Pesquisar este blog

sábado, 28 de abril de 2012

Governo Federal desmascara Governadores e mostra que há dinheiro para pagar os 22%


Educação: União repassa recurso extra do Fundeb
O ajuste da Complementação ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi divulgado. A Portaria 437/2012 do Ministério da Educação (MEC), publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 23 de abril, define o crédito para os dez Estados contemplados.
O ajuste anual se refere à apuração da receita disponibilizada pelos Estados ao Fundeb no exercício anterior com a arrecadação efetivada. A medida atinge Municípios e Estados que receberam os recursos da complementação da União ao Fundo. Em 2011 foram: Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.
Pela análise da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o ajuste difere dos anos anteriores por acarretar a realização de créditos nas contas do Fundeb, o que beneficia 1.923 Municípios, no montante de mais de R$ 1,1 bilhão.
O Rio Grande do Norte, apesar de ter recursos a receber referente a 2011, não consta na lista dos beneficiados com recursos federais em 2012. Contudo, o crédito a receber decorrente do ajuste é de R$ 27,7 milhões.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressalta que o crédito estendido a todos os Estados deve-se ao fato de a União ter retirado do montante da complementação ao Fundeb 10% para o piso salarial, cerca de R$ 866 milhões – medida que atende a Lei 11.738/2008. Como o recurso não foi utilizado para assistência financeira ao piso, o governo federal tem a obrigação de repassá-los, agora, por ocasião do ajuste, de forma a cumprir com o dispositivo constitucional que criou o Fundeb.
Entenda o ajuste
De acordo com os dados publicados pelo MEC, a receita total de Estados e Municípios no Fundeb em 2011 superou a previsão, que era de R$ 88 bilhões, e chegou a R$ 90,8 bilhões.
Com os novos dados, o MEC teve de refazer o cálculo do montante de recursos do Fundeb, dos valores aluno/ano e complementação da União. Com o aumento da receita, a complementação ao Fundo, que foi de R$ 8,8 bilhões em 2011, ficou abaixo dos 10% do total da arrecadação de Estados e Municípios previstos pela Lei do Fundeb.
A CNM alerta ainda aos gestores municipais e estaduais que tomem conhecimentos dos lançamentos a crédito em suas contas, e reorganizem o planejamento da área da Educação.

Em defesa da Memória e da verdade Histórica

Direito de resposta de Leonel Brizola, veiculado em 15/03/1994. Veja como, essencialmente, o político descreve o papel da Globo na sociedade brasileira. Vale a pena ver de novo!

Juros Baixos? Um país de classes médias?


Charge: independenciasulamericana.com.br
Por Venâncio Guerrero
Os bancos começaram a baixar os juros, seguindo, ao mesmo tempo, a tendência do Banco Central de baixa da Selic. Vemos propagandas de baixas “impressionantes” de até 60% no limite do cheque especial. Aqui, há uma política coordenada e eficiente do governo de intervir no mercado, como empresa oligopólica, criando uma guerra de preços. Algumas dúvidas se evidenciam. Qual vai ser seu efeito sobre a economia? Qual é o impacto real desta política para distribuição de poder entre bancos e povo brasileiro?
Queremos discutir distribuição de poder no sentido amplo do termo. Pois, não basta aumentar o poder de consumir televisão, máquina de lavar roupa, entre outras coisas, e ainda ter de enfrentar saúde ruim e não ter boa escola para seus filhos. Poder de consumo pode não estar relacionado com poder sobre o controle do tempo, sobre acesso a direitos, entre outras coisas. O poder real tem a ver com controle. Mas isto é um debate complexo, que não será resolvido nestas linhas. Porém, podemos discutir a natureza desta política e algumas de suas consequências em relação à distribuição de poder.
Ela exemplifica a essência do neodesenvolvimentismo, (ou podemos dizer do desenvolvimentismo neoliberal?). Pois, de fato o governo teve uma influência direta no mercado, uma Intervenção no sentido forte da política econômica. Não foi apenas criar agências regulatórias que não regulam nada, ou mesmo propor uma política externa de fixação de juros.

Há duas linhas claras desta Política:

1) O Estado baixou a taxa de juros da Selic, isto é, o preço dos títulos públicos que remunera seus detentores (maioria de grandes investidores internacionais e nacionais, àqueles da dívida externa, lembram-se deles?) e compõe a dívida interna. Este preço regula o que os bancos pagam pelo dinheiro que captam para poder emprestar. O Banco lucra, comprando dinheiro barato para vender caro.
 2) O Estado, por meio de seus bancos públicos intervieram no mercado, funcionaram como um jogador de linha de frente. Eles baixaram os juros e levaram os outros bancos a correrem atrás de si, criando uma competição por clientes. Aqui, há outro processo que foi freado, o Estado poderia ter baixado os juros da selic, mas os juros para o consumidor manterem-se altos: O preço do insumo do banco diminuiria, pois regulado pelo Estado, porém, o que os bancos cobram de seus devedores, com a venda de produtos (cheque especial, CDC, financiamento, crédito consignado) aumentaria. Assim, explicam-se os eternos lucros altos do setor financeiro: os bancos pagam pouco como devedores e cobram muito como credores. Porém, a realidade agora é: uma queda geral de juros, numa política de mercado bem acertada, feita pelo Estado.
A euforia dos mercados prevê: um aumento absurdo de crédito, as pessoas vão ter mais dinheiro, pagar menos pelo seu preço e consumirão mais. Mercado aquecido significa geração de emprego e renda. Portanto é uma política de distribuição de renda, por consequência de distribuição de poder. Pessoas com maior renda são mais ricas, e, portanto mais poderosas, um truísmo da economia. Uma classe trabalhadora como classe média! Um país de classe média como a Dilma quer! Bradam os entusiastas do governo.
Porém, as coisas não são tão simples. Começamos: 1) Muitos bancos estão exigindo para acessar esta crédito mais barato, que a pessoa contrate também cartão de crédito do banco, entre outros serviços. 2) os juros que mais baixaram foram o do crédito consignado, que é de total segurança para os bancos, e de insegurança para os devedores. 3) Os bancos analisam o “perfil do consumidor” e criam diferentes taxas, algumas baixas, porém outras, ainda altas.
Aqui os bancos inovam, pois empolgam uma publicidade de oferta de crédito, criando uma demanda que pode ser perigosa. Pois, o juro para determinada pessoa pode não ser tão barato. Bem como, forçam um aumento de endividamento com a oferta de produtos como o cartão de crédito. Além do mais, o custo deste dinheiro não está apenas condicionado aos juros, pois há diversas taxas e impostos como o IOF que vêm embutidas no empréstimo e encarece o crescimento da dívida ao longo do tempo (1), isto é, os juros propagados podem ser de um valor, mas seu preço real outro.
Também, um aumento de pessoas endividadas não necessariamente significa aumento de renda e de poder. Pois, num primeiro momento a pessoa compra e consome mais, porém estará vinculada a uma dívida futura, que é calculada a base de juros, e, portanto cresce ao longo do tempo. Há um aumento de inadimplência, desde novembro de 2011, isto não é ruim para os bancos, pois o inadimplente é aquele que mesmo endividado, ainda paga ao banco algum dinheiro com atraso e juros (muitas vezes apenas os juros). O problema para o banco é da existência dos insolventes, é aquele que deixa de pagar.
Portanto, esta política pode criar uma dependência entre o banco e o povo, como já existe, isto é: a pessoa tem uma lavadora nova, porém todo o salário dela foi para o banco, pois ela emprestou dinheiro no consignado, que debita direto na conta, aqui a pessoa ganha poder no curto prazo, às custas de menor controle de seu orçamento no futuro.
Isto é, há uma política de diminuição dos juros, porém, os grandes bancos que dominam 85% do mercado, ainda tem como principal missão: criar uma dependência financeira, a essência da usura, isto é, redistribuição de poder em favor dos bancos. Aqui, o desenvolvimentismo neoliberal também se prova falho, pois não resolve o problema de gerar endividados com a criação de banqueiros milionários. Portanto, não toca no essencial da desigualdade no Brasil.
Ainda, há dúvidas quanto à efetiva capacidade desta política para gerar emprego e crescimento econômico. Pois, o que se verifica é a continuação do arrefecimento da economia. Isto é, a produção e o emprego não aumentaram na mesma proporção que o ano passado, neste primeiro trimestre. Será que vai ser possível reverter este processo com o aumento de endividados? Será que as pessoas não vão usar este novo dinheiro para pagar velhas dívidas? Os Estados Unidos também abaixaram os juros, mas isto não teve impacto na economia. É necessário aguardar os próximos passos da economia. Porém, evitar a euforia de emprestar um dinheiro não tão barato.

(1)   Aqui deve ser calculo o Custo Efetivo Total que é uma taxa percentual que inclui o preço dos encargos no valor financiado.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Quando os trabalhadores perderem a paciência



Mauro Iasi

As pessoas comerão três vezes ao dia
E passearão de mãos dadas ao entardecer
A vida será livre e não a concorrência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Certas pessoas perderão seus cargos e empregos
O trabalho deixará de ser um meio de vida
As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

O mundo não terá fronteiras
Nem estados, nem militares para proteger estados
Nem estados para proteger militares prepotências
Quando os trabalhadores perderem a paciência

A pele será carícia e o corpo delícia
E os namorados farão amor não mercantil
Enquanto é a fome que vai virar indecência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Não terá governo nem direito sem justiça
Nem juízes, nem doutores em sapiência
Nem padres, nem excelências

Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca
Sem que o humano se oculte na aparência
A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obsolescência
A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:
“declaro vaga a presidência”!

75 anos do massacre de Guernica


A 75 ANOS DO BOMBARDEIO DE GUERNICA, em 26 de abril de 1937, tropas da Legião Condor alemã e da Aviação Legionaria italiana bombardearam a população civil de Guernica. No evento morreram entre 120 e 200 pessoas, todas civis. Tal fato foi repudiado em todo o mundo.
O crime foi há 75 anos e o fascismo de ontem e de hoje segue sendo o mesmo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Contas do governo têm superavit de R$ 7,5 bi em março, diz Tesouro

Charge: infelicidadetributaria.blogspot.com
As contas do governo mostram que o problema da crise social vivida pelo país não se trata da falta de recursos, mas do trato dado a eles. O sindicalpetismo atualmente na administração estatal no Brasil transfere   a maior parte da fatia da riqueza produzida pelos trabalhadores para especuladores de banco e bolsa, a custo do desmonte da educação, da saúde e da segurança públicas. Para acobertar seu vínculo com o capital financeiro, o sindicalpetismo usa de retóricas de diversos matizes: lei de responsabilidade fiscal (e de irresponsabilidade social), crise internacional (que o ex-presidente dizia ser uma marolinha no Brasil), etc... etc... Veja a matéria:
PRISCILLA OLIVEIRA

O governo central (composto pelo Tesouro Nacional, Banco Central e INSS) registrou superavit primário de R$ 7,55 bilhões em março, alta de 40,7% em relação a fevereiro (R$ 5,4 bilhões) segundo divulgação nesta quarta-feira (25) do Tesouro Nacional.
O superavit primário é a economia que o governo faz para o pagar parte dos juros da dívida pública.
O Tesouro contribuiu com saldo positivo de R$ 9,4 bilhões, enquanto a previdência social (RGPS) e o banco Central apresentaram deficits de R$ 1,8 bilhão e R$ 63 milhões, respectivamente.
No primeiro trimestre o superavit primário alcançou R$ 33,75 bilhões. O resultado representa que 34,8% da meta de superavit, de R$ 139,8 bilhões, de 2012 foi cumprida.
O resultado foi alcançado devido ao bom desempenho da arrecadação, que subiu 7,32%, em termos reais, no primeiro trimestre deste ano.
Segundo o secretário do Tesouro, Arno Augustin, o resultado demonstra que a tendência é de cumprimento com tranquilidade da meta de superávit primário do ano, que é de R$ 139,8 bilhões.
"Estamos continuando uma tendência já demonstrada nos dois primeiros meses de um bom resultado fiscal e uma possibilidade bastante tranquila no cumprimento do primário do ano", afirmou o secretário.
No acumulado até março, o resultado superou em R$ 8,1 bilhões, o verificado no mesmo período de 2011.
O Tesouro apurou receita de R$ 60,65 bilhões, alta de 3,3% na relação com o registrado em fevereiro (R$ 58,71).
A Previdência teve receitas de R$ 22,22 bilhões, ante despesas de R$ 23,98 bilhões.
Já o BC teve resultado negativo em março, com receitas de R$ 227,8 milhões, ante R$ 290,8 milhões de despesas.
Fonte: Folha

Mario Hernández: Tenho dados de 50.000 haitianos assassinados


sagaz.wordpress.com
Mario Hernández 
Entrevista a Camille Chalmers, secretario executivo da Plataforma de Apoio para o Desenvolvimento Alternativo do Haiti (PAPDA): "No Haiti está em jogo um novo cenário de colonização"

El capitalismo no puede ser verde, nunca lo ha sido ni lo será

Mario Hernandez (MH): Hace tiempo estoy preocupado y consultando a distintos especialistas y economistas, como lo sos vos, también lo he charlado mucho con Julio Gambina, el tema de la llamada economía verde; esta nueva presentación de una suerte de capitalismo ecológico o preocupado por la ecología que de alguna manera está tiñendo la publicidad del Río + 20 oficial. Me gustaría que te refirieras a este tema porque creo que es muy importante generar conciencia y es poco conocido el contenido real de lo que significa la economía verde.

Camille Chalmers (CCH): Es una manipulación conceptual y básicamente quiere decir que el capitalismo y los mercados pueden resolver los problemas del medio ambiente, lo que es totalmente falso porque el problema básico que tenemos es que estamos en un mundo atravesado por las ganancias capitalistas que produjo el tipo de producción y saqueo que conocemos. La respuesta del sistema ha sido decir: `nosotros, los capitalistas, podemos resolver el problema' y el mecanismo que están proponiendo es la mercantilización de la naturaleza poniéndola dentro de mecanismos de mercado, es decir, dar un precio al aire, a los ríos, a todos los bienes naturales e introducir mecanismos de intercambio monetario alrededor de esos bienes, lo que es totalmente escandaloso.
Es un proceso normal dentro de la lógica capitalista para responder a la crisis de la caída de la tasa de ganancia, es un proceso donde hay que mercantilizar todo transformándolo en mercancías para obtener beneficios económicos y, por supuesto, cuando hacemos esto, destruimos los bienes naturales y estamos en un proceso de sobreconsumo de esas riquezas lo que va a agravar la crisis ambiental que estamos conociendo.
Es muy importante denunciar este proceso que como te decía es una manipulación porque el capitalismo no puede ser verde, nunca lo ha sido y nunca lo será, porque su lógica es no tener en cuenta la vida, los ciclos biológicos de reproducción de la naturaleza y somete todo a la lógica del saqueo y la explotación. Hay que comenzar a tomar conciencia que la única manera de empezar a resolver la crisis ambiental es saliendo del capitalismo.

Haití fue el primer pueblo que se alzó por los Derechos Humanos para todos

MH: Como Secretario Ejecutivo de la Plataforma de Apoyo para el Desarrollo Alternativo de Haití (PAPDA) te voy a hacer una pregunta que supongo incómoda pero que creo importante porque se ha instalado la idea que el pueblo haitiano no está listo para la democracia. ¿Está Haití preparado para la democracia?
CCH: Es una reflexión enraizada en un desconocimiento total de la historia del pueblo haitiano. Durante nuestros 520 años de existencia hemos luchado por la emancipación, por la democracia, por el respeto a los Derechos Humanos y somos el primer pueblo que se alza para decir que los DD HH deben ser para todos, saliendo de la definición restrictiva de la Revolución Francesa que solo hablaba de `ciertos' humanos, fundamentalmente los europeos, ya que no consideraban como tales a los africanos y asiáticos.
Esa primera revolución antiesclavista en 1804, proclama un derecho de universalización de los DD HH y contrarresta la lógica de acumulación de los imperios de esa época basada en la segmentación del mundo entre más y menos humanos y de un proceso de explotación de continentes enteros y despojo de Asia, Africa y América Latina. Fue una revolución que introdujo un cuestionamiento radical a la base misma de la explotación capitalista a nivel mundial y por eso fue rechazada, silenciada y atacada por los imperios.
Cuando los primeros ataques militares fracasaron, trataron de destruir la revolución haitiana a través de mecanismos económicos, con la deuda externa. En 1825 nos imponen las deudas que llaman de la Independencia, por las cuales Haití tiene que pagar 150 millones de francos oro que representaban el equivalente al presupuesto anual de la primera potencia económica de la época: Francia. Algo descomunal. Tres años después el servicio era impagable y Haití tuvo que recurrir a préstamos del sistema financiero en Londres.
A partir de 1828 entramos en el círculo vicioso y destructivo de la deuda y a lo largo del siglo XIX Haití destinó el 65% de sus ingresos a ese servicio. Una hemorragia financiera enorme que explica la imposibilidad de construir una Nación, infraestructura, servicios, etc.
Paralelamente, a partir de esta deuda, se construye todo un sistema de dominación, por ejemplo, Francia compra el café, el mayor producto de exportación de la época, a un precio de liquidación, con el argumento que si no podíamos pagar los servicios de la deuda, teníamos que venderles el café a un precio 3 veces menor que el del mercado. Todo un sistema de dominación, saqueo y extracción de valores para impedir la estructuración del país que representaba una amenaza para los intereses estratégicos de los imperios. Montan esta política para demostrar que Haití iba a fracasar, no era viable. Por eso desaparece de los manuales de historia y hay procesos de agresión para reinsertar la economía haitiana dentro de la lógica del sistema mundial. Una reinserción muy violenta que destruye y anula la victoria militar de 1804.
Para hacer una comparación, algunos años antes de este acuerdo Francia vende Louisiana por 60 millones de francos oro, un territorio mucho más grande que Haití al que le cobran 150 millones, un monto que no tenía nada que ver con los recursos del país y que va a actuar como un elemento de destrucción de la posibilidad de construir un Estado-nación. Es muy importante ver toda esta historia que desemboca al inicio del siglo XX en la ocupación militar por EE. UU. para controlar la cuenca del Caribe como su patio trasero y expulsar a las potencias europeas, entonces invade Haití en 1915 e impone un nuevo orden reestructurando el Estado, creando unas Fuerzas Armadas totalmente a su servicio y a partir de ese momento introducen a Haití dentro del mecanismo global de dominación imperialista y hasta ahora permanecemos en ese esquema.
Hay que subrayar que durante todo ese proceso el pueblo haitiano ha luchado, también contra la oligarquía local, contra la dominación imperial y siempre ha buscado construir una democracia moderna, incluso adelantada respecto de lo que viene del norte. El último ejemplo fue la lucha que desarrolló el pueblo haitiano contra la dictadura duvalierista, una dictadura del tipo de seguridad nacional como conocieron en la Argentina.

MH: Tengo el dato de 50.000 haitianos asesinados

CCH: Sí y la destrucción del país, la persecución sistemática, la destrucción de instituciones como la Universidad que explica la emigración de muchos cuadros técnicos e intelectuales hacia Africa, Canadá y otros países. Esa dictadura cayó a raíz de una movilización muy fuerte del pueblo que rechazó esta dominación autocrática y reclamaba un sistema político abierto y participativo.
A partir de 1986, cuando cayó la dictadura duvalierista, EE. UU. y la oligarquía local comenzaron a agredir al movimiento popular, a asesinar dirigentes, a crear grupos paramilitares, a fomentar mecanismos de corrupción, de cooptación, para impedir que ese movimiento se desarrollara como un sujeto histórico de transformación.
Los que hoy hablan de democracia como lo hace EE. UU., fueron las fuerzas más antidemocráticas que impidieron hacer al pueblo haitiano una transformación real después de la dictadura duvalierista manteniendo los intereses estratégicos del imperio y la oligarquía local.
Es una historia que hay que conocer para ver que el pueblo haitiano siempre ha luchado con mucha lucidez y fuerza, construyendo organizaciones combativas como las campesinas que lucharon contra la ocupación norteamericana llegando a contar con 20.000 combatientes armados y con victorias militares contra el ejército norteamericano. Ese movimiento siempre ha sido excluido, marginado del juego político que es muy cerrado, monopolizado, que impide que el pueblo haitiano pueda expresarse e influir en las decisiones estratégicas sobre su porvenir.

MH: Hablabas sobre los Duvalier y hace pocos meses regresa Jean Claude, "Baby Doc", ¿qué significa en el marco de la elección del nuevo presidente Michel Martelly?

CCH: En primer lugar hay que señalar que este regreso fue posible porque Jean Claude Duvalier fue acogido y protegido en Francia durante 25 años por las fuerzas del Servicio Secreto francés, a pesar que muchos ciudadanos haitianos y organismos de DD. HH. en Francia han tratado de enjuiciarlo por crímenes contra la humanidad y por robar los fondos del Estado, pero nunca pudieron desarrollar un proceso judicial. Hay que subrayar la complicidad del estado francés que se presenta como defensor de la democracia pero acoge a un dictador y lo protege de los reclamos de los ciudadanos haitianos.
Segundo, el regreso no fue casual. Entra dentro de un proceso de recomposición de la derecha política en Haití. Uno de los problemas de EE. UU. es que frente a la existencia de un movimiento popular dinámico, no había una fuerza política de derecha realmente estructurada y para ellos era una ocasión aprovecharse del fracaso desgobierno de Preval para recomponer la derecha y la presencia de JCD fue muy importante para lograrlo. La candidatura de Martelly es parte de ese mismo proceso.
Martelly era un cantante de carnaval, un outsider, no era un profesional de la política aunque había participado en el golpe de estado contra Aristide, apoyó a los militares y sus crímenes durante el período 1991-4 y siempre se ha declarado un nostálgico del duvalierismo. Desde su llegada al poder, el 14/5/2011, nombró en espacios estratégicos del Estado a remanentes de la dictadura duvalierista, hijos de duvalieristas famosos y su manera de dirigir el país está mostrando su deseo de regresar al período duvalierista, rechazando los cambios institucionales que se han dado entre 1986 y 2012.

La única ayuda real es la que brindan Cuba y Venezuela

MH: ¿Cómo se interpreta el acercamiento de Martelly al ALBA, sosteniendo que lo ha hecho para brindarle una mejor oportunidad de vida a los haitianos e incluso afirmando que países como EE. UU. no pueden oponerse a los intereses que Haití pueda integrar plenamente el bloque de la Alianza Bolivariana de los Pueblos (ALBA)?

CCH: Es importante esclarecer que este acercamiento no es político ni ideológico, no tiene nada que ver con los objetivos del ALBA, es un acercamiento oportunista porque el programa Petrocaribe suministra a Haití un financiamiento importante que representa el 25% de las inversiones públicas y dentro de las "ayudas" que vienen del extranjero, este es el único flujo financiero que llega al Estado. La ayuda de EE. UU. y la Unión Europea transita por las ONGs.

MH: Se habla de entre 8000 y 10000 ONGs actuando en Haití.

CCH: Por lo menos, debe haber muchas más. Ya había muchas, pero después del terremoto hubo una invasión, son una multitud para aprovechar los fondos internacionales que llegaron después del terremoto.

MH: Me imagino que esa "ayuda" llega al pueblo haitiano en cuentagotas.

CCH: No llega porque está absorbida por los imperialistas y las burocracias de las ONGs. La única ayuda efectiva y real es la que brinda Cuba, sobre todo a través de la permanencia de la brigada médica y Venezuela a través de Petrocaribe. Para el Estado haitiano esta ayuda es prácticamente de vida o muerte. Desde el punto de vista político no ha cumplido con lo que ha declarado porque al llegar a Caracas dijo que iba a solicitar una integración plena al ALBA y lo no hizo, conservó el carácter de observador porque seguramente recibió presiones de EE. UU.
También hay que subrayar que el gobierno de Martelly se inscribe dentro de la dominación imperialista y es muy sumiso a esa visión aceptando la presencia de un "gobernador" como el ex presidente Clinton que dirige la política económica, que escoge donde van los financiamientos e incluso orienta las decisiones de política global.

MH: O sea que Clinton es el verdadero Presidente de Haití

CCH: Sí, se ha dado un proceso de vaciamiento del Estado, de su debilitamiento y sustitución por instituciones extranjeras y se aprovechó de la presencia de la MINUSTAH y el terremoto. Noamí Klein habla del capitalismo del desastre y Haití es un ejemplo perfecto donde aprovechando la crisis post terremoto hay todo un proceso de marginalización del Estado, las empresas y las organizaciones sociales haitianas en todos los espacios de decisión y Martelly es cómplice de esta situación. No hace nada para ganar un espacio de soberanía.

MINUSTAH: Es un escándalo que tropas de A. Latina estén siendo utilizadas en este proyecto de dominación

MH: Se ha conocido un informe sobre la violación de los DD HH por la Misión de las Naciones Unidas para la estabilización de Haití (Minustah). ¿Cuál es el contenido de ese informe?

CCH: Es un informe hecho por la Plataforma de DD HH en Haití que agrupa 12 instituciones y muestra que la Minustah en 8 años de presencia ha sido un instrumento permanente y sistemático de la violación de los derechos básicos del pueblo haitiano. Se ha evidenciado su participación directa en la violación masiva de niños y niñas y contra pobladores de barrios populares. Hay muchos expedientes, pruebas y testimonios que muestran que no son casos aislados sino sistemáticos y que se explican por la situación de ocupación militar. Es muy importante subrayar que la Minustah es parte de una sucesión de misiones militares en Haití desde 1992 y constituye una fuerza de ocupación con todo lo que esto significa de violencia y agresión contra el pueblo haitiano y su dignidad. Me parece un escándalo que tropas de América Latina estén siendo utilizadas en este proyecto de dominación.

MH: Entre ellas, tropas argentinas.

CCH: La mayoría de las tropas son brasileras, argentinas, chilenas, uruguayas, de Guatemala, Bolivia, así que es muy importante denunciarlo porque me parece muy grave y no solo hay una gran mentira alrededor de la naturaleza de esa fuerza sino que también constituye una especie de laboratorio, de experimento para justificar nuevas formas de presencia militar, instrumentalizando ejércitos latinoamericanos. Esa presencia se inserta dentro de la lógica global de militarización imperial de la cuenca del Caribe con la presencia masiva de nuevas bases militares en Panamá, Honduras, Curazao y la que se está construyendo en Santo Domingo.

MH: Ahora aparece otra en Argentina aunque fue negado por el gobernador Capitanich de la provincia del Chaco diciendo que se trata de un centro de ayuda humanitaria en el aeropuerto de Resistencia.

CCH: Cualquiera sean los objetivos proclamados por el Consejo de Seguridad de promoción de los DD HH, de restablecer un clima de seguridad y estabilidad, de realizar elecciones democráticas, de relanzar la economía, controlar el narcotráfico, etc., todos han fracasado rotundamente. La Minustah no está contribuyendo, al contrario, es una fuerza de desestabilización del país y rechazada masivamente por el pueblo haitiano. Durante los 2 últimos años se dieron manifestaciones en casi todas las regiones del país para denunciar el comportamiento de esas tropas de ocupación y reclamar su retiro inmediato porque son tropas de atropello que han cometido múltiples violaciones a los DD HH. Son casos terribles por las consecuencias que tienen sobre la población, las familias y los niños víctimas. Por ejemplo, el caso del cólera, introduciendo una enfermedad que no existía en Haití, a través de soldados nepalíes, que ya mató a 7000 personas y afectó a 500.000, sobre todo en las comunidades rurales más alejadas que no tienen infraestructura sanitaria para luchar contra el cólera. Por supuesto, no reconocen su culpabilidad y participación en la introducción de la enfermedad. No hicieron nada para luchar contra ella. Cuando uno compara el presupuesto anual de U$S 800 millones al año y lo que hacía falta para luchar contra el cólera -U$S 125 millones- se da cuenta que no han enviado recursos financieros para ese fin. No solo es una negligencia culpable, criminal, sino también muestra el tipo de relación que tienen con el pueblo haitiano. Es evidente que la infraestructura de acceso al agua potable y sanitaria, podrían ayudar a disminuir el número de muertos y afectados. En Haití denunciamos esa presencia pero también hay grupos que se formaron para acusar formalmente y reclamar reparaciones indemnizatorias para todas esas familias. Hasta ahora Naciones Unidas ha rechazado esas quejas. Es una relación totalmente vertical que crea en el país una situación inaceptable desde el punto de vista de los DD HH y ese documento señala con una gran cantidad de pruebas todas las violaciones cometidas por la Minustah durante los últimos 8 años.
Reclamamos el retiro de la Minustah lo más rápidamente posible e indemnizaciones para todas las víctimas de su presencia.

MH: Se nos terminó el tiempo, te dejo el cierre de la entrevista.

CCH: Hago un llamado a las organizaciones argentinas para que apoyen el reclamo del pueblo haitiano exigiendo el retiro de las tropas latinoamericanas en general y de Argentina en particular. Sabemos que las organizaciones argentinas dan mucho valor a la libertad, a la dignidad de los pueblos y estoy seguro que si supieran realmente lo que está pasando en Haití no tendrían ninguna duda en apoyar nuestra lucha, que no es solo de nuestro pueblo sino por toda América Latina y el Caribe.
Lo que está en juego en Haití es un escenario nuevo de recolonización que amenaza a todos nuestros pueblos para controlar sus recursos y nuestros bienes naturales a través de imposiciones económicas de las instituciones financieras internacionales para exigir el pago de una deuda criminal e injusta que no debemos pagar.
Todo esto entra dentro del mismo sistema de recolonización y la Minustah es un elemento muy peligroso para el porvenir de la libertad y la soberanía de todos nuestros pueblos. Hay que tomar esta lucha al lado del pueblo haitiano como un momento fuerte frente a la amenaza de recolonización y contra los intereses estratégicos de nuestros pueblos.

Para acompanhar a entrevista por completo, clicar Rebelion

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Intersindical cobra abertura da caixa preta do FUNDEB


Foto: dignidadecampos.blogspot.com

Wagner! Crime é não cumprir com a Lei federal do piso.
(Exigimos a abertura das contas dos recursos da educação Já!).
Abra as contas do FUNDEB governador!

Algumas informações indispensáveis para entendermos nossa luta:
1. A lei federal n° 11738[1] de 16 de julho de 2008 (a lei do piso) foi sancionada como todos nos sabemos para garantir o fomento da valorização do magistério.
2. O Supremo Tribunal Federal decidiu que o piso não deve ser entendido como salário mínimo do professor e sim como mecanismo de fomento a valorização do magistério[2].
3. A lei do piso destaca alguns aspectos importantes para nossa luta: No art. 2° da lei o piso é claramente definido para professores com formação em nível médio na medida em que essa formação está na base da carreira do magistério. Os governadores e prefeitos que alegam não existir na lei uma exigência sobre a aplicação do piso para a as outras carreiras do magistério se apegam a esse artigo. No entanto a própria lei em seu artigo 1° define a regulamentação do piso para todos os profissionais do magistério público da educação básica e não apenas para os profissionais de formação em nível médio, e o artigo 6° aponta que o piso nacional estende-se para todos os profissionais do magistério que compõe a educação básica.
4. “Art. 6°: União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar ou adequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2009, tendo em vista o cumprimento do piso salarial do profissional nacional para os professores do magistério público da educação básica,...”.
5. O Governo do Estado da Bahia vem mentindo para a população quando diz que o projeto de lei encaminhado para a Assembléia Legislativa vai garantir a aplicação do Piso, pois esse projeto de lei retira direitos dos trabalhadores em educação criando um subsídio (soma de todas as vantagens em valores totais) que será adicionado ao vencimento, além de ser uma imoralidade política por se tratar do seqüestro de direitos conquistados com sangue e suor o Governo do Estado mais uma vez comete um “crime federal”, pois no inciso 2° do Art. 3° a lei é bastante clara quando diz que “até 31 de dezembro de 2009, admitir-se-á que o piso salarial profissional compreenda vantagens pecuniárias, pagas a qualquer título, nos casos em que a aplicação do disposto neste artigo resulte em valor inferior ao de que trata o art. 2° desta Lei, sendo resguardadas as vantagens daqueles que percebam valores acima do referido nesta Lei.” Ou seja, o Governo Wagner só poderia utilizar vantagens de qualquer natureza dos professores como forma de alcançar o piso até dezembro de 2009, depois dessa data o índice de aumento do piso definido pelo MEC deve ser concedido integralmente aos vencimentos dos profissionais de educação.
6. O Governo do Estado alega que não tem recursos para aplicação do Piso nacional, outra grande mentira: Primeiro porque o orçamento do ano seguinte é aprovado no exercício anterior (ou seja, o orçamento de 2012 é aprovado no exercício de 2011 e assim respectivamente), assim o Governo Wagner deveria ter previsto uma reserva para aplicação do Piso Nacional já que a Lei foi aprovada em 2008. Segundo, que existe um fundo criado para manutenção e desenvolvimento da educação básica e valorização dos profissionais da educação no exercício da função, o FUNDEB[3], regulamentado a partir da Lei 11.494 de 20 de junho de 2007. O FUNDEB versa que no mínimo 60% dos recursos do fundo devem ser aplicados na recomposição salarial do profissional de educação da educação básica, ou seja, o Governo Wagner deve utilizar no mínimo 60% mais pode utilizar os 100% para recomposição salarial do profissional de educação da educação básica no exercício da sua função, pois as unidades da federação (estados e municípios) que cumprem o piso utilizam mais de 80% dos recursos do FUNDEB para esse fim. Outra questão importante, é que o FUNDEB corresponde a uma parte dos 25% dos recursos destinados a educação assim a utilização dos recursos do FUNDEB para valorização do magistério deve ser encarada como recomposição e não como substituição do que sempre foi investido, desresponsabilizando o estado do seu dever histórico de garantir condições ideais de trabalho e valorização do magistério. Nesse sentido, é preciso questionar: Quanto dos outros 40% restante do FUNDEB está sendo utilizado para pagamento de temporário precarizando ainda mais as condições de trabalho?
7. Outro elemento é que na Lei do Piso, no seu artigo 4° e respectivos incisos 1° e 2° define que o ente federativo que admitir a partir da consideração dos recursos vinculados a educação não ter condições orçamentárias de que cumprir com o valor fixado do piso pode solicitar da União sua complementação. Então porque o Governo Wagner (do PT) ainda não solicitou complementação do Governo Dilma (que também é do PT) já que ele mesmo alegou não ter condições orçamentárias? Será que a negativa em dar os 22,22% de aumento do Piso é mesmo um problema orçamentário ou uma decisão política de não valorização do magistério? Acredito que um governo que tem a educação como prioridade não reduz ano após ano os investimentos em educação como fez o Governo do PT aqui na Bahia: 30,44% em 2005 para 25,89% em 2011[4].
8. O Governador Wagner argumenta que os limites orçamentários da Lei de Responsabilidade Fiscal como impeditivo para garantir o aumento de 22,22% do Piso. Entretanto, o que o governador “esquece” de dizer é que o limite de gastos do poder executivo dentro da LRF é de 48,60% (limite máximo) e 46,17% (limite prudencial), e em 2011 os gastos totais do executivo foram de 44,01%, ou seja, 4,59%[5] a menos do limite máximo representando uma contenção de investimentos de mais de um bilhão e duzentos e quarenta milhões de reais. Nesse sentindo está o impacto do aumento no orçamento do estado este ano segundo o então deputado estadual pelo PT Zé Neto, na ordem dos 520 milhões de reais, assim só com o que o governo deixou de investir no ano passado dava para dobrar esse aumento. E quanto é que o Governo Wagner está deixando (ou pretende deixar) de investir na educação pública em 2012?
9. O Relatório de Gestão Fiscal, Demonstrativo da Disponibilidade de Caixa, e Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social de Janeiro/2011 a dezembro/2011[6] publicado no site da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia aponta que no final do ano passado o Governo Wagner gastou além do que deveria dos Recursos Ordinários não Vinculados do Tesouro (recursos que podem ser gastos ao bel prazer do governante), o saldo ficou negativo em mais de 2,442 bilhões. Assim o governo deve explicar porque gastou além do devido e que recursos foram utilizados para cobrir esse rombo, pois no mesmo demonstrativo o Total (III) = (I+II), está com uma sobra de caixa mais de 1,076 bilhão e quando observamos a diferença entre a disponibilidade bruta (recursos disponíveis para investimento) e as obrigações financeiras, percebemos que só da educação o Governo Wagner deixou de investir mais de 870 milhões, desse total retido pela política de educação do nosso governador mais de 643 milhões são recursos vinculados ao FUNDEB. Assim não custa perguntar: Por que não usar esses recursos para garantir o aumento se segundo o próprio dep. do PT José Neto o impacto no orçamento estadual seria de 520 milhões? Por que não garantir uma das missões históricas do FUNDEB de valorização do magistério? Como estão sendo gastos os recursos do FUNDEB? Como estão sendo utilizados os recursos gerais da educação no estado da Bahia? Será que parte dos recursos do FUNDEB está sendo utilizados para cobrir “rombos” de outras áreas? Precisamos exigir do Ministério Público Estadual a abertura das contas da educação (principalmente do FUNDEB), a sociedade baiana quer saber como o Governo Wagner vem utilizando os recursos da Educação (principalmente do FUNDEB).

Pela aplicação integral da Lei do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.
Pela abertura das contas da Educação do Estado!
Pela abertura das contas do FUNDEB!
Contra a diminuição dos investimentos na Educação Pública!

INTERSINDICAL - Instrumento de luta e organização da classe trabalhadora.
Destaca-se que os documentos que a Intersindical usou como base para a construção do texto destaca as páginas 616 e 617 do Relatório Fiscal dos Gastos do Governo Wagner em 2011.

Abril da Revolução dos Cravos

Abril dos Cravos - Portugal. Dois vídeos emocionantes de uma mesma e histórica canção. A primeira na voz de Zeca Afonso. A segunda na de Amália Rodrigues. Desfrute e eternize esta memória histórica.


Chefe do Serviço Secreto de Obama expulso do Equador


Sullivan, chefe dos "Agentes Secretos" de Obama, "trabajó" en Cuba, Ecuador y Angola

JEAN-GUY ALLARD – Obama tiene interés en deshacerse urgentemente del director del Secret Service (SS) que supuestamente asegura su protección, Mark “Lucky” Sullivan, cuyos agentes en la Cumbre de Cartagena priorizaron la búsqueda de prostitutas, antes que haga otros disparates. Sullivan es este mismo personaje desenmascarado y expulsado de Ecuador en 2009 por ser el jefe de la CIA en la embajada norteamericana en Quito. Anteriormente se distinguió "canibaleando" la computadora de Raúl Reyes en Colombia;  manejando el reclutamiento de "disidentes"  en La Habana y asesorando en Angola al terrorista Jonas Savimbi.
Ayer mismo, tres otros agentes del SS renunciaron a sus puestos federales, y hasta hoy suman seis las dimisiones o despidos por el escándalo relacionado con las prostitutas colombianas, anunció el propio Sullivan que sobrevive hasta ahora al escándalo.
Entretanto, una trabajadora sexual colombiana, identificada como Dania, declaró al diario The New York Times que fue maltratada por los norteamericanos.  “Diana” no descarta presentar una demanda contra el gobierno de Obama.
Los sucesos acontecieron en Cartagena de Indias dos días antes que llegara Obama e implican posiblemente a menores de edad.
Un comunicado emitido anteriormente por Sullivan anunció que tres agentes fueron despedidos: a un supervisor se retiró,  otro jefecito fue expulsado, y un tercer agente "le fue aconsejado que solicitara la dimisión."
Sullivan, en vez de renunciar, prefirió rebajar de funciones a sus “valientes” agentes que contrataron prostitutas durante la VI Cumbre de las Américas.

CANIBALEÖ LA COMPUTADORA DE RAUL REYES
Director de la estación CIA en Ecuador, Mark Sullivan fue expulsado el 18 de mayo del 2009 del país andino.  En su bunker de la Avenida Avigiras en el norte de Quito, trabajaba bajo el engañoso titulo de primer secretario de la Embajada de Estados Unidos, dirigiendo febrilmente los numerosos agentes de inteligencia que se esconden entre los 185 empleados estadounidenses de la embajada gringa.
Pocos días antes, ya se había invitado a hacer sus maletas a su colega Armando Astorga, “agente especial senior de la embajada”, un agente del Department of Homeland Security de Estados UNidos (el Departamento de Seguridad Interna, en español) que coordinaba sus acciones con la CIA.
Por su parte, Sullivan orientaba directamente las actividades de nada menos que la Unidad de Investigaciones Especiales de la Policía (UIES), un organismo del más alto nivel que tenía virtualmente acceso a todas las actividades policíacas en la nación andina. También coordinaba las acciones con el DAS (la inteligencia colombiana) y las Fuerzas Armadas de Colombia, en comunicación constante con Michael Steere, el jefe de la estación CIA en Venezuela.
El vicecanciller ecuatoriano Kintto Lucas señalaba entonces como “en los registros biográficos del Departamento de Estado no existía referencia ni se mencionaba la trayectoria de Mark Sullivan”.
Sullivan junto a Steere, dirigieron la operación en la que se confeccionaron los miles de documentos aparecidos en el famoso ordenador de Raúl Reyes.

FUE ASESOR DE LA TERRORISTA UNITA DE JONAS SAVIMBI
Anteriormente, Sullivan asesoró a la organización terrorista Unión Nacional para la Independencia de Angola mejor conocida bajo la sigla UNITA cuyo jefe Jonas Savimbi ordenó miles de muertos en la población mientras recibía durante enormes cantidades de armamento y dinero de sus patrocinadores.
Sullivan representaba a la inteligencia de su país en Haiti en 1991,  cuando el golpe de Estado del 30 de septiembre encabezado por el entonces general jefe de las Fuerzas Armadas, Raoul Cédras, derrocó al presidente Jean-Bertrand Aristide, legítimamente electo.
Sullivan ejerció sus actividades de infiltración, soborno y manipulación de forma similar, sucesivamente, en Ruanda, cuando surgen los escalofriantes eventos, Etiopia y Eritrea, y Congo.
En Cuba, fue primer secretario político y oficial de la CIA en la Sección de Intereses Norteamericanos (SINA) –calificada de "estado mayor conjunto de la subversión y la mentira" - donde sustituyó al jefe de estación Alexander George Gryschuk (alias Hryschuk) en las actividades de espionaje y subversión que se desarrollan en el cuartel general del Malecon Habanero.
En Ecuador, el nivel de control de la Embajada sobre la actividad policíaca en el país era propiamente escandaloso. Funcionarios de la Embajada USA controlaban y inventariaban los bienes y los mecanismos de logística de la policía y de su unidad de élite.
Desenmascarado en Ecuador, Sullivan terminó, después de un chapuzón en Chile, de jefe de la otrora prestigiosa guardia pretoriana de Obama cuyos agentes se distinguen más bien por sus espejuelos al estilo Matrix  y sus trajes de gerentes de funeraria.
Para Ronald Kessler, veterano periodista y escritor que alertó al Washington Post de lo ocurrido en Colombia,  lo cometido por los hombres de Sullivan no tiene precedente.
 "Nada se le acerca a esto en términos de la potencial brecha en seguridad que pudo existir, la vergüenza que ha causado y el hecho de que los agentes estaban totalmente fuera de línea frente a lo que se espera de ellos. No hay comparación en la historia," declaró en entrevista con EL TIEMPO, de Bogota.
Por TWITTER:  @AllardJeanGuy
Fonte: Granma

A lógica mercantil na Educação


Por: Daniel Toscano López*
CiudadCCS, 22/04/12

La educación no sólo en Chile, sino en América latina y en el mundo está adoptando hoy en día procedimientos y formas de organización provenientes tanto de prácticas burocráticas como de los principios del mercado. En el caso de Colombia y en varios países, tales prácticas y principios se concretan en un discurso de “gestión de la calidad” y en la pretensión de un sistema de aseguramiento de la misma.
La superimposición narrativa del dispositivo de gestión de la calidad ha terminado por hacer creer ingenuamente que por el hecho de reducir los procesos educativos a estadísticas, estándares, gráficas y registros, y por efectuar el ritual burocrático de llenar formatos y aplicar exámenes, la realidad educativa está bien intervenida. No obstante, de toda esta hiperinflación se rescata la sensación de control y seguridad. Tal dispositivo no natural.
Hace creer que con la reforma que pretende introducir a través de leyes, como en el caso colombiano la Ley 30 de Educación Superior del año 1992, las comunidades educativas avanzan hacia el progreso.
En Colombia el núcleo del debate educativo gira alrededor de la reforma a la Ley 30, cuya idea es inyectar dinero de las empresas privadas a la universidad tanto pública como privada en un gesto de apoyo a los deficitarios recursos del Estado. Percibo en esto una suerte de paradoja que no se puede dejar de lado:
Si el ánimo de lucro de las empresas privadas entra a llenar los vacíos de una educación que todavía tiene serios problemas de calidad, pues siguiendo la lógica de la acreditación, menos de la mitad de universidades colombianas están acreditadas, ¿Cómo es que la falta de calidad se convierte en un argumento esgrimido para que lo mercantil entre en lo educativo? No se supone que el mismo sistema que asegura la calidad debe fomentarla, en vez de hacerla cada vez más deficitaria.
Pues, mientras siga estándolo, siempre estará abierta la puerta para que más capital privado entre a asegurarla. Si hay falta de calidad es porque el sistema mismo no ha podido “asegurar la calidad”, esa misma calidad que es el resorte principal que conduce al desarrollo económico, social y cultural de un país.
El discurso empresarial de la calidad es portador de una “buena nueva”: parece contener la alquimia que transformará los procesos pedagógicos, investigativos, académicos, lúdicos y didácticos en exitosos. Se presenta como la fórmula mágica que sacará a la educación del terreno fangoso en que se encuentra; sin embargo, cuando la experiencia pedagógica y el hecho educativo se agrupan en datos estadísticos y en registros casi notariales, procedimientos más de la economía y la burocracia política, entonces la educación se convierte en una mercancía más, que debe ser exhibida ante la vitrina de la sociedad de consumo.
Así, el ámbito de la educación se convierte en un escaparate en donde se venden los valores del mercado. Al igual que cualquier producto que uno encuentra en el supermercado, la educación pasa a ser un objeto etiquetado con el rótulo de “calidad” que se vende al mejor postor.
Naturalmente que la calidad es un bien encomiable y deseable que se debe perseguir, no obstante, cuando la voz del discurso de la calidad educativa es la de un modelo económico de corte neoliberal éste se erige en un saber de vanguardia que en nombre de un modelo verdadero de certificación pretende filtrar, jerarquizar y ordenar el escenario de la vida escolar marcando con sus ritmos nuestras tareas, desde las más triviales hasta las más sublimes.
Con el discurso y “sistema de aseguramiento de la calidad” se enmascara lo particular, local, disperso y discontinuo que vertebra lo humano de las universidades y colegios, se refuerzan los mecanismos de vigilancia y control, proliferan medidas preventivas, cautelares y sancionatorias. Es un precio alto para la sociedad en general en el afán de asegurar y controlar de un modo artificial lo que debería darse de un modo natural y menos excluyente y desigual para todos.
El caso de Chile no es menos dramático que el colombiano. También encontramos efectos de la invasión de la lógica del mercado sobre lo educativo, tal como lo advierte el pensador francés Christian Laval. Él, refiriéndose a la educación y, particularmente, a los nefastos efectos que conlleva subsumir ésta a la lógica administrativa, comenta: “la escuela y la universidad deben convertirse en cuasi empresas que funcionen según el propio modelo de las marcas privadas y se sometan a la exigencia del máximo rendimiento” (Laval, 2004: 42).
El agobiante endeudamiento de las familias chilenas en su lucha por el acceso a una educación que se supone de calidad. El también esfuerzo por parte de las universidades que tienen que ajustarse a estándares y condiciones de calidad que terminan por convertirlas en lo que sospechosamente desvela el adagio “dime de qué presumes y te diré de qué careces”.
Los encomiables propósitos de promover la investigación, la capacitación y cualificación de los maestros, la mejora en la cobertura educativa, la equidad en el acceso y la oportunidad real de educarse naufragarán siempre si no se ve a la educación como un proceso y sí como un producto inmediato.
La escuela y la educación no son una empresa, y la calidad es un concepto tan equívoco y tan escaso en la realidad educativa de Chile, de Colombia y de tantos otros países hermanos que hay que pensarlo con detenimiento. Lo importante es que la calidad no puede darse como algo dado y evidente.
Hay que ver si calidad tiene que ver también con la calidad de vida de las personas, con la calidad del conocimiento en términos de aprender a ser críticos, con la calidad del trato entre maestro y alumno, con la calidad de seres humanos respetuosos de las diferencias y no como un simple rótulo que se llena de acuerdo al interés o estrategia política del momento.

(*) Magíster en Filosofía y en Estudios Políticos Investigador del Instituto Pensar de la Pontificia Universidad Javeriana, Bogotá.