançamos
sobre as faixas de pedestre, justificamos cinicamente dizendo que não se compra
um carro potente para ficar preso no trânsito.
Fora de casa há poucos espaços
de convívio que atendem a um contingente considerável, os bares e as igrejas,
agora, rivalizam com as bocas de fumo. Não temos parquinhos para as crianças,
não temos praças para os idosos, não temos salas de teatro nos bairros, não
temos bibliotecas acessíveis. Os lugares dos “babas” espontâneos são tragados
pela especulação imobiliária, as poucas quadras são insuficientes para uma
população de mais de 300 mil habitantes. Quem quiser praticar outras
modalidades como natação, atletismo etc. só pagando e muito caro.
Entre os resultados dessa falta
de convivência urbana estão: a solidão, a depressão, as síndromes de todo tipo,
as doenças cardíacas, a dificuldade dos nossos jovens em “achar graça” em
coisas simples como conversar, brincar ou contemplar algo bonito, para muitos
deles diversão é apenas sinônimo de consumo. No corre-corre diário, ouvimos
reclamações de ricos e pobres, pois, se o dinheiro compra a cultura e o lazer
de outro lado isola os seres humanos e o isolamento mutila, mata. O consumo de
drogas lícitas e ilícitas que o diga, talvez esses artigos estejam se
constituindo entre os gêneros de “primeira necessidade” nas compras de muitas
das nossas famílias respeitáveis.
Senhores candidatos, violência
não se combate com mais violência e exclusão, violência se combate com convívio
humano e solidário, com fraternidade, com oportunidade de fruir o que a vida
tem de melhor: arte, lazer, cultura, companhia. Ou preferem garantir para os
conquistenses apenas “os sete palmos de terra sob o chão”, a parte que nos cabe
desse latifúndio? Pensemos nisso.
domingo, 26 de agosto de 2012
Ministros de Dilma liberam verba para próprias propostas
Política institucional no Brasil: a ética sempre em último
lugar...
Ao assumir seus cargos após a
chamada "faxina ética" promovida pelo Planalto, os ministros da
Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), e do Trabalho, Brizola Neto
(PDT-RJ), usaram a caneta de suas pastas para pagar emendas parlamentares propostas
por eles mesmos no Congresso, quando ainda eram deputados.
Um terceiro ministro, Fernando
Bezerra Coelho (PSB-PE), da Integração Nacional, reservou fatia generosa de
recursos destinados por sua pasta para agraciar, em ano de campanha, projeto
apadrinhado pelo seu filho, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho
(PSB-PE), candidato à Prefeitura de Petrolina.
Na Agricultura, Mendes Ribeiro
já pagou R$ 1,2 milhão para emendas de sua autoria em 2012 - ele figura entre
os quatro maiores beneficiados com recursos. O dinheiro foi repassado em maio
para seis municípios do Rio Grande do Sul nos quais o ministro teve boa votação
em 2010: Passa Sete, Segredo, Doutor Ricardo, Barros Cassal, Salto do Jacuí e
Tunas - os últimos quatro municípios são administrados pelo PMDB, partido do
ministro. Segundo o sistema controle orçamentário do governo, os recursos
liberados bancaram projetos de "desenvolvimento do setor
agropecuário".
Antecessor de Ribeiro, Wagner
Rossi (PMDB-SP) deixou o cargo em agosto de 2011 sob suspeita de
irregularidades, entre elas a de permitir que um lobista interferisse em
licitações da pasta.
No Trabalho, Brizola Neto já
liberou R$ 1,8 milhão para projetos apadrinhados pelo deputado Paulo Pereira da
Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, que disputa a Prefeitura de São Paulo. O
valor é o mais alto pago este ano. Bancou programas de habilitação de
trabalhadores ao Seguro Desemprego e de "orientação e intermediação"
de mão de obra em São Paulo. O segundo no ranking é o próprio ministro,
empossado em 3 de maio. Quatro dias depois, a pasta pagou R$ 599.900, referentes
a uma emenda dele, para a Prefeitura de Belford Roxo, sua base eleitoral - a
cidade é administrada pelo aliado PT. O valor bancou projeto para elevação da
escolaridade e qualificação profissional de trabalhadores no Programa ProJovem.
Brizola Neto sucedeu a Carlos
Lupi, presidente nacional do PDT, que pediu demissão em 2011 sob suspeitas de
favorecer a sigla.
Em família. Na Integração
Nacional, Bezerra Coelho já pagou este ano R$ 4,6 milhões de emenda do filho. O
dinheiro foi enviado em parcelas para apoio a projetos de desenvolvimento
sustentável em Pernambuco, base política da família. Bezerra Filho é o deputado
mais contemplado com recursos de emendas específicas, pagas este ano pelo
ministério comandado pelo pai.
Políticos do PSB lideram os
repasses da Integração. Dos R$ 18,7 milhões repassados este ano, receberam R$
6,7 milhões. Líder do partido na Câmara, Givaldo Carimbão (AL) também está
entre os mais contemplados. Conseguiu liberar R$ 2 milhões para investimentos
de infraestrutura em seu Estado (leia ao lado mais informações sobre os
repasses aos partidos dos ministros).
Os dados das emendas foram
levantados a partir dos pagamentos registrados até terça-feira para as obras e
serviços contemplados com dinheiro de emendas específicas, aquelas apresentadas
por um deputado só. As emendas genéricas, de grupos, não foram levadas em
conta, pois não é possível identificar qual foi o parlamentar contemplado.
As informações são do jornal O
Estado de S.Paulo.
Fonte: Br.notícias
Da educação mercadoria à certificação vazia
![]() |
| Ilustração: Daneil Kondo |
A
Universidade brasileira tornou-se menos elitista. Mas sua popularização reforça
um modelo de ensino baseado em instituições privadas, onde pesquisa e reflexão
não são benvindas
Por Andrea Harada Souza*
O ensino superior, público e
privado, no Brasil passou por grandes transformações nas últimas décadas. Essas
mudanças – travestidas de democratização, por favorecerem o acesso – visaram
atender a uma proposta de privatização e barateamento da educação.
O Ministério da Educação (MEC)
alardeia números, sobretudo para organismos internacionais – que obrigam o país
a se enquadrar em padrões estipulados por eles na competição do mercado de
consumo, trabalho e pesquisa –, que demonstram o crescimento do acesso ao
ensino superior, ainda que distantes daqueles objetivados pelo Plano Nacional
de Educação (PNE) (o acesso é de apenas 13,8% dos jovens, entre 18 e 24 anos).
Porém, esse suposto processo de inclusão tem facilitado, para além do
aceitável, um crescimento vertiginoso das instituições de ensino superior (IES)
privadas, com desdobramentos que passam pela precarização do trabalho docente e
pela formação duvidosa que essas empresas têm oferecido aos alunos por ela
formados.
A predominância de objetivos
economicistas em detrimento dos pedagógicos nas IES privadas permitiu um
fenômeno relativamente novo no Brasil: a formação de conglomerados
educacionais, grandes empresas, de capital aberto e com forte participação de
grupos estrangeiros em seu quadro de acionistas. A autorização para
funcionamento dessa espécie de oligopólio do setor educacional tem
intensificado a visão mercantil da educação superior no Brasil. Os exemplos
mais representativos desse modelo de organização empresarial na educação ficam
por conta dos grupos educacionais Kroton-Pitágoras, Estácio de Sá, SEB (Sistema
Educacional Brasileiro) e Anhanguera Educacional. Esta última, com a recente
aquisição da Uniban, passou a ser o maior grupo educacional do país, atendendo
aproximadamente 400 mil alunos em campi espalhados por diversos estados
brasileiros. Além disso, manteve sua projeção de crescimento de atingir 1
milhão de estudantes em cinco anos, segundo matéria do Valor Econômico de 17 de
novembro de 2011.
A alteração no padrão de
financiamento das IES privadas promoveu uma mudança significativa no modelo de
gestão: o papel que antes era predominantemente exercido por mantenedoras, de
caráter familiar ou religioso, hoje passou a ser de responsabilidade de bancos
ou fundos de investimentos que contratam executivos como seus representantes,
padronizam procedimentos de relações de trabalho nos departamentos de recursos
humanos e prestam contas ao fundo de ações. Decorre daí um perfil de gestão
alinhavado com a lógica empresarial, sob responsabilidade de executivos, e
muito distante dos objetivos educacionais que sempre foram sustentados por
professores e pesquisadores.
Abandono
do Estado
Tomado pela óptica do lucro, o
setor educacional privado tem se valido, oportunamente, do abandono do Estado
na oferta de vagas públicas para a formação superior. Dessa forma, as IES
privadas, cuja existência deveria ter um caráter complementar, acabaram
predominando e se consolidando em grupos que formulam e ditam as regras de seu
interesse para a (des)regulamentação do setor, regras essas beneficiadas pelas
chamadas políticas de parcerias público-privadas, as quais são alicerçadas
sobre o princípio da transferência de dinheiro público para a iniciativa
privada com a finalidade de que esta última cumpra o papel que o Estado se nega
a exercer. No caso do ensino superior, essas transferências se dão
predominantemente por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do
Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), além dos
programas de benefícios de isenção fiscal oferecidos pelo BNDES. Nesse ponto, o
discurso falacioso do Estado e o do setor privado convergem: trata-se de
iniciativas e proposições que manifestam concretamente a preocupação com a
formação do brasileiro e com o desenvolvimento do país!
De modo geral, a consolidação
da mercantilização da educação e a formação de oligopólios educacionais têm
ocorrido com base na incorporação de princípios e fundamentos do setor
empresarial, ou seja, na otimização dos recursos. Como afirma Marilena Chauí
(2001), “a Universidade está estruturada segundo o modelo organizacional da
grande empresa, isto é, tem o rendimento como fim, a burocracia como meio e as
leis do mercado como condição”. Essa fórmula – clássica do neoliberalismo –
consiste na diminuição das despesas para o consequente aumento dos lucros.
Assim, com vistas a assegurar um perfil rentável − à empresa, é claro −,
torna-se necessária a precarização das relações de trabalho: redução de
salários, perda de direitos, ameaças e cobranças pelo desempenho da instituição
nas avaliações externas promovidas pelo MEC são alguns traços da rotina de
professores das IES privadas.
Ao mesmo tempo, concorre para
intensificar os contornos dramáticos desse quadro a expansão da modalidade EaD
(educação a distância), que em 2010 fechou o ano com 973 mil alunos
matriculados, o que corresponde a 30% de todos os universitários em instituições
privadas. Nesse caso, a educação mediada pela tecnologia, que deveria servir
para aproximar os extremos sociais, acaba por aprofundá-los. Contudo, para os
empresários, o aliciamento desse recurso é tomado como mais uma vantagem
mercadológica capitalista, sobretudo por potencializar sua capacidade de lucro.
Na outra ponta, os salários
praticados nas IES privadas são – via de regra – aviltantes, o que obriga
muitos profissionais a lecionar em várias instituições, seja para compor a
renda, seja para se prevenir das demissões, muitas vezes arbitrárias. Nesse
contexto, os professores se veem impedidos de desempenhar tarefas diretamente
ligadas à sua função (e ao ensino superior, ou seja, ensino, pesquisa e
extensão), absorvidos que estão por uma jornada de trabalho extenuante. No
entanto, paralelamente a isso, ocorre um processo silencioso de captura da
subjetividade dos docentes com objetivo de estabelecer uma competição interna,
cuja face mais alarmante é a perda da autonomia. Como toda competição tem exigências,
impõe-se que esses profissionais – para terem condição de competir – sejam
aguerridos, “pró-ativos”, competentes e indiferentes às questões coletivas, o
que os leva a um distanciamento de seus sindicatos e associações e permite,
muitas vezes, que sejam – deliberadamente – vistos como mão de obra manipulável
pelos patrões.
Precarização
e intimidação
Se de um lado temos a perda da
autonomia dos professores como uma ameaça à própria noção de função docente, de
outro notamos que, por parte dos empresários da educação, a oferta de uma
formação aligeirada tem exigido profissionais cada vez menos críticos e
progressivamente mais alienados da prática educativa. Não é raro o relato de
professores do ensino superior que têm seus conteúdos – planos e ementas de cursos
–, bem como suas avaliações, elaborados por um terceiro que nunca sequer esteve
em uma sala de aula. Essa tentativa, por parte dos patrões, de padronizar a
prática pedagógica para garantir um rendimento mínimo nas avaliações externas
evidencia de maneira cabal seu propósito de controle absoluto sobre a
mercadoria que vendem.
Dessa forma, a reação e a
resistência a essa prática de mercantilização da educação impõem grandes
desafios. No estado de São Paulo, que acompanhamos mais de perto, tem sido cada
vez mais difícil o enfrentamento com os patrões do ensino superior nas
campanhas salariais organizadas por nossa federação, a Fepesp (Federação dos
Profissionais de Educação do Estado de São Paulo), pois há um evidente conflito
nas pautas apresentadas para negociação. Do lado de lá, a ofensiva é para
subtrair direitos historicamente conquistados e que, vistos com a luneta do
capital, representam entraves normativos à expansão dos lucros. Em razão disso,
questões como plano de carreira, regulamentação da EaD e aumento real são
deliberadamente ignoradas pelos patrões, que, por sua vez, promovem
lobbiesjunto ao Poder Legislativo, a fim de que as regras do setor continuem a
beneficiá-los.
Entretanto, a predominância de
valores empresariais na organização das IES e a falta de regulamentação efetiva
por parte do MEC têm imposto uma permanente ameaça, ainda que velada, que é o
desemprego. Assim, os professores insatisfeitos com salários e condições de
trabalho incorporam a responsabilidade incutida pelo patrão, de que o mercado
funciona assim: os insatisfeitos que se mudem. A aceitação dessa ideia leva a
um comportamento defensivo, porque nos faz crer que nada pode ser feito e, por
isso mesmo, qualquer iniciativa coletiva deve ser vista como prejuízo ao
próprio trabalhador.
Há também que se ressaltar a
necessidade urgente de que o debate sobre a educação seja tomado como
fundamento para um crescimento qualitativo e efetivo do Brasil, sobretudo para
a população que ainda anseia conhecer na prática a longo prazo esse
crescimento. Para validarmos o princípio democrático do direito à educação,
sem, contudo, ignorar que o mercado do ensino privado não arrefecerá a curto
prazo, precisamos assegurar o investimento de 10% do PIB na educação pública –
que estimamos universal e de qualidade –, a fim de que ela seja o referencial
para o setor privado, e não o contrário.
Enquanto não houver uma mudança
radical nesse quadro, o próprio sentido de educação estará comprometido, posto
que seu fim mais elementar não é atingido: em vez de promover a emancipação
humana, produz lucro para o capital que só enxerga as camadas sociais C, D e E
quando estas se apresentam como potencial mercado consumidor.
A forte presença do controle
corporativo em um setor essencial como a educação provoca sérias fissuras na
malha social, na medida em que os desdobramentos da transferência tácita da
responsabilidade do Estado para a iniciativa privada têm autorizado o
funcionamento de fábricas de diplomas com certificação vazia, para uma
população que, embriagada pela democratização do acesso, ainda não se sabe
enganada.
*Professora de literatura,
presidente do Sinpro Guarulhos e membro da coordenação estadual da CSP-Conlutas
Referência
bibliográfica
CHAUÍ, Marilena. Escritos sobre
a universidade. São Paulo: Ed. Unesp, 2001.INEP. “Sinopse da educação superior
no Brasil”, 2009. Disponível em: www.inep.gov.br.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Populos meu cão
![]() |
| Charge: efeito-colateral.blogspot.com |
![]() |
| Charge: insustentavelbelezadosseres.blogspot.com |
Em tempos eleitoreiros - e sempre - da democracia representativa burguesa, esta canção do Belchior (gravada em idos de 1977) é uma boa pedida. Uma reflexão necessária.
Populos meu
cão
o escravo
indiferente que trabalha
e por
presente tem migalhas
sobre o chão
populus
populus populus meu cão
populus meu
cão populus meu cão
Primeiro foi
seu pai segundo seu irmão
terceiro
agora é ele agora é ele agora é ele
de geração
em geração em geração
No congresso
do medo internacional
Ouvi o
segredo do enredo final
sobre
populus meu cão
sobre
populus meu cão
Documento
oficial
em
testamento especial
sobre a
morte sem razão
de populus
meu cão
populus de
populus de populus
populus
populus populus meu cão
populus
populus populus meu cão
Delírios
sanguíneos
espumas nos
teus lábios
tudo em vão
Tenho medo
de populus meu cão
roto no
esgoto do porão
De populus
de populus de populus meu cão
seu olhar de
quase gente
as fileiras
dos seus dentes
trago o
rosto marcado
eles me
conhecerão me conhecerão me conhecerão me conhecerão
populus
populus populus meu cão
populus
populus populus meu cão
populus
populus populus meu cão
sos é só sos
é só
Mujica critica contundentemente a sociedade de consumo
Discurso
do então presidente uruguaio José Pepe Mujica, durante a Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento Sustentável, Rio+20. Uma lição de política, humanismo e uma
contundente crítica à atual sociedade, fundada no consumo. Vale conferir...
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Último ditador argentino é julgado por crimes contra humanidade
![]() |
| Reynaldo Bignone, último ditador argentino, é julgado novamente por crimes da ditadura |
Um tribunal argentino iniciou
nesta quinta-feira o julgamento do último ditador do país, Reynaldo Bignone, e
de outros oito acusados de cometer crimes de lesa-humanidade contra 20 pessoas,
incluindo sete grávidas que foram sequestradas e assassinadas durante o regime
que governou o país entre 1976 e 1983.
Bignone, que em julgamentos
anteriores recebeu quatro penas por crimes cometidos durante a última ditadura
argentina, esteve hoje sentado no banco dos réus junto com os ex-militares
Santiago Riveros e Eugenio Guarañabens Perelló pelos crimes cometidos na
guarnição militar portenha do Campo de Mayo.
Leo La Valle/Efe
Neste mesmo quartel funcionou
um dos maiores centros clandestinos de detenção do governo, além de uma
maternidade ilegal por onde passaram várias mulheres sequestradas e,
atualmente, desaparecidas.
Segundo fontes judiciais,
também estão sendo acusados os ex-militares Luis Sadí Pepa, Julio São Román,
Hugo Castagno Monge e Carlos Eduardo Somoza, além de um ex-oficial de
inteligência do Exército Carlos del Señor Garzón e sua muher, María Francisca
Morillo, acusados pela apropriação de Laura Catalina de Sanctis Ovando, cuja
identidade foi restituída em 2008.
"No julgamento oral há
casos de grávidas que foram sequestradas e desaparecidas e seus filhos,
apropriados", explicou o advogado querelante por parte do Estado, Ciro
Anicchiarico, a Rádio Nacional.
O letrado da Secretaria
argentina de Direitos Humanos indicou que pela guarnição de Campo de Mayo
"passaram mais de 5 mil vítimas e houve uma maternidade clandestina",
embora tenha dito que não há dados precisos sobre o número de nascimentos
registrados no local.
No do julgamento seguinte, os
juízes Héctor Sagretti, Daniel Cisneros e Daniel Petrone analisará o crime de
dois jovens de 19 e 20 anos que foram capturados durante a ditadura enquanto
distribuíam panfletos com conteúdo político.
"Este julgamento significa
abrir feridas, limpá-las e aliviá-las. É uma maneira de honrar e honrar meus
pais", disse Sanctis Ovando à agência estatal "Télam".
CRIANÇAS
DESAPARECIDAS
Já Alba Lanzilotto, irmã de Ana
María, que desapareceu em 1976 quando estava grávida de oito meses, afirmou que
"deseja que todos os envolvidos paguem pelo dano que fizeram ao
país".
"Tenho esperança que este
julgamento sirva para que meu sobrinho ou sobrinha e outras 400 (crianças
apropriadas) que faltam, reflita sobre a necessidade de saber a verdade e de
sair desse mundo de mentiras", sustentou Lanzilotto, integrante das Avós
da Praça de Maio.
O último ditador argentino
(1982-1983), que negociou a transição à democracia após assinar uma Lei de
Anistia (depois cancelada) e ordenar a destruição de toda a documentação sobre
prisões, torturas e assassinatos de desaparecidos, é julgado pelo roubo de bebês
durante o regime, que deixou um saldo de 30 mil desaparecidos, segundo números
do governo e de entidades humanitárias.
Bignone, de 84 anos, já foi
condenado em 2010 e em 2011 a 25 anos de prisão por crimes cometidos no Campo
de Maio, enquanto no último mês de dezembro foi condenado a mais 15 anos de
prisão pelos crimes realizados em uma prisão clandestina que funcionou dentro
do hospital público Posadas, aos arredores de Buenos Aires.
Em julho, ele recebeu outra
condenação de 15 anos de prisão pelo roubo sistemático de bebês durante a
ditadura, um histórico processo no qual o ex-ditador Jorge Rafael Videla
(1976-1981) recebeu uma sentença 50 anos de prisão.
Fonte: Folha
de S.Paulo
Empresas globais que venderam a alma aos nazistas
![]() |
| Uniformes SS de Hugo Boss. |
Da miedo lo eficientes que fueron los nazis dirigiendo
a un país entero, incluyendo su población e industria, hacia sus funestos
objetivos. Hay tres grandes empresas que se suelen mencionar siempre como
colaboradoras con los nazis. Hugo Boss que diseñó los intimidantes uniformes de
las SS (así como las monótonas camisas marrones de las SA y las juventudes
hitlerianas); Volkswagen que diseñó el escarabajo a instancias de Hitler y los
produjo como salchichas usando mano de obra esclava; e IBM que diseñó las fichas
perforadas que sirvieron para sistematizar la exterminación de personas por
raza y clase.
Sin embargo, estas no fueron las únicas empresas que
actuaron conjuntamente con los nazis, otros grandes negocios mundiales
reconocibles hoy en día también vendieron sus almas al diablo de distintas
maneras, y puede que le sorprendan algunos de los nombres que aparecen a
continuación.
Chase Bank
Pensándolo bien, la colaboración de Chase Bank (ahora
J.P. Morgan Chase) con los nazis no es tan sorprendente. Uno de sus accionistas
más importantes, J.D. Rockefeller, fundó directamente los experimentos
eugenésicos antes de la guerra. Entre 1936 y 1941, Chase y otros bancos
estadounidenses ayudaron a los alemanes a recaudar más de 20 millones de
dólares, que suponen un importe neto de comisión de 1,2 millones de dólares, de
los cuales Chase se embolsó unos 500.000 dólares. Eso era mucho dinero en la
época. El hecho de que los marcos alemanes utilizados para financiar
operaciones proviniesen de los judíos que habían huido de Alemania no parece
molestar a Chase, de hecho su negocio aumentó después de la noche de los
cristales rotos (la noche en la que los judíos de la Alemania y Austria nazis
fueron atacados por grupos en 1938). Chase también congeló las cuentas de los judíos
franceses en la Francia ocupada antes de que los nazis les hubieran pedido que
lo hicieran.
Ford
El propio Henry Ford era un conocido antisemita y
publicó una colección de artículos bajo el encantador título The International
Jew: The World’s Foremost Problem (El judío internacional: el mayor problema
del mundo). Incluso patrocinó su propio periódico que utilizada como
herramienta propagandística, culpando a los judíos de la Primera Guerra Mundial
y, en 1938, recibió la Gran Cruz del Águila alemana, la medalla nazi de mayor
nivel concedida a ciudadanos extranjeros.
La operación alemana de Ford produjo una tercera parte
de los camiones militares utilizados por el ejército alemán durante la guerra,
realizando mucho del trabajo los prisioneros. Lo que resulta aún más
sorprendente es que Ford haya forzado a trabajar a mano de obra apenas en 1940,
cuando el brazo americano de la compañía aún tenía pleno control.
Kodak
Cuando se piensa en Kodak, se imaginan fotos
familiares y recuerdos capturados en una película, pero lo que hay que tener en
cuenta es la mano de obra esclava que la filial alemana de la empresa utilizó
durante la Segunda Guerra Mundial. Las filiales de Kodak en países europeos
neutrales hicieron grandes negocios con los nazis, proporcionándoles tanto
mercado para sus productos como valiosa divisa extranjera. La filial portuguesa
incluso envió sus beneficios a la de La Haya, que estaba ocupada por los nazis
en aquel momento. Además, esta empresa no solamente hacía cámaras,
diversificaron el negocio y producían gatillos, detonadores y otros artículos
militares para los alemanes.
Coca-Cola
Fanta es una bebida con sabor a naranja que
originariamente fue diseñada específicamente para los nazis. Es cierto, los
ingredientes para la cola que dan su nombre a la marca eran difíciles de
importar, por lo que el director de operaciones alemán de Coca Cola, Max Keith,
propuso una nueva bebida que se pudiera realizar con los ingredientes
disponibles.
En 1941, Fanta se estrenó en el mercado alemán. El propio
Max Keith no era nazi, pero sus esfuerzos por mantener viva la actividad de
Coca-Cola durante la guerra hicieron que la compañía se embolsara importantes
beneficios y que pudiera volver a distribuir coca cola a los militares
americanos que se encontraban en Europa tan pronto como acabó la guerra.
Allianz
Allianz es la duodécima mayor empresa de servicios
financieros del mundo. Fundada en Alemania en 1890, no resulta sorprendente que
fueran la mayor aseguradora alemana cuando los nazis llegaron al poder. Como
tal, enseguida se implicó en el régimen nazi. Su consejero delegado, Kurt
Schmitt, también era el Ministro de Economía de Hitler, y la compañía aseguró
las instalaciones y personal de Auschwitz. Su director general estaba al frente
de la política que pagó al estado nazi en lugar de a los beneficiarios de los
judíos afectados por la noche de los cristales rotos. Además, la empresa
trabajó estrechamente con el gobierno nazi para localizar las pólizas de seguro
de los judíos alemanes enviados a los campos de la muerte y, durante la guerra,
aseguró las propiedades de las que despojaron a esos mismos judíos en nombre de
los nazis.
Novartis
Bayer, aunque conocida por sus orígenes como una
subdivisión del productor que fabricó el gas Zyklon B gas utilizado en las
cámaras de gas nazis, no es la única empresa farmacéutica con esqueletos en el
armario. Las empresas químicas suizas Ciba y Sandoz se fusionaron para
constituir Novartis, más conocida por su famoso fármaco, Ritalin. En 1933, la
filial berlinesa de Ciba despidió a todo el consejo de administración y lo sustituyó
por personal ario más «aceptable». Entretanto, Sandoz estaba ocupada haciendo
lo mismo con su presidente. Las empresas produjeron tintes, fármacos y
productos químicos para los nazis durante la guerra. Novartis confesó su culpabilidad e intentó corregirlo
como otras compañías cómplices aportando 15 millones de dólares a un fondo
suizo de compensación a las víctimas de los nazis.
Nestlé
En 2000, Nestlé aportó más de 14,5 millones de dólares
a un fondo para intentar afrontar las reclamaciones por la mano de obra esclava
que presentaron los supervivientes del holocausto y organizaciones judías. La
empresa ha admitido que compró una compañía en
1947 que utilizó mano de obra forzosa durante la guerra y también ha
declarado que «también es cierto o se puede asumir que algunas empresas del
grupo Nestlé con actividad en países controlados por el régimen del Nacional
Socialismo (nazismo) tenían trabajadores esclavizados». Nestlé contribuyó a la
financiación del partido nazi en Suiza en 1939 y acabó ganando un contrato muy
lucrativo, siendo el suministrador de todo el chocolate del ejército alemán
durante la Segunda Guerra Mundial.
BMW
BMW ha admitido que utilizó hasta 30.000 trabajadores
forzados durante la guerra. Estos prisioneros de guerra, trabajadores esclavos
y presos de los campos de concentración, produjeron los motores para la
Luftwaffe y fueron obligados a ayudar al régimen a defenderse de aquellos que
estaban intentando salvarles. BMW centrada únicamente en aviones y motocicletas
durante la guerra, no tenía otra pretensión que ser el proveedor de la
maquinaria de guerra de los nazis.
General Electric
En 1946 General Electric recibió una multa por parte
del gobierno estadounidense por sus nefastas actividades durante la guerra. En
colaboración con Krupp, una empresa productora alemana, General Electric de
forma intencionada y artificial subió el precio del carburo de wolframio, un
material de vital importancia para los metales de la maquinaria necesaria para
la guerra. Aunque solo le impusieron una multa de 36.000 en total, General
Electric ganó entorno a 1,5 millones de dólares de esta estafa solo en 1936,
obstaculizando el esfuerzo por ganar la guerra y aumentando el coste para
derrotar a los nazis. GE también compró acciones de Siemens antes de que
estallase la guerra, convirtiéndose en cómplice del uso de mano de obra esclava
para construir las mismas cámaras de gas donde muchos de los trabajadores
afectados fallecieron.
Fonte: Cuba
Debate, 23 AGOSTO 2012.
Ideologia geográfica
![]() |
| Imagem: milatinoamerica.blogspot.com |
"Até
o mapa mente. Aprendemos a geografia do mundo em um mapa que não mostra o mundo
tal como é, mas sim como mandam que seja. No planisfério tradicional, o que se
usa nas escolas e em todo lugar, o Equador não está no centro; o norte ocupa
dois terços e o sul, um. A América Latina abarca no mapa mundi menos espaço que a Europa e muito menos que a soma de
Estados Unidos e Canadá, quando na realidade a América Latina é duas vezes
maior que a Europa e bastante maior que Estados Unidos e Canadá. O mapa, que
nos diminui, simboliza todo o resto. Geografia roubada, economia saqueada,
história falsificada, usurpação cotidiana da realidade: o chamado Terceiro
Mundo, habitado por gente de terceira, abarca menos, come menos, recorda menos,
vive menos, diz menos."
(Eduardo Galeano)
“Por que defendemos o Wikileaks e Assange”
Michael Moore e Oliver Stone desmontam argumentos da Suécia e
alertam: extradição para os EUA representaria derrota global da liberdade de
expressão
Por Michael Moore e Oliver Stone
Tradução: Daniela Frabasile
22/08/2012
Passamos nossas carreiras de
cineastas sustentando que a mídia norte-americana é frequentemente incapaz de
informar os cidadãos sobre as piores ações de nosso governo. Portanto, ficamos
profundamente gratos pelas realizações do WikiLeaks, e aplaudimos a decisão do
Equador de garantir asilo diplomático a seu fundador, Julian Assange – que
agora vive na embaixada equatoriana em Londres.
O Equador agiu de acordo com
importantes princípios dos direitos humanos internacionais. E nada poderia
demonstrar quão apropriada foi sua ação quanto a ameaça do governo britânico,
de violar um princípio sagrado das relações diplomáticas e invadir a embaixada
para prender Assange.
Desde sua fundação, o WikiLeaks
revelou documentos como o filme “Assassinato Colateral”, que mostra a matança
aparentemente indiscriminada de civis de Bagdá por um helicóptero Apache, dos
Estados Unidos; além de detalhes minuciosos sobre a face verdadeira das guerras
contra o Iraque e Afeganistão; a conspiração entre os Estados Unidos e a
ditadura do Yemen, para esconder nossa responsabilidade sobre os bombardeios no
país; a pressão do governo Obama para que outras nações não processem, por
tortura, oficiais da era-Bush; e muito mais.
Como era de prever, foi feroz a
resposta daqueles que preferem que os norte-americanos não saibam dessas
coisas. Líderes dos dois partidos chamaram Assange de “terrorista tecnológico”.
E a senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia que lidera o Comite do
Senado sobre Inteligência, exigiu que ele fosse processado pela Lei de
Espionagem. A maioria dos norte-americanos, britânicos e suecos não sabe que a
Suécia não acusou formalmente Assange por nenhum crime. Ao invés disso, emitiu
um mandado de prisão para interrogá-lo sobre as acusações de agressão sexual em
2010.
Todas essas acusações devem ser
cuidadosamente investigadas antes que Assange vá para um país que o tire do
alcance do sistema judiciário sueco. Mas são os governos britânico e sueco que
atrapalham a investigação, não Assange.
Autoridades suecas sempre
viajaram para outros países para fazer interrogatórios quando necessário, e o
fundador do WikiLeaks deixou clara sua disposição de ser interrogado em
Londres. Além disso, o governo equatoriano fez uma oferta direta à Suécia,
permitindo que Assange seja interrogado dentro de sua embaixada em Londres.
Estocolmo recusou as duas propostas.
Assange também comprometeu-se a
viajar para a Suécia imediatamente, caso o governo sueco garanta que não irá
extraditá-lo para os Estados Unidos. Autoridades suecas não mostraram interesse
em explorar essa proposta, e o ministro de Relações Exteriores, Carl Bildt,
declarou inequivocamente a um consultor jurídico de Assange e do WikiLeaks que
a Suécia não vai oferecer essa garantia. O governo britânico também teria, de
acordo com tratados internacionais, o direito de prevenir a reextradição de
Assange da Suécia para os Estados Unidos, mas recusou-se igualmente a garantir
que usaria esse poder. As tentativas do Equador para facilitar esse acordo
entre os dois governos foram rejeitadas.
Em conjunto, as ações dos
governos britânico e sueco sugerem que sua agenda real é levar Assange à
Suécia. Por conta de tratados e outras considerações, ele provavelmente poderia
ser mais facilmente extraditado de lá para os Estados Unidos. Assange tem todas
as razões para temer esses desdobramentos. O Departamento de Justiça
recentemente confirmou que continua a investigar o WikiLeaks, e os documentos
do governo australiano de fevereiro passado, recém-divulgados afirmam que “a
investigação dos Estados Unidos sobre a possível conduta criminal de Assange
está em curso há mais de um ano”. O próprio WikiLeaks publicou emails da
Stratfor, uma corporação privada de inteligência, segundo os quais um júri já
ouviu uma acusação sigilosa contra Assange. E a história indica que a Suécia
iria ceder a qualquer pressão dos Estados Unidos para entregar Assange. Em
2001, o governo sueco entregou à CIA dois egípcios que pediam asilo. A agência
norte-americana entregou-os ao regime de Mubarak, que os torturou.
Se Assange for extraditado para
os Estados Unidos, as consequência repercutirão por anos, em todo o mundo.
Assange não é cidadão estadunidense, e nenhuma de suas ações aconteceu em solo
norte-americano. Se Washington puder processar um jornalista nessas
circunstâncias, os governos da Rússia ou da China poderão, pela mesma lógica,
exigir que repórteres estrangeiros em qualquer lugar do mundo sejam
extraditados por violar suas leis. Criar esse precedente deveria preocupar
profundamente a todos, admiradores do WikiLeaks ou não.
Conclamamos os povos britânico
e sueco a exigir que seus governos respondam algumas questões básicas. Por que
as autoridades suecas recusam-se a interrogar Assange em Londres? E por que
nenhum dos dois governos pode prometer que Assange não será extraditado para os
Estados Unidos? Os cidadãos britânicos e suecos têm uma rara oportunidade de
tomar uma posição pela liberdade de expressão, em nome de todo o mundo.
Fonte: Outras
Palavaras
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Obama: “Armas químicas? Só eu as posso usar”
![]() |
| O Presidente negro dos EUA e Prêmio Nobel da Paz, mostrando que é igual a todo e qualquer presidente capitalista e branco. |
O velho e batido discurso imperialista. Yankees go home!
Publicado em 21/08/12
INSURGENTE.ORG – El uso de armas químicas en Siria
conduciría a que se llevase a cabo una incursión militar extranjera en ese país
árabe, según el presidente estadounidense, Barack Obama.
“Hemos dejado muy claro que para nosotros hay algo que sería
decisivo, y eso es si vemos que las armas químicas caen en manos de gente
equivocada. Eso cambiaría significativamente mi evaluación de la situación”,
advirtió Obama.
“Hasta ahora no hemos ordenado una acción militar en el
país, pero hay algo que es crítico para nosotros, y eso es la cuestión de las
armas químicas”, subrayó el mandatario.
Además recordó que las situación en Siria es “muy volátil”,
por lo que no “está seguro” de que recurriría a la fuerza militar ante un
movimiento del arsenal químico sirio.
“Pero ese es un factor decisivo para nosotros, y habrá
enormes consecuencias si vemos que las armas químicas se mueven o son
utilizadas”, advirtió.
Según un informe publicado en julio por el diario ‘The Wall
Street Journal’, Siria ha comenzado a sacar parte de su arsenal de armas
químicas y trasladarlo a otras localizaciones, aunque el Ejecutivo
estadounidense mantiene que, por el momento, no ha visto señales de ello.
Fonte: Contra Injerencia
Luta estudantil e eleições são incompatíveis
Qualquer matéria deste blog pode ser lida em qualquer idioma. Escolha ao lado direito do mesmo.
Eloísa González, dirigenta del
Liceo Manuel de Salas y vocera de la ACES dice que su movimiento no cree en un
sistema que, según han comprobado, les ha negado todo. Que por un lado los
encarcela y los procesa y, por el otro, no los considera con la edad suficiente
para tener derecho a voto. Desde el respeto, separa aguas de la postulación a
alcalde de Camilo Ballesteros y de cualquier candidatura presidencial,
partiendo por Michelle Bachelet ¿El camino? La transformación del movimiento
estudiantil en un movimiento social.
PATRICIO LÓPEZ*
Sentados en una escalera, en la
calle, de noche y a la salida de una asamblea, recorrimos los temas debatidos
hoy por el movimiento social.
La voz de Eloísa González sirve
para demostrar que, mientras más alejadas las generaciones de la dictadura, más
ambiciosas. Aunque como vocera le preocupa lo típico, organizar las asambleas o
gestionar permisos para marchar, su mirada parece estar en el horizonte. En lo
que ella llama “la transformación radical de la sociedad”. Si el cambio ha de
ser de tal envergadura, mal podría valorar las próximas contiendas electorales
que, en su opinión, “son parte del sistema”.
—Desde el punto de vista de los principios
¿Por qué para ustedes es intransable esta demanda de marchar por la Alameda?
—No es un tema nuevo. El año
pasado ya hubo conflictos respecto a los cuales, incluso citando la
Constitución, puede establecerse que es un derecho ciudadano el poder marchar.
“Para nosotros la Alameda, tal
como en el discurso de Allende, es el lugar que se tiene que volver a abrir.
Para él es simbólico y para nosotros también, y mucho. Además es un derecho y
al mismo tiempo nuestras demandas se visibilizan mucho más ante la gente.
Pasando por ahí tenemos una forma de demostrar a los chilenos y al Gobierno que
por ellas hay todo un movimiento dispuesto a convocarse.”
—Mientras coversamos se está reactivando en la
Cámara de Diputados la discusión sobre la llamada Ley Hinzpeter, ¿Cuál es la
opinión de la ACES sobre el proyecto? ¿Qué significa para ustedes que esa Ley
eventualmente se apruebe?
—Para nosotros, el movimiento
estudiantil secundario, pero también para los universitarios, los profesores,
los mapuche, el conjunto de los movimientos sociales, significa un peligro
tremendo. Si ya en Chile se violan los derechos humanos, si ya al interior de
los establecimientos echan a los chiquillos por movilizarse, el que aprueben
una ley de estas características va a fortalecer el intento por sofocar a los
movimientos sociales.
“Ahora esto, en el fondo,
demuestra una incapacidad política del Ejecutivo y de la clase política en su
conjunto, de resolver las demandas sociales que van emergiendo del pueblo. Para
nosotros tiene una doble lectura: un gran retroceso y también la comprobación
de que ellos no están en condiciones de cambiar en un ápice la realidad que
estamos viviendo los estudiantes.”
—Desde tu experiencia personal, política,
generacional ¿cómo ha sido este intento por establecer un punto donde sea
posible dialogar con la clase política?
—El año pasado lo vivimos muy
de cerca. En la segunda mesa de diálogo, en la que se nos aceptó la entrada,
supimos desde el momento en que se nos planteó la propuesta del Ejecutivo, que
no iban a tomar en cuenta nuestras demandas.
“A pesar de que fuimos hasta su
terreno, al terreno de la clase política o de la institucionalidad, pudimos
comprobar que no había disposición y que iba a ocurrir exactamente lo mismo que
en 2006, cuando aparecieron todos tomados de la mano con una solución que nunca
fue.
“En ese sentido, como Asamblea
hemos descubierto, a través de los distintos porrazos y fracasos, como el
rechazo al Informe del lucro y un sinfín de otras cosas, que no va a haber
solución a través de la institucionalidad política. La experiencia y la misma
historia lo dictan.
“Por lo tanto, a pesar de que
hemos hecho el esfuerzo, de que redactamos una propuesta para un proyecto de
ley que hemos hablado con distintos personajes de la clase política, no hay
disposición. Y ya que no hay viabilidad por ese camino, simplemente no lo
tomamos.”
—Y si no se puede hacer ni con el Congreso ni
con los partidos políticos ¿cómo se hace entonces?
—Tenemos una propuesta bien
concreta que se basa en el control comunitario. Habla de cómo las
organizaciones sociales y la misma articulación en los territorios, a través de
la movilización, generan una plataforma de convergencia para sectores que hasta
hace poco estaban desmovilizados, o que no tenían la intención de plantear sus
inquietudes.
“Nuestra propuesta es que la
solución se tiene que dar a través de la movilización y que gracias a ella se
articulen sectores que no están en esto hasta ahora, como los trabajadores y
los pobladores. Esa misma plataforma tiene que servir para que se redacte una
propuesta de alternativa a este sistema, con movilizaciones como lo hicimos el
2011 pero ya mucho más amplias, de modo de presionar para realizar cambios a través
de un movimiento social. Porque se ha demostrado históricamente que las
transformaciones solamente se producen cuando un pueblo está movilizado y
articulado.
¿Elecciones? No, gracias
—¿Cuál es tu mirada, tu nivel
de cercanía con las elecciones presidenciales que se van a realizar el próximo
año?
—Tanto yo como mis compañeros
secundarios somos menores de 18 años, es decir, podemos caer detenidos y ser
procesados por movilizarnos, pero no podemos votar. Ya con ese hecho hay un
distanciamiento clave respecto a los procesos electorales, tanto municipales
como presidenciales. En ese sentido lo vemos con bastante desconfianza, porque
creemos que la carta que ellos van a mostrar para poder candidatearse va a ser
el movimiento estudiantil.
“Por ejemplo, tenemos hoy una
de las candidatas fuertes de lo que va quedando de la Concertación, la ex
presidenta Bachelet, que a pesar de que ha mantenido un silencio cómplice y
profundo respecto al movimiento estudiantil, hoy es considerada la carta más
fuerte para llegar a la presidencia. Asimismo, vemos otros candidatos que van
surgiendo que no han hecho nada por cambiar la situación.
“Todos ellos, de una u otra
forma, empiezan a buscar al movimiento estudiantil para candidatearse. Nosotros
tomamos un gran distanciamiento al respecto y vamos a seguir planteando que ni
las presidenciales ni las municipales son solución a nuestras problemáticas.”
—Hay dirigentes que han sido compañeros de
camino de ustedes en el movimiento estudiantil, como Camilo Ballesteros que es
candidato a alcalde. Él en una entrevista reciente planteaba que si se daban
las condiciones programáticas estaría disponible para apoyar a Michelle
Bachelet. Puede ser que otros dirigentes hagan lo mismo ¿Cómo mirarías tú una
decisión de esa naturaleza?
—Primero, respetamos la
decisión de todos aquellos que estuvieron movilizados de querer candidatearse,
de la misma manera que esperamos que ellos respeten nuestra postura. Pero
creemos que es completamente contradictorio que candidatos que fueron parte del
movimiento estudiantil, que cuestionaron la clase política, la
institucionalidad y vieron cómo el movimiento estudiantil no tuvo viabilidad en
esos espacios, hoy estén planteándose en un escenario electoral, e incluso
apoyando a ciertos candidatos que, de una u otra forma, han sofocado o han
hecho retroceder al movimiento estudiantil. Nos parece sumamente peligroso y
contradictorio.
—¿Entonces es incompatible la lucha
estudiantil con sumarse a una de las candidaturas presidenciales?
—No rechazamos la elección en
sí, pero bajo el contexto actual es inviable y contraproducente. Una
institucionalidad política que está instaurada desde la dictadura no puede ser
planteada como camino, suena contradictorio. Hay demandas como la
desmunicipalización que han sido planteadas desde los años 80 y ya no hubo
solución. ¿Cómo algunos entonces siguen planteándose ese camino?
—De la transformación educativa a la de la
sociedad
—Te quiero llevar a la
estrategia de movilización que se ha seguido este año, distinta a la de 2011
que fue más aguda ¿Qué lecciones se pueden sacar a la luz de esa comparación?
—El 2011 fue el año de la
efervescencia, pero la explosión social hay que entenderla como un proceso que
viene desde hace muchos años atrás: el 2006, el 2008 y el 2010. Las sucesivas
movilizaciones fueron construyendo hacia lo que fue finalmente el 2011. Este
año en cambio ha sido de articulación y de reforzamiento de las organizaciones,
particularmente durante el primer semestre.
“Sin embargo, creemos que el
segundo semestre el conflicto irá más allá de los estudiantes y se trasladará a
una posición contradictoria con la institucionalidad misma. Los próximos meses
habrá movilizaciones mucho más amplias con otros sectores que no estaban
integrados. Por ejemplo, luego de tomarnos la empresa Conecta con los
trabajadores del Call-Center, estamos realizando asambleas junto a ellos y van
a marchar el día 8 junto a nosotros, tal como los trabajadores del Líder. Eso
va generando una articulación que antes no se veía y que es fruto del 2011 y de
la articulación del primer semestre.”
—Hay quienes dicen que en la
medida que los líderes estudiantiles comienzan a comprometerse con otras causas
se desperfilan. ¿Cuál es en tu opinión el modo correcto de establecer la
relación entre la movilización estudiantil y las demás?
—No podemos llegar desde el
movimiento estudiantil a dar soluciones o enseñarle al resto cómo organizarse,
pero el ejemplo del movimiento estudiantil es claro: quien no se moviliza no
consigue nada.
“Por lo mismo los trabajadores
se han articulado, pero autónomamente, y desde ahí generan coordinaciones con
los estudiantes para construir, desde esa plataforma, una perspectiva hacia la
conformación de un movimiento social en el futuro. No nos desperfilamos porque
respetamos los espacios de los otros, porque cada cual se coordina desde su
propio espacio.”
—No fue así el año pasado entre
las organizaciones secundarias y universitarias ¿Qué lecciones sacas tú de lo
que ocurrió y cómo ha funcionado durante este año esa relación?
—El año pasado las relaciones
fueron efectivamente muy tensas. Siempre lo repito: como ACES tuvimos que
pelear para subir al escenario con los dirigentes universitarios. Lo que
ocurrió desde el año pasado es que hubo un cambio de dirigencias políticas, por
ejemplo, Camila Vallejo que era presidenta de la FECH y también militante de
las Juventudes Comunistas. No había una voluntad política de parte de ella de
coordinarse con los estudiantes secundarios, en particular con la ACES. Sin
embargo, con Gabriel Boric ha habido una mayor disponibilidad y articulación.
“!Antes había algunos que
tenían una postura paternalista sobre ‘los pobres secundarios’, pero nosotros
queremos ser tratados de igual a igual.”
—Mencionaste la militancia comunista de Camila
Vallejo, ¿por qué haría más difícil la relación con ustedes como movimiento?
—No tiene que ver con la
ideología política sino con las prácticas. De hecho dentro de nuestra asamblea
hay marxistas-leninistas, anarquistas, trotskistas, de todo, pero tiene que ver
con las políticas de las Juventudes Comunistas hacia el movimiento estudiantil.
“Nosotros nos consideramos una
asamblea apartidista, lo que implica que la estructura no está condicionada por
partidos políticos tradicionales, y ésa es la diferencia principal con Camila
Vallejo o, para no particularizar, con los partidos. Son diferencias arraigadas
históricamente y que responden a políticas que hemos considerado nefastas hacia
los movimientos sociales por parte de los partidos políticos tradicionales.”
—Concluyo de esta conversación que tu
preocupación no es sólo el tema estudiantil, sino la transformación más radical
¿Cómo ves ese proceso?
—Sé que es complejo. Nosotros
insistimos en el control de las comunidades de su propia realidad y cómo van
incidiendo en ella. Hay, por ejemplo, propuestas como la de la Universidad de
Concepción a través de Recaredo Gálvez, que ha sido la triestamentalidad dentro
de la Universidad para transformar esa comunidad. Creemos en la demostración de
poder de los distintos sectores de la sociedad dentro de su territorio. Tiene
que ver con cómo las comunidaddes, los padres, los profesores, los estudiantes
secuandarios y universitarios, los trabajadores y los pobladores van decidiendo
la educación que quieren.
“Eso debe reflejarse en el
empoderamiento interno de los liceos y en de las comunas. Por ahí va nuestra
propuesta”.
*Entrevista publicada en el Nº
2 de El Desconcierto (www.eldesconcierto.cl), correspondiente al mes de agosto.
Fonte: Sur y Sur
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