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sábado, 6 de abril de 2013

Violência, a marca do poder masculino

Imagem: AntoonVan Dyck, Sansão e Dalila (1630)

por Henrique Carneiro*

Vasta sequência de dados revela: desde pré-história, domínio machista está associado à especialização cultural dos homens no exercício da força bruta


A masculinidade, como todas as identidades, é social e historicamente construída em cada sociedade. Em quase todas, entretanto, há uma especialização masculina na violência.

Partilhamos de uma herança ocidental que traz nos étimos da própria língua os traços arcaicos, mas presentes, de formas de pensamento de longa duração. O radical latino que identifica o masculino, vir, é o mesmo que formará a palavra virtude, definindo a própria noção de virtude como algo masculino e, portanto, guerreiro. A violência viril é um emblema da masculinidade que nasce com as primeiras civilizações e permanece como essência do próprio conceito de civilização, uma civitas apenas de homens, mesmo quando concebida na forma republicana ilustrada moderna[1], onde mesmo o direito de voto feminino foi mais que tardio.

Tal situação nem sempre ocorreu. Mesmo que a ideia de um matriarcado historicamente anterior ao advento das civilizações patriarcais não seja algo demonstrável de forma generalizada, inúmeros autores admitem que “os namoros, dos quais dizem que Zeus teria cultivado com Metis, Themis, Eurinome, Demeter, Leto, Hera, Semele, Alkmena, etc., não são apenas expressões de antigas relações sexuais patriarcais, mas também ressonância de uma vitória de grande amplitude, que, no espaço do Mediterrâneo, tribos patriarcais haviam conquistado sobre tribos organizadas por matriarcado”[2]. A literatura antropológica também é rica de relatos de sociedades indígenas mais igualitárias e com papéis sexuais de gênero muito diversificados[3].

Apesar de referências antigas às deusas mães e a existência de descendências predominantemente matrilineares em certas culturas, o domínio patriarcal sobre a narrativa da história foi universal, atingindo até a pré-história.

O debate arqueológico também foi um campo no qual se construiu uma visão idealizada da supremacia masculina a partir da força física e da prática da caça da megafauna, praticada por homens, quando outros estudos vêm apontando, pelo contrário, o papel central da mulher e da sociabilidade feminina ligada ao parto assistido e à presença crescente do hormônio oxitocina, e à ideia da cooperatividade como padrão cultural bem sucedido na história da humanidade[4]. A “revolução criativa” de cerca de 40 mil anos atrás foi o resultado de uma sociotropia baseada no interacionismo cooperativo que levou aos utensílios complexos, à imagística e à arquitetura e não uma suposta “corrida armamentista do Paleolítico superior” de machos caçadores.

Foi o guerreiro masculino, entretanto, que despontou como o grande agente da história das civilizações. Briseida, como cativa de guerra de Aquiles, no relato da Ilíada, de Homero, é um exemplo prototípico do papel de prendas sexuais, de botim humano, que as mulheres foram submetidas ao longo de boa parte da história da humanidade[5]. Uma formulação explícita dessa ideia se encontra em Adolf Hitler, que escreveu em Mein Kampf que “as mulheres (…) assim também as massas gostam mais dos que mandam do que dos que pedem”.

Essa condição de uma atribuição guerreira ao homem e de pilhagem para a predação sexual à mulher acompanhou as sociedades humanas das primeiras civilizações ao século XX. Na segunda guerra mundial, a violência sexual contra mulheres alcançou dimensões quase sistemáticas, especialmente na vingança contra a população alemã desencadeada pelos exércitos vitoriosos, especialmente o soviético no front oriental[6]. No final do século XX, o uso do estupro como arma de guerra continuou a ocorrer em massa, da ex-Iugoslávia ao Congo.

Os homens são responsáveis, mesmo em “tempos de paz”, por 90% de todos os assassinatos cometidos na atualidade no mundo e por praticamente 100% dos estupros. Isso não deve, entretanto, nos levar a aceitar a tese do senso-comum de que o homem é naturalmente (“biologicamente”) mais propenso à violência do que a mulher. No artigo “Why Are Men So Violent?”[7], por exemplo, Jesse J. Prinz argumenta contra os que vêm determinações biológicas na maior propensão masculina à violência refutando a tese do “macho guerreiro” por natureza. As formações sociais surgidas após o Neolítico tenderam a reforçar o poder patriarcal e as condições históricas das representações da masculinidade como violência reforçaram as formas materiais da desigualdade no trabalho, na reprodução e na família.

A menor incidência feminina nos crimes violentos não impediu que muitas mulheres também cometessem assassinatos, mas no panorama europeu do final do século XIX, poucas eram as condenadas por esses crimes, especialmente se fossem mulheres de classes sociais mais abastadas. A tendência dos tribunais naquela época, sobretudo na França, sempre foi de absolvição dos crimes passionais femininos, sob o argumento da maior fragilidade emocional e mental feminina e sua maior suscetibilidade aos rompantes de passionalidade.

Os homens tinham o direito público à expressão da violência, não só como soldados nas guerras, mas por meio da ritualização masculina da ofensa à honra e sua reparação por meio do desafio ao duelo. Às mulheres, vetado seu espaço no teatro masculino da violência “honrada” em conflitos bélicos ou em duelos pessoais, restava um uso de violência por meios espetaculares emblemáticos, como os ataques com ácido sulfúrico, conhecido como vitríolo, que fez da mulher “vitriólica” uma expressão particular de uma violência vista como especificamente feminina: a da “criminosa passional”. Com a emoção excessiva, a mulher era vista sempre como uma histérica em potencial, e na visão médica oficial, a “superficialidade, infantilismo, imprevisibilidade e sugestionabilidade” eram as características femininas[8]. Isso, que também era chamado de “caráter mercurial”, opunha-se ao ideal de masculinidade do absoluto “sangue frio” diante do risco, da dor e da morte. Nesse aspecto, o duelo foi um emblema dessa identidade masculina e proibido às mulheres. Ao resenhar três livros sobre o assunto em “The Duel in the History of Masculinity” W. Scott Haine resume o enfoque historiográfico europeu sobre o tema[9].

A noção de “código de honra” com origem medieval evoluiu na época moderna para contemplar a burguesia em um novo padrão de conduta e num novo ideal de masculinidade que buscava disciplinar três atividades correlatas ligadas à agressividade e à competitividade que definiam o modelo de comportamento ético masculino: a guerra, o duelo e o esporte.

O código de honra masculino que regeu os duelos era um código costumeiro que subsistiu mesmo diante da proibição formal dos duelos, feita na França por Richelieu, assim como em outros países nos quais o estado moderno absolutista buscou um monopólio da violência.

Com a publicação de um novo código dos duelos na França em 1836 pelo conde de Chatauvillard, o Essai sur le duel, estabeleceu-se a primazia do duelo por esgrima até o “primeiro sangue”, o que fazia ser mínimo o número de mortes. Na Inglaterra, após 1850 também declinou a moda dos duelos. Mas na França ela se manteve numa média de 200 por ano subindo quando havia crises políticas como o caso Dreyfus. Na Alemanha, um padrão mais aristocrático militar prevaleceu fazendo da pistola a arma por excelência dos duelos, o que causava falecimentos em ao menos um quinto deles. Havia menos duelos na Alemanha, mas com resultados muito mais mortíferos. Até mesmo uma figura como o líder socialista F. Lassalle envolveu-se em um duelo, morrendo por isso em 1864. Embora formalmente proibido, até mesmo o chanceler Bismarck desafiou em 1865 o político e cientista Virchow a um duelo que não se realizou.

Na Itália moderna e contemporânea os duelos teriam perdurado mais tempo do que em qualquer outro país europeu e o próprio Mussolini teria participado ao menos de cinco quando jovem[10]. O modelo de identidade hipermasculina da Itália teria, dessa forma, muito a ver com a exaltação da violência agonística ritualizada.

No Brasil, o duelo sempre foi proibido, mas mesmo assim realizado. Como escreve J. R. M. Remedi, “em razão da proibição vigente desde os tempos coloniais das práticas de duelos, era considerado um crime lesa-majestade, ou seja, contra a honra do próprio imperador”, mas, “apesar de proibido pela lei brasileira, os duelos eram mais frequentes que imaginamos e, raramente, produziam condenações maiores aos praticantes”[11]. O caso mais célebre talvez seja o que envolveu o general Bento Gonçalves que, em 1844, considerando-se insultado desafiou seu camarada de armas, o coronel Onofre Pires, ambos líderes da revolução Farroupilha, e este último, ferido, acabou morrendo após alguns dias.

Esse duelo é emblemático, pois ambos os contendores eram primos-irmãos e amigos e camaradas de armas havia trinta anos. Bento, general dos Farrapos, começou a ser questionado pela facção liderada por David Canabarro, à qual se passou Onofre Pires. Após intrigas e acusações, Bento escreve uma carta pedindo confirmação das acusações e Onofre escreve outra confirmando, o que leva Bento a desafiá-lo ao duelo de espadas. Na manhã de 27 de fevereiro de 1844, vão a cavalo para um local onde lutam e, mesmo sendo mais jovem que Bento em 11 anos e de imensa estatura, Onofre é ferido no antebraço direito. O duelo acaba, o próprio Bento o socorre, mas a ferida gangrena e ele morre em poucos dias. Esse duelo, que foi tema de vasta literatura[12] e é encenado até hoje em comemorações de tradições gaúchas, sintetiza a tragédia da violência por honra que irrompe entre homens que se amavam como irmãos, mas chegam a se ferir de morte duelando.

A honra era ferida por palavras proferidas em público sem que tivesse havido posteriores desculpas também públicas, o que trazia ao ofendido, caso não buscasse uma reparação, a pior das vergonhas. A ofensa podia ser também a uma mulher, por palavras ou atos, o que levaria imediatamente aos seus parentes diretos a necessidade de restaurá-la por meio do sangue. Nesse caso, a escolha das armas cabia ao ofendido, sendo tradicional também no Brasil a opção entre a espada e a pistola. No caso gaúcho, especialmente na cultura da fronteira, uma modalidade de duelo comum era com o uso de facas.

Da mesma forma que no código francês de 1836, também no Brasil eram “frequentes os relatos dos duelos cavalheirescos em que os tiros são disparados para o alto, sem intenção de ferir o oponente. Tal situação se dava devido ao entendimento de que bastava entre homens de honra colocar-se de peito aberto frente a uma pistola para provar a sua coragem e resolução. Assim como muitos duelos acabavam nos primeiros ferimentos que vertessem sangue, quase sempre com a enunciação da conhecida sentença: um gota de sangue de um homem honrado é suficiente para retirar as nódoas da ofensa”.[13]

O estado mental da violência é assemelhado às vezes ao da fúria e, na busca dessa condição, os homens usaram, muitas vezes em condições de monopólio de gênero, drogas psicoativas capazes de alterar a consciência e aumentar a predisposição para a violência. A mais comum dessas drogas sempre foi o álcool, proibido ou censurado para as mulheres em muitas sociedades.

No livro Selvagens bebedeiras, João Azevedo Fernandes mostra como o uso das bebidas alcoólicas para fins de agonismo masculino, ou seja, de disputa e combate, foi uma característica marcante das sociedades ameríndias, servindo para a construção do “ethos guerreiro”.

Esse beber viril continuou a existir na cultura masculina dos bares, em que a quantidade de bebida ingerida equivalia à suposta masculinidade que se buscava demonstrar. Como escreve Jack London, em suas Memórias alcoólicas, “quando moço, graças à taverna escapei às limitações da influência feminina e me lancei no vasto e livre mundo dos homens” (p.14).

No Brasil, a cultura da aguardente foi fundamental para o desempenho da mão de obra escrava, especialmente no âmbito da mineração. Mais tarde, a vida urbana nacional também conheceu um uso de bebidas que eram servidas em estabelecimentos específicos, de frequência majoritariamente masculina.

O beber como “macho” toma também uma forma de duelo, em que se disputa a capacidade de ingerir maiores quantidades em menor tempo. O ambiente do bar se constitui como o espaço de socialização prioritário do trabalhador masculino, em contraposição ao ambiente doméstico governado pelos princípios femininos da vida familiar.

Em contraposição a essa vida pública masculina nos espaços da alcoolização, emergiu desde o século XIX um discurso médico, de matriz eugenista, que condenava as bebidas alcoólicas sob o argumento de que elas comprometem a masculinidade tanto organicamente, por provocarem impotência, atrofia dos testículos e até mesmo a morte, como do ponto de vista moral, por afastarem os homens da família e do trabalho[14].

O declínio da prática dos duelos no mundo ocidental foi acompanhado da institucionalização cada vez maior dos esportes como arena das disputas masculinas, onde a própria esgrima e as artes marciais em geral assumiram cada vez mais a condição de uma prática esportiva do que de uma luta. Por essa razão, a participação feminina nos esportes foi muito limitada até o final do século XX. Mesmo em maratonas, mulheres não eram admitidas até os anos de 1970. A elevação do duelo esportivo à condição emblemática da disputa viril ritualizada com violência atenuada pode se verificar numa pesquisa da ocorrência da palavra “duelo” num programa de busca na Internet, em que praticamente todas as menções vão tratar de esportes.

O exercício da violência como prerrogativa masculina extravasou a esfera direta do conflito militar para investir toda a representação da masculinidade com os seus atributos: códigos de honra como “códigos de cavalheiros” na ritualização da agressividade e no seu direcionamento a formas atenuadas de disputa, tanto no âmbito dos esportes, como nos duelos e nas práticas de ingestão alcoólicas, todas codificadas como exercícios de masculinidade. A virilidade assim se constitui como um conjunto de hábitos e símbolos, como vícios da violência codificada e protocolada em que o lutar, o jogar, o beber, o brigar são socialmente moldados como representações do duelo, de forma a inscrever a diferença dos sexos num teatro social em que o protagonismo da violência literal e simbólica é estabelecida como a virtude por excelência dos homens, mesmo que estes cenários venham sendo, nas últimas décadas, alterados pela emergência dos movimentos feministas e de igualdade de direitos que conquistaram para as mulheres espaços crescentes na vida pública, nos esportes, no consumo alcoólico e mesmo nas atividades militares.

*Historiador, bacharel, mestre e doutor em História Social pela USP. Professor na cadeira de História Moderna no Departamento de História da USP (Universidade de São Paulo), é também pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP). Publicou seis livros e diversos artigos para jornais e revistas acadêmicas (ver aqui). Sua linha de pesquisa atual aborda a história da alimentação, das drogas e das bebidas alcoólicas. Seus textos publicados em Outras Palavras estão publicados aqui

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Referências bibliográficas:
BESSEL, Richard, Alemanha, 1945, São Paulo, Companhia das Letras, 2010.
FERNANDES, João Azevedo, Selvagens bebedeiras. Álcool, embriaguez e contatos culturais no Brasil colonial (séculos XVI-XVII), São Paulo, Alameda, 2011.
HARRIS, Ruth, Assassinato e loucura. Medicina, leis e sociedade no fin de siècle, Rocco, Rio de Janeiro, 1993.
LONDON, Jack, Memórias alcoólicas, São Paulo, Editora Paulicéia, 1993.
MATOS, Maria Izilda Santos de, Meu lar é um botequim. Alcoolismo e masculinidade, São Paulo, CEN, 2000.
REMEDI, José Martinho Rodrigues, Palavras de Honra: um estudo acerca da honorabilidade na sociedade sul-rio-grandense no século XIX, a partir dos romances de Caldre e Fião, Tese de Doutorado em História apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História, Área de Concentração: Estudos Históricos Latino-Americanos, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS, São Leopoldo- RS, 2011.
TÜCKER, Christoph, Filosofia do sonho, Ijuí, Editora Unijuí, 2010.

Notas:
[1] Para uma crítica feminista à história da dominação masculina no campo da teoria política do contrato, vide O Contrato sexual, de Carole Pateman (São Paulo, Paz e Terra, 1993)
[2] C. Tücker, Filosofia do sonho, Ijuí, Editora Unijuí, 2010, p.61.
[3] Eleanor B. Leacock, em Myths of Male Dominance. Collected Articles on Women Cross-Culturally (Monthly Review Press, 1982) traz uma ampla discussão sobre esta temática revendo as teses de Morgan, Bachofen, Engels, etc.
[4] Vide Sexo invisível. O verdadeiro papel da mulher na pré-história, J. M. Adovasio; Olga Soffer e Jake Page, Rio de Janeiro, Record, 2009.
[5] Sobre as relações entre as identidades masculinas e a prática da guerra e a história dos códigos cavalheirescos vide Robert A. Nye, Western Masculinities in War and Peace, The American Historical Review, vol. 112, nº 2, abril de 2007, inhttp://www.historycooperative.org/journals/ahr/112.2/nye.html
[6] Richard Bessel, em Alemanha, 1945 (p.151) escreve que “a necessidade de humilhar a outrora poderosa e agora impotente “raça dominante” era muito forte. Isso, e não apenas o desejo sexual desenfreado, é que parece ter estimulado a maior parte da violência sexual das tropas invasoras na Alemanha em 1945.”
[7] Jesse J. Prinz, in http://my.psychologytoday.com/print/86893
[8] Vide Ruth Harris, Assassinato e Loucura. Medicina, leis e sociedade no fin de siècle (Rio de Janeiro, Rocco, 1993), p.247.
[9] Comentando desde o livro de V. G. Kiernan, The Duel in European History: Honor and the Reign of Aristocracy (Oxford: Oxford University Press, 1986) até três livros mais recentes: Peter Gay, The Cultivation of Hatred. Vol. III, The Bourgeois Experience: Victoria to Freud (New York and London: W. W. Norton & Co., 1993); Kevin McAleer, Dueling: The Cult of Honor in fin-de-siècle Germany (Princeton: Princeton University Press, 1994) e Robert A. Nye, Masculinity and Male Codes of Honor in Modern France. Studies in the History of Sexuality (New York and Oxford: Oxford University Press, 1993).
[10] Steven Hughes, Politics of the sword. Dueling, Honor, and Masculinity in Modern Italy, Ohio State University press, 2007.
[11] Palavras de Honra: um estudo acerca da honorabilidade na sociedade sul-rio-grandense no século XIX, a partir dos romances de Caldre e Fião, de José Martinho Rodrigues Remedi, Tese de Doutorado em História apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História, Área de Concentração: Estudos Históricos Latino-Americanos, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS, São Leopoldo- RS, 2011, pp.216 e 220.
[12] A tese de J. M. R. Remedi trata especialmente da obra literária de José Antonio do Vale Caldre e Fião, cujo livro O Corsário: romance rio-grandense (1979) trata do tema do duelo.
[13] Idem, p.218.
[14] MATOS, Maria Izilda Santos de, Meu lar é um botequim. Alcoolismo e masculinidade, São Paulo, CEN, 2000.
Fonte: Outras Palavras, replicado do Blog Convergência.

Cidadão Boilesen: a ditadura e os empresários


Documentário disponível na internet revela um lado obscuro do regime militar: a presença direta do poder econômico na repressão.


por Cauê Ameni

Ganhador do prêmio de melhor documentário nacional no festival “É tudo Verdade”, Cidadão Boilesen conta o envolvimento da classe empresarial brasileira com os piores dias dos anos de chumbo da ditadura Brasileira.

Henning Boilesen, figura representativa na alta roda paulistana, sujeito carismático e presidente do grupo Ultra (Ultragás) participou ativamente (inclusive presencialmente) na OBAN (Operação Bandeirante) que visava aniquilar qualquer forma de pensamento que discordasse da ditadura.

O filme mostra que ele, assim como empresários da Camargo Correa, Folha de São Paulo, entre muitos outros, financiaram a repressão, que torturou e assassinou estudantes, professores e militantes de esquerda no Brasil. Boilesen, diferentemente de quase todos, foi punido, sendo assassinado pelos militantes do MRT e ALN.

Um documentário excepcional e imperdível.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Condenação dos pistoleiros e absolvição do mandante: um padrão de impunidade na justiça brasileira


Condenação dos pistoleiros e absolvição do mandante: um padrão
Julgamento dos envolvidos no assassinato do casal de extrativistas marca o início de uma série de sete júris previstos para o ano de 2013

Na presença de familiares, militantes de movimentos sociais, religiosos, representantes de organizações de direitos humanos e jornalistas brasileiros e de todo o mundo, o veredicto apresentado pelo júri diz muito sobre o cenário de violência contra defensores de direitos humanos no Brasil, ao condenar os executores da pistolagem, mas absolver o mandante do assassinato de José Claudio e Maria do Espírito Santo no ano de 2011 em Nova Ipixuna (PA). José Rodrigues Moreira, acusado de planejar e financiar os assassinatos, foi absolvido, enquanto os dois acusados pela participação na morte do casal foram condenados à prisão: Alberto Lopes do Nascimento foi condenado a 45 anos de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado, e Lindonjonson Silva Rocha a 42 anos e 8 meses por homicídio duplamente qualificado.

Na avaliação do advogado e coordenador de Terra de Direitos que acompanhou o julgamento, Antonio Sérgio Escrivão Filho, condenar os executores de crimes de pistolagem e absolver os mandantes aparece como um padrão recorrente de impunidade e negação da justiça observado nos poucos julgamentos dos inúmeros assassinatos de trabalhadores rurais envolvendo conflitos fundiários.

Os dados confirmam: de acordo com a pesquisa da Comissão Pastoral da Terra – CPT de 2011, dos 1.186 casos monitorados pela organização, 94 pessoas foram condenadas pelo menos em primeira instância, entre elas 21 mandantes e 73 executores dos homicídios.

Para Escrivão Filho, as evidências apresentadas no processo demonstraram o quadro de um crime com nítida motivação fundiária. “Um mandante com intenções de grilagem de terras públicas, aliado a executores programados para matar. Ocorre que se a motivação fundiária se coloca no centro do crime, do mesmo modo deve ser colocado o seu mentor intelectual, o mandante. Sem ele não há razão para a pistolagem executar as lideranças de trabalhadores rurais”, afirma.

Dentre as provas encontravam-se uma dúzia de relatos sobre o desencadeamento de uma grilagem de terra que encontrou em José Claudio e Maria do Espírito Santo um obstáculo mais fortalecido na defesa da reforma agrária e da floresta que o próprio Estado.

“Como o caso revela, a incapacidade institucional do Estado para combater a grilagem, a derrubada da floresta e o avanço do agronegócio nesta e em outras regiões, aliada ao poder de intervenção do latifúndio junto aos órgãos públicos e sua influência sobre a justiça, acabam por gerar uma combinação que vulnerabiliza, criminaliza e vitimiza os movimentos sociais e defensoras e defensores de direitos humanos que lutam pela terra, território e biodiversidade”, analisa o advogado.

Além de engrossar as estatísticas de impunidade aos mandantes, o julgamento terminou com a criminalização das próprias vítimas, como aponta Escrivão Filho. “Causa grande indignação a inclusão feita pelo juiz do processo, por sua própria convicção, de que as vítimas haviam concorrido para agravar o conflito em questão. Evidente criminalização que aparece ao final do julgamento e como uma espécie de manifestação política da justiça brasileira”, alega.

A condenação dos executores e a absolvição do mandante do assassinato do casal de extrativistas de Nova Ipixuna, José Claudio e Maria do Espírito Santo, marca o início de uma série de sete júris previstos para o ano de 2013 referentes ao julgamento de crimes contra direitos humanos. ” O conjunto de julgamentos que coloca o desafio histórico para a sociedade brasileira reivindicar e pressionar a justiça para que assuma a sua responsabilidade sobre a violência e a impunidade dos crimes contra defensores de direitos humanos”, opina.

Outros casos


Sete julgamentos de crimes contra direitos humanos estão previstos para 2013: Chacina de Felisburgo (MG), Chacina de Unaí (MG), Chacina da Fazenda Princesa (PA), assassinato de Dezinho (PA), assassinato de Manoel Mattos (PB) e assassinato de Sebastião Camargo Filho (PR). Seis deles são decorrentes de conflitos fundiários, sendo que os últimos quatro foram encaminhados para o sistema interamericano de direitos humanos.

No caso do assassinato do trabalhador rural Sebastião Camargo Filho, ocorrido no município de Marilena, Paraná, um dos mandantes do assassinato já foi condenado. Teissin Tina, ex-proprietário da Fazenda Boa Sorte, foi condenado em 27 de novembro de 2012 por contratar pistoleiros que realizaram despejo ilegal na fazenda e estar no local quando o trabalhador rural foi assassinado. No mesmo julgamento, Osnir Sanches foi condenado pelo assassinato de Sebastião Camargo em razão de ajudado a recrutar os pistoleiros que realizaram o despejo ilegal.

Contudo, ainda há outros mandantes que devem ser levados a júri popular. Marcos Prochet, ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR) do Paraná, é acusado de atuar para a formação de milícias privadas de ter disparado o tiro que assassinou Camargo. Tarcisio Barbosa de Souza, ex-tesoureiro da UDR e atual membro da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), é suspeito de articular a milícia e comandar em campo a ação da milícia.

A condenação dos mandantes de assassinatos de defensores de direitos humanos é um passo essencial para a superação de um padrão de violência contra quem luta por direitos. A simples condenação criminal não ira resolver todos os problemas ligados às violações de direitos humanos no Brasil, mas pode ser um claro sinal de que o Estado e a sociedade brasileira não mais aceitarão com passividade que os grupos sociais dominantes, minoria da sociedade, imponham seus interesses com base na violência.
Fonte: Terra de Direitos

A nova guarda pretoriana de Dilma Rousseff

Foto: Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Todo "governo popular" necessita de uma guarda pretoriana. (Almoço das Horas)

Alteração do decreto de criação da Força Nacional é inconstitucional e quebra pacto federativo, na medida em que confere ao Poder Executivo força policial própria

João Rafael Diniz*
05/04/2013 

Instituída por César Augusto, primeiro dos grandes imperadores de Roma, a Guarda Pretoriana foi um corpo militar especial, destacado das legiões romanas ordinárias, que serviu aos interesses pessoais dos imperadores e à segurança de suas famílias. Era formada por homens experientes, recrutados entre os legionários do exército romano que demonstrassem maior habilidade e inteligência no campo de batalha. No seu longo período de existência (mais de três séculos) a Guarda notabilizou-se por garantir a estabilidade interna de diversos imperadores, reprimindo levantes populares e realizando incursões assassinas em nome da governabilidade do império.

Passou quase despercebido mas, há algumas semanas, a Presidência da República publicou no Diário Oficial o decreto n.º 7.957/2013, que, dentre outros, alterou o decreto de criação da Força Nacional de Segurança Pública. A partir daí, o Executivo passou a contar com sua própria força policial, a ser enviada e “aplicada” em qualquer região do país ao sabor de sua vontade.

Numa primeira análise, chamou a atenção de alguns jornalistas e profissionais da causa ambiental a criação da “Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança Pública”. Essa nova divisão operacional dentro da Força Nacional terá por atribuições: apoiar ações de fiscalização ambiental, atuar na prevenção a crimes ambientais, executar tarefas de defesa civil, auxiliar na investigação de crimes ambientais, e, finalmente, “prestar auxílio à realização de levantamentos e laudos técnicos sobre impactos ambientais negativos”.

Não é preciso lembrar que uma das notícias mais importantes da semana passada foi o envio de tropas militares da Força Nacional de Segurança Pública para os municípios de Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste paraense. O objetivo da incursão militar, solicitada pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, é exatamente “apoiar” (leia-se: garantir pela força) o trabalho de 80 técnicos contratados pela Eletronorte para os levantamentos de campo necessários à elaboração do Estudo de Impacto Ambiental dos projetos de barramento do rio Tapajós, para fins de aproveitamento hídrico (construção de hidrelétricas, pelo menos 7 delas).

Inconstitucionalidade


A criação dessa companhia especial, seguida da operação de guerra que invadiu terras, inclusive áreas de caça das aldeias indígenas do povo Munduruku, acabou por obscurecer outra pequena alteração efetuada pela Presidência no ato de criação da Força Nacional (decreto 5.289/2004), mais especificamente sobre a legitimidade para solicitar o auxílio dessa tropa.

O art. 4º do decreto original tinha a seguinte redação:

“Art. 4º A Força Nacional de Segurança Pública poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado ou do Distrito Federal.

Após a alteração, passou a vigorar assim:

“Art. 4º A Força Nacional de Segurança Pública poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado, do Distrito Federal ou de Ministro de Estado.”

A inclusão dessas cinco palavras mágicas ao final do artigo 4º acabou por subverter por completo a razão de ser do decreto e, de quebra, burlou as determinações da Constituição Federal sobre a repartição de responsabilidades entre os entes da Federação (municípios, estados e União), o que pode ser considerado inclusive como quebra do pacto federativo. A partir de agora, qualquer ministro de Estado (todos eles subordinados à Presidência) pode solicitar ao Ministério da Justiça o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em qualquer parte do país, para defender os interesses do governo federal, sem a necessidade de qualquer autorização judicial, nem mesmo aquiescência do governo do estado em questão.

Para entender melhor a gravidade da situação, é preciso ter em mente que a Força Nacional de Segurança Pública não é uma polícia, mas um “programa de cooperação federativa” (art. 1º do decreto), ao qual podem aderir livremente os governos estaduais, e cujo objetivo é a “preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio” em situações excepcionais em que as polícias militares dos estados necessitem, e peçam, o apoio de tropas vindas de outros estados. Isso porque a Constituição Federal determina que a responsabilidade por “polícia ostensiva e a preservação da ordem pública” é das polícias militares dos estados, subordinadas aos respectivos governadores (art. 144, §§ 4º e 5º). À União restam duas possibilidades: intervenção federal no estado (art. 34), ou decreto de estado de defesa (art.136), ambas situações excepcionalíssimas de garantia da segurança e integridade nacionais, em que serão acionadas as Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica).

A chave para compreender a mudança é que, até o mês passado, era preciso “solicitação expressa do respectivo Governador de Estado ou do Distrito Federal” para motivar o envio da Força Nacional de Segurança Pública a qualquer parte do país, por tratar-se essencialmente de um programa de cooperação federativa entre estados e União.

Agora não mais. A recente alteração do art. 4º do decreto 5.289/2004, transformou a Força Nacional de Segurança Pública na nova Guarda Pretoriana da presidente Dilma Rousseff. Retirou das mãos dos estados a responsabilidade pela polícia ostensiva e preservação da ordem pública, nos locais em que os ministros entenderem ser mais conveniente a atuação de uma força controlada pelo Governo Federal. Esse contingente militar de repressão poderá ser usado contra populações afetadas pelas diversas obras de interesse do Governo, que lutam pelo direito a serem ouvidas sobre os impactos desses projetos nas suas próprias vidas e no direito à existência digna, tal como já está ocorrendo com os ribeirinhos e indígenas do rio Tapajós.

Não por acaso, essa profunda alteração no caráter da Força Nacional foi levada a cabo sem maiores alardes, no corpo de um decreto que tratava de outros assuntos. A inconstitucionalidade do ato é evidente, viola uma série de regras e princípios constitucionais além de atentar contra o próprio pacto federativo, um dos poucos alicerces da jovem república brasileira.

* Advogado e membro do grupo Tortura Nunca Mais – SP. Artigo publicado originalmente na Repórter Brasil.

Lei Geral da Copa - militarização e restrição dos espaços públicos


Em breve entrará em vigor a Lei Geral da Copa, um conjunto de leis de exceção exigido pela FIFA ao Estado brasileiro como condição para a realização da copa no Brasil. Tal lei atende a interesses de entidades privadas, e não ao interesse público. Envolve ameaças à liberdade de expressão, de imprensa e de informação, ao direito de ir e vir, ao trabalho e ao patrimônio público e cultural.
A segunda sessão desse ciclo do CINE OCUPA exibirá uma compilação de vídeos que incitem discussões e esclarecimentos sobre a Lei, seu caráter e suas consequências.

A Lei Geral da Copa que entra em vigor no próximo dia 01/12/2012, no dia do sorteio das chaves para a Copa das Confederações que irá ocorrer na metade do ano que vem, constitui o documento central de um conjunto de leis de exceção que vem sendo editadas nos três níveis federativos do país, de forma a garantir que a Copa do Mundo maximize o lucro da FIFA, de seus patrocinadores e de um conjunto de corporações nacionais, ampliando o canal de repasse de verbas públicas a particulares e fortalecendo um modelo de cidade excludente, que reproduz a lógica da especulação imobiliária e do cerceamento ao espaço público.

Fonte: Youtube


Fifa veta nome de Mané Garrincha no estádio de Brasília na Copa

Foto: Funcionários trabalham nas obras do estádio

Quem manda no Brasil... é a FIFA! (Almoço das Horas)

Breno Costa
Filipe Coutinho
De Brasília

Bicampeão do mundo pela seleção brasileira em 1958 e 1962, Garrincha está proibido pela Fifa de ter seu nome associado ao estádio de Brasília durante a Copa das Confederações e a Copa-2014.

Eraldo Peres-1.abr.2013/Associated Press

A Fifa, no entanto, decidiu que, durante as competições que organiza, o complemento "Mané Garrincha" não será permitido. E isso terá de ser respeitado em propagandas e divulgações dos eventos.

A entidade argumenta que as competições são de "interesse internacional" e que deve "manter a consistência dos nomes dos estádios".

Contudo, outros estádios que também possuem nomes tradicionais, e, em tese, de difícil compreensão semântica para o público internacional, como Maracanã e Mineirão, não sofrerão mudança.

No que depender do governo do Distrito Federal, a Fifa não terá problemas legais em mudar temporariamente o nome do estádio --que sediará a abertura da Copa das Confederações e sete partidas do Mundial em 2014.

Embora o governo tenha afirmado, em nota enviada à Folha, "estar certo de que não haverá necessidade de mudança na arena da capital federal", projeto de lei enviado semana passada pelo governador Agnelo Queiroz (PT) aos deputados distritais inclui artigo prevendo a troca.

Na prática, é uma manobra para atender a Fifa após derrota política em 2012. Já ciente do desejo da federação de não ter Mané Garrincha vinculado ao nome da arena, Agnelo vetou projeto de lei que assim o batizava. O veto foi derrubado pelos deputados.

Caso o texto agora proposto por Agnelo seja aprovado, abre-se também a brecha para que a Fifa associe o estádio a um determinado patrocinador. A entidade afirma que isso não irá acontecer.

Diz tratar-se de procedimento comum. Cita como exemplo os dois últimos mundiais, na África do Sul (2010) e na Alemanha (2006).

Neste último caso, o exemplo mais específico é a Allianz Arena, moderno estádio do Bayern de Munique, que durante a Copa de 2006 perdeu o nome da seguradora e recebeu um genérico: Arena de Munique.

Mais exploração: é esta a nova Europa?

Imagem: Sott.net

Título original: Más explotación: ¿Esta es la nueva Europa?

 FERNANDO LUENGO PÚBLICO*

La crisis económica, dura en intensidad y larga en el tiempo, ha supuesto una merma de los beneficios con que operaban los capitales (extraordinarios, en las actividades financieras e inmobiliarias), reduciendo, asimismo, los espacios disponibles para su valorización. Las políticas implementadas por los gobiernos y por la troika han buscado restablecer los márgenes de ganancia, trasladando los costes de la crisis a la población trabajadora y creando nuevas fuentes de negocios para esos capitales. Tan solo eso es lo que hay detrás del equívoco y confuso lenguaje oficial relativo a las políticas de austeridad y reformas estructurales.

En realidad, esas políticas son herramientas al servicio de un formidable proceso de redistribución regresiva de la renta, de un expolio social sin precedentes. Con independencia de que sus aspectos más extremos podrían suavizarse (flexibilizarse) cuando la urgencia de la coyuntura lo permita y cuando se haya culminado la primera gran oleada confiscadora, el núcleo duro de las estrategias de ajuste presupuestario y devaluación salarial ha llegado para quedarse.

La devaluación interna, eufemismo que en realidad significa política de rentas salariales, designa quién debe pagar la crisis, los trabajadores, y ocupa un lugar medular en la recomposición de las ganancias empresariales. La "moderación salarial" ya dominaba la dinámica laboral europea desde hace más de tres décadas (¿es esa la Europa que algunos reivindican como salida de la crisis?). Ahora, con la introducción de la última generación de reformas laborales, con la permanente amenaza que pesa sobre los puestos de trabajo y con la presión a la baja de los ingresos de los trabajadores que suponen unos niveles de desempleo históricamente elevados, los salarios nominales se estancan o retroceden... abriéndose un camino que los empresarios recorren con satisfacción de mejora para los beneficios, sin necesidad de que lo haga la inversión productiva y sin que el consumo interno se dinamice.

La competencia a través de los salarios se instala en la Unión Europea, del mismo modo que ya impregna la dinámica de las empresas transnacionales, donde ya es habitual la competencia salarial entre los distintos centros de trabajo que integran el grupo corporativo. La lógica del ajuste salarial como mecanismo competitivo (¡¡lo verdaderamente importante es tener un empleo, cualquiera que sea su calidad!!) sitúa a Europa, a sus trabajadores, en una posición de extrema vulnerabilidad, pues, inmersos en esa lógica, para que las economías ganen cuota de mercado, se obliga a los trabajadores a perder derechos y capacidad adquisitiva.

Además de la presión sistemática y sistémica sobre los salarios, en la situación actual cobran importancia creciente aquellos mecanismos de acumulación que podemos denominar como "extensivos" (sin eufemismos: más explotación), en oposición al crecimiento alimentado por la obtención de mejoras en la productividad. La jornada de trabajo tiende a alargarse al tiempo que se intensifican las cadencias y ritmos de producción, lo que de hecho significa una reducción de los salarios reales de los trabajadores. Igualmente, con el mismo objetivo de utilizar más extensivamente la fuerza de trabajo, se prolonga la vida laboral.

En resumen, intensificación de la explotación laboral, más que renovación y modernización de las capacidades productivas. Estos son los pilares sobre los que se está levantando la nueva Europa comunitaria, la que están impulsando las oligarquías productivas y financieras y las élites políticas, las que rigen los destinos del norte y del sur del continente europeo.
Fonte: Público.es

A seca continua sendo política


















Rubens Mascarenhas

A seca, a mesma, talvez mais intensa. O descaso governamental, também o mesmo, secular. Sob a ditadura militar; sob os governos que a atual direita rotulava de direita; sob a atual direita que se autoproclama "dos trabalhadores" a prática é a mesma e não há discurso (retórica) que negue.
A seca é política. É política eleitoreira que garante a miséria de uma imensa maioria rural e a miséria à periferia urbana. Garante votos às oligarquias de todas as estirpes e de todos os “partidos” políticos, secularmente.
A foto não é do início do século XX – como poderia ser –, mas atual, sob o estigma da “globalização” e da “posmodernidade”. É da contemporaneidade brasileira cantada em verso, prosa e retórica eleitoreira dos urubus de plantão, na mídia, nas instituições, nas agremiações parlamentares que incautos de má fé insistem em defender da inércia que denuncia conluio. É da atual fase de acumulação capitalista capitaneada pela burguesia financeira, pelos abutres da especulação de bancos e bolsa, dos “políticos” ratos de congressos e câmaras, dos vendilhões de votos e posições políticas. De fato, como fariam para se manterem em suas atuais posições se não fosse a pobreza e a miséria que reproduzem?
A seca é política e é mantida pela cerca que separa a grande propriedade da pequena; o latifúndio da agricultura familiar, os “representantes do povo” deste último; os ricos dos pobres e mantém, historicamente, essa configuração de exploração social.
Malditas todas as cercas!
Malditos os exploradores burgueses e seus representantes!
Maldita a acumulação de riquezas que produz tanta miséria!



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Espanha: povoados inteiros são postos à venda


Título original: En Espñha venden pueblos enteros a inversores extranjeros

Crece el número de extranjeros que consideran a la compra de pueblos abandonados en España una inversión atractiva.


Se trata de viviendas rurales o pueblos enteros con casas e incluso granjas. En muchas ocasiones las propiedades se encuentran en estado de ruina, pero eso no parece suponer ningún problema para numerosos extranjeros.

De acuerdo con el diario ‘El Mundo’, es una nueva tendencia en el mercado inmobiliario español. Y es que los datos hablan por sí solos: durante los últimos meses, los británicos, alemanes, belgas y noruegos han dominado el mercado de la compra de pueblos deshabitados en España. De hecho, el 90% de los compradores son extranjeros, explicó a ese periódico Rafael Canales, gerente del portal especializado en la venta de aldeas abandonadas y casas rurales Aldeas Abandonadas.

El Instituto Nacional de Estadística tiene registradas ya más de 3.000 aldeas abandonadas en todo el país, por eso las administraciones públicas cada vez se interesan más en estudiar la oportunidad de venderlas. Además, afirman que el hecho de que un número considerable de compradores sea extranjero supone una oportunidad para salvar a estos pueblos de una muerte casi segura, pero también una ocasión única para promover el desarrollo del turismo rural. 

"Entre un 15% y un 20% de los compradores, las adquieren como inversión”, señala Canales, pero también hay personas interesadas “en la tranquilidad que pueden tener en esos sitios, por ejemplo, para retirarse a vivir en el campo cuando se jubilan”.

La publicación explica la situación en la comunidad autónoma de Galicia, en el noroeste de la Península Ibérica, donde hay más de 1.402 aldeas abandonadas, casi la mitad de todos los casos del país. El precio para adquirir una casa o aldea abandonada allí es, por lo tanto, considerablemente inferior al de otras regiones españolas. 

“Lo que en Galicia compras por menos de 100.000 euros, en otras zonas te vale un millón”, indicó el gerente de ‘Aldeas Abandonadas’.

Como señala el artículo, “los gestores municipales ven en su riqueza arquitectónica y paisajística un nicho de mercado para ayudar a combatir la despoblación del territorio rural gallego”.

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O Sucre poderá converter-se em moeda de reserva internacional


Título original: El sucre podría convertirse en monda de reserva internacional en los proximos años

En un futuro muy próximo podrían formarse zonas equivalentes de distintas monedas de reserva, y una de ellas sería la del sucre, consideran los expertos.


La crisis del 2008 y la ralentización económica local en 2011 y 2012 han provocado un reordenamiento de fuerzas en las monedas internacionales. El economista Mijaíl Jazin considera que con el tiempo varias divisas se utilizarán como principales monedas de reserva. Así, podrían formarse zonas monetarias equiparables del euro, el dólar, el sucre, el yuan e incluso de una moneda conjunta de Rusia y Turquía, según Jazin.

El economista basa su previsión en las expectativas de que en los próximos diez años el producto interior bruto (PIB) de China permanezca en el nivel actual, de que el PIB de la zona euro y de EE.UU. disminuya y de que, en cambio, el de Rusia y América Latina crezca.

El sucre (Sistema Unitario de Compensación Regional) es una unidad de cuenta y de valor adoptada por los países de la ALBA para transferencias bancarias entre sus miembros. De momento no es una moneda con organismo emisor de billetes, pero el euro también se empleó durante tres años solo para transacciones comerciales. El sucre es considerado una medida para disminuir la dependencia del dólar.

A pesar de los grandes problemas de algunas economías nacionales de la eurozona -como las crisis de Chipre, Grecia o España- y del crecimiento del déficit presupuestario de EE.UU., el euro y el dólar seguirán siendo unas de las principales monedas de reserva internacionales, asegura Jazin, citado por el portal ruso 'RBK'.

Por otro lado, las perspectivas del yuan chino de llegar a ser próximamente una moneda internacional son claras, según la opinión de numerosos analistas. HSBC, el gigante de servicios bancarios y financieros, estima que para 2015 una tercera parte del comercio con China se pagará con yuanes, convertido para entonces en la tercera moneda internacional. El uso mundial de la moneda china como divisa para el comercio internacional ya aumentó un 50% durante 2012.

El volumen del intercambio comercial entre Rusia y Turquía en los próximos años puede alcanzar los 100.000 millones de dólares. Por eso, en una perspectiva más lejana, Mijaíl Jazin ve posible también la unión monetaria entre el rublo ruso y la lira turca. En general, la lira tiene buenas perspectivas y es capaz de cotizarse a 0,5 dólares, incluso sin la unión con el rublo.


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O negócio das armas cresce em meio à crise capitalista mundial


Título original: El negocio de las armas creció 51% en la última década


Estocolmo, Ginebra, Washington, Singapur, Tokio, Berlín y Moscú (PL y Bolpress).- Las ventas de los 100 mayores fabricantes de armas del mundo aumentaron 51% en la última década y en 2011 ascendieron a la astronómica cifra de 410 mil millones de dólares, revela un informe del Instituto Internacional de Estudios para la Paz de Estocolmo (SIPRI). Se estima que solo el comercio de armamento ligero supera los 10 mil millones de dólares anuales.

El comercio mundial de armas movió un aproximado de 385 mil millones de dólares en 2008, 406 mil millones en 2009, 411 mil millones de dólares en 2010 y alrededor de 410 mil millones de dólares en 2011. El Sondeo de Armas Pequeñas 2012, elaborado por investigadores independientes y presentado en la sede de la ONU en agosto del año pasado, calcula que el comercio legal de armas de fuego ligeras y pequeñas superó los 8.500 millones de dólares anuales, el doble de los cuatro mil millones reportados en 2006.
El director gerente del Sondeo de Armas Pequeñas 2012 Eric Berman estima que el monto combinado del comercio autorizado e ilegal de armamento ligero supera los 10 mil millones de dólares anuales, como consecuencia del incremento de las adquisiciones a gran escala de los gobiernos de Irak y Afganistán, y también al aumento de las compras de armas extranjeras por civiles estadounidenses. Lo más preocupante es que este negocio boyante es responsable de la muerte de cerca de medio millón de personas cada año. [1]
En 2011 las ventas globales de los principales fabricantes de armamento registraron un bajón de 5% en comparación con 2010 debido a que las políticas de austeridad, los descensos propuestos y actuales en el gasto militar y los aplazamientos de adquisiciones en los programas de armas afectaron las ventas generales en América del Norte y Europa Occidental, explicó el SIPRI.
Dicha caída en el comercio mundial de armamento fue la primera desde los años 90, cuando el gasto en defensa descendió tras la Guerra Fría; sin embargo, al evaluar el comportamiento de la actividad desde 2002, las ventas de los 100 principales fabricantes aumentaron en 51% en términos reales, aclaró la experta en industria armamentística del SIPRI Susan Jackson.
De acuerdo con el SIPRI, el principal mercado en crecimiento en la industria armamentística es el de las ciberarmas para prevenir o lanzar ataques contra sistemas informáticos. Solo como ejemplo, en julio del año pasado la empresa rusa de seguridad informática Kaspersky identificó una versión más nociva de un virus creado por Estados Unidos para operaciones de espionaje contra objetivos y países que considere enemigos.
El nuevo software -denominado miniFlame- es capaz de hacer capturas de pantalla y espiar programas de mensajería instantánea, al explorador Internet Explorer, el Mozilla, el Microsoft Office u otros como el Adobe Acrobat o clientes FTP. Se trata de una herramienta de ataque de alta precisión quirúrgica que permite el control total del equipo, algo que no sucedía con el Flame.
La firma rusa concluyó que el nuevo virus es un conjunto de comandos derivados del gusano Flame, detectado en mayo de 2012 y considerado la más sofisticada arma cibernética de vigilancia jamás desplegada. Al respecto, The Washington Post informó que los creadores del virus madre son la Agencia de Seguridad Nacional, la Agencia Central de Inteligencia y también militares de Israel.

Los magnates de las armas

Los mayores mercaderes de armas en el mundo son Estados Unidos, Rusia y Alemania. Estados Unidos mantiene su predominio mundial al concentrar 44 de las 100 mayores compañías y el 60% de las ventas totales, mientras que otras 30 empresas radicadas en Europa Occidental acaparan el 29% del mercado. Las estadounidenses Lockheed Martin con ventas de 36.270 millones de dólares, y Boeing con 31.830 millones encabezan la lista de los 10 principales fabricantes de armas, junto a otras cinco compañías norteamericanas.
En 2010 Estados Unidos acaparó el 53% del mercado mundial de armas por un valor de 21.300 millones de dólares, según el informe anual del Servicio de Investigación del Congreso (CRS en inglés). Ese año la potencia norteña aprobó la venta de equipos militares valuados en 200 millones de dólares a la monarquía de Bahrein, confesó el Departamento de Estado. En 2008 la Casa Blanca vendió a la nación árabe armamento valuado en 88 millones de dólares y en 2009-2010 amplió las exportaciones de aviones y equipamiento electrónico, fusiles de asalto, escopetas y otras armas empleadas para reprimir protestas sociales, por un valor total de 112 millones de dólares.
En diciembre de 2012 el Departamento de Defensa de EE.UU. notificó al Congreso que firmó un nuevo convenio con Israel para venderle armamento de última generación por un valor de 647 millones de dólares. El Pentágono proveerá al gobierno de Tel Aviv 6.900 aditamentos de municiones de ataque directo conjunto (JDAM en inglés) que convierten a las bombas de caída libre en municiones “inteligentes”, al equiparlas con un sistema de dirección inercial que les proporciona mayor precisión y un alcance aproximado de 30 kilómetros. [2]
Se supo también que el gobierno de Japón analiza la posibilidad de eliminar una ley vigente desde fines de la Segunda Guerra Mundial que le impide exportar armas, con el fin de desarrollar el avión espía de alta tecnología F-35 en alianza con Estados Unidos, reportó la cadena televisiva NHK. En Japón existen cerca de 130 instalaciones militares estadounidenses y una cifra aproximada de 50 mil efectivos, sobre todo en la región de Okinawa.
Por otro lado, el presidente Vladimir Putin reveló que entre enero y septiembre de 2012 Rusia se ratificó como el segundo proveedor mundial de material bélico al exportar 10.700 millones de dólares, el 80% del volumen previsto en el plan anual. El director del Servicio Federal para la Cooperación Técnica Militar Alexander Fomin confirmó que Rusia tiene contratos de exportación por un valor superior a los 40 mil millones de dólares, de los que 36 mil corresponde a la firma Rosoboronexport, la mayor exportadora de material de combate entre las 22 empresas rusas autorizadas a concurrir de forma autónoma al mercado internacional.
De otra parte, en 2012 el gobierno de la canciller alemana Angela Merkel aprobó la exportación de armas a seis estados árabes miembros del Consejo de Cooperación del Golfo (Bahréin, Kuwait, Omán, Catar, Arabia Saudita y los Emiratos Árabes Unidos) por un valor de 1.420 millones de euros, más del doble que el año precedente, informó el rotativo Sueddeutsche Zeitung.
El año pasado las empresas alemanas duplicaron sus envíos a Argelia en comparación con 2011, cuando las exportaciones bélicas ascendieron a 570 millones de euros, según un cálculo del Ministerio de Economía alemán. En diciembre de 2012 el gobierno de Alemania se negó a brindar información sobre un posible nuevo contrato de venta de armas a Arabia Saudita, alegando que ese tipo de negociaciones tiene carácter secreto. [3]
El semanario Der Spiegel estimó que este año Alemania concedió licencias para exportaciones armamentísticas por un valor de 3.300 millones de euros, lo que supondría un aumento de 800 millones de euros en comparación con 2011.
Además, el SIPRI informó que Singapur ascendió al vigésimo puesto entre los principales exportadores de armas ligeras del mundo, luego de que el valor de sus ventas de distintos equipos bélicos convencionales aumentara de 12 millones de dólares en 2011 a 76 millones en 2012. [4]
El director ejecutivo del Instituto de Estudios Estratégicos de Asia Tim Huxley precisó que Singapur se convirtió en el tercer suministrador asiático de armas, detrás de China y Corea del Sur, y también en el quinto principal importador de armas con 5% de las adquisiciones globales desde 2008 hasta el año pasado. (The Straits Times)
India ocupa el primer lugar en la lista de los principales compradores de armas del mundo, con importaciones ascendentes a seis mil millones, seguida de Taiwán cuyas compras bélicas ascendieron a 2.700 millones de dólares. El SIPRI destacó que la venta de armas a países en desarrollo se redujo de 50 mil millones en 2009 a 30.700 millones de dólares en 2010.
En el periodo 2003-2010, Arabia Saudita adquirió artefactos bélicos valuados en 29 mil millones de dólares, seguido por India (17 mil millones), China (13.200 millones), Egipto (12.100 millones) e Israel (10.300 millones).Notas:
[1] Naciones Unidas estima que existen alrededor de 875 millones de armas pequeñas en todo el mundo, y más de mil compañías de 100 países que las fabrican. Unas 253 mil armas de fuego cruzarían anualmente de manera ilícita la frontera Estados Unidos-México, con ventas superiores a 127 mil millones de dólares anuales, calcula la Universidad de San Diego, California. Eso significa que el 46,7% de las armerías estadounidenses depende de la venta legal de estos artefactos.
[2] Israel es el principal aliado de Estados Unidos en Oriente Medio, y el mayor receptor de asistencia económica y militar a nivel global, no solo como comprador de armas norteamericanas sino como participante en el desarrollo conjunto de sistemas militares. Desde 1987 Estados Unidos ha suministrado a Israel un promedio de 1.800 millones de dólares anuales solo por concepto de financiamiento de equipos bélicos y para la investigación y desarrollo de armamento.
[3] El gobierno federal no ve motivos para cambiar algo en una práctica de Estado realizada desde hace décadas, dijo el portavoz oficial Steffeln Seibert, en respuesta a un artículo publicado en el semanario Der Spiegel, según el cual Arabia Saudita manifestó su interés en adquirir cientos de vehículos de transporte blindados del modelo Boxer y carros de combate Leopard II. Der Spiegel reveló además que Alemania suministra armas a Israel para combatir a Hamas.
[4] Las cifras del comercio armamentista acopiadas por el SIPRI, principalmente de gobiernos y registros de Naciones Unidas, revelan que el país asiático exportó recientemente 115 vehículos blindados a Inglaterra y 10 a Tailandia por un monto total de 227 millones de dólares, además de seis helicópteros ligeros a Chad y dos carros patrulleros a Nigeria.

Fonte: Bolpress 

Ex-repórter da CNN afirma ter recebido ordens para manipular notícias sobre a Síria e o Irã


Título original: Ex-reportera de CNN: Recibí órdenes para manipular noticias y satanizar a Siria e Irán


Amber Lyon
02/04/2013

Credito: Archivo Web recorte de pantalla

2 de abril de 2013.-La ex-reportera Amber Lyon reveló que durante su trabajo para el canal CNN, recibió órdenes para enviar noticias falsas y excluir algunas otras que el gobierno de Estados Unidos no favoreció con el objetivo de crear una opinión pública en favor de lanzar una agresión contra Irán y Siria.

Lyon fue citada por el sitio web de noticias Slovak diciendo que los medios de comunicación dominantes de EE.UU. intencionalmente trabajan para crear una propaganda en contra de Irán para obtener el apoyo de la opinión pública para una invasión militar en su contra.

Ella reveló que el escenario utilizado antes de la guerra contra Irak está siendo preparado para ser repetido donde Irán y Siria están siendo objeto de constante 'satanización'.

La ex-reportera aclaró que el canal CNN manipula y fabrica noticias y sigue selectividad al transmitir noticias, afirmando que el canal recibe dinero del gobierno de EE. UU. y gobiernos de otros países a cambio de contenido de noticias.

Traducción por Ivana Cardinale para el Correo del Orinoco

terça-feira, 2 de abril de 2013

Fábio dos Sem Terra foi assassinado em Iguaí,Bahia

Fábio Sem Terra foi assassinado em estrada
que dá acesso a Palmeirinha (Foto: Iguaí Mix)

Fábio dos Santos Silva,  conhecido como Fábio do Sem Terra ou Fábio do PT, foi assassinado com 15 tiros, por pistoleiros, por volta do meio-dia, em uma estrada vicinal que dá acesso ao distrito de Palmeirinha, próximo ao Ribeirão das Flores, a poucos quilômetros de Iguaí.

Segundo informações de amigos, ele estava na cidade com sua família e se dirigia para a sua casa no distrito, quando foi seguido por uma moto e começaram os disparos. De acordo com declarações da esposa de Fábio, eles atiraram e, assim que o carro parou, se aproximaram para disparar mais tiros, levando-o ao óbito ali mesmo no veículo que dirigia, um Fiat Uno.

Fábio dos Santos Silva estava acompanhado da mulher e da filha, que não sofreram nenhum ferimento. A polícia aguarda a perícia técnica no local para as averiguações.

Fábio dos Santos (em destaque) durante
 reunião com o prefeito de Iguaí

no ano passado (Foto: Iguaí Mix)
Não há confirmação do motivo do crime, mas familiares, que estavam no local, disseram que Fábio vinha recebendo ameaças constantemente. Essa informação também foi divulgada, poucos momentos após a sua morte, no site do MST, pelo Deputado Valmir Assunção (PT-Bahia). Ele era pedagogo, especialista em Educação do Campo, e líder do Movimento dos Sem Terra em Iguaí. Também foi candidato a vereador nas eleições municipais, em Iguaí, no ano passado.

Fonte: Iguaimix

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Quem pode frear os Estados Unidos?


Título original: ¿Quién puede frenar a Estados Unidos?


Siete cosas que saber antes de la guerra en Corea

Por Alberto Buitre
Domingo 31 de Marzo de 2013

1.- El agresor es Estados Unidos.- Desde el armisticio de las Coreas de 1953, Estados Unidos ha ocupado Corea del Sur y subyugado a su Gobierno a sus intereses, colocando lobbys militares y buques de guerra en la península. Se estima que desde entonces, Washington ordena un promedio de 200 vuelos sobre el territorio cada año, incluidos aviones bombarderos B-52 y submarinos nucleares.

2.- La guerra es Corea del Norte vs. EEUU.- Seúl es un país sometido a Washington desde el armisticio. Sus tropas serían las primeras en avanzar el ataque, y las primeras en morir. Esa es la política guerrerista “aliada”.

3.- Estados Unidos quiere apoderarse de Asia-Pacífico.- Ante la abdicación comunista de China para la aplicación de un modelo capitalista de Estado con estrategia imperialista, la única nación incómoda para EEUU en la región es Norcorea. Eliminarle sería para la Casa Blanca la oportunidad de cercar geopolíticamente a Pekín para competir cara a cara con su creciente economía que, según analistas, sería la primera en el mundo para el año 2018.

4.- Economía de guerra para rescatar al capitalismo.- Como sabemos, la crisis de sobre acumulación capitalista tiene en la guerra una de sus supuestas salidas. La industria militar se activa empleando mano de obra que yacía desempleada por las pérdidas de las empresas, con empleo se desatan los créditos para acelerar la capacidad de consumo, haciendo que los bancos vuelvan a funcionar. Estados Unidos sabe muy bien de esto. Sus crisis son inagotables y cíclicas cuyo costo se carga a su clase trabajadora o, como en este caso, a la humanidad entera.

5.- Fin o fortalecimiento del imperialismo.- Corea del Norte es una de las últimas paradas de los afanes imperialistas de Estados Unidos. Por su parte, Rusia, China, India o Brasil no son sus enemigos, sino sus adversarios económicos en cuya cúspide de competencia, siempre sabrán acordar la preservación del sistema. En cambio, la capacidad de disuasión política y militar de Norcorea contra EEUU es real. Esto supone que Washington se juega una de sus más importantes cartas bélicas en la Península coreana: si logra abatir a Pyongyang, no habrá país que lo detenga y su próximo objetivo será Irán, con la vida del planeta en riesgo inminente. Sin embargo, existe la posibilidad de que en la RPDC termine una era de dominio yanqui sobre el mundo.

6.- Permanente campaña anti comunista.-Tan añeja y absurda como la explotación esclavista que Estados Unidos sigue defendiendo hasta en su mismo territorio.

7.- ¿Qué detiene esta guerra? Está claro que Corea del Norte no se mueve del lugar donde ha persistido por 60 años. ¿Quién puede frenar a Estados Unidos? ¿La ONU? ¿El bloque Rusia-China-India-Brasil? ¿La Unión Europea? ¿El activismo de la humanidad por la paz? Una paz sin armas, pero sin la explotación irracional del dinero sobre a lo que a la humanidad y la naturaleza le pertenecen desde el principio del tiempo: la vida.