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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mapa da Greve dos docentes das Universidades Federais - Agosto


Trabalho da professora Gisele Costa, para o CLG da Greve UFG e demais interessados em acompanhar a força da Greve Nacional.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

De quem é a cidade?


Juliana Brito
 em 26/06/12

Em tempos de eleições municipais espera-se ouvir dos candidatos seus projetos para enfrentarem os principais problemas da cidade. Apesar de saber que promessa de político é abandonada em primeiro de janeiro, a população tem nos projetos apresentados um dos critérios de escolha para o voto ou deveria ter.
Ciente de que vivemos em uma sociedade do espetáculo, onde só existe o que “passa na televisão” é preciso então provocar para que as demandas sociais tenham alguma visibilidade. Por isso, destaco aqui uma dessas demandas _ a ocupação social dos espaços da nossa querida cidade, “Joia do sertão baiano”, “Terra das rosas”. De quem será a cidade de Vitória da Conquista? Será dos carros que tornam o trânsito cada vez menos ágil? Será dos traficantes que mandam organizadamente em todos os pedaços? Será dos moradores de rua, invisíveis e incômodos como socos no estômago para os defensores da tese de que essa cidade “desenvolve-se a olhos vistos”? Será ainda das enxurradas que alagam as ruas com o menor chuvisco de cinco minutos? Serão as ruas domínio dos proprietários dos sons automotivos, cada vez mais potentes, que estacionam nas portas dos bares e fazem mais barulho do que um show no Maracanã? Será do cimento e do asfalto que impermeabilizam todo o solo diminuindo os poucos espaços para o verde? Será dos loteamentos que tornam tudo tão igual e tão feio?
Encontrar respostas para as perguntas acima é fundamental para retomarmos os espaços públicos. A violência que enluta tantas famílias conquistenses poderia ser minorada se nossas crianças, jovens e velhos pudessem morar numa cidade que as acolhesse e permitisse o convívio. Há muito que tal desejo se constitui em uma utopia saudosista, é verdade. Alguns podem dizer que os tempos são outros, mas será que queremos e realmente precisamos desse tempo, dessa realidade onde o convívio é impossibilitado por todos os motivos e justificativas?
Não podemos mais sentar na porta de nossas casas e simplesmente bater papo com os vizinhos, sequer conhecemos os vizinhos! Entramos e saímos de nossas garagens amedrontados e tremendo quando ouvimos uma moto se aproximando. Nossos filhos não podem ficar brincando de bola na rua com os meninos da sua idade, os entregamos então ao computador e fingimos desconhecer os perigos virtuais. Os bares e restaurantes não são mais espaços para os bate-papos, o som é tão alto que ninguém consegue ouvir o companheiro, é melhor então ficar com os aparelhos eletrônicos ligados, enviando e recebendo mensagens. Aqueles que se propõe a caminhar e a fazer exercícios tem que fazê-lo dividindo o ar com os gases dos escapamentos dos carros, somente os desavisados e os sem-espaço se habilitam a caminhar-respirar na Av. Integração. No trânsito, seguimos para nossos afazeres, sozinhos, cercados de carros e carrões que conduzem apenas uma pessoa, também sozinha e apressada como nós. Por isso, não damos preferência ao transporte coletivo, avançamos sobre as faixas de pedestre, justificamos cinicamente dizendo que não se compra um carro potente para ficar preso no trânsito.
Fora de casa há poucos espaços de convívio que atendem a um contingente considerável, os bares e as igrejas, agora, rivalizam com as bocas de fumo. Não temos parquinhos para as crianças, não temos praças para os idosos, não temos salas de teatro nos bairros, não temos bibliotecas acessíveis. Os lugares dos “babas” espontâneos são tragados pela especulação imobiliária, as poucas quadras são insuficientes para uma população de mais de 300 mil habitantes. Quem quiser praticar outras modalidades como natação, atletismo etc. só pagando e muito caro.
Entre os resultados dessa falta de convivência urbana estão: a solidão, a depressão, as síndromes de todo tipo, as doenças cardíacas, a dificuldade dos nossos jovens em “achar graça” em coisas simples como conversar, brincar ou contemplar algo bonito, para muitos deles diversão é apenas sinônimo de consumo. No corre-corre diário, ouvimos reclamações de ricos e pobres, pois, se o dinheiro compra a cultura e o lazer de outro lado isola os seres humanos e o isolamento mutila, mata. O consumo de drogas lícitas e ilícitas que o diga, talvez esses artigos estejam se constituindo entre os gêneros de “primeira necessidade” nas compras de muitas das nossas famílias respeitáveis.
Senhores candidatos, violência não se combate com mais violência e exclusão, violência se combate com convívio humano e solidário, com fraternidade, com oportunidade de fruir o que a vida tem de melhor: arte, lazer, cultura, companhia. Ou preferem garantir para os conquistenses apenas “os sete palmos de terra sob o chão”, a parte que nos cabe desse latifúndio? Pensemos nisso.

domingo, 26 de agosto de 2012

Ministros de Dilma liberam verba para próprias propostas


Política institucional no Brasil: a ética sempre em último lugar...
Ao assumir seus cargos após a chamada "faxina ética" promovida pelo Planalto, os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), e do Trabalho, Brizola Neto (PDT-RJ), usaram a caneta de suas pastas para pagar emendas parlamentares propostas por eles mesmos no Congresso, quando ainda eram deputados.
Um terceiro ministro, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), da Integração Nacional, reservou fatia generosa de recursos destinados por sua pasta para agraciar, em ano de campanha, projeto apadrinhado pelo seu filho, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB-PE), candidato à Prefeitura de Petrolina.
Na Agricultura, Mendes Ribeiro já pagou R$ 1,2 milhão para emendas de sua autoria em 2012 - ele figura entre os quatro maiores beneficiados com recursos. O dinheiro foi repassado em maio para seis municípios do Rio Grande do Sul nos quais o ministro teve boa votação em 2010: Passa Sete, Segredo, Doutor Ricardo, Barros Cassal, Salto do Jacuí e Tunas - os últimos quatro municípios são administrados pelo PMDB, partido do ministro. Segundo o sistema controle orçamentário do governo, os recursos liberados bancaram projetos de "desenvolvimento do setor agropecuário".
Antecessor de Ribeiro, Wagner Rossi (PMDB-SP) deixou o cargo em agosto de 2011 sob suspeita de irregularidades, entre elas a de permitir que um lobista interferisse em licitações da pasta.
No Trabalho, Brizola Neto já liberou R$ 1,8 milhão para projetos apadrinhados pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, que disputa a Prefeitura de São Paulo. O valor é o mais alto pago este ano. Bancou programas de habilitação de trabalhadores ao Seguro Desemprego e de "orientação e intermediação" de mão de obra em São Paulo. O segundo no ranking é o próprio ministro, empossado em 3 de maio. Quatro dias depois, a pasta pagou R$ 599.900, referentes a uma emenda dele, para a Prefeitura de Belford Roxo, sua base eleitoral - a cidade é administrada pelo aliado PT. O valor bancou projeto para elevação da escolaridade e qualificação profissional de trabalhadores no Programa ProJovem.
Brizola Neto sucedeu a Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, que pediu demissão em 2011 sob suspeitas de favorecer a sigla.
Em família. Na Integração Nacional, Bezerra Coelho já pagou este ano R$ 4,6 milhões de emenda do filho. O dinheiro foi enviado em parcelas para apoio a projetos de desenvolvimento sustentável em Pernambuco, base política da família. Bezerra Filho é o deputado mais contemplado com recursos de emendas específicas, pagas este ano pelo ministério comandado pelo pai.
Políticos do PSB lideram os repasses da Integração. Dos R$ 18,7 milhões repassados este ano, receberam R$ 6,7 milhões. Líder do partido na Câmara, Givaldo Carimbão (AL) também está entre os mais contemplados. Conseguiu liberar R$ 2 milhões para investimentos de infraestrutura em seu Estado (leia ao lado mais informações sobre os repasses aos partidos dos ministros).
Os dados das emendas foram levantados a partir dos pagamentos registrados até terça-feira para as obras e serviços contemplados com dinheiro de emendas específicas, aquelas apresentadas por um deputado só. As emendas genéricas, de grupos, não foram levadas em conta, pois não é possível identificar qual foi o parlamentar contemplado.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Fonte: Br.notícias

Da educação mercadoria à certificação vazia

 Ilustração: Daneil Kondo

A Universidade brasileira tornou-se menos elitista. Mas sua popularização reforça um modelo de ensino baseado em instituições privadas, onde pesquisa e reflexão não são benvindas

Por Andrea Harada Souza*

O ensino superior, público e privado, no Brasil passou por grandes transformações nas últimas décadas. Essas mudanças – travestidas de democratização, por favorecerem o acesso – visaram atender a uma proposta de privatização e barateamento da educação.
O Ministério da Educação (MEC) alardeia números, sobretudo para organismos internacionais – que obrigam o país a se enquadrar em padrões estipulados por eles na competição do mercado de consumo, trabalho e pesquisa –, que demonstram o crescimento do acesso ao ensino superior, ainda que distantes daqueles objetivados pelo Plano Nacional de Educação (PNE) (o acesso é de apenas 13,8% dos jovens, entre 18 e 24 anos). Porém, esse suposto processo de inclusão tem facilitado, para além do aceitável, um crescimento vertiginoso das instituições de ensino superior (IES) privadas, com desdobramentos que passam pela precarização do trabalho docente e pela formação duvidosa que essas empresas têm oferecido aos alunos por ela formados.
A predominância de objetivos economicistas em detrimento dos pedagógicos nas IES privadas permitiu um fenômeno relativamente novo no Brasil: a formação de conglomerados educacionais, grandes empresas, de capital aberto e com forte participação de grupos estrangeiros em seu quadro de acionistas. A autorização para funcionamento dessa espécie de oligopólio do setor educacional tem intensificado a visão mercantil da educação superior no Brasil. Os exemplos mais representativos desse modelo de organização empresarial na educação ficam por conta dos grupos educacionais Kroton-Pitágoras, Estácio de Sá, SEB (Sistema Educacional Brasileiro) e Anhanguera Educacional. Esta última, com a recente aquisição da Uniban, passou a ser o maior grupo educacional do país, atendendo aproximadamente 400 mil alunos em campi espalhados por diversos estados brasileiros. Além disso, manteve sua projeção de crescimento de atingir 1 milhão de estudantes em cinco anos, segundo matéria do Valor Econômico de 17 de novembro de 2011.
A alteração no padrão de financiamento das IES privadas promoveu uma mudança significativa no modelo de gestão: o papel que antes era predominantemente exercido por mantenedoras, de caráter familiar ou religioso, hoje passou a ser de responsabilidade de bancos ou fundos de investimentos que contratam executivos como seus representantes, padronizam procedimentos de relações de trabalho nos departamentos de recursos humanos e prestam contas ao fundo de ações. Decorre daí um perfil de gestão alinhavado com a lógica empresarial, sob responsabilidade de executivos, e muito distante dos objetivos educacionais que sempre foram sustentados por professores e pesquisadores.

Abandono do Estado
Tomado pela óptica do lucro, o setor educacional privado tem se valido, oportunamente, do abandono do Estado na oferta de vagas públicas para a formação superior. Dessa forma, as IES privadas, cuja existência deveria ter um caráter complementar, acabaram predominando e se consolidando em grupos que formulam e ditam as regras de seu interesse para a (des)regulamentação do setor, regras essas beneficiadas pelas chamadas políticas de parcerias público-privadas, as quais são alicerçadas sobre o princípio da transferência de dinheiro público para a iniciativa privada com a finalidade de que esta última cumpra o papel que o Estado se nega a exercer. No caso do ensino superior, essas transferências se dão predominantemente por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), além dos programas de benefícios de isenção fiscal oferecidos pelo BNDES. Nesse ponto, o discurso falacioso do Estado e o do setor privado convergem: trata-se de iniciativas e proposições que manifestam concretamente a preocupação com a formação do brasileiro e com o desenvolvimento do país!
De modo geral, a consolidação da mercantilização da educação e a formação de oligopólios educacionais têm ocorrido com base na incorporação de princípios e fundamentos do setor empresarial, ou seja, na otimização dos recursos. Como afirma Marilena Chauí (2001), “a Universidade está estruturada segundo o modelo organizacional da grande empresa, isto é, tem o rendimento como fim, a burocracia como meio e as leis do mercado como condição”. Essa fórmula – clássica do neoliberalismo – consiste na diminuição das despesas para o consequente aumento dos lucros. Assim, com vistas a assegurar um perfil rentável − à empresa, é claro −, torna-se necessária a precarização das relações de trabalho: redução de salários, perda de direitos, ameaças e cobranças pelo desempenho da instituição nas avaliações externas promovidas pelo MEC são alguns traços da rotina de professores das IES privadas.
Ao mesmo tempo, concorre para intensificar os contornos dramáticos desse quadro a expansão da modalidade EaD (educação a distância), que em 2010 fechou o ano com 973 mil alunos matriculados, o que corresponde a 30% de todos os universitários em instituições privadas. Nesse caso, a educação mediada pela tecnologia, que deveria servir para aproximar os extremos sociais, acaba por aprofundá-los. Contudo, para os empresários, o aliciamento desse recurso é tomado como mais uma vantagem mercadológica capitalista, sobretudo por potencializar sua capacidade de lucro.
Na outra ponta, os salários praticados nas IES privadas são – via de regra – aviltantes, o que obriga muitos profissionais a lecionar em várias instituições, seja para compor a renda, seja para se prevenir das demissões, muitas vezes arbitrárias. Nesse contexto, os professores se veem impedidos de desempenhar tarefas diretamente ligadas à sua função (e ao ensino superior, ou seja, ensino, pesquisa e extensão), absorvidos que estão por uma jornada de trabalho extenuante. No entanto, paralelamente a isso, ocorre um processo silencioso de captura da subjetividade dos docentes com objetivo de estabelecer uma competição interna, cuja face mais alarmante é a perda da autonomia. Como toda competição tem exigências, impõe-se que esses profissionais – para terem condição de competir – sejam aguerridos, “pró-ativos”, competentes e indiferentes às questões coletivas, o que os leva a um distanciamento de seus sindicatos e associações e permite, muitas vezes, que sejam – deliberadamente – vistos como mão de obra manipulável pelos patrões.

Precarização e intimidação
Se de um lado temos a perda da autonomia dos professores como uma ameaça à própria noção de função docente, de outro notamos que, por parte dos empresários da educação, a oferta de uma formação aligeirada tem exigido profissionais cada vez menos críticos e progressivamente mais alienados da prática educativa. Não é raro o relato de professores do ensino superior que têm seus conteúdos – planos e ementas de cursos –, bem como suas avaliações, elaborados por um terceiro que nunca sequer esteve em uma sala de aula. Essa tentativa, por parte dos patrões, de padronizar a prática pedagógica para garantir um rendimento mínimo nas avaliações externas evidencia de maneira cabal seu propósito de controle absoluto sobre a mercadoria que vendem.
Dessa forma, a reação e a resistência a essa prática de mercantilização da educação impõem grandes desafios. No estado de São Paulo, que acompanhamos mais de perto, tem sido cada vez mais difícil o enfrentamento com os patrões do ensino superior nas campanhas salariais organizadas por nossa federação, a Fepesp (Federação dos Profissionais de Educação do Estado de São Paulo), pois há um evidente conflito nas pautas apresentadas para negociação. Do lado de lá, a ofensiva é para subtrair direitos historicamente conquistados e que, vistos com a luneta do capital, representam entraves normativos à expansão dos lucros. Em razão disso, questões como plano de carreira, regulamentação da EaD e aumento real são deliberadamente ignoradas pelos patrões, que, por sua vez, promovem lobbiesjunto ao Poder Legislativo, a fim de que as regras do setor continuem a beneficiá-los.
Entretanto, a predominância de valores empresariais na organização das IES e a falta de regulamentação efetiva por parte do MEC têm imposto uma permanente ameaça, ainda que velada, que é o desemprego. Assim, os professores insatisfeitos com salários e condições de trabalho incorporam a responsabilidade incutida pelo patrão, de que o mercado funciona assim: os insatisfeitos que se mudem. A aceitação dessa ideia leva a um comportamento defensivo, porque nos faz crer que nada pode ser feito e, por isso mesmo, qualquer iniciativa coletiva deve ser vista como prejuízo ao próprio trabalhador.
Há também que se ressaltar a necessidade urgente de que o debate sobre a educação seja tomado como fundamento para um crescimento qualitativo e efetivo do Brasil, sobretudo para a população que ainda anseia conhecer na prática a longo prazo esse crescimento. Para validarmos o princípio democrático do direito à educação, sem, contudo, ignorar que o mercado do ensino privado não arrefecerá a curto prazo, precisamos assegurar o investimento de 10% do PIB na educação pública – que estimamos universal e de qualidade –, a fim de que ela seja o referencial para o setor privado, e não o contrário.
Enquanto não houver uma mudança radical nesse quadro, o próprio sentido de educação estará comprometido, posto que seu fim mais elementar não é atingido: em vez de promover a emancipação humana, produz lucro para o capital que só enxerga as camadas sociais C, D e E quando estas se apresentam como potencial mercado consumidor.
A forte presença do controle corporativo em um setor essencial como a educação provoca sérias fissuras na malha social, na medida em que os desdobramentos da transferência tácita da responsabilidade do Estado para a iniciativa privada têm autorizado o funcionamento de fábricas de diplomas com certificação vazia, para uma população que, embriagada pela democratização do acesso, ainda não se sabe enganada.
*Professora de literatura, presidente do Sinpro Guarulhos e membro da coordenação estadual da CSP-Conlutas

Referência bibliográfica
CHAUÍ, Marilena. Escritos sobre a universidade. São Paulo: Ed. Unesp, 2001.INEP. “Sinopse da educação superior no Brasil”, 2009. Disponível em: www.inep.gov.br.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Populos meu cão

Charge:  efeito-colateral.blogspot.com


Charge:  insustentavelbelezadosseres.blogspot.com







Em tempos eleitoreiros - e sempre - da democracia representativa burguesa, esta canção do Belchior (gravada em idos de 1977) é uma boa pedida. Uma reflexão necessária.

Populos meu cão
o escravo indiferente que trabalha
e por presente tem migalhas
sobre o chão

populus populus populus meu cão
populus meu cão populus meu cão

Primeiro foi seu pai segundo seu irmão
terceiro agora é ele agora é ele agora é ele
de geração em geração em geração

No congresso do medo internacional
Ouvi o segredo do enredo final
sobre populus meu cão
sobre populus meu cão

Documento oficial
em testamento especial
sobre a morte sem razão
de populus meu cão

populus de populus de populus

populus populus populus meu cão
populus populus populus meu cão

Delírios sanguíneos
espumas nos teus lábios
tudo em vão

Tenho medo de populus meu cão
roto no esgoto do porão
De populus de populus de populus meu cão

seu olhar de quase gente
as fileiras dos seus dentes
trago o rosto marcado
eles me conhecerão me conhecerão me conhecerão me conhecerão

populus populus populus meu cão
populus populus populus meu cão

populus populus populus meu cão

sos é só sos é só

Mujica critica contundentemente a sociedade de consumo


Discurso do então presidente uruguaio José Pepe Mujica, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20. Uma lição de política, humanismo e uma contundente crítica à atual sociedade, fundada no consumo. Vale conferir...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Último ditador argentino é julgado por crimes contra humanidade

Reynaldo Bignone, último ditador argentino,
 é julgado novamente por crimes da ditadura

Um tribunal argentino iniciou nesta quinta-feira o julgamento do último ditador do país, Reynaldo Bignone, e de outros oito acusados de cometer crimes de lesa-humanidade contra 20 pessoas, incluindo sete grávidas que foram sequestradas e assassinadas durante o regime que governou o país entre 1976 e 1983.
Bignone, que em julgamentos anteriores recebeu quatro penas por crimes cometidos durante a última ditadura argentina, esteve hoje sentado no banco dos réus junto com os ex-militares Santiago Riveros e Eugenio Guarañabens Perelló pelos crimes cometidos na guarnição militar portenha do Campo de Mayo.
Leo La Valle/Efe

Neste mesmo quartel funcionou um dos maiores centros clandestinos de detenção do governo, além de uma maternidade ilegal por onde passaram várias mulheres sequestradas e, atualmente, desaparecidas.
Segundo fontes judiciais, também estão sendo acusados os ex-militares Luis Sadí Pepa, Julio São Román, Hugo Castagno Monge e Carlos Eduardo Somoza, além de um ex-oficial de inteligência do Exército Carlos del Señor Garzón e sua muher, María Francisca Morillo, acusados pela apropriação de Laura Catalina de Sanctis Ovando, cuja identidade foi restituída em 2008.
"No julgamento oral há casos de grávidas que foram sequestradas e desaparecidas e seus filhos, apropriados", explicou o advogado querelante por parte do Estado, Ciro Anicchiarico, a Rádio Nacional.
O letrado da Secretaria argentina de Direitos Humanos indicou que pela guarnição de Campo de Mayo "passaram mais de 5 mil vítimas e houve uma maternidade clandestina", embora tenha dito que não há dados precisos sobre o número de nascimentos registrados no local.
No do julgamento seguinte, os juízes Héctor Sagretti, Daniel Cisneros e Daniel Petrone analisará o crime de dois jovens de 19 e 20 anos que foram capturados durante a ditadura enquanto distribuíam panfletos com conteúdo político.
"Este julgamento significa abrir feridas, limpá-las e aliviá-las. É uma maneira de honrar e honrar meus pais", disse Sanctis Ovando à agência estatal "Télam".

CRIANÇAS DESAPARECIDAS
Já Alba Lanzilotto, irmã de Ana María, que desapareceu em 1976 quando estava grávida de oito meses, afirmou que "deseja que todos os envolvidos paguem pelo dano que fizeram ao país".
"Tenho esperança que este julgamento sirva para que meu sobrinho ou sobrinha e outras 400 (crianças apropriadas) que faltam, reflita sobre a necessidade de saber a verdade e de sair desse mundo de mentiras", sustentou Lanzilotto, integrante das Avós da Praça de Maio.
O último ditador argentino (1982-1983), que negociou a transição à democracia após assinar uma Lei de Anistia (depois cancelada) e ordenar a destruição de toda a documentação sobre prisões, torturas e assassinatos de desaparecidos, é julgado pelo roubo de bebês durante o regime, que deixou um saldo de 30 mil desaparecidos, segundo números do governo e de entidades humanitárias.
Bignone, de 84 anos, já foi condenado em 2010 e em 2011 a 25 anos de prisão por crimes cometidos no Campo de Maio, enquanto no último mês de dezembro foi condenado a mais 15 anos de prisão pelos crimes realizados em uma prisão clandestina que funcionou dentro do hospital público Posadas, aos arredores de Buenos Aires.
Em julho, ele recebeu outra condenação de 15 anos de prisão pelo roubo sistemático de bebês durante a ditadura, um histórico processo no qual o ex-ditador Jorge Rafael Videla (1976-1981) recebeu uma sentença 50 anos de prisão.

Empresas globais que venderam a alma aos nazistas

Uniformes SS de Hugo Boss.

Da miedo lo eficientes que fueron los nazis dirigiendo a un país entero, incluyendo su población e industria, hacia sus funestos objetivos. Hay tres grandes empresas que se suelen mencionar siempre como colaboradoras con los nazis. Hugo Boss que diseñó los intimidantes uniformes de las SS (así como las monótonas camisas marrones de las SA y las juventudes hitlerianas); Volkswagen que diseñó el escarabajo a instancias de Hitler y los produjo como salchichas usando mano de obra esclava; e IBM que diseñó las fichas perforadas que sirvieron para sistematizar la exterminación de personas por raza y clase.
Sin embargo, estas no fueron las únicas empresas que actuaron conjuntamente con los nazis, otros grandes negocios mundiales reconocibles hoy en día también vendieron sus almas al diablo de distintas maneras, y puede que le sorprendan algunos de los nombres que aparecen a continuación.

Chase Bank
Pensándolo bien, la colaboración de Chase Bank (ahora J.P. Morgan Chase) con los nazis no es tan sorprendente. Uno de sus accionistas más importantes, J.D. Rockefeller, fundó directamente los experimentos eugenésicos antes de la guerra. Entre 1936 y 1941, Chase y otros bancos estadounidenses ayudaron a los alemanes a recaudar más de 20 millones de dólares, que suponen un importe neto de comisión de 1,2 millones de dólares, de los cuales Chase se embolsó unos 500.000 dólares. Eso era mucho dinero en la época. El hecho de que los marcos alemanes utilizados para financiar operaciones proviniesen de los judíos que habían huido de Alemania no parece molestar a Chase, de hecho su negocio aumentó después de la noche de los cristales rotos (la noche en la que los judíos de la Alemania y Austria nazis fueron atacados por grupos en 1938). Chase también congeló las cuentas de los judíos franceses en la Francia ocupada antes de que los nazis les hubieran pedido que lo hicieran.

Ford
El propio Henry Ford era un conocido antisemita y publicó una colección de artículos bajo el encantador título The International Jew: The World’s Foremost Problem (El judío internacional: el mayor problema del mundo). Incluso patrocinó su propio periódico que utilizada como herramienta propagandística, culpando a los judíos de la Primera Guerra Mundial y, en 1938, recibió la Gran Cruz del Águila alemana, la medalla nazi de mayor nivel concedida a ciudadanos extranjeros.
La operación alemana de Ford produjo una tercera parte de los camiones militares utilizados por el ejército alemán durante la guerra, realizando mucho del trabajo los prisioneros. Lo que resulta aún más sorprendente es que Ford haya forzado a trabajar a mano de obra apenas en 1940, cuando el brazo americano de la compañía aún tenía pleno control.

Kodak
Cuando se piensa en Kodak, se imaginan fotos familiares y recuerdos capturados en una película, pero lo que hay que tener en cuenta es la mano de obra esclava que la filial alemana de la empresa utilizó durante la Segunda Guerra Mundial. Las filiales de Kodak en países europeos neutrales hicieron grandes negocios con los nazis, proporcionándoles tanto mercado para sus productos como valiosa divisa extranjera. La filial portuguesa incluso envió sus beneficios a la de La Haya, que estaba ocupada por los nazis en aquel momento. Además, esta empresa no solamente hacía cámaras, diversificaron el negocio y producían gatillos, detonadores y otros artículos militares para los alemanes.

Coca-Cola
Fanta es una bebida con sabor a naranja que originariamente fue diseñada específicamente para los nazis. Es cierto, los ingredientes para la cola que dan su nombre a la marca eran difíciles de importar, por lo que el director de operaciones alemán de Coca Cola, Max Keith, propuso una nueva bebida que se pudiera realizar con los ingredientes disponibles.
En 1941, Fanta se estrenó en el mercado alemán. El propio Max Keith no era nazi, pero sus esfuerzos por mantener viva la actividad de Coca-Cola durante la guerra hicieron que la compañía se embolsara importantes beneficios y que pudiera volver a distribuir coca cola a los militares americanos que se encontraban en Europa tan pronto como acabó la guerra.

Allianz
Allianz es la duodécima mayor empresa de servicios financieros del mundo. Fundada en Alemania en 1890, no resulta sorprendente que fueran la mayor aseguradora alemana cuando los nazis llegaron al poder. Como tal, enseguida se implicó en el régimen nazi. Su consejero delegado, Kurt Schmitt, también era el Ministro de Economía de Hitler, y la compañía aseguró las instalaciones y personal de Auschwitz. Su director general estaba al frente de la política que pagó al estado nazi en lugar de a los beneficiarios de los judíos afectados por la noche de los cristales rotos. Además, la empresa trabajó estrechamente con el gobierno nazi para localizar las pólizas de seguro de los judíos alemanes enviados a los campos de la muerte y, durante la guerra, aseguró las propiedades de las que despojaron a esos mismos judíos en nombre de los nazis.

Novartis
Bayer, aunque conocida por sus orígenes como una subdivisión del productor que fabricó el gas Zyklon B gas utilizado en las cámaras de gas nazis, no es la única empresa farmacéutica con esqueletos en el armario. Las empresas químicas suizas Ciba y Sandoz se fusionaron para constituir Novartis, más conocida por su famoso fármaco, Ritalin. En 1933, la filial berlinesa de Ciba despidió a todo el consejo de administración y lo sustituyó por personal ario más «aceptable». Entretanto, Sandoz estaba ocupada haciendo lo mismo con su presidente. Las empresas produjeron tintes, fármacos y productos químicos para los nazis durante la guerra.  Novartis confesó su culpabilidad e intentó corregirlo como otras compañías cómplices aportando 15 millones de dólares a un fondo suizo de compensación a las víctimas de los nazis.

Nestlé
En 2000, Nestlé aportó más de 14,5 millones de dólares a un fondo para intentar afrontar las reclamaciones por la mano de obra esclava que presentaron los supervivientes del holocausto y organizaciones judías. La empresa ha admitido que compró una compañía en  1947 que utilizó mano de obra forzosa durante la guerra y también ha declarado que «también es cierto o se puede asumir que algunas empresas del grupo Nestlé con actividad en países controlados por el régimen del Nacional Socialismo (nazismo) tenían trabajadores esclavizados». Nestlé contribuyó a la financiación del partido nazi en Suiza en 1939 y acabó ganando un contrato muy lucrativo, siendo el suministrador de todo el chocolate del ejército alemán durante la Segunda Guerra Mundial.

BMW
BMW ha admitido que utilizó hasta 30.000 trabajadores forzados durante la guerra. Estos prisioneros de guerra, trabajadores esclavos y presos de los campos de concentración, produjeron los motores para la Luftwaffe y fueron obligados a ayudar al régimen a defenderse de aquellos que estaban intentando salvarles. BMW centrada únicamente en aviones y motocicletas durante la guerra, no tenía otra pretensión que ser el proveedor de la maquinaria de guerra de los nazis.

General Electric
En 1946 General Electric recibió una multa por parte del gobierno estadounidense por sus nefastas actividades durante la guerra. En colaboración con Krupp, una empresa productora alemana, General Electric de forma intencionada y artificial subió el precio del carburo de wolframio, un material de vital importancia para los metales de la maquinaria necesaria para la guerra. Aunque solo le impusieron una multa de 36.000 en total, General Electric ganó entorno a 1,5 millones de dólares de esta estafa solo en 1936, obstaculizando el esfuerzo por ganar la guerra y aumentando el coste para derrotar a los nazis. GE también compró acciones de Siemens antes de que estallase la guerra, convirtiéndose en cómplice del uso de mano de obra esclava para construir las mismas cámaras de gas donde muchos de los trabajadores afectados fallecieron.
Fonte: Cuba Debate, 23 AGOSTO 2012.

Ideologia geográfica

Imagem:  milatinoamerica.blogspot.com

‎"Até o mapa mente. Aprendemos a geografia do mundo em um mapa que não mostra o mundo tal como é, mas sim como mandam que seja. No planisfério tradicional, o que se usa nas escolas e em todo lugar, o Equador não está no centro; o norte ocupa dois terços e o sul, um. A América Latina abarca no mapa mundi menos espaço que a Europa e muito menos que a soma de Estados Unidos e Canadá, quando na realidade a América Latina é duas vezes maior que a Europa e bastante maior que Estados Unidos e Canadá. O mapa, que nos diminui, simboliza todo o resto. Geografia roubada, economia saqueada, história falsificada, usurpação cotidiana da realidade: o chamado Terceiro Mundo, habitado por gente de terceira, abarca menos, come menos, recorda menos, vive menos, diz menos."
(Eduardo Galeano)

“Por que defendemos o Wikileaks e Assange”


Michael Moore e Oliver Stone desmontam argumentos da Suécia e alertam: extradição para os EUA representaria derrota global da liberdade de expressão
Por Michael Moore e Oliver Stone
Tradução: Daniela Frabasile
22/08/2012

Passamos nossas carreiras de cineastas sustentando que a mídia norte-americana é frequentemente incapaz de informar os cidadãos sobre as piores ações de nosso governo. Portanto, ficamos profundamente gratos pelas realizações do WikiLeaks, e aplaudimos a decisão do Equador de garantir asilo diplomático a seu fundador, Julian Assange – que agora vive na embaixada equatoriana em Londres.
O Equador agiu de acordo com importantes princípios dos direitos humanos internacionais. E nada poderia demonstrar quão apropriada foi sua ação quanto a ameaça do governo britânico, de violar um princípio sagrado das relações diplomáticas e invadir a embaixada para prender Assange.
Desde sua fundação, o WikiLeaks revelou documentos como o filme “Assassinato Colateral”, que mostra a matança aparentemente indiscriminada de civis de Bagdá por um helicóptero Apache, dos Estados Unidos; além de detalhes minuciosos sobre a face verdadeira das guerras contra o Iraque e Afeganistão; a conspiração entre os Estados Unidos e a ditadura do Yemen, para esconder nossa responsabilidade sobre os bombardeios no país; a pressão do governo Obama para que outras nações não processem, por tortura, oficiais da era-Bush; e muito mais.
Como era de prever, foi feroz a resposta daqueles que preferem que os norte-americanos não saibam dessas coisas. Líderes dos dois partidos chamaram Assange de “terrorista tecnológico”. E a senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia que lidera o Comite do Senado sobre Inteligência, exigiu que ele fosse processado pela Lei de Espionagem. A maioria dos norte-americanos, britânicos e suecos não sabe que a Suécia não acusou formalmente Assange por nenhum crime. Ao invés disso, emitiu um mandado de prisão para interrogá-lo sobre as acusações de agressão sexual em 2010.
Todas essas acusações devem ser cuidadosamente investigadas antes que Assange vá para um país que o tire do alcance do sistema judiciário sueco. Mas são os governos britânico e sueco que atrapalham a investigação, não Assange.
Autoridades suecas sempre viajaram para outros países para fazer interrogatórios quando necessário, e o fundador do WikiLeaks deixou clara sua disposição de ser interrogado em Londres. Além disso, o governo equatoriano fez uma oferta direta à Suécia, permitindo que Assange seja interrogado dentro de sua embaixada em Londres. Estocolmo recusou as duas propostas.
Assange também comprometeu-se a viajar para a Suécia imediatamente, caso o governo sueco garanta que não irá extraditá-lo para os Estados Unidos. Autoridades suecas não mostraram interesse em explorar essa proposta, e o ministro de Relações Exteriores, Carl Bildt, declarou inequivocamente a um consultor jurídico de Assange e do WikiLeaks que a Suécia não vai oferecer essa garantia. O governo britânico também teria, de acordo com tratados internacionais, o direito de prevenir a reextradição de Assange da Suécia para os Estados Unidos, mas recusou-se igualmente a garantir que usaria esse poder. As tentativas do Equador para facilitar esse acordo entre os dois governos foram rejeitadas.
Em conjunto, as ações dos governos britânico e sueco sugerem que sua agenda real é levar Assange à Suécia. Por conta de tratados e outras considerações, ele provavelmente poderia ser mais facilmente extraditado de lá para os Estados Unidos. Assange tem todas as razões para temer esses desdobramentos. O Departamento de Justiça recentemente confirmou que continua a investigar o WikiLeaks, e os documentos do governo australiano de fevereiro passado, recém-divulgados afirmam que “a investigação dos Estados Unidos sobre a possível conduta criminal de Assange está em curso há mais de um ano”. O próprio WikiLeaks publicou emails da Stratfor, uma corporação privada de inteligência, segundo os quais um júri já ouviu uma acusação sigilosa contra Assange. E a história indica que a Suécia iria ceder a qualquer pressão dos Estados Unidos para entregar Assange. Em 2001, o governo sueco entregou à CIA dois egípcios que pediam asilo. A agência norte-americana entregou-os ao regime de Mubarak, que os torturou.
Se Assange for extraditado para os Estados Unidos, as consequência repercutirão por anos, em todo o mundo. Assange não é cidadão estadunidense, e nenhuma de suas ações aconteceu em solo norte-americano. Se Washington puder processar um jornalista nessas circunstâncias, os governos da Rússia ou da China poderão, pela mesma lógica, exigir que repórteres estrangeiros em qualquer lugar do mundo sejam extraditados por violar suas leis. Criar esse precedente deveria preocupar profundamente a todos, admiradores do WikiLeaks ou não.
Conclamamos os povos britânico e sueco a exigir que seus governos respondam algumas questões básicas. Por que as autoridades suecas recusam-se a interrogar Assange em Londres? E por que nenhum dos dois governos pode prometer que Assange não será extraditado para os Estados Unidos? Os cidadãos britânicos e suecos têm uma rara oportunidade de tomar uma posição pela liberdade de expressão, em nome de todo o mundo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Obama: “Armas químicas? Só eu as posso usar”

O Presidente negro dos EUA e Prêmio Nobel da Paz, mostrando
que é igual a todo e qualquer presidente capitalista e branco.

O velho e batido discurso imperialista. Yankees go home!
Publicado em 21/08/12
INSURGENTE.ORG – El uso de armas químicas en Siria conduciría a que se llevase a cabo una incursión militar extranjera en ese país árabe, según el presidente estadounidense, Barack Obama.
“Hemos dejado muy claro que para nosotros hay algo que sería decisivo, y eso es si vemos que las armas químicas caen en manos de gente equivocada. Eso cambiaría significativamente mi evaluación de la situación”, advirtió Obama.
“Hasta ahora no hemos ordenado una acción militar en el país, pero hay algo que es crítico para nosotros, y eso es la cuestión de las armas químicas”, subrayó el mandatario.
Además recordó que las situación en Siria es “muy volátil”, por lo que no “está seguro” de que recurriría a la fuerza militar ante un movimiento del arsenal químico sirio.
“Pero ese es un factor decisivo para nosotros, y habrá enormes consecuencias si vemos que las armas químicas se mueven o son utilizadas”, advirtió.
Según un informe publicado en julio por el diario ‘The Wall Street Journal’, Siria ha comenzado a sacar parte de su arsenal de armas químicas y trasladarlo a otras localizaciones, aunque el Ejecutivo estadounidense mantiene que, por el momento, no ha visto señales de ello.

Luta estudantil e eleições são incompatíveis


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Eloísa González, dirigenta del Liceo Manuel de Salas y vocera de la ACES dice que su movimiento no cree en un sistema que, según han comprobado, les ha negado todo. Que por un lado los encarcela y los procesa y, por el otro, no los considera con la edad suficiente para tener derecho a voto. Desde el respeto, separa aguas de la postulación a alcalde de Camilo Ballesteros y de cualquier candidatura presidencial, partiendo por Michelle Bachelet ¿El camino? La transformación del movimiento estudiantil en un movimiento social.
PATRICIO LÓPEZ*
Sentados en una escalera, en la calle, de noche y a la salida de una asamblea, recorrimos los temas debatidos hoy por el movimiento social.
La voz de Eloísa González sirve para demostrar que, mientras más alejadas las generaciones de la dictadura, más ambiciosas. Aunque como vocera le preocupa lo típico, organizar las asambleas o gestionar permisos para marchar, su mirada parece estar en el horizonte. En lo que ella llama “la transformación radical de la sociedad”. Si el cambio ha de ser de tal envergadura, mal podría valorar las próximas contiendas electorales que, en su opinión, “son parte del sistema”.
 —Desde el punto de vista de los principios ¿Por qué para ustedes es intransable esta demanda de marchar por la Alameda?
—No es un tema nuevo. El año pasado ya hubo conflictos respecto a los cuales, incluso citando la Constitución, puede establecerse que es un derecho ciudadano el poder marchar.
“Para nosotros la Alameda, tal como en el discurso de Allende, es el lugar que se tiene que volver a abrir. Para él es simbólico y para nosotros también, y mucho. Además es un derecho y al mismo tiempo nuestras demandas se visibilizan mucho más ante la gente. Pasando por ahí tenemos una forma de demostrar a los chilenos y al Gobierno que por ellas hay todo un movimiento dispuesto a convocarse.”
 —Mientras coversamos se está reactivando en la Cámara de Diputados la discusión sobre la llamada Ley Hinzpeter, ¿Cuál es la opinión de la ACES sobre el proyecto? ¿Qué significa para ustedes que esa Ley eventualmente se apruebe?
—Para nosotros, el movimiento estudiantil secundario, pero también para los universitarios, los profesores, los mapuche, el conjunto de los movimientos sociales, significa un peligro tremendo. Si ya en Chile se violan los derechos humanos, si ya al interior de los establecimientos echan a los chiquillos por movilizarse, el que aprueben una ley de estas características va a fortalecer el intento por sofocar a los movimientos sociales.
“Ahora esto, en el fondo, demuestra una incapacidad política del Ejecutivo y de la clase política en su conjunto, de resolver las demandas sociales que van emergiendo del pueblo. Para nosotros tiene una doble lectura: un gran retroceso y también la comprobación de que ellos no están en condiciones de cambiar en un ápice la realidad que estamos viviendo los estudiantes.”
 —Desde tu experiencia personal, política, generacional ¿cómo ha sido este intento por establecer un punto donde sea posible dialogar con la clase política?
—El año pasado lo vivimos muy de cerca. En la segunda mesa de diálogo, en la que se nos aceptó la entrada, supimos desde el momento en que se nos planteó la propuesta del Ejecutivo, que no iban a tomar en cuenta nuestras demandas.
“A pesar de que fuimos hasta su terreno, al terreno de la clase política o de la institucionalidad, pudimos comprobar que no había disposición y que iba a ocurrir exactamente lo mismo que en 2006, cuando aparecieron todos tomados de la mano con una solución que nunca fue.
“En ese sentido, como Asamblea hemos descubierto, a través de los distintos porrazos y fracasos, como el rechazo al Informe del lucro y un sinfín de otras cosas, que no va a haber solución a través de la institucionalidad política. La experiencia y la misma historia lo dictan.
“Por lo tanto, a pesar de que hemos hecho el esfuerzo, de que redactamos una propuesta para un proyecto de ley que hemos hablado con distintos personajes de la clase política, no hay disposición. Y ya que no hay viabilidad por ese camino, simplemente no lo tomamos.”
 —Y si no se puede hacer ni con el Congreso ni con los partidos políticos ¿cómo se hace entonces?
—Tenemos una propuesta bien concreta que se basa en el control comunitario. Habla de cómo las organizaciones sociales y la misma articulación en los territorios, a través de la movilización, generan una plataforma de convergencia para sectores que hasta hace poco estaban desmovilizados, o que no tenían la intención de plantear sus inquietudes.
“Nuestra propuesta es que la solución se tiene que dar a través de la movilización y que gracias a ella se articulen sectores que no están en esto hasta ahora, como los trabajadores y los pobladores. Esa misma plataforma tiene que servir para que se redacte una propuesta de alternativa a este sistema, con movilizaciones como lo hicimos el 2011 pero ya mucho más amplias, de modo de presionar para realizar cambios a través de un movimiento social. Porque se ha demostrado históricamente que las transformaciones solamente se producen cuando un pueblo está movilizado y articulado.
 ¿Elecciones? No, gracias
—¿Cuál es tu mirada, tu nivel de cercanía con las elecciones presidenciales que se van a realizar el próximo año?
—Tanto yo como mis compañeros secundarios somos menores de 18 años, es decir, podemos caer detenidos y ser procesados por movilizarnos, pero no podemos votar. Ya con ese hecho hay un distanciamiento clave respecto a los procesos electorales, tanto municipales como presidenciales. En ese sentido lo vemos con bastante desconfianza, porque creemos que la carta que ellos van a mostrar para poder candidatearse va a ser el movimiento estudiantil.
“Por ejemplo, tenemos hoy una de las candidatas fuertes de lo que va quedando de la Concertación, la ex presidenta Bachelet, que a pesar de que ha mantenido un silencio cómplice y profundo respecto al movimiento estudiantil, hoy es considerada la carta más fuerte para llegar a la presidencia. Asimismo, vemos otros candidatos que van surgiendo que no han hecho nada por cambiar la situación.
“Todos ellos, de una u otra forma, empiezan a buscar al movimiento estudiantil para candidatearse. Nosotros tomamos un gran distanciamiento al respecto y vamos a seguir planteando que ni las presidenciales ni las municipales son solución a nuestras problemáticas.”
 —Hay dirigentes que han sido compañeros de camino de ustedes en el movimiento estudiantil, como Camilo Ballesteros que es candidato a alcalde. Él en una entrevista reciente planteaba que si se daban las condiciones programáticas estaría disponible para apoyar a Michelle Bachelet. Puede ser que otros dirigentes hagan lo mismo ¿Cómo mirarías tú una decisión de esa naturaleza?
—Primero, respetamos la decisión de todos aquellos que estuvieron movilizados de querer candidatearse, de la misma manera que esperamos que ellos respeten nuestra postura. Pero creemos que es completamente contradictorio que candidatos que fueron parte del movimiento estudiantil, que cuestionaron la clase política, la institucionalidad y vieron cómo el movimiento estudiantil no tuvo viabilidad en esos espacios, hoy estén planteándose en un escenario electoral, e incluso apoyando a ciertos candidatos que, de una u otra forma, han sofocado o han hecho retroceder al movimiento estudiantil. Nos parece sumamente peligroso y contradictorio.
 —¿Entonces es incompatible la lucha estudiantil con sumarse a una de las candidaturas presidenciales?
—No rechazamos la elección en sí, pero bajo el contexto actual es inviable y contraproducente. Una institucionalidad política que está instaurada desde la dictadura no puede ser planteada como camino, suena contradictorio. Hay demandas como la desmunicipalización que han sido planteadas desde los años 80 y ya no hubo solución. ¿Cómo algunos entonces siguen planteándose ese camino?
 —De la transformación educativa a la de la sociedad
—Te quiero llevar a la estrategia de movilización que se ha seguido este año, distinta a la de 2011 que fue más aguda ¿Qué lecciones se pueden sacar a la luz de esa comparación?
—El 2011 fue el año de la efervescencia, pero la explosión social hay que entenderla como un proceso que viene desde hace muchos años atrás: el 2006, el 2008 y el 2010. Las sucesivas movilizaciones fueron construyendo hacia lo que fue finalmente el 2011. Este año en cambio ha sido de articulación y de reforzamiento de las organizaciones, particularmente durante el primer semestre.
“Sin embargo, creemos que el segundo semestre el conflicto irá más allá de los estudiantes y se trasladará a una posición contradictoria con la institucionalidad misma. Los próximos meses habrá movilizaciones mucho más amplias con otros sectores que no estaban integrados. Por ejemplo, luego de tomarnos la empresa Conecta con los trabajadores del Call-Center, estamos realizando asambleas junto a ellos y van a marchar el día 8 junto a nosotros, tal como los trabajadores del Líder. Eso va generando una articulación que antes no se veía y que es fruto del 2011 y de la articulación del primer semestre.”
—Hay quienes dicen que en la medida que los líderes estudiantiles comienzan a comprometerse con otras causas se desperfilan. ¿Cuál es en tu opinión el modo correcto de establecer la relación entre la movilización estudiantil y las demás?
—No podemos llegar desde el movimiento estudiantil a dar soluciones o enseñarle al resto cómo organizarse, pero el ejemplo del movimiento estudiantil es claro: quien no se moviliza no consigue nada.
“Por lo mismo los trabajadores se han articulado, pero autónomamente, y desde ahí generan coordinaciones con los estudiantes para construir, desde esa plataforma, una perspectiva hacia la conformación de un movimiento social en el futuro. No nos desperfilamos porque respetamos los espacios de los otros, porque cada cual se coordina desde su propio espacio.”
—No fue así el año pasado entre las organizaciones secundarias y universitarias ¿Qué lecciones sacas tú de lo que ocurrió y cómo ha funcionado durante este año esa relación?
—El año pasado las relaciones fueron efectivamente muy tensas. Siempre lo repito: como ACES tuvimos que pelear para subir al escenario con los dirigentes universitarios. Lo que ocurrió desde el año pasado es que hubo un cambio de dirigencias políticas, por ejemplo, Camila Vallejo que era presidenta de la FECH y también militante de las Juventudes Comunistas. No había una voluntad política de parte de ella de coordinarse con los estudiantes secundarios, en particular con la ACES. Sin embargo, con Gabriel Boric ha habido una mayor disponibilidad y articulación.
“!Antes había algunos que tenían una postura paternalista sobre ‘los pobres secundarios’, pero nosotros queremos ser tratados de igual a igual.”
 —Mencionaste la militancia comunista de Camila Vallejo, ¿por qué haría más difícil la relación con ustedes como movimiento?
—No tiene que ver con la ideología política sino con las prácticas. De hecho dentro de nuestra asamblea hay marxistas-leninistas, anarquistas, trotskistas, de todo, pero tiene que ver con las políticas de las Juventudes Comunistas hacia el movimiento estudiantil.
“Nosotros nos consideramos una asamblea apartidista, lo que implica que la estructura no está condicionada por partidos políticos tradicionales, y ésa es la diferencia principal con Camila Vallejo o, para no particularizar, con los partidos. Son diferencias arraigadas históricamente y que responden a políticas que hemos considerado nefastas hacia los movimientos sociales por parte de los partidos políticos tradicionales.”
 —Concluyo de esta conversación que tu preocupación no es sólo el tema estudiantil, sino la transformación más radical ¿Cómo ves ese proceso?
—Sé que es complejo. Nosotros insistimos en el control de las comunidades de su propia realidad y cómo van incidiendo en ella. Hay, por ejemplo, propuestas como la de la Universidad de Concepción a través de Recaredo Gálvez, que ha sido la triestamentalidad dentro de la Universidad para transformar esa comunidad. Creemos en la demostración de poder de los distintos sectores de la sociedad dentro de su territorio. Tiene que ver con cómo las comunidaddes, los padres, los profesores, los estudiantes secuandarios y universitarios, los trabajadores y los pobladores van decidiendo la educación que quieren.
“Eso debe reflejarse en el empoderamiento interno de los liceos y en de las comunas. Por ahí va nuestra propuesta”.
*Entrevista publicada en el Nº 2 de El Desconcierto (www.eldesconcierto.cl), correspondiente al mes de agosto.
Fonte: Sur y Sur