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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Colômbia: 7.500 presos políticos. Urge vigilância internacional

Sem contar que a Colômbia tem estatísticas que apontam para 60% dos sindicalistas assassinados no mundo... 
Colombia es record amargo en presos políticos: con 7.500 presos políticos, de los cuales al menos 7.000 son civiles encarcelados bajo montajes judiciales: sindicalistas, maestros, estudiantes, académicos, campesinos, abogados, defensores de DDHH, ambientalistas, sociólogos, documentalistas, artistas... todo aquel o aquella que reivindique por justicia social y que adelante un pensamiento crítico es expuesto a padecer la represión del régimen colombiano, y a ser judicializado bajo montajes judiciales con ordenadores "mágicos" o testigos pagados por el DAS.
Todos lo presos  y presas políticos están expuestos a sufrir tortura, tratos degradantes y denegación de asistencia médica. Un estudio en centros de reclusión de presos políticos ha revelado que la comida contiene materia fecal de manera sistemática. La privación de agua hasta por tres días seguidos es una práctica reiterada en centros de reclusión como el de Valledupar, al interior del cual las temperaturas rondan los 35- 40 grados; varios presos y presas han fallecido debido al agua infectada, y las infecciones no tratadas por denegación de asistencia médica. En los centros de Bogotá y de lugares más fríos, una de las prácticas lesivas para la salud de los presos es bañarlos con agua helada, y obligarlos a permanecer así desnudos en patios con temperaturas que pueden rondar los 5 grados, como lo denuncian los presos del centro ERON cuyas prácticas son inspiradas del modelo carcelario estadounidense que se impone a Colombia. "Proyectada para albergar cerca de 4000 presos, las instalaciones del ERON- Bogotá no cumple con las normas mínimas consagradas por los protocolos internacionales para el tratamiento de las personas privadas de la libertad. (...) se nos obliga a hacer nuestras necesidades fisiológicas a la vista pública, violando el derecho a la intimidad; mientras que por patio se dispone de ocho duchas comunales para una población de 220 internos. La luz solar jamás entra al penal y las condiciones de iluminación y aireación son precarias; y no obstante las bajas temperaturas del penal, no se nos ha dotado de cobijas pero tampoco se autoriza su ingreso (...) Para los desplazamientos dentro del penal, trátese de visitas, entrevistas con abogados u otro tipo de diligencia se nos esposa. Situación que contrasta con la ausencia de cámaras dentro de los pasillos y patios, facilitando la realización de actos ilícitos por parte de las autoridades penitenciarias."
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sábado, 9 de julho de 2011

FMI: muito além das mudanças cosméticas

A mídia debate o superficial — Strauss Kahn, suas travessuras e sucessores — e evita qualquer debate sério sobre as finanças internacionais, suas distorções e as alternativas a elas
Por Yilmaz Akyuz, na Envolverde/IPS
Grande parte da discussão pública sobre o Fundo Monetário Internacional (FMI) esteve centrada sobre o candidato a sucessor de Dominique Straus-Kahn e no defeituoso sistema de eleições de suas autoridades.
Entretanto, uma questão ainda mais significativa é a necessária reforma do mandato, da agenda e das políticas do FMI.
O Fundo define seu propósito principal como sendo a prestação do “bem público global da estabilidade financeira”.
Os antecedentes do FMI na prevenção da instabilidade e das crises financeiras deixam muito a desejar. Nas recentes décadas, viram-se repetidas flutuações nas relações de câmbio das principais moedas, persistentes e crescentes desequilíbrios comerciais e recorrentes crises nos balanços de pagamento, dívida e finanças em muitos países.
O FMI é incapaz de enfrentar as desacertadas políticas de países com forte influência nas finanças globais ou a instabilidade causada pelos mercados financeiros e fluxos de capitais desencadeados pela estendida liberalização à qual constantemente emprestou sua adesão.
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Para que os alimentos matem a fome

Como lembra novo diretor da FAO, especulação e desperdício abrem, por enquanto, enorme distância entre aumentar a produção agrícola e construir um mundo sem pobreza
Washington Novaes, em O Mundo Certo
Na reunião em que foi eleito diretor-geral da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Organização das Nações Unidas (ONU), há poucos dias, o ex-ministro brasileiro José Graziano da Silva assegurou – com sua experiência de gestor do programa de combate à fome entre nós – que esta será a sua prioridade: enfrentar esse problema no mundo, para que até 2015 o número de carentes de alimentos no planeta, hoje em torno de um bilhão, se reduza à metade. “É o desafio do nosso tempo”, disse na ocasião o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, lembrando que um dos complicadores dessa questão, “o protecionismo dos ricos” à sua produção de alimentos, só tem aumentado. E isso quando a própria FAO alerta que os preços desses produtos continuarão a subir nos próximos dez anos. E que a produção precisará crescer 70% até 2050, para alimentar os 9,2 bilhões de pessoas que estarão no mundo nessa época.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Perry Anderson analisa o governo Lula

Análise de Perry Anderson sobre os 8 anos de governo Lula: 

TRABALHO INFORMAL EM TEMPOS “GLOBALIZACIONISTAS”

Autores: Ana Elizabeth Santos Alves e José Rubens Mascarenhas de Almeida
Publicação na Revista Histedbr On line.

RESUMO: O objetivo do artigo é refletir sobre o trabalho informal e a sua funcionalidade para a acumulação do capital. Para ilustrar as análises destaca a feira livre, presente nas zonas urbanas das cidades, como exemplo de espaço que estampa de forma bem evidente a precarização do trabalho, o desemprego “oculto” e o comércio. Além disso, o texto mostra que a realidade do trabalho informal é um fenômeno que se planetariza e avança para os países centrais do capitalismo. Busca analisar essas questões a partir de discussões pontuais a respeito da flexibilização do trabalho, do neoliberalismo e da empregabilidade. 
Palavras-chave: Trabalho informal. Reestruturação Produtiva. Flexibilização. Globalização. Transnacionalização.

Ao caminharmos pela feira livre da nossa cidade4, visualizamos a venda de variados tipos de produtos, misturados a mercadorias right tech, dividindo o mesmo espaço mercantil, convenientemente chamado pelos feirantes e pela população de “Feira do Paraguai”. Apesar de todos os discursos monofônicos dos meios de comunicação afiliados ao grande capital e das retóricas “pós-modernosas”, veiculados com veemência religiosa, o que se observa é conseqüência da lógica daquilo que, historicamente, se convencionou chamar de modernidade: miscelâneas expostas em locais precários, próximo a um receptor de lixo, rodeado de humanos que se confundem com urubus (sobreviventes dos detritos a fuçar seu almoço) e de carroças puxadas por burros, utilizadas como meio de transporte de pequenas cargas (informam que foram incorporadas, como há cem anos, aos projetos de saneamento básico: são coletoras de lixo na periferia desta cidade “globalizada”); vêem-se produtos de primeiras necessidades (frutas, verduras, cereais...), produzidos sob um regime semelhante ao de quinhentos anos atrás, o plantation, sob bases análogas às da exploração que marcou o período colonial, mas que, nos anos 1990, foi batizado com a pomposa terminologia de agrobusiness; contempla-se a cultura pasteurizada nas bancas de camelôs, produção em série (cor, tema, padrão, estilo, sons, imagens...) em produtos piratas vendidos a céu aberto. São os filhos-frutos da racionalidade capitalista neoliberal: trabalhadores informais, precarizados, subempregados e desempregados, que ocupam o seu lugar nesse mundo “globalizado”, cuja definição remete a simetrias existentes somente no mundo virtual e na retórica neoliberal das velhas e novas direitas políticas....
Para o artigo completo, clique: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/33esp/art15_33esp.pdf

O BlackBerry e a sociopatia contemporânea

BlackBerry (padrão) RIM deve o seu nome a uma empresa de consultoria de marca chamada Lexicon
Dizem que a RIM pediu a palavra escolhida para a marca, que tinha implícita a palavra "email", mas foram impedidos pelo consultor, pois estaria associando com o trabalho, e que não seria agradável para muitos. Equipe léxico formulou várias possibilidades até que, finalmente, Blackberry (amora) foi escolhido pela cor do fruto e à semelhança das chaves de dispositivo. Além do nome não ser associado com o trabalho.
Eles colocavam assim porque quando havia a escravidão nos Estados Unidos, os escravos eram amarrados a uma bola de ferro preto novo muito irregular e esburacada, vamos lá, era uma bola perfeita, com uma corrente ou anel na parte inferior para
não escapar correndo dos campos de algodão. Os mestres, para usar um eufemismo (politicamente palavra correta que soa melhor), a chamavam de "BlackBerry", porque parecia com a fruta, antigo símbolo da escravidão, dizendo que ele seria forçado a deixar sua vida de perecer sem saída nesses campos.

Nos tempos modernos, os novos empregados não pode ser vinculada a uma bola de ferro que não os deixem escapar, porém, é dado um "Blackberry" e são sem fios amarrados a essa manilha, que, como escravos, não podem ser  anulados e que é obrigado a trabalhar o tempo todo. É o símbolo de escravatura moderna. Todos os gerentes e diretores, basta ver como eles estão felizes colado à pequena máquina, enquanto o vício, no banheiro, no carro, no cinema, no jantar, dormir e não há maneira de escapar quando o chefe chama ou quando envia e-mails. Não há nenhuma maneira que você não comparecer, ou dizer que não ouviu porque o telefone alerta-o de que atendenstes ao chamado e não respondeu, se você tem mensagens para ler, se você ler isso e se os outros abriu seus e-mails, marcar datas, horários. Ele te acorda, desliga-se, te deixa estúpidos por horas na internet, enquanto sua esposa, amiga do noivo, e seus filhos e familiares queixam-se que você não prestar atenção. E lá você vê o quanto os executivos modernos são muito importantes porque "o patrão" deu-lhes o seu "Blackberry" para não fugir dos campos.
Fonte: http://bberryblog.com/noticias/conoces-el-origen-del-nombre-blackberry/

A Islândia prepara nova constituição. Via Facebook

Paula Thomaz 7 de julho de 2011 às 19:06h
Redes sociais são amplamente utilizadas para discussão popular sobre o tema; para especialista brasileiro, tamanho diminuto do país facilita. Por Paula Thomaz. Foto:Istockphoto

Três anos depois de passar por uma crise financeira que derrubou o primeiro-ministro Geir Haarde, quebrou vários dos bancos nacionais e causou uma queda drástica do valor da moeda local, a Islândia aos poucos tenta se reerguer. E o passo mais incisivo para a volta por cima tem sido a discussão para a criação de uma nova Constituição que dê novos ares à base legal do estado islandês. E com uma grande novidade: esta nova constituição está sendo discutida via as redes sociais da internet.

Com 320 mil habitantes, o equivalente a cidade brasileira de Vitória (ES), e com dois terços dessa população conectada, a discussão para a nova discussão islandesa se dá através de vídeos do Youtube em tempo real, que mostram os debates do Conselho; fotos no Flickr; pequenas frases no Twitter; no site oficial dos temas (em islandês e em inglês); e no Facebook é que as ideias estão abertas para discussão. Em entrevista à Associated Press, o porta-voz do projeto de revisão constitucional Bernhard Berhildur Morris, disse que é possível registrar a participação da população por todas as redes sociais, “mas principalmente pelo Facebook”.

Os trabalhos para a criação da nova constituição começaram a partir de um Fórum Nacional em que 950 islandeses passaram a discutir as leis básicas. Daí, gerou-se um relatório com mais de 700 páginas que está sendo analisado pelo Conselho Constitucional Islandês, composto por 25 pessoas, que recorreram às redes sociais para divulgação e recebimento de sugestões do público.

Para Henrique Antoun, especialista em comunicação e transformação política da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ), “mesmo as pessoas que não estejam diretamente conectadas, pode se fazer representar na medida de seu interesse”. E que o fato de a Islândia ser um país pequeno facilita tudo. “Seria mais complicado um país com as dimensões do nosso uma discussão dessa. É muito mais discutido do que um projeto que fica à mercê de reapresentantes, deputados, vereadores e senadores. Agora a internet tornou, não obsoleta, mas secundária, essa necessidade de representação. Porque você pode se representar através do sistema. E é um sistema que não maquia a participação. Todo mundo que está ali, se sente representado. Todo mundo tem voz”, diz.

Em vias de ser finalizada a participação dos islandeses nas redes, no fim deste mês deve-se ter um documento final que deve ser submetido a um referendo.

Fica o exemplo da Islândia para países pequenos ou não. “É só uma questão de equacionar o grau de participação e o grau de interesse da transformação [que se quer]. Eu acho que a tendência é se radicalizar cada vez mais, porque cada vez mais as pessoas percebem que seus interesses desaparecem na hora dos políticos representá-los. Há um problema sério com a representatividade. É a tal da crise da representatividade, que passa por essa visão limitada de que só a mediação pode realmente representar interesses gerais”, afirma Antoun.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Professora Amanda Gurgel se recusa a receber prêmio de empresários em SP

A professora Amanda Gurgel, que ficou conhecida após fazer um discurso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte a respeito da situação da educação no Estado – que resultou num vídeo acessado por mais de um milhão de internautas no YouTube – recusou, no sábado 2, receber um prêmio oferecido em sua homenagem pela associação Pensamento Nacional de Bases Empresariais. A organização havia dedicado a ela o prêmio 2011 na categoria “educador de valor”.  Em sua justificativa, a professora destacou que, “embora exista desde 1994, esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora”.
“Esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva. A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades”, justificou.
Amanda Gurgel, que em seu discurso na Assembleia se queixou do salário que recebe como professora e da situação do sistema de ensino no País, disse que seus projetos são “diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE”, grupo mantido por empresários paulistas e, segundo ela, comprometida apenas com “a economia de mercado”, “à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista”. Entre as reivindicações da professora, manifestadas em seu site pessoal, estão a valorização do trabalho docente e a elevação para 10% da destinação do Produto Interno Bruto para a educação.
“Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal”, escreveu ela, antes de dizer que não poderia aceitar o prêmio.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/professora-amanda-gurgel-se-recusa-a-receber-premio-de-empresarios-em-sp

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Neruda fue “asesinado”, relato exclusivo de Manuel Araya, secretario personal del poeta

Todo estaba dispuesto para que el poeta y premio Nobel de Literatura Pablo Neruda se exiliara en México. Había viajado de su casa en Isla Negra a Santiago de Chile y un avión enviado por el gobierno mexicano estaba listo para recogerlo. Sin embargo, tuvo que ser internado en la clínica Santa María. Avisó por teléfono a su mujer, Matilde Urrutia, y a su asistente Manuel Araya que un médico le había puesto una inyección en el estómago. Unas horas después murió. Araya
–quien estuvo al lado del poeta en sus últimos días– contó a la revista mexicana Proceso que el poeta habría sido asesinado.
El poeta chileno Pablo Neruda “supo a las cuatro de la madrugada (del 11 de septiembre de 1973) que había un golpe de Estado. Se enteró a través de una radio argentina que captaba por onda corta. Ésta informaba que la marina se había sublevado en Valparaíso.
“Trató de comunicarse a Santiago, pero fue imposible. El teléfono estaba fuera de servicio. Recién como a las nueve de la mañana confirmamos que el golpe se había concretado. (…) Ese 11 de septiembre fue un día caótico y amargo porque no sabíamos qué iba a pasar con Chile y con nosotros.”
Manuel Araya Osorio habla de Neruda con la familiaridad de quien ha compartido momentos cruciales con un personaje histórico. Y sí. Fue asistente del poeta desde noviembre de 1972 –cuando regresó de Francia– hasta su muerte el 23 de septiembre de 1973.
El corresponsal se reunió con este personaje el pasado 24 de abril en el puerto de San Antonio. La entrevista se llevó a cabo en la casa del dirigente de los pescadores artesanales chilenos Cosme Caracciolo, a quien Araya le pidió ayuda para develar un secreto que lo ahogaba: “Lo único que quiero antes de morir es que el mundo sepa la verdad, que Pablo Neruda fue asesinado”, asegura a Proceso.
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Governo quer sigilo em licitações de todos os aeroportos

O Governo petista da Dilma adere aos "esquemas" de privatização do período neoliberal de FHC.

Por pressão do Senado, o governo pretende estender a todos os aeroportos do país as regras diferenciadas de licitações criadas para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, informa reportagem de Gabriela Guerreiro e José Ernesto Credendio, publicada na Folha desta quarta-feira.
A ideia é promover a mudança por meio de medida provisória a ser enviada ao Congresso nos próximos dias, sem mexer no texto da MP aprovada pela Câmara que altera a Lei de Licitações ao criar o RDC (Regime Diferenciado de Contrações) para as obras dos eventos.
Presidente do TCU defende modelo de licitações para a Copa Câmara muda MP sobre obras da Copa e conclui votação.
No mês passado, a Câmara aprovou medida provisória que cria regras diferenciadas de licitações da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. Depois de grande polêmica, o governo recuou e fez mudanças de redação na proposta para garantir maior  transparência nos gastos públicos com os eventos.
Pelo regime, que precisa agora ser analisado pelo Senado, não serão divulgados ao público os valores que o governo pretende gastar em cada obra até o final do processo de licitação.
Os parlamentares aprovaram duas emendas à redação do texto que determinam que os órgãos de controle externos e internos tenham acesso permanente aos orçamentos das obras, que os valores sejam divulgados imediatamente após o fim da licitação e que limitam os poderes da Fifa e do COI (Comitê Olímpico Internacional) de exigirem aditamentos às obras.
Fonte: UOL.

Adam Smith e Marx

Adam Smith e Marx dialogam sobre o desmonte do capitalismo financeiro

"O que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos", diz Adam Smith a Karl Marx", num diálogo imaginado pelo professor Antoni Domènech, professor de Filosofia da Universidade de Barcelona. No diálogo, eles conversam sobre a situação do capitalismo, defendem a atividade econômica geradora de riqueza e criticam os parasitas rentistas que buscam o lucro a qualquer preço.
O professor Antoni Domènech, catedrático de Filosofia Moral na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Barcelona e editor da revista SinPermiso, produziu um diálogo fictício entre Adam Smith e Karl Marx sobre a crise atual do capitalismo.
Karl Marx: Viste, velho, que esse menino, Joseph Stiglitz, anda dizendo por aí que o colapso de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim e do socialismo real?
Adam Smith: Não é para ficar contente, nem eu nem tu. E tu, menos ainda que eu, Carlos.
Karl Marx: Cara, por conta do suicídio do capitalismo financeiro, meu nome voltou a estar na moda; meus livros, segundo informa o The Guardian, se esgotam. Até os mais conservadores, como o ministro das finanças da Alemanha, reconhecem que em minha teoria econômica há algo que ainda vale à pena levar em conta...
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terça-feira, 5 de julho de 2011

APROPUC chama para ATO contra os assassinatos no campo!

Dia 08/08 às 19h no TUCA-PUCSP, ATO contra os assassinatos no campo! Erguer as Barricadas, Basta de assassinatos! Nenhum militante a menos! Fim da impunidade! Organização APROPUC-SP, MST, Tribunal Popular da Terra, Movimento Luta Popular. Participe, divulgue, convide os militantes. A partir de 07/07 passe na APROPUC-Rua Bartira 407 e pegue panfletos para mobilizar. Não podemos nos calar!
APROPUC-SP

Zé Rubens desce a lenha no neoliberalismo do poder público

Outra publicação antiga:

Sem a História é impossível compreender a atual epidemia de dengue que atinge todo o território nacional. É lá pelos idos dos anos 1970, com primeiro surto da Bahia, que o Brasil começou a perder essa guerra. Com a adoação das teses neo-liberais do governo FHC, aí, sim, a vaca foi pro brejo.
A epidemia da dengue e o neoliberalismo do poder público
José Rubens Mascarenhas de Almeida
A epidemia da dengue que explodiu no Rio de Janeiro, ultrapassa o caráter criminoso da negligência da Prefeitura daquele Estado, apesar do modo unilateral e capcioso em que foi abordado o episódio pela grande imprensa burguesa do Brasil. Ele ultrapassa a questão eleitoreira dos políticos de plantão para denunciar o crime de “lesa povo” perpetrado pelas três esferas de poder político no Brasil: o Municipal, o Estadual e o Federal. Por mais que digam estar digladiando politicamente um com o outro, coadunam quando o assunto é o projeto neoliberal que levam a cabo no país.
Senão, vejamos: um governo que gasta um montante de R$ 160 bilhões (ano 2007) dos cofres públicos na remuneração do capital de banqueiros (especuladores financeiros) e destina uma quantia quase quatro vezes menor (R$ 43,9 bilhões) que esta para investimentos na área de saúde no ano – e 59 vezes mais do que tudo o que foi gasto com educação (R$ 2,7 bilhões) – pelo Governo Federal, pode dizer o que bem quiser na mídia, mas não que tem por prioridade saúde, saneamento básico ou educação.
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O pt e o neopatrimonialismo

Redescobrindo um texto que publicizei numa Sex, 9 de Mar de 2007 3:15 pm. Está aí para quem quiser rememorar. 

"Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude está em casa guardado por Deus contando o vil metal. Minha dor é perceber que apesar de tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais".  Como Nossos Pais (Belchior)

Estou a 1500 quilômetros de meu torrão natal e, pensava, a alguns anos-luz das políticas clientelistas do pós-colonialismo através das quais as oligarquias sempre conduziram a política baiana, independentemente de todo anacronismo historicamente implicado.
Ante todos os casuísmos, clientelismos, patrimonialismos, cooptações e outros “ismos” e “ções”, tão caros a toda a classe trabalhadora, a prática dos que se alçaram à burocracia estatal denuncia que o discurso que, literalmente, venderam, não passou de mera retórica levada pelos ventos dos exercícios e vícios da tão decantada democracia burguesa. Ah! Como esta lhes é útil na manutenção da dominação capitalista!!!
Mais, o discurso que afirmava a chegada de um governo “popular” se esvaiu feito fumaça uma vez tendo a tecnocracia se instalado sob as tetas institucionais de onde jorravam vantagens e privilégios mil. E, uma vez embevecidos com a abundância dos ovos de ouro advindos da galinha estatal, jogaram na lata do lixo da política nacional (tão grande quanto nosso território) os princípios pregados no dia anterior.
As bandeiras (bandalheiras?) das alianças foram desfraldas, não com e para os trabalhadores (não era um Partido dos Trabalhadores?), mas para e com os setores mais reacionários – e historicamente conhecidos, reconhecidos e autoproclamados de direita – da política e economia brasileiras, se é possível separá-las senão de modo didático. E o ‘governo popular’ abriu vias de trânsito livre para os clãs dos Sarney's, ACM´s... PL´s, PFL´s e Cia... Bradescos, Itaús, BMG´s... de modo que alguns chegaram a se espantar. Mas se espantaram mesmo foi com a ausência de trabalhadores naquelas vias. Claro que alguns progrediram sobremaneira, como o lulinha, o filho do presidente. Mas ele foi uma das exceções.
E daí veio – e não podia ser diferente – repetições e renovações das práticas espúrias da “democracia possível” (a antes pregada era impossível?). Ressuscitaram aqueles indivíduos, aquelas práticas, aqueles ‘ismos’ e ‘cões’ próprios do neocolonialismo e neopatrimonialismo coronelistas das oligarquias e da ditadura militar, tão caros à classe trabalhadora de “nosso” país – dá medo falar isso quando esta é a única que nada determina e que não nos incluímos aí -, que alguns se interrogavam que rumo tomaria o “modo petista de governar”. E o pior é que fizeram isso utilizando, estelionatariamente, o aval das lutas populares e operárias e se fazendo chamar de esquerda.
Quem era (é) corajoso o bastante para criticar ou cobrar os princípios políticos aos quais se abnegou e descarregou forças na construção de uma esquerda internacionalista o ‘modo petista de governar’ os pôs no ostracismo ou criminalizou – veja o caso dos quase 200 presos políticos ligados aos movimentos sociais ou mesmo dos antigos ‘companheiros de lutas’, criminalizados na atual conjuntura “democrática” do contemporâneo e conterrâneo ‘governo popular’. Quem não foi criminalizado teve que ouvir o desgastado e atemporal chavão de que toda oposição é de direita, desqualificando toda e qualquer crítica, vinda de onde venha.
Este é o cotidiano político desde que o pt chegou ao governo. No entanto, justiça seja feita quanto à tarefa de discernimento entre esquerda e direita, que foi bastante facilitada. Utilizando o das práticas – principalmente levando em conta que, quando se fala de direita, aqui no Brasil, se refere ao lugar comum dos métodos oligárquicos e burgueses, arrogantes, autoritários e repressivos, clientelistas e patrimonialistas, voltados para os interesses dos seus correligionários e do grande capital. Qualquer coincidência com as políticas, a nível nacional e internacional, da atual “esquerda no governo” NÃO é mera coincidência. 
No que se refere à política baiana a coisa não é diferente, apesar do discurso de que os ‘descaminhos’ do pt é produto de uns poucos indivíduos e do teatro de quinta categoria protagonizado pelo ex-operário e atual presidente. Em meio ao quadro de coisas atuais na política baiana – e Vitória da Conquista, a não muito tempo atrás chamada de “bastão da resistência anticarlista na Bahia” não foge à regra – também participa (e leva a cabo) o clientelismo e o patrimonialismo típicos do coronelismo neocolonial. Não que tivéssemos acreditado, em algum momento, que essa auto-intitulada “esquerda” agiria de outra forma. No entanto, chegar à inescrupulosidade das práticas carlistas é ir longe demais.
Uma vez no governo baiano – assim como no municipal -, a tão decantada política anticarlista passou a reeditar o ‘modus ACM de governar’, sem nenhum escrúpulo ou remorso, mas com um agravante, no entanto: sem originalidade, o que traz novamente à tona outro antigo chavão, o de que “quem tem uma esquerda destas não precisa de direita”.
Mero engano? Então, o que dizer, para ficar num único exemplo, da prática clientelista das nomeações de diretores para as escolas municipais e estaduais, quando os princípios que diziam defender era o de eleições diretas para o cargo? O que dizer dos nomes agraciados, muitos dos quais fizeram movimento estudantil (UBES, UNE, UMES) cuja principal bandeira era a da democracia e hoje se encontram cooptados por um cargo técnico-burocrático comprado ao preço da lealdade ao modo único de pensar, acrítico?  A única lição política que tantos professores – inseridos em todos os cargos existentes, desde o executivo municipal até os diretores biônicos – têm a dar a seus alunos é da velha máxima franciscano-clientelista do ‘é dando que se recebe’, ao invés da contribuição qualificada na educação, da capacidade administrativa e da competência técnica, e que passe pelo crivo da escolha democrática dos que fazem a escola (professores, técnicos e alunos)? Pelo menos não passaria pelo vexaminoso “sistema de espólios”, ao ter que rifar os cargos públicos entre seus partidários.
 Eis uma lição que os alunos devem ensinar a esses professores.