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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Rússia envia barcos de Guerra à Siria para impedir ataque da OTAN

Damasco, 20 nov. 2011
Barcos de guerra rusos han entrado en aguas territoriales de Siria, en un movimiento agresivo diseñado para evitar cualquier ataque de la OTAN a Siria bajo el pretexto de una "intervención humanitaria", como ocurrió en las masacres y destrucción de Libia.
"Buques de guerra rusos van a llegar a las aguas territoriales sirias, dijo una agencia de noticias siria este jueves, lo que indica que la medida representa un mensaje claro a Occidente de que Moscú se opondrá a cualquier intervención extranjera en los disturbios civiles en el país", informa Haaretz.
Rusia ha intensificado sus esfuerzos para defender a Siria en los últimos días, con el Ministro de Exteriores, Sergei Lavrov, enmarcando la violencia en el país como una guerra civil en desafío a las acusaciones de las potencias occidentales de que el presidente Bashar al-Assad ha llevado a cabo una sangrienta represión contra inocentes manifestantes.
Como hemos visto antes del ataque a Libia, que se enmarcó también como una "intervención humanitaria", las potencias de la OTAN están dispuestas a demonizar al gobierno de Assad, mediante la caracterización de los ataques de sus fuerzas como atrocidades, mientras que en gran medida haciendo caso omiso de ataques similares por las fuerzas de la oposición, como el de esta semana en un complejo de inteligencia de la fuerza aérea siria en el que murieron o resultaron heridos 20 policías.
El portavoz del Departamento de Estado de EEUU, Mark Toner rechazó la pretensión de Rusia de que Siria está en una guerra civil, diciendo: "Creemos que es en gran medida el régimen de Assad lleva a cabo una campaña de violencia, intimidación y represión contra manifestantes inocentes."
Por supuesto, hemos escuchado una retórica similar, incluso cuando los rebeldes de Al-Qaeda respaldados por la OTAN comandaron aviones de combate y dispararon granadas propulsadas por cohetes en Libia, las acciones también eran llevadas a cabo por "manifestantes inocentes", como se nos dijo en ese momento.
Como hemos informado anteriormente, a pesar de la especulación abrumadora de que Irán será el próximo blanco de un asalto militar, Siria es el más probable objetivo para la próxima andanada de cambio de régimen apoyada por la OTAN.
El presidente Barack Obama puso el balón en juego de nuevo en agosto, cuando pidió al presidente al-Assad que dimitiera. La ONU ya ha retirado todo su personal no esencial del país.
Sin la ayuda de Rusia, Siria, estaría en gran medida indefensa frente a un ataque de la OTAN. "No veo ningún problema puramente militar. Siria no tiene ningún sistema de defensa contra los sistemas occidentales... [Pero] sería más arriesgado que Libia. Sería una operación militar pesada", dijo el ex jefe de la fuerza aérea francesa, Jean Rannou.
Teniendo en cuenta que la prensa occidental ha demostrado ser experta en la fabricación de mentiras para justificar intervenciones militares, si las acciones del régimen de Assad representan atrocidades reales o conductas legítimas en medio de una guerra civil sigue siendo poco claro. Algunos han afirmado que los abusos se han maquillado, mientras que ex agente de la CIA Robert Baer y el ex-funcionario del MI6 Alastair Crooke apuntan que el pueblo sirio definitivamente quiere un cambio, pero no en la forma de un asalto "humanitario" de la OTAN.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Museu Pedagógico comemora os 30 anos da UESB




O Museu Pedagógico comemora os 30 Anos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB  com exposições acompanhadas de mesas temáticas. Estas estão abertas ao público, das 14 às 18 horas, na Casa Padre Palmeira/Museu Pedagógico.

Cedem retoma debate com o tema "Nelson Werneck Sodré"

No centenário de nascimento do crítico literário, filósofo, geógrafo, historiador marxista e general do exército, Nelson Werneck Sodré (1911-99), o Cedem retoma o debate com o tema: Nelson Werneck Sodré em 03 leituras, a se realizar no dia 28 de novembro, segunda-feira às 18h30. Ao apresentar 03 leituras do autor e sua obra, serão enfocadas temáticas relacionadas a sua produção teórica bem como uma intervenção militante, recolocando sua reflexão pós ISEB – Instituto Superior de Estudos Brasileiros e também a sua presença na publicação: Cadernos do Povo Brasileiro.

Debatedores:
- Angélica Lovatto: cientista política e professora da Unesp – campus de Marília/SP
- Carlos Alberto Cordovano Vieira: historiador e professor da Faculdade Santa Marcelina/SP
- João Alberto da Costa Pinto: historiador e professor da Fac.Hist. da Univ.Federal de Goiânia
Mediador:
- Paulo Cunha, sociólogo e professor da UNESP – campus de Marília/SP


- Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br
Data e horário: 28/11/2011 - 2ª feira às 18h30
Local: Cedem/Unesp - Praça da Sé, 108 - 1º andar (metrô Sé) - www.cedem.unesp.br

domingo, 20 de novembro de 2011

Uma homenagem ao dia da consciência negra

A vez da mercantilização dos nascimentos

Cesáreas superam partos normais pela primeira vez no país
ANTÔNIO GOIS
DENISE MENCHEN

No ano passado, pela primeira vez, o percentual de cesarianas superou o de partos normais no Brasil. As cesáreas chegaram a 52% do total. Em 2009, os dois modos se igualavam. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), o recomendado é uma taxa em torno de 15%.

O grande número de cesarianas é puxado pelo setor privado, em que 80% dos partos são cirúrgicos desde 2004, informa reportagem de Antônio Gois e Denise Menchen, publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Como é marcada com antecedência, a cesariana pode ocorrer antes do tempo adequado e levar o bebê a apresentar problemas associados à prematuridade.
Fonte: Folha

sábado, 19 de novembro de 2011

Ataque contra comunidade Kaiowá Guarani registra morte e desaparecimentos

Nisio Gomes, dois dias antes de ser assassinado. Foto: Eliseu Lopes.

Renato Santana
De Brasília

No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h30, a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaviry, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, sofreu ataque de 42 pistoleiros fortemente armados.

O massacre teve como alvo o cacique Nísio Gomes, 59 anos, (centro da foto) executado com tiros de calibre 12. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros – prática vista em outros massacres cometidos contra os Kaiowá Guarani no MS. 

As informações são preliminares e transmitidas por integrantes da comunidade – em estado de choque. Devido ao nervosismo, não se sabe se além de Nísio outros indígenas foram mortos. Os relatos dão conta de que os pistoleiros sequestraram mais dois jovens e uma criança; por outro lado, apontam também para o assassinato de uma mulher e uma criança. 

“Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o chão. Portavam armas calibre 12”, disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e terá sua identidade preservada por motivos de segurança.

Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. “Chegaram para matar nosso cacique”, afirmou. O filho de Nísio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o indígena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele não desistiu. Só o pararam com um tiro de borracha no peito.

Na frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e só se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha – disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao chão por ordem dos pistoleiros. Este não é o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiowá Guarani. 

Decisão é de permanecer

Desde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá.

A ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.

“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou o indígena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida inteira. “Ele está morto. Não é possível que tenha sobrevivido com tiros na cabeça e por todo o corpo”, lamentou.

A comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupação do pedaço de terra no tekoha Kaiowá. O acampamento atacado fica na estrada entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.
Fonte: CIMI

Existem 1001 maneiras de se explicar a atual crise do modelo neoliberal espanhol. Esta é apenas uma delas!

Síria - a "bola da vez" do imperialismo

Outro Frankenstein


Por Alfredo García

Alucinados pela “impecável” conquista da Libia, Estados Unidos e a União Européia tratam de aplicar o mesmo tratamento colonialista contra a Síria.

Sábado passado, a Liga Árabe suspendeu a Síria da organização, depois de  uma votação de 18 países a favor, três contra (Líbano, Yemen y Síria), e uma abstenção, (Iraque), durante uma reunião no Cairo. Ao mesmo tempo, a Liga aprovou um mecanismo de “proteção dos civis”, ainda sem mencionar como seria posta em prática. Segundo o governo sírio, a decisão carece de validade, porque foi aprovada por 18 dos 22 países e não por unanimidade, como estabelece o regulamento.

Segue no original.
La solicitud de Siria para una reunión cumbre de la Liga Árabe, fue rechazada por las seis monarquías del Golfo, países que desempeñaron importante rol en el derrocamiento del gobierno libio. Mientras las propuestas de negociación directa con la “oposición”, sufrieron un tranque al ser condicionadas a la dimisión del presidente Asad.

La “oposición” siria está representada por el Consejo Nacional de Siria, CNS, organización formada para organizar la lucha contra el gobierno de al Asad. El CNS tiene un Secretariado General compuesto por 29 miembros, de los que sólo se conoce la identidad de 19 radicados en el exterior y un Consejo Presidencial de cinco personas. El único Estado que reconoce el CNS es Libia, y la Coalición Democrática Egipcia. Por su parte la UE, consideró la creación del CNS como “un paso importante”.

En medio de la ofensiva contrarrevolucionaria el gobierno sirio anunció la liberación de más de mil presos, como “muestra de buena voluntad” e insistió en que la crisis era ajena al pueblo sirio, y estaba provocada por ”bandas armadas a las órdenes de gobiernos extranjeros”.

Mientras ayer proseguía en Marruecos la conspiración de la Liga Árabe contra Siria liderado por Qatar, Arabia Saudita y Jordania para incorporar al bloque anti-sirio a Turquía, cuya influencia sobre la “oposición” es reconocida, un grupo armado autotitulado Ejército Libre Sirio, ELS, atacó con armas de alto poder un complejo militar en las afueras de Damasco.

La acción siguió a varios ataques producidos la pasada semana contra unidades militares sirias en las ciudades de Deraa, Hama y Homs, atribuidas a “desertores” del ejército de origen suníes, dando a las iniciales protestas pacíficas, un vuelco insurreccional. La gran prensa achaca la escalada de violencia contra el presidente Asad, a las contradicciones religiosas entre la minoría alauí que gobierna el país y la mayoría de la población siria formada por musulmana suníes.

Hasta el momento la intervención militar de la OTAN tiene un limitado techo por las posiciones de Rusia y China, que amenazan con vetar cualquier resolución contra Siria en el Consejo de Seguridad de la ONU e insisten en que la solución del conflicto pasa por la negociación directa entre el presidente Asad y la oposición.

Como en casos anteriores, EU construye un frankestein que terminará volviéndose en su contra. Al igual que los secuestros de aviones y otras crueles acciones terroristas contra la revolución cubana que terminaron explotando en su cara, EU y sus aliados europeos y árabes pagaran con su estabilidad institucional, el costo de intervenir con violencia en los asuntos internos de los Estados.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Negros recebem quase 40% menos por hora de trabalho do que demais camadas da população, segundo Dieese

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Os negros – parcela da população que inclui pretos e pardos – recebem por hora, em média, 60,4% do pago às demais camadas populacionais. Essa é uma das conclusões do estudo divulgado hoje (17) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). A pesquisa Negros no Mercado de Trabalho da Região Metropolitana de São Paulo mostra que um negro ganha, em média, R$ 5,81 por hora trabalhada, contra R$ 9,62 pagos a outros trabalhadores.

O principal motivo dessa desigualdade, segundo o estudo, é que a inserção dos negros no mercado de trabalho ocorre principalmente nas ocupações menos especializadas e pior remuneradas. Em 2010, 10,8% da população negra economicamente ativa trabalhavam como empregados domésticos. Entre a população que se declara branca e amarela, essa proporção é 5,7%.

Na construção civil, estavam empregados 8,8% dos negros inseridos no mercado de trabalho e 5% dos não negros. Segundo o estudo, esses setores são exatamente aqueles em que predominam postos de trabalho com menos exigências de qualificação profissional, menor remuneração e relações de trabalho mais precárias. “Por isso, menos valorizados socialmente”.

O serviço público absorve uma proporção maior de ocupados não negros (8,4%) do que de negros (6,2%). O fato de ser uma carreira que requer a aprovação em concurso público mostra, de acordo com a pesquisa, a falta de acesso dos negros ao ensino de qualidade.

A diferença também é grande no grupo que incluiu desde profissionais autônomos de nível universitário até donos de negócios familiares. O percentual de negros ocupados nessas atividades é 3,9%, contra 9% entre os não negros. “Dispor de riqueza acumulada que permita montar um negócio ou ter nível superior de escolaridade provavelmente são os fatores que explicam a exclusão de grande parte dos negros.”

Chossudovski: Ataque contra o Irã supõe “cenário de guerra mundial”

O analista internacional Michel Chossudovski afirmou que as ameaças de Israel e Estados Unidos contra o Irã não são novas, porém, agora são muito mais graves que as enunciadas em anos anteriores contra a nação persa. Se o ataque se concretizar estaremos num “cenário de guerra mundial”.
Segue no original...
En entrevista para La Radio del Sur, Chossudovski señaló que Irán podría además ser más vulnerable militarmente, sobre todo en su sistema de defensa, ya que a consecuencia de las sanciones que desde Naciones Unidas se ordenan contra Teherán se le ha hecho más difícil al gobierno iraní tener el equipamiento necesario para su defensa.
El analista advirtió que es muy importante que esa guerra no ocurra por las implicaciones que tendría para la humanidad, sería un conflicto que se extendería desde el este del Mediterráneo hasta las cercanías de la frontera de China y Afganistán.
“Es importante determinar que la guerra contra Irán sería impulsada por Estados Unidos, no por Israel, éste último no puede actuar sin el aval de Estados Unidos… Israel podría actuar, pero dentro del mando que tiene Estados Unidos” apuntó Chossudovski. Agregó que cualqier intervención militar va a provocar una guerra extensa.
Estima el analista que una guerra contra Irán puede ser una de las crisis más grandes en la historia de la humanidad, ya que Estados Unidos tiene una política de “guerra nuclear preventiva”, ellos van a utilizar armamento nuclear contra Irán, si la nación persa se defiende en el teatro de guerra convencional.
Chossudovski denunció que las amenazas contra Siria y las acciones de la Liga Árabe están también vinculadas al plan de agresión contra Irán, por las vinculaciones geopolíticas que tienen los hechos en la región. Sin embargo, apuntó que no es fácil estimar que Washington inicie la guerra en un plazo próximo, por lo extremadamente difícil que resulta la toma de decisiones militares en un escenario que podría desembocar en la tercera guerra mundial.
“Es muy importante que la opinión pública sepa la verdad, sobre las especulaciones que venden con respecto a la situación nuclear en Irán y sobre la falsificación de información que se ubica en el informa de la Agencia Internacional de Energía Atómica”, agregó Chossudovski.
Michel Chossudovski es un economista canadiense, con amplia trayectoria en el análisis de conflicto militares y geopolítuicos y ha hecho detallado seguimiento de los planes de Estados Unidos e Israel contra Irán desde la década de los ´90.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ameaças de morte na greve da Universidade Federal de Rondônia

Aos que não estão acostumados com os jargões amazônicos, a menção a “descer na enchente do rio”, ao qual o bilhete se refere, é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos rios da região.
Por Estêvão Rafael Fernandes [*]

Quando achamos que a falta de bom senso e a impunidade chegaram a seu ápice, somos surpreendidos por mais descalabros.

Há pouco mais de 15 dias enviei a algumas pessoas um email (reproduzido aqui) rogando por apoio e buscando dar visibilidade a crise que se instaurou na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Supus, ingenuamente, que aos poucos o Governo brasileiro e as instituições responsáveis (Polícia Federal, Ministério Público, Ministério da Educação, etc.) fossem, de alguma forma, se sensibilizar pelo que tem ocorrido em terras rondonienses. Ledo engano.

Nestes 15 dias nada mudou para melhor. Ao contrário, o pânico se instalou e se intensificou. Prova disso está em dois fatos ocorridos hoje.

Nesta tarde uma aluna de psicologia, membro do comando de greve dos estudantes, foi surpreendida na porta de sua casa por homens encapuzados que lhe [disseram que] em breve ela morreria.

Além disso, um bilhete anônimo foi colocado sob a porta de diversos laboratórios e departamentos com os dizeres:

“NÃO ADIANTA CANTAR VITÓRIA ANTES DO TEMPO. MUITA ÁGUA AINDA PODE ROLAR… SEGUE ALGUNS NOMES QUE PODEM DESCER NA ENCHENTE DO RIO”

Segue-se uma relação de nomes de alunos e professores (entre os quais, eu).
Aos que não estão acostumados com os jargões amazônicos, a menção a “descer na enchente do rio”, ao qual o bilhete se refere, é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos rios da região.

Peço, portanto, aos colegas, que nos ajudem a dar visibilidade a esses episódios brutais. Os ânimos aqui andam acirrados e alguns alunos e professores têm sido seguidos e/ou ameaçados (alguns, inclusive, têm dormido em casas de amigos ou parentes, com medo do que possa ocorrer). Aos que tiverem contatos em OnGs, entidades acadêmicas ou no Governo, ou mesmo os que queiram manifestar seu apoio publicamente por meio de moções, toda a ajuda é bem-vinda. Por favor, reproduzam esses emails a suas respectivas listas.

Não peço a nenhuma entidade que se manifeste contra ou a favor do movimento grevista, mas a favor da transparência nas investigações e no comprometimento do Governo brasileiro de que a segurança das pessoas que vem sendo ameaçadas seja garantida.
Como sempre, agradeço pela ajuda.
[*] Prof. Estêvão Rafael Fernandes
Chefe do Departamento de C. Sociais
Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Coordenador do Observatório de Direitos Humanos de Rondônia (CENHPRE/UNIR)
Porto Velho, RO, Brasil

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Estados não cumprem lei do piso salarial para professor

Aprovada há mais de três anos, a lei nacional do piso do magistério não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da Federação, informa a reportagem de Fábio Takahashi e Luiza Bandeira, publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A legislação prevê mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública, por 40 horas semanais, excluindo as gratificações.

A lei também assegura que os docentes passem ao menos 33% desse tempo fora das aulas para poderem atender aos estudantes e preparar aulas.

A regra visa melhorar as condições de trabalho dos docentes e atrair jovens mais bem preparados para o magistério.

O levantamento da Folha mostra que a jornada extra-classe é o ponto mais desrespeitado da lei: 15 Estados a descumprem, incluindo São Paulo, onde 17% da carga é fora da classe. Entre esses 15, quatro (MG, RS, PA e BA) também não pagam o mínimo salarial.

O ministério da Educação afirma que a lei deve ser aplicada imediatamente, mas que não pode obrigar Estados e municípios a isso.

A maior parte dos Estados que descumprem a lei disse que vai se adequar à regra.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação recomendou a seus sindicatos que entrem na Justiça.




Editoria de Arte/Folhapress

O mundo produz o dobro de alimentos que os seus 7 bilhões de habitantes necessitam!

Os paradoxos da "globalização" e do mundo em que vivemos. O planeta Terra gera duas vezes mais alimentos do que seus sete bilhões de habitantes precisam para viver. Apesara disso, 925 milhões de pessoas sofreram fome crônica em 2010.



Segue no original: Cuba sí

Así lo aseguró a Servimedia el director de la oficina de la FAO en España, Enrique Lleves, quien se preguntó “cómo en un planeta con tal producción puede haber gente que pasa hambre”.
A su juicio, “el libre juego de la oferta y la demanda no explica el hambre en el mundo”, y ni siquiera las últimas sequías y el crecimiento poblacional son motivo en vista de los datos.
Lleves apuntó a la falta de voluntad política de los Estados y a la especulación con el precio de los alimentos como las principales causas del problema, tal como recoge el libro“Especulación financiera y crisis alimentaria”, de José María Medina y Kattya Cascante.
Medina, director de la ONG Prosalus y coordinador de la campaña “Derecho a la alimentación. Urgente”, explicó cómo el índice de precios de los alimentos de la FAO permaneció constante entre 1990 y 2006, con oscilaciones entre 90 y 120 puntos y una media en torno a los 100 para todo el período.
Sin embargo, a finales de 2006 y principios de 2007 los precios comenzaron a subir de forma incesante y alcanzaron el índice 213 en 2008, señaló. Volvieron a caer en 2009, aunque en 2010 iniciaron otra subida (hasta los 214) y en 2011 llegaron a situarse en los 240 puntos, destacó Medina.
El libro también destaca que el mercado de materias primas alimentarias pasó de unos 35.000 millones de dólares en 2004 a acumular 350.000 millones en 2009.
Para Medina, “el bluf de la burbuja inmobiliaria atrajo a los fondos de inversión a este sector, que parece seguro y rentable”, lo que a su juicio explica el alza y la volatilidad en el precio de los alimentos.
A esto hay que añadir el acaparamiento del mercado en manos de unas pocas empresas, prosiguió este experto, y la acumulación de tierras, sobre todo en África, donde las multinacionales se están haciendo con grandes extensiones de terreno.
Cinco empresas controlan el 80% de la producción y el comercio de granos, cuatro el 100% de las semillas transgénicas, tres monopolizan el mercado mundial de lácteos y otras tres acaparan la producción de maíz en el mundo, apunta en el libro.
Por ello, exigió al G-20 aprobar una regulación internacional para limitar el porcentaje del mercado alimentario en manos de un solo grupo inversor; establecer una tasa contra los movimientos especulativos en este terreno; imponer una moratoria a la compraventa de tierras, y acabar con las primas a los agrocombustible.
Lleves señaló la falta de transparencia en este mercado, con gobiernos como los de China o India que no informan sobre su producción por ser secreto de Estado, lo que “solo beneficia a unas pocas empresas”, indicó.

IBGE: renda dos ricos supera a dos pobres em 39 vezes



Embora pesquisas apontem quedas sucessivas na desigualdade de renda no Brasil, dados do Censo 2010 divulgados hoje mostram que os 10% mais ricos no País têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha (R$ 137,06) durante três anos e três meses para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico (R$ 5.345,22).


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os 10% mais pobres ganhavam apenas 1,1% do total de rendimentos. Já os 10% mais ricos ficaram com 44,5% do total. Outro recorte revela o rendimento médio no grupo do 1% mais rico: R$ 16.560,92. Os dados valem para a população de 101,8 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade e algum tipo de rendimento em 2010. A renda média mensal apurada foi de R$ 1.202. Levando-se em conta os habitantes de todas as idades, o IBGE calculou a renda média mensal per capita de R$ 668. O Censo indica, porém, que metade da população recebia até R$ 375 por mês, valor inferior ao salário mínimo oficial em 2010 (R$ 510).

Cidades
O IBGE também mostra que as cidades de porte médio, com população entre 10 mil e 50 mil habitantes, foram as que apresentaram a maior incidência de pobreza. Enquanto a proporção de pessoas que viviam com até R$ 70 de rendimento domiciliar per capita era, em média, de 6,3% no Brasil, nos municípios de 10 mil a 20 mil habitantes esse porcentual era o dobro (13,7%), com metade da população nessas cidades vivendo com até meio salário mínimo per capita. Já nas cidades com população superior a 500 mil habitantes, menos de 2% recebiam até R$ 70 per capita e cerca de um quatro (25%) vivia com até meio salário mínimo de rendimento domiciliar per capita.
Entre as capitais, segundo o IBGE, manteve-se a tendência de melhores níveis de rendimento domiciliar per capita nas regiões Sul e Sudeste. O maior valor (R$ 1.573) foi registrado em Florianópolis (SC), onde metade da população recebia até R$ 900. Em 17 das 26 capitais, metade da população não recebia até o valor do salário mínimo.
Entre as capitais, a pior situação foi registrada em Macapá: rendimento médio domiciliar per capita de R$ 631, com 50% da população recebendo até R$ 316. A capital do Amapá também ficou com a maior proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita de até R$ 70 (5,5%) e até um quarto de salário mínimo (16,7%). No Sudeste, o Rio registrou os maiores porcentuais de pessoas nessas condições (1,1% e 4,5%, respectivamente). Os melhores indicadores foram observados em Florianópolis (SC): 0,3% da população com rendimento médio mensal domiciliar de até R$ 70 e 1,3% com até um quarto do salário mínimo.
Cor e gênero
No Brasil, os rendimentos médios mensais dos brancos (R$ 1.538) e amarelos (R$ 1.574) se aproximaram do dobro do valor relativo aos grupos de pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) ou indígenas (R$ 735). Entre as capitais, destacaram-se Salvador, com brancos ganhando 3,2 vezes mais do que pretos; Recife (3,0) e Belo Horizonte (2,9). Quando analisada a razão entre brancos e pardos, São Paulo apareceu no topo da lista, com brancos ganhando 2,7 vezes mais, seguida por Porto Alegre (2,3).
Os homens recebiam no País em média 42% mais que as mulheres (R$ 1.395, ante R$ 984), e metade deles ganhava até R$ 765, cerca de 50% a mais do que metade das mulheres (até R$ 510). No grupo dos municípios com até 50 mil habitantes, os homens recebiam, em média, 47% a mais que as mulheres: R$ 903 contra R$ 615. Já nos municípios com mais de 500 mil habitantes, os homens recebiam R$ 1.985, em média, e as mulheres, R$ 1.417, uma diferença de cerca de 40%.


O Assalto

Eu sei que não é novo o texto, mas sempre que o leio me dá vontade de compartilhar, pela inventividade do autor em denunciar coisas sérias na forma humorística. O que podia ser motivo de choro acaba sendo de escárnio. Bom proveito.

- Alô? Quem tá falando?
- Aqui é o ladrão.
- Desculpe, a telefonista deve ter se enganado, eu não queria falar com o dono do banco. Tem algum funcionário aí?
- Não, os funcionário tá tudo refém.
- Há, eu entendo. Afinal, eles trabalham quatorze horas por dia, ganham um salário ridículo, vivem levando esporro, mas não pedem demissão porque não encontram outro emprego, né? Vida difícil... Mas será que eu não poderia dar uma palavrinha com um deles?
- Impossível. Eles tá tudo amordaçado.
- Foi o que pensei. Gestão moderna, né? Se fizerem qualquer crítica, vão pro olho da rua. Não haverá, então, algum chefe por aí?
- Claro que não mermão. Quanta inguinorânça! O chefe tá na cadeia, que é o lugar mais seguro pra se comandar assalto!
- Bom... Sabe o que é? Eu tenho uma conta...
- Tamo levando tudo, ô bacana. O saldo da tua conta é zero!
- Não, isso eu já sabia. Eu sou professor! O que eu queria mesmo era uma informação sobre juro.
- Companheiro, eu sou um ladrão pé-de-chinelo. Meu negócio é pequeno. Assalto a banco, vez ou outra um sequestro.. Pra saber de juro é melhor tu ligá pra Brasília.
- Sei, sei. O senhor tá na informalidade, né? Também, com o preço que tão cobrando por um voto hoje em dia... Mas , será que não podia fazer um favor pra mim? É que eu atrasei o pagamento do cartão e queria saber quanto vou pagar de taxa.
- Tu tá pensando que eu tô brincando? Isso é um assalto!
- Longe de mim pensar que o senhor está de brincadeira! Que é um assalto eu sei perfeitamente; ninguém no mundo cobra os juros que cobram no Brasil. Mas queria saber o número preciso: seis por cento, sete por cento?
- Eu acho que tu não tá entendendo, ô mané. Sou assaltante. Trabalho na base da intimidação e da chantagem, saca?
-Ah, já tava esperando. Você vai querer vender um seguro de vida ou um título de capitalização, né?
- Não... Já falei... Eu sou... Peraí bacana... Hoje eu tô bonzinho e vou quebrar o teu galho.
(...um minuto depois)
- Alô? O sujeito aqui tá dizendo que é oito por cento ao mês.
- Puxa, que incrível!
- Incrive por quê? Tu achava que era menos?
- Não, achava que era mais ou menos isso mesmo. Tô  impressionado é que, pela primeira vez na vida, eu consegui obter uma informação de uma empresa prestadora de serviço pelo telefone em menos de meia hora e sem ouvir 'Pour Elise'.
- Quer saber? Fui com a tua cara. Acabei de dar umas bordoadas no
gerente e ele falou que vai te dar um desconto. Só vai te cobrar quatro por cento, tá ligado?
- Não acredito! E eu não vou ter que comprar nenhum produto do banco?
- Nadica de nada, já tá tudo acertado!
- Muito obrigado, meu senhor. Nunca fui tratado dessa...
(de repente, ouvem-se tiros e gritos)
- Ih, sujou! Puliça!
- Polícia? Que polícia? Alô? Alô?
(sinal de ocupado...)
- Droga! Maldito Estado: quando o negócio começa a funcionar, entra o Governo e estraga tudo!
Luís Fernando Veríssimo

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

USP: Educação não é caso de polícia!

Segurança sim! PM não!

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A Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL) declara-se indignada com a repressão policial absolutamente injustificável e desproporcional a que assistimos na madrugada desta terça-feira (8/11) no interior da Universidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, convida todo o movimento estudantil brasileiro a apoiar a greve estudantil deliberada em massiva assembleia. É essa resposta contundente dos estudantes, somada a uma enorme campanha democrática, que poderá ser capaz de alcançar a retirada dos processos dos estudantes presos e a revogação do convênio USP-PM.
Para pôr fim a uma ocupação de estudantes e levar 73 deles presos, foram mobilizados mais de 400 policiais da tropa de choque, dezenas de outros da cavalaria, caminhões e até dois helicópteros. Em um espetáculo deprimente, a USP amanheceu literalmente sitiada.
O episódio desmascara, portanto, o discurso falacioso do reitor João Grandino Rodas de que a presença da PM no campus visa tão somente a garantir a segurança da comunidade universitária. Definitivamente, fica claro que a PM está a serviço, na verdade, de uma política de controle de estudantes, funcionários e professores pela via da força.
Convém lembrar que Rodas sequer tem a legitimidade de ter sido eleito pela comunidade em eleições livres. 3º colocado na eleição, esse senhor foi indicado arbitrariamente pelo governo do estado de São Paulo. Com a presença da PM no campus fecha-se, portanto, um ciclo do fim completo da autonomia universitária da USP. O governo do PSDB apadrinha o reitor por cima da vontade da comunidade e, agora, controla um aparato armado para impor seus projetos.
A luta do movimento estudantil conquistou a libertação dos 73 presos durante a noite. A ANEL esteve engajada nessa luta e ofereceu, junto com a CSP-CONLUTAS, todos os meios que estavam a seu alcance para defender esses lutadores. E seguirá empenhada em mobilizar uma ampla campanha democrática pelo arquivamento dos processos.
É hora, agora, de construir a greve estudantil – decidida por uma grande assembleia, na qual ficou clara a disposição dos estudantes em unificar o movimento na defesa do direito de lutar e pelo fim do convênio USP-PM. Na assembleia os estudantes decidiram, ainda, defender um programa alternativo para a segurança no campus da universidade, para exigir medidas que realmente ataquem essa questão, ao invés da falácia em torno à proposta de militarização da USP.
Em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade, mas também autônoma e guardiã do livre pensar, a ANEL chama os estudantes de todo o Brasil a cercarem de solidariedade essa luta.
É GREVE! Estudantes da USP decidem em grande Assembléia Geral
Após a brutal repressão aos que lutavam pelo fim do convênio USP-PM, os estudantes responderam aprovando greve em uma massiva assembleia que contou com a presença de mais de 2500 estudantes.
A prisão dos 73 alunos comoveu uma ampla parcela de seus colegas que, nesta assembleia, deram uma grande demonstração de unidade e disposição de luta contra a repressão. Além de iniciar a greve imediatamente, os estudantes decidiram defender uma pauta cujas principais reivindicações são:
Pela retirada dos processos administrativos e criminais movidos contra estudantes, funcionários e professores
Pelo fim do convênio USP-PM
Um programa alternativo de segurança no campus, sem PM, que contemple ampla iluminação da Cidade Universitária, poda das árvores, abertura dos portões para aumentar a circulação de pessoas e abertura imediata de concurso público para uma nova guarda universitária preventiva – com destacamento feminino especializado em agressões às mulheres.
Além disso ficou definido um calendário que prevê um grande ato na próxima quinta-feira (10/11), com concentração no Largo de São Francisco, em frente a
Faculdade de Direito. Essa é a unidade de origem do reitor João Grandino Rodas, cuja congregação recentemente o declarou persona non grata naquele instituto.
A ANEL faz um chamado a todas as entidades do movimento social, parlamentares e intelectuais que se colocam contra a repressão aos lutadores para comparecer ao ato e lhe imprimir o caráter de uma grande frente democrática pelo direito à luta.
Estendemos esse chamado também à UNE, no sentido de buscar a unidade de todos os estudantes pela retirada dos processos dos 73 alunos presos.
Reafirmamos o compromisso de nossa entidade com a luta dos estudantes da USP, que deve ser a luta, hoje, de todos os estudantes brasileiros!
Saudações Estudantis!
Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre!
www.anelonline.org

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A pergunta que não quer calar: cadê a UNE?

Toda aquela efervescência da invasão da USP pela polícia, com presos políticos e gás lacrimogêneo, transmitida em escala magnânima pela enfurecida burguesia proprietária dos meios de massificação e a UNE (União Nacional dos Estudantes) nem deu as caras!!! Nem uma notinha de rodapé para dizer que estava viva e que não estava mamando quando se deu o infortúnio da prisão dos estudantes, chamados até de vagabundos, por verdadeiros vagabas que usam a imprensa para atingir aqueles que se insurgem contra as perspectivas da dominação.
Assim, estamos aqui ensaiando a campanha do "Cadê a UNE?
Quem sabe alguém a encontre? Os pecebistas ainda não se pronunciaram, mas esperamos que o façam logo. Entre também nessa campanha e pergunte:
Cadê a UNE?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

NEILS se manifesta em relação à invasão da USP pela polícia

Intervenção policial não rima com autonomia universitária, pré-requisito essencial para as atividades de docência, pesquisa e extensão. Bastaria isto para repudiarmos a invasão da USP. Mas a situação é ainda mais preocupante quando a invasão ocorre por iniciativa de quem, por principio, deveria ser o maior responsável para que a universidade fosse ciosa desta autonomia: o reitor. Este se torna co-responsável por uma ofensiva que não atinge apenas a USP, mas o conjunto da vida universitária brasileira.
Comprova-se, mais uma vez, que os inimigos da universidade livre e autônoma, assim como os que a defendem, estão dentro e fora do campus. Movimentos sociais, dentro e fora  da universidade, não devem ser criminalizados. A defesa da autonomia universitária confunde-se cada vez mais, em toda a sociedade, com a defesa da democracia.
NEILS - Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais.

Ordem über alles

Por Walter Hupsel | On The Rocks – ter, 8 de nov de 2011
Relutei em escrever um texto sobre a ocupação da USP por alguns motivos, dentre os quais não sei direito o que achar do movimento em si e por achar que a Raquel Rolnik foi precisa no assunto, assim como alguns alunos da USP que escreveram sobre a "autonomia seletiva" da universidade.
Sem mais questões, pensei. Até que vi jornais ridicularizando os manifestantes, revista que me recuso a linkar fazendo uma matéria altamente preconceituosa e, o pior de tudo, esta foto.

Vejam bem a imagem: O foco é um policial segurando uma arma calibre 12 um palmo do rosto de uma estudante que está com as mãos na cabeça. Reparem na expressão do policial, na mão esquerda pronta pra recarregar a arma de alto poder de destruição (mesmo que seja uma bala de borracha, àquela distância poderia matar).
Independentemente de qualquer, digo qualquer, consideração e opinião que tenhamos sobre o protesto dos estudantes, esta imagem deveria provocar bílis, devia gerar incômodo e desconforto em quem a visse, deveria revoltar o espectador.

Um agente do Estado não pode, salvo raríssimas exceções como uma vida em risco, constranger uma pessoa assim, muito menos pôr a integridade física dela e de outros em risco.
E digo com todas as letras, o que assustará o "cidadão de bem": Não importa o que a pessoa tenha feito; se ela não oferece mais risco (não falo da estudante, já que esta nunca ofereceu risco a ninguém... bem, talvez a um muro ou um móvel), a ação desse policial é desproporcional e ilegal.
Mas os "homens de bem" acham esse policial um herói. Afinal ali, a um palmo de uma 12, estava alguém que cometeu algum crime. Uma maconheira? Uma vândala? ... Um bando de vagabundos, enfim, que merecem o puro arbítrio do policial. São cidadãos de segunda classe, pensam esses homens que se consideram de bem.
Qual crime nefasto, inominável, hediondo que esses estudantes cometeram? Não sei... mas a julgar pelos meios de comunicação, pelas opiniões que li, os homens de bem, que defendem a ordem acima de tudo, acima do direito e da lei, pediriam facilmente que o policial apertasse o gatilho contra um Mahatma Gandhi ou Luther King.