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terça-feira, 10 de julho de 2012

GEILC/MP publiciza nota da apoio à Greve dos Professores do Estado da Bahia

Imagem:  filosofarpreciso.blogspot.com


A História não os absolverá!
(CARTA ABERTA À POPULAÇAO DA BAHIA)

O Grupo de Estudos de Ideologia e Lutas de Classe (GEILC/MUSEU PEDAGÓGICO DA UESB) vem, publicamente, REPUDIAR a forma que o GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, administrado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), vem tratando a Educação no Estado.
A luta dos professores da Educação Básica na Bahia anuncia a revitalização do movimento educacional. A unidade na luta por objetivos comuns indica uma grande lição: O Estado da Bahia precisa ser reeducado politicamente. Está evidente, o governo baiano arbitra a greve justa e coerente dos professores com recursos normativos autoritários e fere frontalmente os direitos de sobrevivência física dos docentes operando com regras inspiradas no controle opressivo da sociedade civil em beneficio dos interesses políticos daqueles que se estabeleceram no aparelho de Estado. O Governo Federal, por sua vez, omite-se de sua função ignorando a reivindicação dos professores a um direito público conquistado nacionalmente, sem se incomodar com os docentes, os alunos, o funcionamento do sistema público educacional na Bahia.
Nós educadores, pais, sociedade civil, temos que confrontar o governo e lutar para a construção de uma educação democrática que esteja, de fato, comprometida com a maioria do povo baiano, pois o governo administra na perspectiva burguesa e autoritária de seu grupo e partido contra a iniciativa educacional por direitos e respeito.
Nosso repúdio:
- Ao uso dos meios de comunicação (pagos com o dinheiro público) com o intuito de mentir à comunidade baiana, com informações de que os professores já receberam os 22% de reajuste, entre outras conquistas;
- À construção de um discurso que culpa os professores pela greve;
- Ao terrorismo estatal representado pelo covarde corte dos modestos salários daqueles que se manifestam democraticamente (mais que um ato político, o corte representa a negação à sobrevivência);
- À tentativa de transferir para o movimento a indignação dos pais dos alunos, que reconhecem o Estado como o principal responsável pelo processo e pelos prejuízos causados pela greve;
- À ocultação das contas do FUNDEB, em DESOBEDIÊNCIA à Lei de acesso à informação (nº 12.527/2011);
- Ao uso do Judiciário e do Legislativo baianos na salvaguarda dos desmandos governamentais e na perseguição e punição dos trabalhadores da Educação;
- Ao descaso do Ministério Público, que faz vistas grossas para os desmandos e intransigência do EXECUTIVO, sem esboçar a mínima reação em defesa das garantias constitucionais dos direitos elementares dos cidadãos (Lei de Greve, conforme capítulo II, título 2o da CF/88);
- À irresponsável e criminosa forma com que o Governo do Estado tem tratado a Educação e sua inobservância da lei e o descumprimento do Piso Nacional da Educação;
- Em suma, repudiamos os mecanismos governamentais repressores: uso da mídia como arma de convencimento na propagação das mentiras oficiais; a contratação de profissionais em caráter temporário; os contratos milionários com showmen, que desrespeitam o profissional da educação; o tratamento da educação como mercadoria; a repressão aos trabalhadores do REDA e aos professores em Estágio Probatório, como medida de força; a aprovação da ilegítima lei 12.364/11 que subverte, oportunisticamente, a lei federal do Piso. Repudiamos esse “modo de governar” cuja característica principal é sua democracia às avessas, que protege contraventores e violenta a classe trabalhadora.
Por outro lado, referendamos a luta dos professores pela Dignidade de ser educador e não capitularem diante de um Estado leviatã hobesiano que enche as contas da grande mídia e esvazia os direitos dos trabalhadores.
Viva a luta dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação da Bahia e do Brasil!


Subscrevem esta nota os Grupo de Estudos e Pesquisas do Museu Pedagógico abaixo relacionados:
Políticas Educacionais, Memória e Trajetórias Geracionais – PEMTG
Estudos e Pesquisas sobre Álcool e Drogas – GEPAD

Universidade Fast-Food e a necessidade de sua crítica radical



Ricardo Festi
O slow Movement surgiu depois de um protesto contra a abertura de um McDonald´s na Prazza di Spagna em Roma, no ano de 1986. Este foi o marco inicial do Slow Food, um movimento que defende o prazer de comer contra a lógica taylorista-fordista das grandes redes de restaurantes que se proliferaram no mundo inteiro depois da Segunda Guerra Mundial. O protesto e o movimento foram uma manifestação singular de um movimento muito mais amplo e heterogêneo contra a chamada “globalização”. Da comida o Slow Movement alçou voos para áreas diferentes, na defesa de um estilo de vida com mais sentido e conteúdo (mesmo que ainda não se tenha claro o que seria isso). Dentre eles estão o Slow Reading (por uma leitura lenta e concentrada dos textos, sem os incômodos e pausas das mensagens que chegam pelos celulares, as conversas pelos Chats, o Twiter, os emails, etc.) e o Slow Science, que laçou um manifesto contra a universidade fast-food, isto é, contra a lógica da produtividade cada vez mais presente no meio acadêmico. Defendem:
A ciência lenta foi praticamente a única ciência concebível por centenas de anos, hoje, argumentamos, ela merece ser revivida e necessita proteção. A sociedade deve dar aos cientistas o tempo necessário, mas mais importante, os cientistas devem fazer a seu ritmo. (...) Precisamos de tempo para pensar. Precisamos de tempo para digerir.**
Não deixa de ser uma reação progressista de uma camada da comunidade acadêmica contra as mudanças ocorridas nas ultimas décadas nas universidades e no meio intelectual. Entretanto, se suas críticas se centrarem apenas na exteriorização do fenômeno, não conseguirá atingir seu objetivo central: resgatar uma verdadeira forma de pesquisar e conceber a ciência (isso é discutível; o que concordamos com eles é que a forma de hoje não é a melhor). Falta-lhes a crítica radical (na raiz) das reais causas deste fenômeno: a expansão da lógica de mercado para uma área que antes não era gerida diretamente pelo mercado.

Podemos encontrar uma primeira explicação para isso em Zizek (2012):
Na União Europeia, a reforma do ensino superior pelo processo de Bolonha é um grande ataque conjunto ao que Kant chamou de “uso público da razão”. A ideia subjacente dessa reforma, a ânsia de subordinar o ensino superior às necessidades da sociedade, de torná-la útil aos problemas concretos que enfrentamos, visa produzir opiniões especializadas para resolver problemas apresentados pelos agentes sociais. Aqui, o que acaba é a verdadeira missão do pensamento: não só oferecer soluções a problemas apresentados pela ‘sociedade’ (o Estado e o capital), mas também refletir sobre a própria forma assumida por esses ´problemas´, reformá-los, discernir um problema no próprio modo como percebemos esses problemas. A redução do ensino superior à tarefa de produzir conhecimento especializado socialmente útil é a forma paradigmática do ´uso privado da razão´ no capitalismo global contemporâneo” (Zizek, 2012, p. 298).
É um fato que as reformas (contrarreformas, na verdade) ocorridas nos sistemas universitários nas ultimas décadas produziram mudanças importantes. Entretanto, entendo que essas mudanças aprofundaram um processo que teve início há décadas junto a expansão dos sistemas universitários (ampliação do número de alunos matriculados e de docentes) nos países de economia capitalista avançada. Este processo, segundo Russel Jacoby (1990), produziu a uma institucionalização da intelectualidade norte-americana (e do mundo inteiro), agora estável em seu emprego (e não mais dependentes de pequenas publicações para expor suas ideias), mas atolada por afazeres acadêmicos e burocráticos. A vida do intelectual acadêmico tornou-se enfadonha e monótona. Da boêmia, dos bares, do contato com artistas e putas (e para alguns, com o movimento operário) – ou seja, com a vida -, o ambiente social passou a ser as salas de aula, as palestras, as reuniões de departamento, as disputas por publicações, etc.
O processo ao qual reage o Slow Science é a exteriorização, na forma mais cruel e descontrolada, de algo mais antigo que a própria “globalização”. Trata-se de uma adequação (adestração e controle) da intelectualidade (tentemos imaginar Marx como um professor universitário hoje: impossível!) a serviço dos ditames do capital. Quando este muda, as suas formas de controle também mudam. O que torna esse manifesto progressista é o alerta que faz ao que vem acontecendo na produção predominante da ciência e do pensamento. Numa época de crise e decadência do modo de produção capitalista, que se mostra incapaz de (re)produzir a mais-valia por sua própria lógica (o que os liberais chamam de a “mão invisível”), a ação (intervenção) do Estado para garanti-la torna-se fundamental. Numa sociedade iludida pela democracia burguesa, as mentes pensantes (e críticas) não podem ser caladas com o cárcere. Para isso, métodos mais eficazes foram inventados: avaliações de produtividades, aumento da carga burocrática, cooptação do intelectual com salários relativamente altos, etc.
A resistência e a crítica radical são os primeiros passos, que devem vir acompanhadas por um movimento real e positivo de transformação da sociedade global.
Referências:
JACOBY, Russel. “Os últimos intelectuais: a cultura americana na era da academia”. São Paulo: Trajetória Cultural, 1990.
ZIZEK, Slavoj. “Vivendo no fim dos tempos”. São Paulo: Ed. Boitempo, 2012.

domingo, 8 de julho de 2012

Prioridades de quem governa para o capital

Prioridades de quem governa para o capital e em detrimento dos trabalhadores.
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Neonazistas atacam imigrantes estrangeiros em bairro da Grécia

O paquistanês Ahmet Nadim diz ter sido
 ameaçado por militantes do partido
 Amanhecer Dourado. Foto: EFE
07 de julho de 2012

Após convencer mais de 400 mil gregos com seu discurso xenófobo e conseguir uma histórica entrada no Parlamento de Atenas, o partido neonazista Aurora Dourada ampliou sua presença nas ruas, com ataques a estrangeiros e ameaças a comerciantes imigrantes.

"No sábado 23 de junho, chegaram uns 30 ou 35 neonazistas. Alguns vinham de moto e todos estavam armados com bastões e protegidos com capacetes. Entraram em minha loja e me disseram: 'não queremos você aqui. Este é nosso país e não o seu. Vá embora. Tem uma semana para fechar esta loja'", disse à agência EFE o paquistanês Ahmet Nadim, que administra uma videolocadora no bairro ateniense de Nikea. "Eu tenho os papéis certos, pago meu aluguel e meus impostos", queixa-se ele, que vive na Grécia há dez de seus 35 anos.
Seu caso não é único. Os estabelecimentos contíguos, uma barbearia e uma mercearia, administrados por imigrantes, também foram ameaçados, enquanto a polícia, situada a 30 m, não interveio. "Tenho vários alunos que se queixaram do mesmo. Alguns foram ameaçados de atear fogo em seus estabelecimentos comerciais", destaca Katerina, professora de grego em um centro social para imigrantes.
A crise econômica, as medidas de austeridade, o elevado desemprego e a alta imigração legal e ilegal serviram de incentivo ao crescimento do Aurora Dourada, que ganhou influência com os bons resultados eleitorais: enquanto no pleito de 2009 a legenda tinha recebido 0,3% dos votos, dessa vez registrou quase 7%.
Nikea foi tradicionalmente um celeiro de votos comunistas, pois não esquece a batalha que seus habitantes travaram contra os ocupantes nazistas em 1944. A revolta foi reprimida pelas tropas alemãs e centenas de moradores foram executados.
Ainda hoje, mais de 60% dos votos do bairro vão para a esquerda (Syriza e Partido Comunista, especialmente), mas o Aurora Dourada foi o terceiro partido mais votado nas últimas eleições, com quase 9%, e desde que a inauguração do escritório local do partido neonazista, em maio, os ataques aumentaram no bairro. Segundo Javet Aslam, presidente da comunidade paquistanesa na Grécia, cerca de 300 imigrantes ficaram feridos em agressões racistas nos últimos três meses.
Em um dia de meados de junho, às 6h, o paquistanês Ghuldam Murtza estava a caminho do trabalho quando foi visto por quatro motoqueiros. Eles mudaram o sentido para persegui-lo e o espancaram até que sofreu severas contusões na cabeça e teve o nariz quebrado. "Se os membros do Aurora Dourada encontram um imigrante sozinho, sobretudo de noite, o enviam para o hospital. E isso ocorre diariamente", denuncia Mohammed, que trabalha no mercado do bairro.
Por isso, na quinta-feira passada, a União de Trabalhadores Imigrantes e o Movimento Unido Contra o Racismo e a Ameaça Fascista convocaram em Nikea uma manifestação de apoio aos imigrantes, exigindo o fim da violência e o fechamento da sede do partido neonazista no bairro. Cerca de mil pessoas, em sua maioria paquistaneses, se reuniram sob o lema: "Aurora Dourada é uma gangue neonazista. Nem no Parlamento nem em nenhum lugar, fora os fascistas dos bairros".
Cerca de 200 militantes do Aurora Dourada isolaram a rua de sua sede e, armados com bastões e escudos pintados com o símbolo da antiga Esparta, se apertavam em formação. "Estamos aqui para proteger nossa sede. É ridículo e inaceitável que paquistaneses, indianos e árabes se manifestem pedindo a ilegalização de um partido que está no Parlamento", critica Ioannis Lagos, um dos homens no comando da legenda e guarda-costas habitual do líder neonazista, o ex-militar Nikolaos Michaloliakos.
Outro porta-voz local do partido, Giorgos Patelis, acusa os imigrantes de cometerem roubos e protagonizarem episódios de violência "diariamente" no bairro e que seus homens se limitam a "comparecer em ajuda dos cidadãos gregos quando estes o pedem", o que implica patrulhar as ruas. Patelis nega ter ameaçado os paquistaneses e afirma que seu partido utiliza meios "legais" para suas ações. Além disso, ele menciona que o principal dos objetivos do grupo é "que todos os imigrantes vão embora", pois, para os neonazistas, "nenhum é legal".
"Não é verdade! Os que nos ameaçaram se apresentaram abertamente como membros do Aurora Dourada. O problema é que fomos denunciá-lo à polícia e nos disseram que eles não podiam fazer nada", protesta Aslam.
Fonte: Terra

sábado, 7 de julho de 2012

Em Memória: Miguel Côrtes


A DB no estúdio do Som da Tribo, com Miguel Côrtes


Para quem não mora em Vitória da Conquista-BA ou cidades próximas deve se perguntar: quem é esse tal Miguel Côrtes? Provavelmente seu nome está nos agradecimentos de todos os CDs de bandas independentes da região sudoeste baiana. É, provavelmente a figura mais conhecida e ilustre do cenário, principalmente por ser "das antigas" do rock conquistense e um radialista que sempre falava coisas que os outros colegas não tinham coragem de dizer no ar. Foi o principal idealizador, produtor e apresentador do programa O Som da Tribo, a grande voz alternativa e independente da terceira maior cidade da Bahia e, por incrível que pareça, uma das mais frias do nordeste.
No programa, tinham espaço garantido todas as bandas, desde que do cenário alternativo aos queridinhos axé-forró-sertanejo-e-similares. "Porcarias", dizia em bom tom todos os sábados, das 19 às 21h. Durante um bom tempo trabalhou numa das poucas lojas de CDs da cidade. Era o vendedor mais visitado e requisitado. Levou uma vida simples e via no rádio a profissão mais divertida de todas. O Som da Tribo também era independente, com horário comprado com dinheiro de patrocinadores que também acreditam que é possível trazer boa música ao rádio. E assim se passaram mais de 15 anos de programa.
A partir de 2009 surgiu a idéia de levar o programa à internet. foi criado o blog do Som da Tribo. Tratou logo de escolher algumas figuras para ajudá-lo a acrescentar conteúdo(incluindo este que escreve). Hoje o blog é o principal divulgador da cultura independente local. O programa de rádio é disponibilizado para download e, neste exato momento, as músicas de seu acervo pessoal estão tocando no SomdaTribo.com.
Muitos se acostumaram à sua voz no rádio, nas ruas ou apresentando shows. Adorava músicas dos anos 80 e, volta e meia, quando alguém ligava na 96 FM e ficava surpreso por ouvir várias músicas boas num longo período de tempo, logo percebia que o DJ era Miguel. Sempre tinha alguma história sobre o rádio conquistense para contar. recentemente se emocionou ao anunciar a morte de um colega, Gilmar Cardoso, também figura carimbada no meio radialístico local.
Agora fica aquele vazio e a pergunta: quem poderia fazer o mesmo por ele? Como tocar adiante O Som da Tribo, que sempre dizia ser feito por todos, sem ele? Ao mesmo tempo em que se pensa que não há uma pessoa ideal para prosseguir seu projeto, a qual se sabe que era, talvez, seu único filho, algo que realmente gostava e guardava grande espaço em sua vida. O último programa está, como sempre, disponível no site, para baixar e ouvir. Provavelmente será o mais baixado de todos. É uma lembrança perfeita do criador e criatura juntos, tal como sempre foram.
Seu ciclo se encerrou e todos sabem muito bem qual foi sua grande obra. Qualquer um teria desistido de seguir em frente com o programa e tudo o mais que vinha no pacote. Mas seguiu até o fim, fazendo o que mais gostava. Ironicamente, o sujeito mais famoso do rock conquistense não cantava nem tocava nenhum instrumento. Se pode servir de algum consolo, Miguel foi uma das poucas pessoas que conseguiram terminar a vida fazendo o que mais gostavam e o melhor, sendo reconhecidas por isso. E assim termina sua jornada, no mês do rock, aos 45 anos, cercado de amigos e admiradores. "Se eu pudesse escolher, morreria dormindo", nos disse certa vez. Sua última grande realização. Lá se vai um verdadeiro vencedor.
I. Malforea

Defecções no PT: Deputado federal do PT renuncia ao mandato em protesto contra direção do partido


No segundo mandato consecutivo, Maurício Rands estava licenciado da Casa para exercer o cargo de secretário de Governo de Pernambuco.

O deputado federal Maurício Rands (PT-PE) oficializou hoje (6) seu pedido de renúncia do cargo. Em documento lido pelo deputado João Caldas (PSDB-AL), no exercício da presidência da sessão, Rands afirma que sai da vida pública e da política partidária para exercer “mais plenamente” a cidadania.
Em nota intitulada Carta ao Povo Pernambucano, Rands argumenta que sua decisão foi motivada pela postura “autoritária” da direção nacional do PT em relação à candidatura petista para a prefeitura do Recife, quando a disputa interna foi suspensa em benefício do senador Humberto Costa (PT-PE). A decisão de renunciar ao mandato havia sido anunciada na última quarta-feira (4).
No segundo mandato consecutivo, Rands estava licenciado da Casa para exercer o cargo de secretário de Governo de Pernambuco. “Depois da decisão da direção nacional do PT, impondo autoritariamente a retirada da minha candidatura e a do atual prefeito [João da Costa], recolhi-me à reflexão. Concluí que esgotei por inteiro minha motivação e a razão para continuar lutando por uma renovação no PT”, diz trecho do documento.
Na carta, Rands diz que a Executiva Nacional do PT cometeu “grave equívoco" por ter imposto, a partir de São Paulo, um candidato à prefeitura da capital pernambucana. “Por não terem dialogado com a militância do PT no Recife, muito menos com a Frente Popular, ignoraram que existiam alternativas, procedimentais e de quadros, dentro do partido, que unificariam a frente em torno de uma candidatura do PT”, escreveu Rands.
Para o deputado, a medida provocou danos na relação com o partido.  “Com a decisão da direção nacional do PT, lamentavelmente, esta unidade resultou rompida. Diante da minha discordância com essa ruptura provocada pela direção nacional do partido, concluí que cheguei ao fim de um ciclo na minha vida de militante partidário”, pontuou.
Pelo Regimento Interno da Casa, a renúncia, para ser efetivada, ainda precisa ser publicada Diário da Câmara dos Deputados, o que deve ocorrer na próxima segunda-feira (9). As informações são da Agência Brasil.

Governo não cogita reajustes para servidores


Foto:  istoepiaui.blogspot.com

Se a saída é a GREVE GERAL, vamos a ela. A geração que nos antecedeu nos ensinou que: "a GREVE GERAL derruba uma general"!


O jornal alude a uma suposta economia fraca como se isso fosse motivo para não ceder os reajustes exigidos pelos trabalhadores. No entanto, políticos carreiristas e seus assessores não melhores obtêm aumento de 30%. A economia é distinta nos dois casos?
Na Bahia, o presidente da ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia) afirma que terá que cumprir a lei do aumento dos 30% para os gabinetes dos cúmplices politiqueiros, mas esquece-se da Lei do Piso. O escancaramento da leviandade e o desrespeito aos trabalhadores sob os governos fascistas do PT na Bahia e no Brasil chegam às raias do inaceitável.

Diz a matéria da Folha:
Mesmo com risco de greve geral, economia fraca deve impedir aumento em 2013.
DE BRASÍLIA
Mesmo sob o risco de enfrentar uma greve geral do funcionalismo, o governo não trabalha com a possibilidade de garantir reajuste aos servidores públicos em 2013.
A fatura com o aumento dos três Poderes pode chegar a R$ 92 bilhões por ano, de acordo com o Ministério do Planejamento.
Segundo a Folha apurou, a justificativa é a fraca recuperação da economia diante de um cenário de crise financeira internacional. A equipe econômica já abandonou a meta de crescimento acima de 4% para este ano e nos bastidores já fala em 2%.
Para assessores presidenciais, a recuperação de julho será decisiva para definir os rumos da política econômica e, inclusive, se haverá alguma brecha para conceder a elevação dos vencimentos. No segundo semestre, o governo deve lançar novas medidas de incentivo à produção, com desonerações.
Segundo a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, só no Executivo são 350 mil servidores em greve, de 26 categorias em 24 Estados e no DF.
A entidade questiona as contas do governo e diz que os reajustes pedidos teriam o impacto anual total de R$ 35 bilhões nas contas da União.
O Planejamento informou ontem que não há um mapa com a dimensão do movimento grevista, mas o Planalto reconhece que "há uma unificação progressiva" do movimento de greve.
Há uma preocupação com paralisações de Polícia Federal, Receita Federal (por conta das fronteiras) e Anvisa (pela importação de medicamentos), além do Judiciário devido às eleições. Nesta semana, servidores da Justiça Eleitoral de 19 Estados ameaçaram greve na véspera do registro das candidaturas.
Na radiografia traçada pela equipe econômica, as situações mais delicadas são dos servidores do Incra, de militares e de ocupantes de cargos comissionados do Executivo, que não teriam recebido nem a recomposição da inflação nos últimos anos.
Ontem, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) disse esperar maturidade dos servidores para entender as dificuldades impostas pelo cenário econômico para os reajustes.
Para tentar conter um efeito dominó de paralisações, o Planejamento sugeriu aos órgãos federais que cancelem o pagamento dos dias não trabalhados pelos grevistas.
"Orientamos pela adoção das providências na folha de pagamento para efetuar o corte do ponto referente aos dias parados", informa a mensagem. Desde o início das greves, essa foi a primeira vez que a pasta elevou o tom em relação às paralisações.
"Os dirigentes devem observar se foram cumpridas as exigências legais, (...) devendo tomar as providências cabíveis caso seja constatado excesso nas manifestações", diz o documento.
(KELLY MATOS, MÁRCIO FALCÃO, FLÁVIA FOREQUE E NATUZA NERY)

Occupation 101 - A Voz da Maioria Silenciada


Documentário desvenda antigos mito e falsas ideias sobre o conflito Israel-palestino.

Considerado pelo Los Angels Journal como "Melhor Documentário", Occupation 101 é, de acordo com a sinopse, "Um poderoso e desafiador documentário sobre as causas base do atual e histórico conflito israel-palestino. Ao contrário de qualquer outro filme alguma vez produzido sobre o conflito - Occupation 101′ apresenta uma análise abrangente dos fatos e das verdades escondidas que rodeiam a permanente controvérsia e afasta muitos dos seus antigos mitos e falsas ideias.
O filme detalha também a vida sob a governação militar israelita, o papel dos Estados Unidos no conflito e os principais obstáculos que estão no caminho de uma paz duradoura e viável. As raízes do conflito são explicadas através de experiências de famosos eruditos do Médio Oriente, de activistas da paz, de jornalistas, de líderes religiosos e funcionários da ajuda humanitária cujas vozes têm sido frequentemente suprimidas nos meios de comunicação social americanos.
Cobre uma larga variedade de tópicos - que incluem - a primeira onda de imigração judaica vinda da Europa nos anos 1880, a tensão 1920, a guerra 1948, a guerra 1967, a primeira Intifada de 1987, o Processo de Paz de Oslo, a expansão de Colonatos, o papel do Governo de Estados Unidos, a segunda Intifada de 2000, o Muro da Cisjordânia e a retirada israelita de Gaza, bem como muitos depoimentos, de cortar o coração, de vítimas desta tragédia."


Assista ao vídeo:
Fonte: Youtube

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Assembléia Legislativa da Bahia: 50% das ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas são parlamentares filiados ao PT


Charge:  servicosocial-erenilza.blogspot.com

Vale o lema da Greve dos Professores da Bahia que diz que a solução dos impasses no Estado quanto ao imbróglio da Educação no Estado: "Verbas para a Educação? Tira da Corrupção".

Segundo site oficial da Excelências Transparência Brasil 50% das ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas são parlamentares filiados ao PT. Forte indício do que se tornou este partido. Junto à truculência do governo petista da Bahia, sinais de... processos judiciais por diversas ocorrências que indicam ilícitos. Visite o site.

As informações sobre ocorrências nas Justiças estaduais e nos Tribunais de Contas dependem da disponibilidade de dados em cada Corte, havendo grande disparidade de estado a estado. Por isso, pode acontecer eventual ausência de menção a processo em que algum parlamentar é réu ou foi punido. Processos que correm em primeira instância só são incluídos quando movidos pelo Ministério Público ou outros órgãos públicos. No caso de contas de campanha rejeitadas, todas as decisões são assinaladas (desde que o político não tenha obtido a anulação da decisão), mesmo que o parlamentar tenha corrigido o problema (no caso de erros formais, por exemplo). São anotadas ocorrências relativas a homicídio, estupro e pedofilia, mas não são incluídos litígios de natureza privada (como disputas por pensão alimentícia), nem queixas relacionadas a crimes contra a honra (porque políticos são frequentemente alvo desse tipo de processo). Assinalam-se inscrições na dívida ativa previdenciária e na lista de autuados por exploração do trabalho escravo.
Fonte: Excelências

Porque uma campanha contra os agrotóxicos: O veneno está na mesa


Nos últimos três anos o Brasil, vem ocupando o lugar de maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Os impactos à saúde pública são amplos porque atingem vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais, como trabalhadores rurais, moradores do entorno de fazendas, além de todos nós que consumimos alimentos contaminados.
Diante desta situação, mais de 50 entidades nacionais se juntaram desde 2011 na Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que tem o objetivo de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e a partir daí tomar medidas para frear seu uso no Brasil.

O Veneno está na Mesa
A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos alerta: O veneno está na mesa. Assista ao filme do premiado diretor Sílvio Tendler, que mostra os perigos dos agrotóxicos e aponta que a agroecologia já acontece e representa uma solução real para a agricultura sustentável.
Fonte: Contra os Agrotóxicos. Assista ao vídeo:



quinta-feira, 5 de julho de 2012

Líderes da ditadura argentina são condenados por roubo de bebês


Os ex-ditadores argentinos Jorge Videla (centro) e Reynaldo Bignone
acompanham o veredicto durante julgamento de roubo de bebês na
ditadura argentina em um tribunal de Buenos Aires, na Argentina,
nesta quinta-feira. 05/07/2012. Foto: REUTERS/Enrique Marcarian.

Por Claudia Gaillard e Helen Popper

BUENOS AIRES, 5 Jul (Reuters) - A Justiça argentina condenou nesta quinta-feira a 50 anos de prisão o ex-presidente de fato Jorge Videla e também outros militares pelo roubo sistemático de bebês de presos políticos durante a sangrenta ditadura militar que governou o país de 1976 a 1983.
As crianças foram roubadas de seus pais e adotadas ilegalmente, em geral por famílias de militares, e na maior parte dos casos continuam desaparecidas, o que converte o crime em uma das piores caras do terrorismo de Estado que deixou cerca de 30.000 opositores mortos.
Até o momento, apenas 102 dessas crianças descobriram sua verdadeira identidade, mas cerca de 300 continuam sem saber quem foram seus pais biológicos.
"Em alguns casos (os criminosos) são pessoas idosas, assim, para muitos é como se fosse (condenação) perpétua. É um dia histórico e vamos buscar mais", disse à TV argentina Tati Almeida, membro da associação Madres de Plaza de Mayo.
Além de Videla e outros ex-repressores, foram condenados a 15 anos de prisão o ex-ditador Reynaldo Bignone e a 30 anos o ex-capitão de fragata Jorge "Tigre" Acosta, um símbolo da repressão ilegal. Atualmente, todos cumprem penas perpétuas por outros crimes contra a humanidade.
O Tribunal Oral Federal 6 considerou que Videla é "autor criminalmente responsável dos crimes de subtração, retenção e ocultação de um menor de 10 anos" e "participante necessário" em um total de 20 casos.
A sentença desta quinta-feira é relacionada ao caso conhecido como "Causa Plano Sistemático", que investigou o roubo e a adoção ilegal de 34 bebês.
Videla, que não mostra arrependimento pelos abusos aos direitos humanos cometidos pelo Estado, se descreveu como um "preso político" durante o julgamento e disse que os sequestros que, sim, aconteceram não faziam parte de um plano sistemático.
"Todas as parturientes que respeito como mães eram militantes ativas das maquinarias do terrorismo", disse o ex-ditador em seu discurso. "Muitas delas usaram seus filhos embrionários como escudos humanos no momento de serem combatentes."
Alguns dos bebês roubados nasceram em centros clandestinos de tortura. As enfermeiras relataram que muitos foram amamentados por suas mães em cativeiro durante dias, enquanto outros foram levados imediatamente.
Não foram feitas certidões de nascimento, o que dificultou e atrasou grande parte do trabalho de identificação e reunião com familiares de seus pais. A maioria dos 34 bebês da "Causa Plano Sistemático" foi identificada.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O AUTORITARISMO PREDOMINA NO GOVERNO


Imagem:  visaopanoramica.com

Consuelo Novais Sampaio*

As medidas adotadas pelo governo da Bahia, através do secretario de Educação, agridem a democracia duplamente: pela intransigência substituindo o diálogo, e pelo autoritarismo, sinônimo de despotismo, substituindo a autoridade. Esta constatação se evidencia na falta de ética e de moral nos recentes atos do governo.
 A convocação de professores em estagio probatório e Reda, para substituir os professores da rede estadual, foi a mais recente tentativa de impor a autoridade pela força do poder. Queremos crer que os convocados honrarão a categoria, construtores que são da base educacional dos nossos jovens. Em contraste, os professores em greve, aguardam do governo o respeito ao direito que lhes cabe de ajuste salarial de 22,22% fixado por lei federal (11.738/08). Estão acampados no legislativo, aguardando a revogação da espúria lei estadual (12.364/11) que os engessou até a Copa de 2014. Subliminarmente, governo e legislativo dizem aos nossos jovens: larguem os livros; peguem a bola. É constrangedora a submissão do Legislativo ao Executivo, além de vivermos em 2011 aguardando 2014!
Não menos autoritária foi a propaganda enganosa, veiculada pelo governo em canal de TV, afirmando que os professores da rede pública estadual já haviam recebido ajuste salarial de 22% a 26%.! Não explicou o milagre. Recorreu ao nosso maior veículo de propaganda – tão grande que fez Lula aliar-se a um foragido da Interpol! Ao enganar o povo através da TV, o governo da Bahia assumiu o papel de Golias contra um Davi, cujo estilingue foi posto à venda em feira pública, visando a defesa de princípios básicos da educação. Depois, revivendo o Leviatã — monstro bíblico recriado por Thomas Hobbes para caracterizar as garras do Estado repressivo que se formava no século XVII — o governo da Bahia cortou o parco salário de professores indefesos. Ao invés de dialogar, preferiu humilhar. Tirar, ao invés de dar-lhes o que lhes pertence por lei federal que, constitucionalmente, se superpõe à estadual, mormente quando esta foi criada posteriormente, para a defesa de interesses circunstanciais. A humilhação a que foram submetidos os professores fortaleceu-lhes a dignidade, a honra, cujas noções transmitem aos seus alunos. É a justeza da causa que defendem — a educação, como pilar e cerne da sociedade e do próprio governo – que faz com que aguardem decisão favorável do governo.
Secretário de Educação da Bahia e porta-voz do
truculento Governo petista Jacques Wagner.
Foto:  correianeles.com.br 
 Pelo que tem sido exposto na mídia, deseja-se que a sórdida estratégia intentada pelo secretario de Administração (jogar funcionários públicos contra seus companheiros, lembram-se?) não faça escola. Que os professores convocados não se sintam como peças fracas e disponíveis de um exercito de reserva, das quais se lança mãos quando conveniente. Não permitam que sejam jogados contra seus colegas. O modo de ação do governo, manipulando a sociedade contra os que preparam os seus filhos para o futuro, é abominável, pela agressão, pela intransigência exacerbada.
 Nos primórdios da atual crise global, que feriu todo o sistema financeiro do planeta após a queda do Lehman Brother’s, este quarto maior banco do mundo, em desespero, reuniu-se com altos banqueiros coreanos, propondo-lhes comprar boa parte da massa podre de imóveis que, aos borbotões, eram-lhes devolvida. Convencidos que os asiáticos aceitariam sua proposta, decepcionaram-se quando, em silêncio, eles se retiraram da mesa de negociações. Correram atrás e ofereceram-lhes maiores vantagens. O líder coreano recusou. Continuou a andar e, virando a cabeça disse-lhes não se tratar de capital; apenas, concluiu, “não gostei do jeito como vocês conduziram as negociações”.
 Parafraseando o banqueiro coreano, está claro que não só os professores, mas a sociedade não gosta do “jeito como o governo está conduzindo as negociações”. A despeito da lei da Transparência e, conforme divulgado, os recursos do FUNDEB ultrapassarem 900 milhões de reais, além de vários bilhões ultimamente transferidos pelo governo federal, nada foi-nos dito sobre a aplicação de tais recursos. Que o bom senso prevaleça.

* Autora de vários livros, a professora Consuelo Novais Sampaio é Doutora em História pelo The Johns Hopkins University; professora aposentada da Universidade Federal da Bahia, dirige o Centro de Memória da Bahia, da Fundação Pedro Calmon e é membro da Academia de Letras da Bahia desde 1992.
Fonte: Jornal A TARDE – 03/07/2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

Entrevista bombástica de Chico de Oliveira ao Roda Viva


Foto:  tvcultura.cmais.com.br

“Lula é muito mais esperto do que vocês pensam. O Lula não tem caráter, ele é um oportunista (...). O Lula tem uma vocação de caudilho”.

Em entrevista do programa RodaViva da TV Cultura, ontem (02/07/2012), o renomado sociólogo Chico de Oliveira fez afirmações polêmicas.

Para o sociólogo, a diminuição da pobreza é uma exigência de um governo de esquerda, mas não foi o Lula que fez. “Essa condição de benefícios sociais vem desde José Sarney”.
Sobre a atuação política de Lula durante a ditadura militar, afirmou que, anos 1970, Lula não liderava nada. Quem liderava as passeatas era “Ulysses Guimarães para garantir que a polícia não reprimisse  as greves dos trabalhadores”.
Para ele, o maior estadista de toda a história política brasileira é Getúlio Vargas, pois todas as modernas instituições do Estado brasileiro são varguistas. O governo Lula não criou nenhuma instituição. Outra afirmação polêmica: “O papel da esquerda não é a busca do poder. É civilizar o capital”.
Falou da tortura que sofreu durante a ditadura e citou os nomes de dois delegados que o torturam em São Paulo (agradecimentos a Caio Toledo).

Noticiou o RodaViva:
O Roda Viva do dia 2 de julho recebeu o sociólogo Chico de Oliveira, professor emérito da Universidade de São Paulo. Na pauta, estiveram temas da política, as eleições municipais deste ano e a proximidade do início do julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal.
Um dos fundadores do PT, Chico de Oliveira abandonou o partido em 2003. Fez parte do grupo de dissidentes que ajudou a criar o PSOL, com o qual também viria a romper. Autor de diversos livros, foi premiado com um Jabuti em 2004, pela obra Crítica a Razão Dualista - O Ornitorrinco. Para o professor, "O ornitorrinco é um fracasso de Darwin" e por isso pode ser comparado ao Brasil, que alcançou a modernidade, porém ainda vive em atraso – “uma necessidade de como o país foi formado”.
No período de ditadura militar, Chico foi torturado em São Paulo e preso em Pernambuco. O esquerdista defende que os que cometeram crimes devem ser julgados e afirma que sabe quem foram os seus torturadores. Durante o programa, Chico citou o nome de dois delegados. Assista a entrevista na íntegra e veja a declaração.
O sociólogo diz que o Estado tem que ir atrás dessas pessoas e que se a Comissão da Verdade quiser o seu depoimento ele está disposto a falar. “A minha tortura não vale um tostão, só vale se foi sofrida em nome da liberdade”, declarou ainda.
Chico que participou efetivamente de partidos políticos, hoje afirma que não tem interesse em fazer parte do meio governante. “Eu não sirvo a nenhum governo. Não quero nada com o Poder, estou sempre contra ele”.
Além de criticar o governo, Chico fez declarações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Lula é muito mais esperto do que vocês pensam. O Lula não tem caráter, ele é um oportunista”. O sociólogo defende que Lula não liderou greves dos metalúrgicos. “Se ele quiser, que me processe. O Lula é uma vocação de caudilho, a ante-sala do ditador”.
Para o professor, a diminuição da pobreza é a parte fundamental de um governo de esquerda, mas não foi o Lula que fez. “Essa condição de benefícios sociais vem desde José Sarney”.
Sobre Fernando Henrique Cardoso, Chico disse o presidente se esqueceu do que o sociólogo sabia. “FHC foi de esquerda e foi até do Partido Comunista. Ele resolveu mudar porque decifrou que no Brasil ninguém chega ao poder sendo totalmente de esquerda”.
Já sobre Dilma, ele questionou se ela tem feito mesmo um governo de esquerda e disse ainda que a presidenta não consegue governar porque “Lula não deixa”.
O Roda Viva é apresentado pelo jornalista Mario Sergio Conti e, para esta edição, contou com os seguintes entrevistadores convidados: Ricardo Noblat (jornalista, Blog do Noblat), José Márcio Mendonça (jornalista e editor do blog A Política Como Ela É, articulista do jornal Diário do Comércio de S. Paulo e editor da coluna "Política e Economia na Real" no site Migalhas), João Gabriel de Lima (redator-chefe da revista Época), Liliana Lavoratti (editora-chefe do jornal DCI) e Ivana Jinkings (diretora da Boitempo Editorial e editora da revista Margem Esquerda, de estudos marxistas). O Roda Viva também teve a participação do cartunista Paulo Caruso.
Assista à entrevista completa aqui.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Importantes esclarecimentos à sociedade sobre a GREVE DOS PROFESSORES/BA


O golpe revelado


Charge:  blogdotarso.com

Jânio de Freitas

Um documento da Embaixada dos Estados Unidos em Assunção para o Departamento de Estado, em março de 2009, desmente a alegação de que a derrubada de Fernando Lugo fosse a reação do Congresso à inaptidão presidencial ante o confronto armado de sem-terra e policiais.
Com três anos e dois meses de antecedência, o governo de Barack Obama estava informado, por sua embaixada, do golpe que era planejado sob o disfarce de "um julgamento político dentro do Parlamento". Tal como veio a ser feito.
A ideia de que houve uma ação legítima e constitucional, no afastamento de Lugo, desaba sob a prova da longa conspiração.
A Constituição foi tão vítima do golpe quanto o presidente eleito. Os conspiradores planejaram uso fraudulento dos dispositivos constitucionais de defesa da democracia. Assim viriam a ludibriar os países vizinhos, e os acordos internacionais, com as aparências de uma medida parlamentar legal.
O documento confidencial da embaixada para o Departamento de Estado foi divulgado pelo Wikileaks, o "site" que os governos americano e inglês, sobretudo, vêm tentando silenciar, por suas revelações de documentos secretos comprovadores de práticas ilegais e imorais, principalmente, das potências.
Foto: bahiaempauta.com.br
No caso atual, vê-se que, apesar de informado sobre a conspiração desde cedo, o governo dos Estados Unidos não produziu nenhum indício de defesa da democracia paraguaia. E, logo após a derrubada de Lugo, foi o primeiro a dar mais do que indícios de apoio ao empossado Federico Franco, mais simpático aos Estados Unidos do que à América do Sul.
Um pouco mais tarde, a secretária Hillary Clinton fez um dúbio recuo, para algo parecido com indefinição. Não seria conveniente opor-se, tão depressa, à condenação imediata do "golpe parlamentar" feita por grande parte da América Latina.
O general Lino Oviedo é apontado, no documento americano, como um dos dois principais condutores da conspiração, com a companhia do ex-presidente Nicanor Duarte.
Oviedo é um desses tipos comuns de militares maníacos de golpismo: cucaracha típico. O que o fez passar anos no Brasil como fugitivo e, depois, como asilado, por fracassar na tentativa de golpe contra o então presidente Juan Wasmosy. Oviedo já se põe como candidato nas eleições presidenciais a ocorrerem, dizem, daqui a nove meses.
A divulgação que se deve ao Wikileaks vem facilitar a defesa, pelos países do Mercosul, da sua decisão de suspender o Paraguai como integrante da entidade.
O mesmo deverá ocorrer com o Paraguai e com o efeito Wikileaks na Unasul, união dos países da América do Sul, em sua próxima reunião.
Mas foi positivo que Brasil, Argentina e Uruguai limitassem a suspensão do Paraguai, no Mercosul, aos assuntos de natureza política, sem estendê-la aos compromissos econômicos e transações usuais. (Inclusive, do ponto de vista dos novos governantes paraguaios, o contrabando e os produtos falsificados).
Os bloqueios econômicos, tão ao gosto dos governos americanos, são perversos com os povos, não com os governantes.
O mísero Paraguai, com mais de metade da população em aguda pobreza, não tem que pagar pelos que o exploram.
Fonte: Folha, 01/07/2012 - 03h19

Paródia da propaganda oficial: FERROU O MEU ENEM

Nova produção parodia a propaganda oficial do Governo da Bahia.

Governador da Bahia 'amarela' e antecipa homenagem ao 2 de Julho


SALVADOR 01 de julho de 2012, 22:22

A Prefeitura de Salvador decidiu antecipar a saída do cortejo do 2 de Julho, na Lapinha, amanhã, das 9h para as 8h. A antecipação atenderia a um pedido do governo estadual, segundo fontes do executivo municipal. A orientação também é para que, quebrando a tradição, nem o prefeito João Henrique (PP) nem o governador Jaques Wagner (PT) discursem no Largo da Lapinha. A tarefa ficaria exclusivamente com a presidente da Consuelo Pondé de Sena, presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia. O prefeito João Henrique (PP) já avisou a amigos que não vai à festa, porque se encontra nos Estados Unidos desde a semana passada. No governo estadual, há preocupação com eventuais hostilidades ao governador por parte de lideranças do movimento grevista dos professores estaduais, que vão passar dos 80 dias de paralisação. Wagner vem enfrentando protestos em todos os eventos de rua de que participa, principalmente no interior.

Tudo vermelhinho, como gostava o Mercadante: mapa atualizado das IFES em Greve


Mais uma atualização (30.06.2012) do mapa da greve das federais (clique na imagem para ampliar). Desta vez, o mapa traz a greve unificada (professores + servidores + estudantes). Nele há universidade que não aderiu à greve dos docentes, mas aderiu à dos servidores, como a UFRN. Por isso ela está vermelha no mapa. A Unifei está em greve parcial. O campus sede (Itajubá) não aderiu, mas o de Itabira sim, com adesão de professores e servidores:
Os quadradinhos coloridos em cada universidade indicam qual(is) categoria(s) entrou(aram) em greve.