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sábado, 5 de novembro de 2011

Dez anos sem Jorge Melquisedeque


Já se vão dez anos que você tragicamente nos deixou     
Ofegantes ainda perguntamos: por que tamanha crueldade contigo?
Repudiando a imoralidade de ainda não solucionarem esse crime
Gritamos à todos e todas que queremos justiça mesmo que tardia
Esperançosos de que sua memória seja perpétua  entre nós!

Lá onde estejas com certeza espera que nós aqui correspondamos
Unidos na peregrinação de sempre continuar com sua missão que é 
Irradiar sementes de que um Mundo Melhor ainda seja possível e
Zapeando pelas margens da vida, meu irmão, seguimos em frente!

Melhor seria que ainda aqui estivesse conosco, mas as mazelas humanas
Erradicou você de nosso meio, deixando lacunas difíceis de serem sanadas 
Lembranças suas sempre se tornam alentos para todas as adversidades
Que a vida em vida nos apresenta, mas sabemos que pela sua força
Uma brisa de esperança sempre é alentada em nosso caminhar e
Isso é a força estranha que nos leva ao impulso de querer tudo mudar
Sedentos de sempre à todos e todas transformar, pois tu conosco estar
E nos impulsiona a vida a desbravar, pois tua voz ainda fazemos ecoar
Dando suporte ao dinamismo que ainda sobre nós paira e que nos
Eleva sempre a fazer da vida uma arte à ser eternamente vivida, mesmo
Que percalços sempre nos atropelem, mas com a certeza de que ainda vives 
Unido à nós que sempre de vós aprendíamos que tudo aqui tem sentido
E no cinema de “nossas vidas”, Deus sempre a direção nos norteará...

Das “nossas telas” sempre veríamos com certeza um final feliz, pois com 
Amor tudo se compraz e isso você, amigo Jorge, por tua sempre nos ensinou!

Sempre aqui estaremos amigo, na certeza de que um dia nos reencontraremos
Indo em frente mesmo que chegue a roda vida e nosso destino venha mudar,
Levando em conta que tudo foi uma passageira ilusão, mas com certeza a
Vida devemos viver, mesmo ela uma vida louca, vida breve e com você amigo,
Assim sempre teremos apreendido que tudo em si faz e fez sentido! Saudades.
                                     
Vitória da Conquista, 4 de novembro de 2011.

             Helio da Silva Gusmão Filho - Helinho

Copa para quem II?

Copa do Mundo terá pacotes de ingressos de até R$ 4 milhões
Começou a venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Porém, acalme-se. Para o torcedor comum, os bilhetes começarão a ser vendidos apenas em agosto de 2013 pela internet. Agora, quem compra é um grupo muito seleto de pessoas, de preferência empresas, dispostas a adquirir os camarotes. E o preço é salgado, indo de R$ 1,2 mil a R$ 4 milhões.
No pacote máximo, são 26 pessoas nos camarotes, com petiscos à vontade, acompanhando os 19 jogos do Mundial realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Há também pacotes para acompanhar a seleção brasileira ou qualquer outra, além de camarotes apenas para as semifinais e final.
A Match é a empresa suíça que detém o direito de venda dos pacotes, mas no Brasil a distribuição é feita pela Traffic e pela Top Service. Há cerca de 450 mil ingressos de camarote, cerca de 13,6% da carga total. Fora do luxo, a Fifa já informou que haverá ingressos populares, de R$ 35, mas não informou o número de ingressos desse tipo disponíveis.

PACOTES DE CAMAROTES
Aquarela: de R$ 2,4 milhões a R$ 4 milhões (19 jogos em Rio-São Paulo-BH, para até 26 pessoas).
Venue de R$ 4,07 mil a R$ 3 milhões (assistir a todos os jogos em uma cidade específica).
Final Round: de R$ 17,6 mil a R$ 36 mil (1 ou 2 semifinais e a decisão).
Specific Team: de R$ 1,2 mil a R$ 53,6 mil (1 a 7 jogos de uma seleção específica. Em caso de eliminação, o resto dos jogos do Maracanã); 
Specific Team Brasil: de R$ 1,2 mil a R$ 56 mil.
Fonte: Yahoo Esportes Brasil, com informações da Agência Estado.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Educação básica em Vitória da Conquista: um incômodo pior lugar

Para governos que pautam seus lemas eleitorais no "tudo pelo social", a situação da educação em Vitória da Conquista é um fato revelador: nada do social preocupa os gestores públicos da cidade e do Estado.
 

A Revista Veja desta semana, que já está nas bancas, traz uma matéria relatando as “cidades campeãs da riqueza e do bem-estar”. A publicação divulga, por outro lado, levantamento que revelou Vitória da Conquista como ‘a pior educação básica do país’, com a nota de 2,9 (segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - Ideb). Outro município baiano, Feira de Santana, aparece na terceira colocação do ranking, com a nota de 3,5.
O Índice é um instrumento criado pelo MEC com o fito de medir a qualidade da educação pública no Brasil.
E voltar a memória ao comercial da prova final 2009, no qual uma moça  dizia , à medida que subia cada degrau de uma escada, da meta do órgão federal: chegar à nota 6, média dos países "desenvolvidos". A nota no Ideb evidenciava a qualidade do ensino público no Brasil. E o Ministério da Educação finalizava o comercial dizendo que a "qualidade" da educação era um "compromisso de todos". Relembre:

Vale registrar que a nota média do ensino público na cidade, no ano de 2077 já era um inadmissível 3,8, que cairia, dois anos depois (2009), para 2,9. Pelo visto, quem não assumiu o compromisso foi o Estado, pois os professores que enfrentam a lida da educação pagam sua parte realizando o trabalho com os imorais salários destinados a eles e as precárias condições do exercício da educação pública no Brasil. A Escola Dom Climério é apenas um modelo que foi copiado e reproduzido em inúmeras escolas no Município. Qualquer informação precisa - o que implica dizer não oficial - pode ser obtida com cada professor do ensino público na periferia da cidade. Conquista seguiu o trajeto inverso do indicado pela moça do comercial, desceu, literalmente, a escada.
E pensar que Conquista é administrada, nos últimos 14 anos ininterruptos, por prefeitos do mesmo partido que administra as esferas nacional e estadual, o PT. E lembrar os discursos e retóricas daqueles que hoje se beneficiam de cargos no Estado que afirmavam que o município, alinhado às macro esferas (Estado e União) da política, viveria situação jamais vivida. Realmente, nunca, por mais descredibilizada que seja a revista que divulga tais dados, fomos manchete nacional de situação tão vexatória (ou, quem sabe, os dados do Ideb estejam equivocados?).
Aliás, as renitentes e incisivas greves docentes e discentes, do ensino básico ao superior, nessa década e meia de mando petista denunciaram as condições da educação na cidade, apontando o descaso dos gestores públicos (nas três esferas) em relação, principalmente, à educação e à saúde. Nesta última, voltou a ser corriqueiro se morrer em fila de atendimento sem ser mesmo examinado e, para se conseguir atendimento em UTI se necessita entrar com ação jurídica (pasme você que não vive esta situação).
Será que, mais uma vez, culparão os professores pelo descalabro na educação? Ou a atual geração de alunos, que não se interessa pelos estudos? Quem sabe alguém se atine para o alinhamento petista das três esferas que concentrou o esforço neoliberal da burguesia petista rumo à concentração financeira no país ao custo do sucateamento da educação e da saúde públicas? Ou, quem sabe, alguma mãe de santo descubra qualquer ‘malvadeza’ de outro mundo agourando a administração sindical-petista da Bahia de Todos os Santos? Ou, ainda, quem sabe, tais dados nos acordem para a realidade sinistra a que fomos levados pela malversação do dinheiro público, perdulariamente administrado de forma a encher as bruacas dos meios de comunicação – cujo fito é esconder as mazelas da administração sindical-petista – e trazer à tona o descaso do Estado com relação a suas obrigações sociais; acobertar a falta de investimento na educação pública; e mascarar o financiamento da rede privada com recursos da tributação da classe trabalhadora, transferindo riqueza em favor do capital privado? Quem sabe???
Quem sabe, um mínimo de bom senso nos leve a questionar e exigir do poder público que a gestão da educação tem que ser levada a cabo por quem entende e a pratica e não por técnicos burocratas ignorantes quanto ao fazer pedagógico, mas experts na enrolação-enganação politiqueira do fazer eleitoral, em Conquista e na Bahia? Quem sabe, alguém questione mais a fundo e denuncie o fato da educação e saúde serem tratadas como mercadoria nessa sanha acumulativa de capital? Quem sabe???
Quem sabe se enterrem de vez o antigo provérbio popular que afirmava haver “males que vêm para o bem” e explicite que esse “mal da educação” está aí para o bem de toda uma matula de políticos que, como seus antigos irmãos semelhantes da Arena, PDS, DEM, que beneficiam a classe a que pertencem, organicamente, ao administrarem o Estado burguês. Quem sabe???
Até lá, História e Memória nos farão registrar e relembrar essa amarga situação e que está sendo debitada na conta das gerações futuras.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Rompendo o silêncio: Universidade Federal de Rondônia está em greve há 46 dias

Caros,

compartilho com vocês a angústia de estar no Estado mais periférico do Brasil. A Universidade Federal de Rondônia está em greve há 46 dias (desde 14 de setembro) e ninguém fora de Rondônia sabe disso. A Reitoria está ocupada pelos estudantes há 25 dias. Ocupada significa fechada.
Um professor de História foi preso arbitrariamente pela Polícia Federal enquanto chupava um pirulito.
Os bombeiros condenaram o campus universitário. Os departamentos de Biologia e Química são praticamente bombas-relógio.
Todo dinheiro que entra pelo REUNI some num buraco negro e grande parte das vagas que o MEC manda são ocupadas por favorecidos pela Administração Superior.
Pedimos o afastamento do Reitor, mas ele não renuncia. Pedimos intervenção do MEC, mas demora. Resta fazer pressão e divulgar a greve fora de Rondônia. Aqui temos o apoio da mídia local e da sociedade (que traz comida e diesel pro gerador da Reitoria - cortaram a energia).
Estamos no faroeste.
Assistam ao vídeo sobre a prisão do professor:
Acessem o blogo do Comando de Greve: http://comandodegreveunir.blogspot.com/

Repassem esse e-mail a sua lista de contatos.

Por favor, ajudem-nos a romper com o silêncio sobre a grave crise pela qual passa a Universidade Federal de Rondônia.


Thauan Pastrello

‘Nenhum país trata tão mal os seus índios como o Brasil’


Guatemalteca vencedora do prêmio Nobel da Paz destaca, em entrevista exclusiva ao site de Carta Capital, a necessidade de consultar a população antes de fazer empreendimentos nas florestas
Desde a adolescência, Rigoberta Menchú engajou-se na luta por melhorias sociais na Guatemala. Ainda jovem lutou por causas feministas, mas ganhou destaque mundial e o prêmio Nobel da Paz em 1992 pela reivindicação dos direitos de povos indígenas, dos quais descende.
Oriunda de uma família camponesa, Menchú superou a infância pobre e violenta marcada pela morte da mãe, pai e irmão torturados pelas forças do regime militar guatemalteco. Também envolvida com causas ambientais e melhoria nas condições de trabalho campestre, seu ativismo despertou a ira de círculos influentes, lhe rendendo diversas ameaças de morte.
Presença garantida no 2º Fórum Global de Sustentabilidade do festival de música SWU, em Paulínia (SP), no dia 12 de novembro, Menchú conversou com o site de Carta Capital, por telefone. A ativista destaca, entre outros aspectos, a relutância do Brasil em aceitar a resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA), para suspender o licenciamento da Usina de Belo Monte até que as comunidades indígenas sejam consultadas.
Além disso, segundo a Nobel da Paz, o Brasil é o País que mais negligencia os seus povos indígenas no mundo. “Os índios são os mais marginalizados da sociedade brasileira e o País se opõe às soluções debatidas no âmbito internacional. O Brasil permanece a nação mais conservadora na concessão de direitos aos povos indígenas.”
Na entrevista, Menchú também debate a indisposição de Israel e Palestina para chegar a um acordo de Paz verdadeiro, o movimento mundial dos “indignados” e a necessidade de se realizar uma reforma econômica e social ampla capaz de melhorar a qualidade de vida da população do planeta.
Veja abaixo a íntegra da entrevista:
CartaCapital – Como a senhora vê a relação conflituosa entre Israel e Palestina? Há uma saída para esse conflito, como a criação de dois Estados na região?
Rigoberta Menchú – É difícil que haja uma solução verdadeira na região sem passar por uma solução do povo palestino. Esse é um conflito antigo, que seria difícil resolver sem disposição para mudanças. Creio que ambos os lados não demonstram vontade verdadeira de chegar a um acordo.
CC – Como a senhora analisa os movimentos dos “indignados” contra o neoliberalismo em diversas partes do mundo? Há um futuro para esse tipo de manifestação?
RM – A decadência do sistema internacional e a crise generalizada afetam todos os povos do planeta, incluindo as grandes instituições, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), e as pessoas. Provoca também a falta de valores, a corrupção e a intolerância. Por isso, a sociedade precisa de uma reforma integral e transformações que levem a uma melhora na qualidade de vida. Há a necessidade de uma mudança no sistema econômico internacional, que mira a ganância e propaga a violência. Neste cenário, a humanidade segue por um caminho difícil, pois o vão entre a pobreza e a riqueza está cada vez maior, existe mais incidência de fome entre adultos e crianças. Precisamos recuperar o equilíbrio e a missão social que é nossa responsabilidade e também do Estado, além de fazer reformas com enfoque social.
CC – Qual a sua opinião sobre a negativa do Brasil em obedecer a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a Usina de Belo Monte?
RM – Não se levam em conta as necessidades da população local, as tensões envolvidas no processo e não se abordam os problemas indígenas no Brasil. Além disso, desviam o foco dos problemas verdadeiros, pois esta não é uma responsabilidade da OEA e sim do Estado brasileiro, que não se responsabiliza. Não se pode deixar esse problema para outros países. No Brasil, os povos indígenas são os mais marginalizados da sociedade e o País se opõe às soluções debatidas no âmbito internacional. Conheço a realidade de comunidades de índios brasileiros e são os mais silenciados do planeta. Enquanto em muitos lugares há mudanças e conquistas desta faixa da população, o Brasil se mantêm a nação mais conservadora em relação a conceder direitos aos povos indígenas.
CC – Qual a sua opinião sobre empreendimentos da magnitude de Belo Monte em áreas de florestas próximas a comunidades locais?
RM – Temos um acordo com a Organização Internacional do Trabalho que estipula a necessidade da consulta às populações em caso de exploração de seus recursos e bens naturais. Contudo, isso implica na informação porque todos devem estar conscientes das consequências e dos efeitos de um desenvolvimento econômico que pode lesionar a natureza e as comunidades. Temos muitos instrumentos já aprovados pela comunidade internacional, além da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas que também propõe uma série de métodos e soluções para diversos problemas destes povos, incluindo a exploração mineral, hidroelétrica e mineração. Em geral, esses empreendimentos poderiam ser bons para as comunidades locais caso estas fossem beneficiadas, mas na maioria das vezes as riquezas são extraídas para o exterior.
CC – Como a senhora analisa os sistemas de consulta à população criados e suas aplicações?
RM – Se não houver uma política de consulta e de aplicação das normas e regras internacionais, teremos perdido mais de 30 anos da nossa luta, pois os povos indígenas têm reivindicado seus direitos nas Nações Unidas, OEA e nos fóruns e cúpulas internacionais, onde se formaram diversos acordos. Contudo, os Estados se negam a usá-los e aplicá-los. Hoje, a discussão não é se devemos ou não permitir a exploração mineral, e sim quais os aspectos que podem poluir o ar, prejudicar e contaminar a natureza, causando graves problemas a nível organizacional, comunitário e geral. É um problema sério porque não há vontade política de nossos governantes.
CC – O Brasil tem empreendimentos desse estilo em países como Peru e Argentina. Porém, chegaram a interromper as parcerias por não as acharem vantajosas, pois enfrentariam grandes impactos ambientais. Como a senhora analisa a posição do Brasil de tentar manter essas construções sabendo que não há grandes vantagens aos vizinhos?
RM – O Brasil e os países que tenham concordado com mega projetos sobre os bens naturais devem pagar por esse custo. É muito importante de agora em diante consultar à população, fazer um trabalho social e até incluir a opinião popular. Não há nenhuma garantia de que a população se oponha a essas construções, mas os governos não podem mais fazer obras que não harmonizem em primeiro lugar os interesses da população. Chegou ao fim a imposição das transacionais e dos empresários que não se importam com a opinião da população. Além disso, é de extrema necessidade que o povo se faça ouvir e que as transnacionais sejam obrigadas a realizar um trabalho social para ganhar consciência social.

O outro lado do Irã, que a imprensa burguesa não mostra

O Irã, país situado no Oriente Próximo, é moderno, é industrializado possuindo renda per capita maior que a do Brasil, maior daquela definida para África do Sul e mesmo maior da indicada para a Tailândia, entre outros; em fevereiro do ano passado colocou em órbita, com recursos e tecnologia própria, um satélite de comunicação, o primeiro no mundo muçulmano; suas montadoras de veículos fabricam mais carros que a Itália (um milhão de carros); 35% dos iranianos têm acesso à Internet e este ano as projeções são de que atinjam 48%; a região metropolitana da Grande Teerã tem 13 milhões de habitantes, com moderna rede de metrô e de transporte público, muito superior a qualquer capital brasileira; a participação das mulheres na sociedade iraniana é das maiores no mundo. Na economia, chega a 40% (maior que no Chile, Egito, Turquia entre outros); mais de 50% dos estudantes do ensino superior são mulheres (igual à Holanda e maior que México, Chile, Turquia e a maioria dos países muçulmanos).

A música que Roberto Carlos não cantou em Jerusalém

Antes tarde que nunca. Este vídeo, contendo imagens muito fortes, não me chegou a tempo, mas os eventos são atuais: a distancia (ou descompromisso) da realidade por pelo "Rei" Roberto Carlos, numa região tão explosiva e impossível de não ser desvendada. Trata, a realidade palestina, historicamente, de uma face desalentadora dos interesses imperiais.
Novamente aviso: este vídeo contém muitas imagens fortes. Para assistir, clique Aqui 

Mulheres ainda ficam atrás em economia e política, diz estudo

culturamix.com

NOVA YORK (Reuters) - As mulheres estão praticamente no mesmo patamar que os homens em todo o mundo nas áreas de saúde e educação, mas ainda estão para trás em participação e oportunidades em economia e política, de acordo com um relatório do Fórum Econômico Mundial, divulgado nesta terça-feira (01).
O Relatório Global de Diferenças por Gênero revelou que 96 por cento das diferenças em saúde e 93 por cento das disparidades em educação foram eliminadas, comparadas com menos de dois terços das diferenças em economia e apenas um quinto em participação política.
"Enquanto as mulheres estão começando a ser tão saudáveis e educadas quanto os homens, elas claramente não estão sendo aproveitadas para a economia e estruturas de tomada de decisão nos mesmos níveis", disse Saadia Zahidi, diretor sênior do Fórum Econômico Mundial e um dos autores do relatório.
No topo do ranking de 135 países estava a Islândia, seguida pela Noruega, Finlândia, Suécia e Irlanda, enquanto que os últimos cinco são Arábia Saudita, Mali, Paquistão, Chade e Iêmen. O Brasil está em 82o lugar, três posições acima de 2010.
"Enquanto muitas economias desenvolvidas foram bem sucedidas em eliminar a diferença por gênero em educação, poucas tiveram sucesso em maximizar os retornos desse investimento. Os países nórdicos são os líderes nessa área", apontou o relatório. "No geral, essas economias tornaram possível para os pais combinarem trabalho e família", acrescentou, afirmando que as políticas levaram até ao aumento na taxa de natalidade.
Algumas das políticas bem-sucedidas dos países nórdicos identificadas pelo relatório foram a licença-paternidade obrigatória, benefícios generosos de licença-paternidade oferecidos por uma combinação de fundos de seguridade social e empregadores, incentivos tributários e programas de retorno ao mercado de trabalho pós-maternidade.
O relatório mediu as diferenças por gênero em salários, participação na mão-de-obra, emprego altamente qualificado, acesso a educação de nível básico e superior, representação nas estruturas de tomada de decisão, expectativa de vida e quociente sexual.
Os Estados Unidos subiram duas posições para o 17o lugar, assim como a Alemanha para o 11o. Grã-Bretanha caiu uma posição para o 16o, China se manteve no 61o, a Rússia subiu dois lugares, para a 43 posição, assim como a África do Sul para a 14a. A França caiu dois lugares para o 48o e o Japão caiu quatro, para 98o.
Na China, quase três quartos das mulheres trabalham, mas os salários dos homens aumentam mais rápido, apontou o relatório.
O relatório completo pode ser visto em http://www.weforum.org/reports/global-gender-gap-report-2011.

I Encontro Internacional de Blogueiros: a Era da Blogosfera

O Encontro Internacional de Blogueiros, realizado em Foz do Iguaçu, deixa claro que não estamos diante de um movimento homogêneo e que a comunicação está em permanente mutação
O 1o. Encontro Internacional dos Blogueiros, em Foz do Iguaçu, pode ser considerado um marco na história da blogosfera. Vieram blogueiros de mais de 15 países e alguns analistas de renome internacional.
Participei da mesa de abertura, ao lado do porta-voz do WikiLeaks Kristinn Hrafnsson e do criador do Le Monde Diplomatique Ignacio Ramonet.
Dias antes surgiram notícias de que o Wikileaks fecharia as portas, em função do bloqueio econômico que tem sofrido de instituições financeiras internacionais, que praticamente o impede de receber doações. Hrafnsson explicou que o site está procurando alternativas tanto financeiras quanto tecnológicas para continuar seu trabalho.
No dia 28 de novembro abrirão novamente os sistemas para receberem informações de forma segura.
Hrafnsson se disse decepcionado com a parceria firmada com grandes jornais internacionais. Seria a maior aliança midiática da história, um grande jornal em cada grande país. Mas a experiência terminou por não ser bem sucedida. Não receberam suporte adequado nem de alguns campeões da democracia, como The New York Times e The Guardian, disse ele.
Mesmo assim, considera que os documentos ajudaram a desvendar uma das maiores tramas midiáticas da história: os falsos argumentos das armas de destruição de massa, que levaram à guerra do Iraque.
Um dos principais pensadores mundiais sobre mídia, o francês Ramonet não foi bem aproveitado. Merecia ser desafiado com um tema específico sobre os novos tempos e ter tido mais tempo. Mesmo assim, passou conceitos relevantes sobre o papel da nova mídia.
De minha parte procurei passar a seguinte visão.
Não se pode falar em blogueiros como um movimento homogêneo. Tem blogueiros de todos os extratos e linhas políticas. Há um certo movimento blogueiro, primo-irmão do movimento do software livre, com características libertárias. Lembram um pouco os antigos anarquistas. São contra todas as formas de Estado, mas também contra partidos políticos, contra a velha mídia. Acreditam no trabalho colaborativo e na afirmação pessoal de cada um perante o grupo. Mas são apenas um grupo em meio a uma variedade cada vez maior.
Ramonet lembrou que as formas de comunicação estarão em permanente mutação. Hoje é o Twitter e o Facebook. Amanhã serão novas ferramentas.
Mais importante do que as ferramentas serão as formas de organização da informação.
Hoje em dia já é possível recorrer a uma quantidade enorme de informações não disponíveis em outras épocas. Quer acesso à última coletiva do Banco Central, a uma agência de notícias de graça (Agência Brasil), ao conteúdo de blogs de todas as partes do país, às palestras de determinado seminário, aos vídeos do Youtube? Esse mundo já está disponível.
É enorme a desproporção entre esse novo modelo, ainda verde, caótico, e o velho modelo.
Haverá jogos de aliança fantásticos entre blogues locais, regionais e nacionais, mídia regional e todos os veículos que de alguma forma tenham público e produzam conteúdo.  O trabalho colaborativo não permitirá mais veículos “donos” da notícia – no sentido de produzirem uma notícia fechada e ficarem donos absolutos da versão veiculada.
É um mundo novo pela frente, com enormes possibilidades para quem conseguir enxergar o futuro.
Leia também:
  1. Jornalismo na era do remix
  2. Na era das redes sociais, novo papel do jornalismo
  3. Um ano de Era Wikileaks
  4. Emir Sader propõe balanço da era Chávez
  5. Stuxnet: a era da guerra cibernética começou?
  6. Seminário “Mídias Livres na era digital” 13/05
  7. Seminário “Mídias Livres na era digital” 27/05
  8. Castells: o poder na ponta de uma antena
  9. A semana em que as elites perderam a noção
  10. Justiça: arma contra os blogs
Platéia do Encontro

Brasil deve ser último país a deixar Haiti, diz general


Da redação JCNet / Com Reuters
O Brasil deve ser o último país a retirar completamente suas tropas do Haiti, que ainda se recupera dos efeitos do devastador terremoto do ano passado, disse o general brasileiro que comanda a missão de paz da Organização das Nações Unidas na nação caribenha.
Como líder militar da missão de paz, conhecida como Minustah, o Brasil é o maior contingente de militares estrangeiros no Haiti, com 2.100 homens, e suas tropas são responsáveis pelo patrulhamento da capital Porto Príncipe, incluindo regiões sensíveis, como os bairros de Bel Air e Cité Soleil, ainda considerados violentos.
De acordo com um plano recentemente aprovado pela ONU, serão retirados cerca de 2.700 homens da missão, reduzindo o contingente a 10.600 soldados e policiais, nível anterior a janeiro de 2010, quando a presença foi ampliada como resposta ao devastador terremoto que atingiu o Haiti, e que matou mais de 250 mil pessoas.
"A redução é parte da política da ONU... Até agora, a Minustah teve bons resultados, (então) é capaz de começar a pensar em reduzir as tropas", disse o general Luiz Ramos, citando melhorias nos níveis de segurança, que permitirão maior empenho nos trabalhos de reconstrução do país.
"O Brasil deve ser o último a sair, mas a decisão final depende de Nova York (da ONU)", acrescentou o general, sem citar possíveis prazos para uma retirada total das forças.
Outro alto integrante militar da missão, sob condição de anonimato, disse, no entanto, haver estudos na entidade com cenários para a retirada total das tropas da ONU, mas também não citou prazos.
A Minustah foi criada em 2004, após uma sangrenta revolta que levou à queda do então presidente haitiano, Jean Betrand-Aristide, que retornou ao país em março após sete anos no exílio.
A Minustah enfrenta crescente impopularidade entre haitianos, agravada após alegações de que soldados nepaleses da força de paz teriam causado a epidemia de cólera que matou mais de 6 mil pessoas no país e por acusações de que um grupo de militares uruguaios teria abusado sexualmente de um haitiano de 18 anos.
Fonte:  Jcnet

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A Honra Reconquistada de Muammar al-Gaddafi

Mário Maestri*
Muammar Abu Minyar al-Gaddafi caiu combatendo na defesa da independência nacional de sua nação.  Resistiu, cidade por cidade, quarteirão por quarteirão, casa por casa, até ficar encurralado com seus derradeiros companheiros e companheiras, feras indomáveis, nos poucos metros de terra líbia livre. Como dissera, enfrentou, até a morte, irredutível, a coligação das mais poderosas nações imperialistas ocidentais.
Ferido, foi preso, achincalhado, arrastado, torturado e, já moribundo, assassinado. Em torno dele desencadernava a canalha armada e excitada que se banqueteava, havia semanas, rapinando, executando, violando a população da cidade heróica de Sirte, arrasada por sua resistência à recolonização do país. Sirte, no litoral mediterrânico, com mais de 130 mil habitantes, éi sede de universidade pública, destruída, e do terminal do impressionante rio artificial que retirava as águas fósseis do deserto do Saara para aplacar a das populações e agricultura líbia.
Nas últimas cidades rebeldes, encanzinados franco-atiradores, homens e mulheres, jovens e adultos, foram calados com o arrasamento pela artilharia pesada dos prédios em que se encontravam. Estradas, portos, centrais elétricas e telefônicas, quartéis, escolas, creches, hospitais, aeroportos, estações televisivas e radiofônicas, a infraestrutura do país construída nas últimas quatro décadas, foi arrasada por seis meses de ataques aéreos, navais e missilísticos - mais de cinqüenta mil bombas! -, responsáveis por enorme parte dos talvez cinqüenta mil mortos, em população de pouco mais de seis milhões de habitantes.
A lúgubre paz dos cemitérios reina finalmente sobre a Líbia submetida.
Quarenta e dois anos após a conquista de sua independência nacional, a Líbia retorna ao controle neocolonial do imperialismo inglês e francês, que dividiram a hegemonia sobre o país após a 2ª Guerra, que pôs fim à dura dominação colonial da Itália fascista. Tudo é claro sob a vigilância impassível da hiena estadunidense.
Em 1969, o então jovem coronel Muammar, com 27 anos, chegava do deserto para comandar o golpe de jovens militares pela independência e unidade da Líbia, animado pelas esperançosas idéias do pan-arabismo de corte nacionalista e socialista. Do movimento surgiu um Estado laico, progressista e anti-imperialista, que nacionalizou os bancos, as grandes empresas e os recursos petrolíferos do país.
Quarenta e três anos mais tarde, Gaddafi  cai simbolizando os mesmos ideais. Com sua morte, expia dramática e tardiamente sua irresponsável tentativa de acomodação às forças do imperialismo, empreendida após a vitória mundial da contra-revolução liberal.
Quem abraça o demônio, jamais dirige a dança! Foi o movimento de privatizações, de "austeridade", de abertura ao capital mundial, de apoio às políticas imperialistas na África, etc., sob os golpes da crise mundial, o grande responsável pela perda de consenso social de ordem que, no contexto de suas enormes contradições, realizara a mais ampla e democrática distribuição popular da renda petroleira das nações arábico-orientais.
Por décadas, ao contrário do que ocorria com tunisianos, argelinos, egípcios, etc.  não se viu na Europa um líbio à procura de um trabalho que encontrava em seu país. Ao contrário, o país terminou como destino de forte imigração de trabalhadores da África negra subsaariana, atualmente maltratados, torturados, executados por membros das "tropas revolucionárias" arregimentadas pelo imperialismo, sob a desculpa de ser os "mercenários" de Ghadafi.
            A intervenção na Líbia não procurou apenas recuperar o controle direto das importantes reservas petrolíferas pelo imperialismo inglês, francês e estadunidense. Objetivou também assentar golpe mortal na revolução democrática e popular do norte da África, mostrando a capacidade de arrasar implacavelmente qualquer movimento de autonomia real. Com uma Líbia recolonizada, espera-se construir plataforma de intervenção regional, que substitua o hoje convulsionado Egito.
            A operação líbia significou também conquistas marginais, além do controle do petróleo, da disposição de sufocação da revolução democrático-popular árabe, da construção de plataforma imperialista na região.
            Enormes segmentos da esquerda mundial, sem exceção de grupos auto-proclamados radicais, embarcaram-se no apoio de fato à intervenção imperialista, defendendo graus diversos da sui-generis proposta de estar com o "movimento revolucionário" líbio e contra o imperialismo que o criara e sustentara. Aplaudiam as bombas que choviam sobre o país, propondo que não sustentavam a intervenção da OTAN!
          Para não se distanciarem da opinião pública sobre o governo líbio e os sucessos atuais, construída pela tradicional subordinação e hipocrisia da grande mídia mundial, seguiram na saudação das forças "revolucionárias líbias", como se não fossem meras criaturas da intervenção imperialista, como demonstraram - e seguirão demonstrando - inapelavelmente os fatos! Os revolucionários líbios não avançaram um metro nos combates, sem o aterrador apoio aéreo e a seguir terrestre da OTAN. Em não poucos casos, também como fizera Gaddafi nos últimos tempos, procuram consciente ou inconscientemente acomodar-se à besta imperialista.
*Mário Maestri, 63, sul-rio-grandense, é professor do curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UFF. maestri@via-rs.net

Colômbia e seus crimes impunes: o caso da Union Patriótica

Um passeio por mais um rincão triste da memória do povo colombiano. Por este crime, até hoje, ninguém foi punido. Brindamos a todos um documentário que trata do partido politico colombiano, chamado La Union Patriotica. Em torno de 4000 de seus membros foram mortos, num genocídio perpetrado por políticos, paramilitares e militares, num plano cinicamente denominado "el baile rojo" (o baile vermelho). Assista ao documentário-denúncia e indigne-se:


OAKLAND CALIFORNIA: GREVE GERAL AMANHÃ

Greve Geral em Oakland, Califórinia está marcada para amanhã, 2 de novembro, convocada pelo movimento Ocupar Oakland.


A greve se coloca como manifestação de solidariedade com o Movimento de ocupação das cidades de todo o mundo, como contraposição à brutalidade policial e em defesa das escolas públicas e livrarias de Oakland. Conclama a todos a lutarem contra o sistema econômico construído sob a grande desigualdade, sob o poder corporativo e amparado no racismo, no sexismo e na destruição do meio ambiente.

Mostra Luta 2011

A Mostra Luta chega em sua quarta versão, com o objetivo de exibir e discutir as produções dos movimentos sociais e das organizações dos trabalhadores, como vídeos, fotografias, quadrinhos e montagens teatrais. Mostrar as lutas que ocorrem em nosso país é, por si só, uma atividade importantíssima, tendo em vista o enorme bloqueio da mídia … ( Leia mais » )