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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

De degoladores, injustiça e privilégios no Chile contemporâneo

Título original: Como "absolutamente repudiable" fue la reacción de dirigentes políticos y de DDHH por la libertad de los carabineros degolladores

Por Nicolás Borcosky

05/02/2014

 
Conocido el beneficio otorgado a ex agentes de Carabineros condenados por el "caso degollados", las reacciones no se hicieron esperar. El consenso es que los delitos que involucran atentados contra la humanidad no deberían poder gozar de beneficios durante el cumplimiento de su condena.

Molestia y preocupación provocó la noticia que condenados por crímenes de lesa humanidad hayan recibido un beneficio carcelario que les permite abandonar Punta Peuco hasta en 15 horas diarias.

De acuerdo a lo informado por Gendarmería, los ex carabineros Guillermo González Betancourt y José Fuentes Castro, dos de los cinco condenados a cadena perpetua por el caso degollados, donde fueron ultimados tres militantes del Partido Comunista en 1985, cumplen con las condiciones necesarias para acceder al beneficio de "salida controlada al medio libre".

La noticia causó consternación en las familias de detenidos y víctimas de violaciones a Derechos Humanos, porque los crímenes que cometieron los ex agentes no son menores, por lo que no debieran ser beneficiados por tratos que están dirigidos a ese tipo de ilícitos.

"No es un crimen común, por lo que el trato que se le va a dar no debe ser común", explicó a Cambio21 la presidenta de la Agrupación de Familiares de Detenidos Desaparecidos, Lorena Pizarro.

"A nosotros nos parece impresentable, primero porque tenemos estamos frente a una Gendarmería que otorga beneficios carcelarios a sujetos que están vinculados en delitos contra la humanidad y lo que viene a develar es que el Estado de Chile, su aparato estatal, no ha asumido una conducta que refleje el cumplimiento de acuerdos internacionales en contra de quienes cometan violaciones a los Derechos Humanos", agregó.

Pizarro dijo que se debe poner atención sobre este tipo de hechos porque no son aislados. "Aquí nosotros podemos detenernos en este caso o podemos empezar a observar que hay más peticiones de parte de otros genocidas, hay que empezar a tomar medidas de verdad en este asunto que permitan terminar con la impunidad".

Desde el Congreso también existe sorpresa ante la noticia. La diputada Ximena Vidal (PPD), presidenta de la Comisión de Derechos Humanos de la cámara, explicó que, actualmente, no existe herramientas que permitan detener el beneficio. "En este momento se está ejerciendo la ley como está escrita. Esta es una discusión de largo aliento y tiene que ver en cómo el país se pone de acuerdo sobre el tema", dijo a Cambio21.

"La Justicia, ojalá, funcionara de manera equitativa para todos y que los crímenes que son de lesa humanidad tengan un carácter especial. Hemos intentado en la comisión que las penas para los delitos cometidos desde el Estado hacia las personas que piensen distinto no debieran tener atenuantes", agregó.


Redes internas policiales

 

Que los dos ex agentes de la Dirección de Comunicación de Carabineros (Dimocar), hayan sido beneficiados con este acuerdo de salida diaria es una clara burla para los familiares de personas que fueron torturadas durante el régimen militar.

Sobre que estos ex oficiales sean favorecidos, el abogado especializado en Derechos Humanos, Cristián Cruz, explica que "el beneficio interpenitenciario no está pensado para violadores de derechos humanos", por lo que es extraño que lo hayan recibido.

"Es más bien para personas que se pueden reintegrar, que hayan comprendido la gravedad de los hechos, que den garantías que no lo harán nunca más", explicó, agregando que  "en términos prácticos sabemos que participaron de otros crímenes, han encubierto otros".

Dicho esto, el abogado explica que el beneficio recibido responde a otros factores, los que están ligados a las redes al interior de las fuerzas policiales. "Nosotros no podemos descartar que, históricamente, en los últimos años, Gendarmería ha tenido vínculos con Carabineros", dijo.

 "Recordemos que el primer jefe de Gendarmería en el gobierno de Piñera fue, justamente, un oficial de Carabineros involucrado en el caso degollados, y ninguna duda tenemos que esto terminara beneficiando a otros involucrados en violaciones de derechos humanos", expuso.

Es por esto que el beneficio diario del que gozan es "absolutamente repudiable. Yo creo  que aquí Carabineros tiene que dar una señal el alto mando, a lo menos, pedir disculpas a cada una de las víctimas y no solo en el caso de degollados", concluyó Cristián Cruz.

Fonte: Cambio21

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pânico sobre deflação mundial

Immanuel Wallerstein*
Publicado em 06/02/2014

 
Não faz muito tempo, os “especialistas” e os investidores viam os “mercados emergentes” – um eufemismo para China, Índia, Brasil e alguns outros – como salvadores da economia-mundo. Eram eles que iriam sustentar o crescimento e, portanto, a acumulação de capitais, quando os EUA, a União Europeia e o Japão declinavam, em seu papel tradicional de pilastras do sistema capitalista global.
 
Por isso, é chocante que, nas duas últimas semanas de janeiro, o Wall Street Journal (WSJ), o Financial Times (FT), o Main Street, a agência Bloomberg, o New York Times (NYT) e o Fundo Monetário Internacional tenham, todos, soado o alarme sobre o “colapso” destes mesmos mercados emergentes; e que tenham advertido, em especial, sobre a deflação, que poderia ser “contagiosa”. Tive a impressão de que estão em pânico, quase indisfarçável.
Primeiro, algumas palavras sobre deflação. Mercados “calmos” são aqueles em que os preços nominais não caem e sobem devagar. Isso permite aos vendedores e compradores prever, com razoável confiança, quais suas melhores decisões. Os mercados mundiais não estão calmos há bastante tempo. Muitos analistas associam o fim desta calma à crise, em 2008, do mercado de hipotecas norte-americano. De minha parte, vou além. Penso que o declínio começou no período entre 1967 e 73, e não foi interrompido desde então.

Os mercados não estão calmos quando há deflação ou inflação significativas. Estes dois fenômenos têm, ambos, impacto nas estatísticas de emprego e, portanto, na demanda mundial efetiva por todos os tipos de produção. Se os índices de emprego real caem, por uma das duas razões, há sofrimento agudo para a vasta maioria da população e um grande aumento das incertezas, que tende a paralisar novos investimentos produtivos. Isso leva a mais sofrimento e mais paralisia, num círculo vicioso.

É claro que alguns capitalistas são capazes de tirar proveito da situação, por meio de manipulações financeiras engenhosas, envolvendo especulação. O problema é que estão fazendo uma grande aposta – que pode levar tanto à valorização maciça de seus ativos quanto à falência. Mas, pelo menos, têm uma chance de lucrar muito. Para a maioria da população mundial, o prognóstico provável é perder, às vezes maciçamente.

O que dizem estes relatos de pânico? Michael Arnold pergunta, no WSJ: “A desvalorização das moedas levará os bancos centrais dos mercados emergentes a elevar as taxas de juros?” Ele diz que o desarranjo foi provocado por “estatísticas de crescimento desapontadoras” na China e pela desvalorização da moeda argentina. Arnold adverte, em especial, para a situação da Índia e Indonésia, que têm “alta carga de dívidas e dependência pesada de empréstimos externos – por isso, estão tentando reduzir a inflação”. Ele menciona a Turquia como outra zona de problemas.

Hal M. Bundrick enfatiza, no Main Street, o contágio. Ele aponta tanto a mudança na política monetária dos EUA quando as preocupações com a economia chinesa – além das tensões políticas na Turquia, Argentina e Ucrânia – como “aceleradores do declínio”. Cita um banqueiro russo, que fala sobre a queda do rublo e a atmosfera “próxima ao pânico”. Afirma que tal sensação está “se deslocando dos mercados emergentes para os desenvolvidos”.

O título de uma matéria de Gavyn Davies, no FT, é “O mundo emergente descarrilhará a recuperação global?” O autor diz que as moedas emergentes estão “em queda livre”. Também ele vê a desaceleração chinesa como um fator principal, em particular por causar impacto nas “economias abastecedoras” (ou seja, países que vendem produtos primários à China) – em particular Brasil, Rússia e África do Sul. Ele diz que os riscos de uma bolha de crédito não são um problema apenas na China, mas também na Turquia, Índia e Indonésia. Se a redução do crescimento chinês se prolongar muito, ela poderá provocar “ampliação da recessão global”. Embora faça previsões moderadamente otimistas, ele imediatamente recua, ressalvando que suas simulações (que alimentam seu otimismo contido) baseiam-se em padrões antigos, que podem não mais funcionar.

No FT, Ralph Atkins fala no “espectro da deflação”. O fenômeno, mesmo que positivo a curto prazo, é “definitivamente negativo para os ativos”, no longo prazo. Sua preocupação particular dirige-se à zona do euro. Depois de citar argumentos de outros analistas, que veem os aspectos positivos, ele termina dizendo: “o espectro da deflação vestiu seu manto de invisibilidade”.

E ninguém menos que Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, afirmou, aos representantes do Establishment reunidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que há uma ameaça ao mercado global, quando os Estados Unidos cortam seus estímulos monetários. Existe um “novo risco no horizonte, e ele precisa ser examinado de perto”. Ela cita as “repercussões… nos mercados emergentes”.

Naquele mesma semana, um editorial da agência Bloomberg começava assim: “As economias emergentes viveram uma semana brutal”. O texto vê estes mercados como muito ligados ao dólar e, portanto, “excessivamente sensíveis a flutuações – reais ou imaginárias – na política monetária norte-americana”. Por isso, pede que o FED, banco central dos EUA, “não feche a torneira muito cedo” e (previsivelmente), que os países emergentes “melhorem suas políticas”.

Não menos importante, Lando Thomas informa, no NYT, que a nova palavra da moda em Wall Street, substituindo os BRICS, é “os cinco fracos” [“the Fragile Five”]. A lista inclui três membros dos BRICS (Brasil, Índia e África do Sul) mais Turquia e Indonésia. Exclui tanto a China quanto a Rússia, cujo impacto geopolítico parece pesar decisivamente.

Todos parecem oferecer bons conselhos, certos de que, de alguma maneira, eles irão aliviar a situação. Poucos parecem admitir que a demanda efetiva global é o verdadeiro problema. Mas é nítido que, abaixo da superfície, já o detectaram. É por isso que estão em pânico, porque, então toda sua ênfase no “crescimento” – uma fé crucial – estará minada. Neste caso, a crise deixa de ser cíclica e torna-se estrutural: não pode ser resolvida com paliativos, mas com a invenção de um novo sistema. Esta é a famosa bifurcação, em que há duas saídas possíveis – uma melhor e outra pior que o sistema existente. Um jogo em que todos nós estaremos envolvidos.

*Immanuel Wallerstein nasceu em Nova York (Estados Unidos), em 1930. É doutor em Sociologia pela Universidade Columbia, onde lecionou — foi também professor nas universidades McGill e Binghamton. Desde 2000, é pesquisador-sênior do Departamento de Sociologia da Universidade Yale. Estudioso do marxismo e crítico do capitalismo global, é uma das principais referências teóricas dos movimentos antiglobalização. É autor de O universalismo europeu (Boitempo, 2007) e The essential Wallerstein (Boitempo, no prelo).
 
Publicado originalmente emAgence Global, em 1 de janeiro de 2015. A tradução é de Antonio Martins para oOutrasPalavras.

Finanças em crise: EUA, “emergentes” e Brasil

5 de fevereiro de 2014


Como Estados Unidos podem sugar dólares que espalharam pelo mundo, nos últimos anos. Qual a situação das reservas brasileiras. Que riscos país enfrentará



Por Luis Nassif, em seu blog


Ao reduzir os estímulos monetários ao mercado, o FED (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano) deu início a um movimento que, no âmbito das expectativas de mercado, pode equivaler a uma espécie de “bug do milênio”. Ou não.

Como se recorda, o bug se referia a problemas nos sistemas de computação na virada de 1999 para 2000 – porque, até então, utilizavam-se apenas dois algarismos para marcar o ano.


Faturou-se muito em cima dessa ameaça. E, quando o calendário virou, nada aconteceu de muito relevante.

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Em relação aos estímulos monetários ocorre algo bastante similar, mas não tanto. Não haverá o cataclismo previsto pelos videntes. Mas haverá problemas, sim, com países que apresentem contas externas desequilibradas.


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Como se recorda, esse movimento do FED consistiu em resgatar títulos do Tesouro no vencimento, injetando dólares na economia. Foram US$ 4,5 trilhões de 2009  a 2013, que derrubaram os juros internos para quase zero.


Os dólares entraram na Tesouraria dos bancos e, com a economia norte-americana estagnada, criou-se um empoçamento de liquidez. A busca de alternativas os levou aos países emergentes, inundando-os com dinheiro barato…


A perspectiva de financiamento dos déficits externos leva governos ao acomodamento. A apreciação da moeda cria uma situação provisória de bem estar. Fecham-se os olhos para a perda de competitividade da produção interna, e para a criação de déficits crescentes nas contas externas, contando com a facilidade dos financiamentos externos.

O país experimentou dois momentos centrais de ilusão cambial: no final dos anos 70 e no Plano Real. Em ambos os casos, aumentou-se exponencialmente a dívida externa sob a alegação de que havia mudanças estruturais nos mercados internacionais, garantindo a rolagem permanente na dívida externa. Não garantia.

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Capitais têm mobilidade total. A inversão dos fluxos pode-se dar da noite para o dia. Já o reequilíbrio das contas externas, não. A redução da oferta de dólares provoca desvalorizações no câmbio, e, com elas, problemas com as empresas que se endividaram em dólares, choques de preços nas cadeias produtivas (que passaram a depender de mais importações), demora para os exportadores reagirem e dificuldades até a economia se ajustar ao novo quadro.

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Na semana passada, o FED resolveu manter, mas reduzir as injeções de liquidez: de US$ 75 bilhões para US$ 65 bilhões. Houve movimentos de aumento de taxas de juros dos principais emergentes. No caso brasileiro, o aumento da Selic está muito mais ligado à prevenção desse refluxo no financiamento externo do que nas metas de inflação, apesar das atas do Copom (Comitê de Política Monetária) ocultarem essa meta.

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Há duas contas feitas pelo mercado, uma tranquilizadora, outra, nem tanto.

A tranquilizadora é a relação reservas cambiais x necessidade de financiamento externo. Segundo levantamentos de André Pereira Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, ao Jornal GGN, essa relação é de 15 dias na África do Sul, 4 meses na Argentina, 5 meses na Turquia, 8 meses na Coreia do Sul e 18 meses no Brasil.

Por essa ótica, a situação do país seria muito mais tranquila do que outros emergentes.

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Quando se analisa os fundamentos da economia brasileira, a tranquilidade é menor.
 
Em 2006 houve saldo positivo de US$ 13 bi nas contas externas. Depois, foi sendo corroído gradativamente até chegar a um déficit de US$ 54 bilhões em 2012. Em 2013 o déficit saltou para significativos US$ 81 bilhões.


Mais que isso, até 2012 a entrada de IED (Investimento Estrangeiro Direto) superava o déficit. No ano passado, entraram US$ 64 bilhões de IED – diferença negativa de US$ 17 bi.


Para este ano, há a projeção de um déficit menor, em virtude de menor pressão da conta petróleo, mas ainda assim de significativos US$ 73 bilhões – contra uma previsão de IED de US$ 57,5 bi.

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No meio de um mar de falsos problemas levantados pela mídia, reside aí o problema central da economia brasileira. Aliás, dois problemas. Vinte anos de apreciação cambial praticamente desmantelaram a indústria de transformação brasileira.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Facebook: o fim está próximo?

Com fuga de usuários jovens, plataforma envelhece. Estudo prevê declínio semelhante ao das epidemias. Não estará na hora de uma rede mais livre?

Por Gabriela Leite
Publicado em 3 de fevereiro de 2014

O quanto o Facebook já faz parte de nossas vidas, e por quanto tempo isso ainda vai durar? Há grandes chances de você ter chegado até este texto ou ter conhecido este site através da rede social de Mark Zuckeberg — que já é utilizada por mais de um bilhão de pessoas. Mas antes dela, houve outras: o Orkut, famoso principalmente entre os brasileiros, o MySpace, mais comum nos EUA e diversas outras, mais segmentadas ou não. Com base na vida e morte destes sites populares na internet, algumas pesquisas começam a tentar prever quando será o fim do novo gigante das redes sociais, cuja ética parece cada vez mais questionável.

Alguns fatos concretos indicam que, sob algumas perspectivas, o Facebook já está caindo: desde 2011, 25,3% dos adolescentes de 13 a 17 anos desativaram suas contas apenas nos Estados Unidos. Isso fez a rede envelhecer sensivelmente: hoje, também nos EUA, a faixa etária com mais usuários é entre 35 e 54 anos — e a de mais de 55 é a que mais cresce. O motivo para os jovens  abandonarem a rede é exatamente este: a necessidade de privacidade em relação aos adultos, que, uma vez integrados à plataforma, podem “vigiar” seus filhos e parentes. Por isso, estes migram para redes sociais mais específicas, de compartilhamento de fotos e imagens, por exemplo.

Outra previsão sombria (e curiosa) sobre o futuro do “Face” partiu de dois cientistas da Universidade de Princeton — John Cannarella e Joshua Spechler. Eles compararam a ascensão e declínio da rede mais popular do planeta a uma similar, hoje esquecida (o MySpace) e a outro fenômeno humano relacionado a contágio: a expansão e posterior recuo das doenças infecciosas… Ao fazê-lo, chegaram ao gráfico abaixo (a curva de popularidade do Facebook foi construída em função de número de buscas pela rede no Google). Sua conclusão é: a rede de Zuckenberg já atingiu seu pico e começou a recuar; é provável que perca 80% de seus atuais usuários entre 2015 e 2017.
Mas há quem seja mais cético, diante das teorias catastrofistas. Para o site de tecnologia TechVibes, o Facebook é grande demais para cair num futuro próximo. Segundo eles, por mais que haja uma queda em seus usuários, economicamente falando, a empresa continua a crescer. Estima-se que sua receita para 2013 tenha sido de 7 bilhões de dólares, o que significa um crescimento de 50% a cada ano. Com tanto poder, afirmam, Zuckeberg pode facilmente comprar qualquer nova iniciativa que ponha em risco seu reinado. Pensa que estagnação do número de buscas pelo Facebook não é relevante — ele teria se tornado tão popular que já não é preciso procurálo, assim como você nunca vai ouvir alguém falando “prove essa bebida, Coca Cola, é uma delícia!”. O “Face” não estaria ameaçado de morte por já fazer parte do dia-a-dia de um sétimo da população mundial — por isso, plenamente estabelecido em nossas vidas.

Apesar de fortemente presente e viciante, o Facebook é a rede que queremos para o mundo? Não são poucos os casos como o desta semana, em que os administradores do Facebook tiraram do ar uma página contra a Copa do Mundo, a “Operation World Cup”. Semanas atrás, haviam sumido com os eventos de “rolezinhos” em diversos shoppings do Brasil. Durante os protestos de junho, conteúdos de revolta também desapareciam do dia para a noite. Em casos mais absurdos, a rede já tirou do ar obras de artistas como Gustave Courbet e ensaios de mulheres com seus bebês recém nascidos. Além disso, a rede sofreu diversas críticas por vender os dados de seus usuários para empresas. Em tempos de risco da liberdade da internet, uma rede menos mercadológica e mais livre viria a calhar.

Se estamos em guerra cibernética, onde estão as ciberarmas?

stuxnet-mapa

Título original: Si estamos en ciberguerra, ¿dónde están las ciberarmas?

Por Paul F. Roberts
2 febrero 2014
Traducido por Francisco Reyes
Technologys Review

Al igual que con la bomba atómica en los últimos días de la Segunda Guerra Mundial, el virus informático conocido como Stuxnet, descubierto en 2010, pareció marcar el comienzo de una nueva era de guerra. En la era de la ciberguerra, según advirtieron los expertos, en vez de explosivos, tanques y ametralladoras, tendremos ataques silenciosos y basados ​​en software, o al menos serán el primer paso antes de la artillería pesada.

O tal vez no. Casi cuatro años después de que fuera identificado por primera vez en público, Stuxnet es una anomalía: es la primera y única ciberarma que, según se sepa, haya sido desplegada. Algunos expertos en ciberseguridad e infraestructura crítica quieren saber por qué. ¿Hay un menor número de objetivos realistas de los que se sospechaba? ¿Son este tipo de armas más difíciles de construir de lo que se pensaba? ¿O es que, sencillamente, la actual generación de ciberarmas está muy bien escondida?

Estas preguntas rondaban la mente de los principales expertos del mundo en seguridad de sistemas de control industrial la semana pasada durante la conferencia anual S4 celebrada en las afueras de Miami (EEUU). S4 reúne a los mejores expertos del mundo en seguridad de reactores nucleares, redes eléctricas y líneas de montaje.

En S4 casi todos estuvieron de acuerdo en que, mucho después de que el nombre de Stuxnet haya desaparecido de los titulares, algunos sistemas de control industrial, como los Controladores Lógicos Programables Siemens, siguen siendo vulnerables.

El investigador de seguridad de la firma IOActive, Eireann Leverett, aseguró a los asistentes de la conferencia que las prácticas de seguridad comunes en el mundo de la tecnología de la información dentro de las empresas siguen siendo algo poco común entre los proveedores que desarrollan sistemas de control industrial (ver “El enorme reto de proteger las redes eléctricas frente a los ‘hackers‘”). Leverett observó que los sistemas de control industrial modernos, que se venden por miles de dólares la unidad, a menudo vienen con tipo de software que carece de los controles de seguridad básicos, como la autenticación de usuarios, la firma de código para evitar actualizaciones de software no autorizadas, o el registro de eventos para permitir a los clientes realizar un seguimiento de los cambios en el dispositivo.

También está claro que, en los años transcurridos desde que Stuxnet salió a la luz, tanto las naciones desarrolladas como en desarrollo han aprovechado las operaciones cibernéticas como nueva y fructífera vía para la investigación y el desarrollo (ver “Bienvenidos a la industria del software malicioso“). La exanalista de inteligencia del Departamento de Defensa de EEUU, Laura Galante, que ahora trabaja para la firma Mandiant, señaló que EEUU no sólo está haciendo un seguimiento de las actividades de naciones como Rusia y China, sino también de Siria y el objetivo preferido de Stuxnet: Irán. Galante señaló que las armas cibernéticas dan a las naciones más pequeñas y pobres una forma de aprovechar fuerza asimétrica contra enemigos mucho más grandes.

Aun así, las armas cibernéticas verdaderamente eficaces requieren un nivel de experiencia extraordinario. Ralph Langner, quien tal vez sea la máxima autoridad mundial en cuanto al gusano Stuxnet, sostiene que la mera piratería de sistemas críticos no cuenta como guerra cibernética. Por ejemplo, Stuxnet fue noticia por haber usado cuatro vulnerabilidades de agujeros de “día cero” (o no descubiertos previamente) en el sistema operativo Windows. Pero Langner señala que la experiencia metalúrgica necesaria para entender la construcción de las centrifugadoras de Irán era mucho más impresionante. Los que crearon Stuxnet necesitaban saber la cantidad exacta de presión o el par necesario para dañar los rotores de aluminio por dentro y sabotear, así, la operación de enriquecimiento de uranio del país.

Concentrarse en herramientas basadas en software que puedan causar daño físico establece un listón mucho más alto para los debates relacionados con las armas cibernéticas, señala Langner. Según ese estándar, Stuxnet fue una verdadera ciberarma, pero el ataque Shamoon de 2012 contra la gigante petrolera Saudi Aramco y otras compañías petroleras no entran en esa categoría, a pesar de que se borraran los discos duros de los ordenadores infectados.

Hay quienes argumentan que las condiciones para el uso de una ciberarma tan destructiva simplemente no han surgido de nuevo, y no es probable que surjan por algún tiempo. Operaciones como Stuxnet, es decir, proyectos sigilosos diseñados para degradar lentamente la capacidad de enriquecimiento de Irán a lo largo de los años, son la excepción y no la regla, señaló Thomas Rid desde el Departamento de Estudios de Guerra en el Kings College de Londres (Reino Unido). “No hay demasiados objetivos que se presten a una campaña encubierta como la de Stuxnet”, señaló Rid.

Rid aseguró a los asistentes que la calidad de la inteligencia reunida sobre un objetivo concreto marca la diferencia entre una cirberarma eficaz y un fracaso.

También es posible que se hayan utilizado otras armas cibernéticas, pero las circunstancias que rodean a su uso son un secreto, protegido por los gobiernos como información “clasificada”, o por estrictos acuerdos de confidencialidad.

De hecho, Langner, que trabaja con algunas de las principales empresas y gobiernos industriales del mundo, afirmó que conoce otro ciberataque físico, en este caso vinculado a un grupo criminal. Pero no quiso hablar de ello.

Los profesionales del control industrial y académicos se quejan de que la información necesaria para investigar ataques futuros se mantiene fuera del dominio público. Y las compañías eléctricas, las empresas industriales y los propietarios de las infraestructuras críticas están tomando conciencia de que los sistemas que, según creían, estaban fuera del alcance del internet público, muy a menudo no lo están.

Mientras tanto, la tecnología está impulsando cambios cada vez más rápidos y transformadores como parte de lo que se conoce como el internet de las cosas. La conectividad general a internet, en combinación con ordenadores y sensores de bajo coste y minúsculos, pronto permitirá a los sistemas autónomos comunicarse directamente entre sí (ver “La nevera que enviaba ‘spam’“).

Si no se incluyen medidas de seguridad apropiadas en los productos industriales desde el primer momento, el potencial de ataques y el daño físico aumentan de forma espectacular. “Si seguimos ignorando el problema, vamos a tener serios problemas”, señaló Langner.

Fonte: Cuba Debate

Custo dos estádios da Copa do Mundo já chega a R$ 8,9 bilhões, 3 vezes a estimativa inicial

Custo dos estádios da Copa do Mundo já chega a R$ 8,9 bilhões, 3 vezes a estimativa inicial
Segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
O custo dos estádios para a Copa do Mundo já supera em mais de três vezes o valor informado pela CBF à Fifa quando o Brasil apresentou seu projeto para sediar o Mundial. Cópia do primeiro levantamento técnico da Fifa sobre o País, fechado em 30 de outubro de 2007 e obtido pelo Estado, informava que as arenas custariam US$ 1,1 bilhão, cerca de R$ 2,6 bilhões. A última estimativa oficial, porém, dá conta de que o valor chegará a R$ 8,9 bilhões.
O informe foi produzido e assinado por Hugo Salcedo, que coordenou a primeira inspeção no País entre agosto e setembro de 2007. Na época, a Fifa considerou que o orçamento havia sido "bem preparado’’ e que "não havia dúvidas" sobre o compromisso do Brasil de atender às exigências da entidade.
"A CBF atualmente estima que os investimentos relacionados com a construção e reformas de estádios estão em US$ 1,1 bilhão", escreveu a Fifa em seu informe. Curiosamente, a entidade esteve em apenas cinco das 18 cidades que naquele momento brigavam para receber a Copa. Das que acabariam escolhidas, não foram visitadas Fortaleza, Recife, Salvador, Natal, Curitiba, Cuiabá e Manaus.
A Fifa, já na época, não disfarçava que o trabalho de reforma e construção dos estádios seria um desafio. "Os padrões e exigências da Fifa vão superar em muito qualquer outro evento realizado na história do Brasil em termos de magnitude e complexidade. Nenhum dos estádios no Brasil estaria em condições de receber um jogo da Copa nos atuais estados", alertou em 2007. "A Fifa deve prestar uma especial atenção nos projetos."
O time de inspeção ainda fez um alerta sobre o Maracanã. "Não atende às exigências. Um projeto de renovação mais amplo teria de ser avaliado."
AEROPORTOS
O relatório elaborado antes de o Brasil ganhar o direito de sediar a Copa é, hoje, verdadeira coleção de promessas quebradas e avaliações duvidosas. "A infraestrutura de transporte aéreo e urbano poderia atender de forma confortável as demandas da Copa", indicou. "O time de inspeção pode confirmar com confiança que a infraestrutura de aeroportos poderia atender a um grande número de passageiros indo a jogos em viagens de ida e volta no mesmo dia." O transporte urbano também seria "suficiente" e a Fifa garantia, em 2007, que um "serviço de trem de alta velocidade vai ligar Rio e São Paulo". Considerava a infraestrutura hoteleira "suficiente’’ e, ao avaliar o sistema de saúde do País, fez elogios aos hospitais, apontados como "referência internacional". A referência, porém, não foram os hospitais públicos.
Veja também:
Jamil Chade
O Estado de S. Paulo

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Noruega deixa de financiar a Igreja, rompendo a tradicional relação Igreja/Estado

Título roiginal: SE ROMPE LA TRADICIONAL UNIÓN CON EL ESTADO: Noruega deja de financiar a la iglesia

PERICO ECHEVARRÍA
16 DE MAYO DE 2012
            

La unión iglesia – estado ha llegado a su fin hoy en Noruega, tras una inesperada enmienda aprobada en el Parlamento durante una sesión que debate la modificación de la Constitución nacional. La iglesia tendrá que financiarse por sus propios medios y el país se convierte en una nación secular sin religión oficial.

En un movimiento que ha tomado a todos por sorpresa, el Parlamento noruego ha aprobado la separación de Iglesia y Estado en el transcurso de una modificación de su Constitución. La nación se convertirá en secular y sin religión oficial, y el Gobierno ya no participará, como hasta ahora en el nombramiento de la jerarquía eclesiástica.

La Iglesia de Noruega se formó después de la Reforma luterana en 1536, y se llamó oficialmente Iglesia Estatal Luterana. La realidad en los últimos años es que, además de financiar sus gastos, el Estado entraba muy pocos en los asuntos de la organización, aunque seguía ratificándolos nombramientos de su jerarquía y hacía de intermediario para sofocar los disturbios y pequeños escándalos que en algunos momentos salpicaban a los sacerdotes.

La idea de romper el tradicional lazo de unión entra iglesia y estado surgió ya en los años setenta del siglo pasado, tras constatarse que la estructura religiosa se beneficiaba del dinero de los impuestos de los noruegos, siendo la suya una sociedad de poco sentimiento religioso. Los últimos estudios realizados estiman que sólo un 2 % de los noruegos asisten a oficios religiosos, y que un 72 % ni siquiera cree en un “dios personal”.

Desde hoy, Noruega es formalmente un estado laico, sin iglesia ni religión oficial.

Chile: caem envenenadores da ditadura

Título original: Caen envenenadores de la dictadura


La Justicia chilena detuvo a cuatro militares acusados de envenenar con toxinas botulínicas a presos políticos en 1981, operación considerada la antesala del asesinato del ex presidente Eduardo Frei, en enero de 1982 en la Clínica Santa María. Sospechosamente, Neruda falleció en la misma clínica.

“Están procesados y con detención preventiva el médico militar Eduardo Arriagada, su asistente y veterinario Sergio Rosende, y los oficiales en retiro Joaquín Larraín y Jaime Fuenzalida”, dijo el abogado Francisco Ugas, del Ministerio del Interior. Los dos primeros represores están detenidos bajo el cargo de homicidio de los opositores y militantes del Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR) Víctor Corvalán y Héctor Pacheco. Los otros dos como cómplices del asesinato frustrado de otros cinco presos políticos.

La investigación del juez Alejandro Madrid indicó que el 9 de diciembre de 1981 las siete víctimas, supuestos opositores a la dictadura de Augusto Pinochet, fueron trasladadas desde el Centro de Detención Preventiva de Santiago, donde estaban detenidos por delitos comunes, a un hospital debido a serios problemas de salud a causa de una intoxicación producida por la denominada toxina botulínica. Dicha toxina fue traída a Chile desde Brasil por el Instituto de Salud Pública y posteriormente entregada a los encargados de un laboratorio secreto a cargo de la Dirección de Inteligencia del Ejército (DINE), afirmó la investigación.

El mismo equipo que figura en esta acción represiva es investigado por la muerte de Frei, ocurrida semanas después, en enero de 1982 en la Clínica Santa María, tras una operación. Algunos de estos sospechosos son señalados también como responsables por la muerte del poeta Pablo Neruda, quien falleció en la misma clínica. “Esto es muy importante”, dijo el abogado Eduardo Contreras, litigante en el caso Neruda. “¿Y no detuvieron a Sergio Draper?”, inquirió en alusión al médico que atendió a Neruda y Frei.

Los detenidos, que fueron trasladados a un regimiento, constituían el equipo que en dictadura ingresó desde Brasil armas químicas a Chile, con fines de “guerra interna” y externa, como ellos mismos confesaron a la policía. Estas armas de destrucción masiva, que llegaban primero al propio palacio presidencial de La Moneda, eran básicamente toxinas botulínicas, un veneno mortal. La operación, según declaraciones a la policía de los demás involucrados, comenzó a inicios de 1980, previo al envenenamiento de los presos políticos y la muerte de Frei, en cuyos restos fueron encontrados gas mostaza y talio.

El propio director del Instituto de Salud Pública (ISP) en esos años, el coronel Joaquín Larraín, reconoció a la policía civil en un texto con su firma que la adquisición de armas químicas comenzó luego de una reunión con el médico Eduardo Arriagada Rehren, de inteligencia militar. En el encuentro, Arriagada preguntó a Larraín, un ex profesor de la Escuela de las Américas, si el ISP tenía toxinas botulínicas, aduciendo que el ejército las necesitaba, debido a las tensiones con países limítrofes, en especial Argentina.

Arriagada, quien estuvo acompañado en el encuentro además por el veterinario Rosende, admitió los hechos también a los investigadores, quienes realizaron las pesquisas por petición del juez Alejandro Madrid. El magistrado, quien lleva años investigando la muerte de Frei y el envenenamiento de presos en la Cárcel Pública de Santiago, debería dictar sentencia en el magnicidio en los próximos meses.

Si bien la detención de los cuatro militares es considerada un logro para esclarecer lo ocurrido durante la dictadura pinochetista, la Corte de Apelaciones de Santiago rebajó ayer las penas a tres de cinco agentes de la dictadura condenados por la desaparición de los hermanos Mario y Nilda Peña Solari, ocurrida a fines de 1974. La resolución de las juezas Dobra Lusic, Adelita Ravanales y María Teresa Figueroa modificó la sentencia de primera instancia, dictada el 30 de marzo de 2012 por el juez especial Joaquín Billard a los autores de los secuestros, ocurridos el 9 y 10 de diciembre de 1974 en la capital chilena.

Los nombres de los hermanos Peña Solari fueron incluidos en 1975 en la llamada Operación Colombo, que consistió en un montaje para encubrir la desaparición de 119 presos políticos, en su mayoría militantes del MIR. Durante la dictadura de Pinochet, según documentos oficiales, unos 2300 chilenos murieron a manos de agentes del Estado y de ellos, 1192 permanecen aún como desaparecidos.
 
En diversas indagaciones judiciales se ha establecido que la dictadura militar utilizó también gas sarín y talio en contra de opositores.
 
Por Guillermo Rodríguez Morales, ex preso político
Periodismo Internacional Alternativo Chile
Fonte: El Ciudadano

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Por que «Não vai ter Copa»?

Ao dizer que não vai haver Copa do Mundo, o que se está a afirmar é que não haverá consenso nacional algum.
Eduardo Tomazine
29 de janeiro de 2014


Sei que ninguém perguntou a minha opinião a respeito, mas vou dizer o que entendo com o programa político revestido pelo bordão Não vai ter Copa. Afinal, quando eu disse em uma discussão que era necessário um pouco de sutileza intelectual para se compreendê-lo, argumentaram que esperar sutileza intelectual das “massas” era, no mínimo, pouco pedagógico. (O curioso é que foi justamente parte dessa mesma “massa” quem mais repercutiu a palavra de ordem…) Tendo em vista que agora até mesmo parte da esquerda de oposição ao governo resolveu adotar um slogan de conciliação, como ”Vai ter luta na Copa” (PSTU) – o qual já vem sendo compartilhado por militantes do partido do governo empenhado em organizar o evento –, creio ser importante discutir sobre essas diferenças que superam em muito as picuinhas semânticas.


Em primeiro lugar, o Não vai ter Copa é resultado de um acúmulo de debates e de ações de uma parte importante de movimentos organizados contra os abusos cometidos sob o alvará dos preparativos para a Copa: as remoções forçadas, a truculência da polícia, a criminalização dos movimentos, os gastos astronômicos do dinheiro público, os desmandos da Fifa, a imposição de uma legislação de exceção etc. No princípio, inclusive, defendeu-se o programa ”Por uma copa com direitos” (ou algo do gênero), mas os acontecimentos mostraram que a realização de um megaevento como a Copa do Mundo da Fifa com respeito aos direitos dos trabalhadores é uma contradição em termos, então o Não vai ter Copa acabou prevalecendo naquele que é o fórum mais adequado para se elegerem programas políticos: as ruas em luta. Lembrar disso é importante para que não se pense que o Não vai ter Copa teria sido cunhado sob as ordens de uma direção qualquer ou que teria resultado do diversionismo de uma ultraesquerda inconsequente.


Ora, pelo que eu saiba e tenha acompanhado nos protestos que se seguem desde muito tempo antes de junho de 2013, os manifestantes que exclamam “não vai ter copa” ainda não começaram a rasgar dinheiro ou acreditar que Elvis realmente não morreu. Todos sabemos que a Copa do Mundo, de um jeito ou de outro, protegida pelas Forças Armadas e caucionada por uma enxurrada ideológica da classe política e da grande mídia, irá acontecer. Nem mesmo o sequestro da delegação israelense nos Jogos Olímpicos de Munique foi capaz de interromper esse tipo de evento insensível às desgraças sociais, e seguramente não é bem isso o que os manifestantes daqui desejam. Àqueles que duvidam da sutileza intelectual alheia, uma tentativa de explicação: Não vai ter Copa significa a negação radical do que é a Copa do Mundo tal qual ela é no mundo realmente existente, e não na fantasia daqueles que reclamam o espírito esportivo, a união dos povos e essas coisas que constam no manual da Fifa ou nos álbuns de figurinhas. A Copa do Mundo sempre foi uma peça de legitimação política dos dirigentes que compram o direito de sediar tal evento em suas jurisdições, um instrumento poderoso da ideologia do consenso nacional, uma autorização para o desperdício do dinheiro público, uma concessão dada a empreiteiras para fazerem lucros excepcionais e um alvará para a despossessão da população pobre que tem o infortúnio de residir ali onde os organizadores rabiscam seus mapas da mina.


Ao dizer que não vai haver Copa do Mundo, o que se está a afirmar é que não haverá consenso nacional algum; que uma parte da população não é estúpida o suficiente para endossar sorridentemente a rapina; que as manchetes e videorreportagens das vitórias e derrotas das seleções em campo terão que dividir espaço com o noticiário das ruas apinhadas pela multidão em protesto, as bombas da polícia, a violência arbitrária do Estado e manifestantes presos e/ou feridos no país do futebol. Em acontecendo dessa maneira, não vai haver Copa – mesmo que no dia 13 de julho o capitão do time campeão erga bem alto a taça diante das câmeras de TV do mundo inteiro. O que teremos, afinal, não será aquela Copa do Mundo da montanha mágica da Fifa em seu paraíso fiscal da Suíça, mas a irrupção à cena pública das contradições e disputas que constituem a nossa sociedade até o caroço, além de um chamamento em grande estilo aos povos do mundo para que se revoltem contra essa mais nova modalidade de controle ideológico capitalista, que é o circo sem pão.

"São mui valentes contra os trabalhadores, mas capitulam...

Título original: “son muy valientes contra los trabajadores, mientras les capitulan a los exportadores y a los especuladores”


Demian Paredes
Publicado: enero 31, 2014 

Leemos en Parlamentario:

Diputado de izquierda acusa al Gobierno de tratar a los trabajadores “como delincuentes”

Nicolás del Caño acompañó la protesta de trabajadores tercerizados en Aeroparque y cuestionó la actitud oficial por el gran despliegue realizado ante la movilización.


“Con el descomunal despliegue que estamos viendo los últimos días, el Gobierno trata a los trabajadores como delincuentes para evitar que puedan ejercer su legítimo derecho de protesta”, denunció este viernes ante distintos medios el diputado nacional del PTS en el Frente de Izquierda Nicolás del Caño desde el Aeroparque, donde acompañó a los trabajadores tercerizados de la empresa Falcon que exigen una actualización salarial del 35 % y el pase a planta permanente a la estatizada empresa Aerolíneas Argentinas, en la que prestan servicios.


Para Del Caño, “pareciera que para la Rosada el principal problema que hoy tiene la Argentina son los trabajadores y por eso el Gobierno intenta ponerle una suerte de cepo a sus luchas mediante cientos de efectivos armados como para ir a la guerra, carros hidrantes, helicópteros y la división canes. Esta semana ya lo vimos con las organizaciones sociales que intentaban manifestarse en la 9 de Julio, ayer con las trabajadoras despedidas de la empresa Kromberg en Callao y Corrientes, y ahora acá en el Aeroparque”.


El diputado por Mendoza remarcó que “son muy valientes contra los trabajadores, mientras les capitulan a los exportadores y a los especuladores con la megadevaluación que está pagando el pueblo trabajador mediante una espiral inflacionaria”. Del Caño planteó que “es necesario que la dirigencia sindical deje de apoyarse en los políticos enemigos de los trabajadores y convoque ya mismo a un paro nacional y un plan de lucha contra la pérdida del poder adquisitivo que sufren todos los trabajadores”.
El comunicado en la página del PTS, acá.

Europa: o escandaloso apoio aos bancos

Imagem de Beppe Giacobbe
31 de janeiro de 2014
 

Nos quatro anos pós-crise, 1,3 trilhão doado à oligarquia financeira. Recursos são vinte vezes maiores que “ajuda” destinada a Portugal

 
Na Esquerda.net
 
Um relatório do eurodeputado belga Philippe Lamberts, dos Verdes, antecipado pela revista Visãoonline, chegou à conclusão de que a política da União Europeia de conceder aos bancos auxílios para impedir a sua falência, foi acompanhada de “ajudas implícitas” no valor de 1,3 trilhão de euros, em quatro anos. Este valor representa nada menos do que 10% de toda a riqueza produzida na Europa, ou quase 20 vezes mais que o empréstimo da troika a Portugal.
 
O relatório explica como os bancos se beneficiaram destas “ajudas implícitas” para obter enormes lucros, e aponta para os bancos da Alemanha, da França e do Reino Unido como os principais beneficiários.
 

Impedir os bancos de falir, custasse o que custasse

 
Para explicar a origem destes subsídios não contabilizados, o relatório lembra as ajudas dadas pela UE aos bancos depois da falência do Lehman Brothers, com o objetivo de enviar aos chamados “mercados” a mensagem de que a Europa não deixaria os bancos falirem. Foram atribuídos auxílios à banca no valor de 634 mil milhões de euros (oito vezes mais do que o valor do empréstimo da troika a Portugal), na forma de ajudas à liquidez, de empréstimos para a recapitalização e compra de ativos “tóxicos”, e ainda 492,2 mil milhões de euros em “garantias”.
 
Acontece que estes auxílios e garantias fizeram com que os ratings dos bancos fossem melhores que os dos próprios países, devidos a todos os auxílios e salvaguardas. Beneficiando-se disso, os bancos obtiveram dinheiro a custo mais baixo, e puderam especular à vontade com os títulos da dívida soberana dos Estados em maiores dificuldades, que pagavam juros mais altos. Isto significou um ganho extra aos bancos, o tal subsídio implícito que o eurodeputado belga contabiliza no valor de 1,3 bilião de euros. Esses ganhos foram tanto maiores quanto era menor o risco do respetivo país, o que fez com que os bancos alemães, franceses e britânicos se beneficiassem mais.
 
Sem esses subsídios, bancos teriam tido perdas
 
O relatório afirma, segundo a Visão, que “sem estes subsídios as grandes instituições bancárias na União Europeia estariam a declarar perdas substanciais.” Mas com este apoio estatal os grandes bancos europeus declararam lucros de 16,2 mil milhões em 2012. Isto é: os europeus, com os seus impostos, pagaram os auxílios aos bancos, e estes lucraram apesar – e por causa – da crise.
 
Fica também implícito no relatório que convem aos bancos que os Estados tenham os juros das suas dívidas públicas o mais altos possível – e os juros sobem quanto mais alta for a dificuldade de financiamento do país. Assim, os bancos, provocando dificuldades ao financiamento dos Estados, sobretudo dos mais fracos, lucram mais.